Marino

 

Marino é o 10° Maior artilheiro da história do Grêmio


Marino da Silva
Nascimento: 21/03/1939
São Leopoldo-RS
Posição: Ponta Direita
Estreia: Grêmio 2x2 Pelota (04/05/1960)
Última partida:  Grêmio 2 x1 Esportivo (04/04/1965)
Jogos/gols: 238/117
Títulos: Campeonato Sul-Brasileiro (1962), Campeonato Gaúcho (1960, 1962, 1963 e 1964) e
Campeonato Citadino de Porto Alegre (1960 e 1964).

       Marino começou a sua carreira jogando nos juvenis do Aimoré, na década de 1950, fazendo parte do elenco profissional entre 1956 e 1959. No período, chegou a ser vice-campeão gaúcho, perdendo a decisão, justamente, para o Tricolor.
       No ano de 1960, foi convocado para a Seleção Brasileira para disputar o Panamericano, conquistando o vice-campeonato.
       O atacante Marino da Silva atuou no Grêmio entre 1960 e 1965. Seu primeiro jogo com a camisa do Grêmio foi no dia 04/05/1960 no jogo Grêmio 2x2 Pelotas, um amistoso no Estádio Olímpico. Foi sempre lembrado pela torcida pelas conquistas dos Campeonatos Gaúchos de 1960, 1962, 1963 e 1964, além de ser campeão do torneio Sul-Brasileiro de forma invicta, em 1962. Neste mesmo ano o Grêmio conquistou o Torneio da Legalidade.
       Foi o autor dos dois gols do Gre-Nal final do Campeonato Gaúcho de 1962, que levou o Grêmio a disputar e conquistar o Supercampeonato. Marcou os 4 gols do Gre-Nal festivo de 1º de maio de 1963, vencido pelo Grêmio, no Olímpico por 4 a 1, feito inédito do clássico na era do futebol profissional. 
       Ele também é o terceiro maior artilheiro do Grêmio em duelos contra o rival com sete bolas nas redes, atrás apenas de Luiz Carvalho e Alcindo. Marino ainda participou das duas excursões do Grêmio à Europa, realizada nos anos de 1961 e 1962.


       Seu último jogo foi na vitória do Grêmio por 2 a 1 no amistoso contra o Esportivo de Bento Gonçalves, em 4 de abril de 1965.
       Marino é o 10° maior artilheiro da história do Grêmio. Foram 238 jogos e 117 gols com a camisa tricolor. A passagem do jogador pelo Grêmio foi tão forte, que ele deixou a marca de seus pés na calçada da fama do Tricolor em 2001. 
       O atacante jogou ainda no Cerro–URU, no Cruzeiro de Porto Alegre, no Esportivo de Bento Gonçalves e no Internacional, onde encerrou a carreira em 1968. Depois que deixou de jogar seguiu a vida com trabalhos fora do futebol. Passou pela VARIG, teve lanchonete, foi taxista e se aposentou como funcionário da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica). O primeiro teste de emprego sem as chuteiras marcou para sempre e virou uma lição. "Ele concorria pela vaga com outro cara, havia tempo para entregar a peça no torno. O outro cara teve problema na máquina e aí o tio parou e foi ajudar ele a fazer o torno funcionar de novo. Eles terminam juntos, depois do prazo, e mesmo assim ele foi escolhido. Foi um ato de solidariedade enorme, mas ele tratava como algo comum. Não fazia firula com isso" conta Jari, sobrinho de Marino.
       Ainda trabalhou nas escolinhas do Aimoré de 1994 a 2001. 
    Faleceu em 26 de setembro de 2001, aos 62 anos em São Leopoldo. Em março de 2010, o Aimoré inaugurou um alojamento com seu nome.

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