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Marcelo Oliveira



Marcelo Oliveira Ferreira
Nascimento: 29/03/1987
Salvador-BA
Posição: Lateral esquerdo
Altura: 1,84 m
Peso: 76 kg
Estreia: Grêmio 2x2 Novo Hamburgo (21/01/2015)
Última partida: Grêmio 2x1 Coritiba (07/10/2020)
Jogos/Gols: 174/6
Títulos: Copa Libertadores da América (2017), Recopa Sul-Americana (2018), Copa do Brasil (2016), Campeonato Gaúcho (2018, 2019 e 2020) e Recopa Gaúcha (2019).

    Marcelo Oliveira começou sua carreira no Corinthians em 2004 e permaneceu até 2011. Depois jogou por Paulista, Grêmio Barueri, Athletico Paranaense, Cruzeiro e Palmeiras. Em 2015 veio para o Grêmio (seu último clube da carreira).
    Pelo Grêmio Marcelo Oliveira conquistou 7 títulos, entre eles a Copa do Brasil, a Libertadores e a Recopa Sul-Americana.
    Disputou 11 Gre-Nais (4 vitórias, 5 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 51.52%. Com ele em campo, foram 12 gols a favor e 6 gols sofridos. Estreou no Clássico em 1 de março de 2015 (0x0 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 17 de março de 2019 (vitória de 1x0 na Arena). Marcelo Oliveira também participou do histórico Gre-Nal em que o Grêmio atropelou o rival e fez 5x0 na Arena do Grêmio (a maior goleada do século nos Gre-Nais).
    Pelas outras equipes, Marcelo Oliveira foi Campeão Brasileiro da Série B (2008), Campeonato Paulista e Copa do Brasil (2009) pelo Corinthians. Também conquistou a série B pelo Palmeiras em 2013.
    Após o término da carreira, o lateral foi coordenador técnico do Grêmio.




Lúcio

 


Lúcio Carlos Cajueiro Souza
Nascimento: 20/06/1979
Olinda-PE
Peso: 61kg
Altura: 1,76m
Posição: Lateral-esquerdo e Meia
Estreia: Grêmio 6x2 Brasil-PEL (22/02/2007)
Última partida: Internacional 1x0 Grêmio (04/12/2011)
Jogos/gols: 105/4
Títulos: Campeonato Gaúcho de 2007 e 2010.

       Lúcio foi um lateral-esquerdo que também atuava como meia e tinha como característica a velocidade, o drible e o apoio ao ataque. Fazia ótimos cruzamentos e ótimo posicionamento tático.
       Começou sua carreira no futsal depois foi para o campo na base do Unibol (Pernambuco). Se profissionalizou no São Bento-SP em 2001. Depois passou por Gama-DF, XV de Piracicaba, Ituano, São Caetano, Palmeiras e São Paulo até chegar no Grêmio em 2007. Sua estreia foi no jogo Grêmio 6x2 Brasil de Pelotas no dia 22 de fevereiro. Já no seu primeiro ano conquistou o Campeonato Gaúcho e foi Vice-Campeão da Libertadores da América, sendo derrotado pelo Boca Juniors.
       Disputou 7 Gre-Nais (2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas). Com ele em campo, foram 9 gols a favor (2 marcados por ele) e 10 gols sofridos. Estreou no Clássico em 24/06/2007 com vitória de 2x0 no Beira-Rio, sendo que marcou o gol que abriu o placar logo aos 7 minutos de jogo. Na derrota por 3x2 em  15/05/2011 no Beira-Rio, Lúcio também fez o primeiro gol do jogo aos 15 minutos do primeiro tempo. Seu último clássico foi em 04/12/2011 na derrota por 1x0 para o Inter, também no Estádio Beira-Rio.
      Em 2010, Lúcio foi novamente Campeão Gaúcho pelo Grêmio, porém em fevereiro rompeu os ligamentos do joelho esquerdo, o que o deixou 7 meses sem jogar. Ainda atuaria até o dia 04/12/2011 quando fez sua última partida pelo Grêmio na derrota para o Inter por 1x0 no Beira-Rio. Com a camisa do Grêmio Lúcio jogou 105 jogos e marcou 4 gols.
       Em julho de 2007, Lúcio teve uma passagem pelo Harta Berlin-ALE. Após deixar o Grêmio jogou pelo Náutico, Fortaleza, Salgueiro-PE, Santa Cruz-PE, Veranópolis-RS, Taboão da Serra-SP, Operário de Dourados-MG, Batel-PR e Tupynambás-MG onde encerrou a carreira em 2020. Lúcio foi Campeão Paulista da Série A3 em 2001 pelo São Bento, Campeão Paulista em 2002 pelo Ituano, Campeão Brasileiro da Série B em 2003 pelo Palmeiras e Campeão Brasileiro pelo São Paulo em 2006. Em 2015 foi Campeão do Interior pelo São Bento-SP.

Rubens Cardoso



Rubens Vanderlei Tavares Cardoso
Nascimento: 06/09/1976
São Paulo-SP
Posição: Lateral-esquerdo
Altura: 1,78 m
Peso: 69 kg
Estreia: Grêmio 1x0 América-MG (08/02/2001)
Última partida: Atlético-MG 3x0 Grêmio (05/12/2001)
Jogos/Gols: 67/4
Títulos: Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (2001)

    Rubens Cardoso surgiu na base do Botafogo-SP em 1996. Em 1999, Rubens Cardoso marcou o gol da vitória do Guarani por 3x2 contra o Grêmio. Depois, jogou pelo Santos e chegou no Grêmio em 2001.
    Jogou toda a temporada como titular e conquistou o Campeonato Gaúcho e a Copa do Brasil.
Um de seus gols marcados com a camisa do Grêmio contribuiu para a conquista da Copa do Brasil (a quarta do Grêmio até então): foi na vitória de 4x1 contra o Vila Nova na 1ª Fase, no jogo de volta, no Estádio Olímpico, quando aos 40 minutos do segundo tempo ele fez o quarto gol do  Grêmio e decretou a classificação gremista, rumo à conquista.
    Disputou 3 Gre-Nais pelo Grêmio (2 vitórias, 1 empate e nenhuma derrota), com um aproveitamento de 77.78%. Com ele em campo, foram 5 gols a favor e 2 gols sofridos. Estreou no Clássico pelo Grêmio em 1 de abril de 2001 na grande vitória por 4x2 (com esta vitória no Olímpico, o GRÊMIO sagrou-se, antecipadamente, campeão do 1º Turno. Ganhou, também, o Troféu "50 Anos da Rádio Independente"). Seu último clássico foi em 6 de outubro de 2001, no 1x0 sobre o rival, também no Estádio Olímpico.
    Depois do Grêmio, jogou por clubes como São Caetano, Palmeiras, Santos, Atlético Mineiro, Internacional, Coritiba, Bahia, Sertãozinho, Jabaquara.
    Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, conquistou a Copa Libertadores, Mundial de Clubes e Recopa Sul-Americana pelo Inter. Com o Coritiba, foi Campeão Paranaense em 2008.
Depois que encerrou a carreira pelo Jabaquara em 2012, Rubens Cardoso fez parte da comissão técnica do Treinador Clemer. 



Roger

 

Roger, o maior lateral esquerdo da história do Grêmio depois de Everaldo.

Roger Machado Marques
Data de Nascimento: 25/04/1975
Porto Alegre-RS
Altura: 1,76m
Peso: 75kg
Posição: Lateral esquerdo
Estreia: Igrejinha 0x1 Grêmio (03/02/1994)
Última partida: Grêmio 3x0 Corinthians (14/12/2003)
Jogos/gols: 500/7
Títulos: Taça Libertadores da América, Sanwa Cup (1995), Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil (1994, 1997 e 2001 - as 2 primeiras de forma invicta), Recopa Sul-Americana (1996). Campeonato Gaúcho (1995, 1996, 1999 e 2001), Copa Sul (1999) e Copa Renner (1996).

       Um dos grandes jogadores da história do Grêmio. Talvez o segundo melhor lateral-esquerdo do clube, atrás apenas do lendário Everaldo. Roger conquistou praticamente todos os títulos possíveis pela equipe gaúcha e se tornou um dos grandes ídolos (Campeonato Gaúcho 4 vezes, Copa Sul, Copa do Brasil 3 vezes, Campeonato Brasileiro, Recopa Sul-Americana, Libertadores da América entre outras copas como Sanwa Cup e Copa Renner). É um dos jogadores mais vezes campeão com a camisa do Grêmio em toda a história do clube como titular por 10 anos seguidos. Roger passou em um teste realizado em 1991 e ficou três anos atuando pela base.

       No final de 1993, o técnico Felipão deu oportunidade ao jovem, junto com outros jogadores da base. A partir de 1994 com as boas atuações, o lateral foi se consolidando na equipe profissional, quando em agosto o Grêmio conquistou a Copa do Brasil com Roger como titular da equipe.
O ano de 1995 foi histórico para o clube e para o jovem lateral, que ajudou a equipe a conquistar o Campeonato Gaúcho sobre o Internacional com um time misto, chamado de Banguzinho e também o grande título da Copa Libertadores (o segundo na história do Grêmio até aquele momento). 
       Em 1996, o lateral conquistou dois títulos inéditos em sua carreira: a Recopa Sul-Americana no início da temporada e o Campeonato Brasileiro em dezembro. O bi-gaúcho foi conquistado na metade do ano. Os anos vitoriosos do Grêmio ainda não tinham acabado e Roger cada vez mais colocando seu nome na história do clube. 
       Em 1997, o clube venceu novamente a Copa do Brasil, desta vez dentro do Maracanã lotado, com Roger sendo destaque na final dando assistência para o gol de Carlos Miguel no empate em 2x2 contra o Flamengo, garantindo o Tri-Invicto da Copa do Brasil. 
Em 1999, Roger conquistou o Campeonato Gaúcho e também venceu a primeira Copa Sul. Em 2001, como terceiro zagueiro no esquema 3-5-2 do técnico Tite voltou a ser campeão com a equipe gaúcha. O Grêmio venceu a Copa do Brasil pela quarta vez e também o Campeonato Gaúcho. Após todos estes anos de conquistas, o lateral mesmo atuando como terceiro zagueiro foi convocado para a Seleção Brasileira para atuar na lateral na Copa América.

       Roger fez cerca de 500 jogos com a camisa do Grêmio e marcou 7 gols. É o quinto jogador que mais vezes vestiu a camisa tricolor. Permaneceu no clube até 2003. Teve passagem pelo Japão (Vissel Kobe) e entre 2006 e 2008 atuou no Fluminense, onde foi campeão da Copa do Brasil e autor do gol que garantiu o título. Este gol garantiu ao jogador o status de único atleta a conquistar a Copa do Brasil quatro vezes.
       Em 2009 assinou contrato com o D.C. United, dos Estados Unidos, onde pretendia encerrar sua carreira. Entretanto, Roger acabou deixando o time uma semana após a sua apresentação porque teve um problema na região lombar. Desse modo, ele acabou retornando ao Brasil para se recuperar, vindo a se aposentar dos gramados pouco tempo depois. 
       Em 2011 iniciou uma nova etapa na sua carreira como auxiliar técnico do Grêmio e em 2014 se tornou técnico oficialmente no comando do Juventude. Passou por Novo Hamburgo, Grêmio (por duas vezes), Atlético-MG, Palmeiras, Bahia, Fluminense e atualmente (2024) é técnico do Internacional. Na sua carreira como técnico, Roger é campeão baiano (Bahia), bicampeão mineiro (Atlético-MG), campeão gaúcho e da Recopa Gaúcha (Grêmio). É um promissor técnico da nova geração de treinadores brasileiros, onde se destaca por ser um estudioso de esquemas táticos e também da parte psicológica e emocional dos atletas.
       Como técnico do Grêmio Roger tem 2 passagens, a primeira em 2015 e 2016, onde apesar de não ter conquistado nenhum título, foi técnico do icônico Gre-Nal dos 5x0 na Arena, maior goleada aplicada no clássico nos últimos 84 anos. Na sua segunda passagem, em 2022 foi campeão gaúcho e da Recopa gaúcha, ano em que também foi aplicada uma goleada por 3x0 no seu maior rival, em pleno Beira-Rio.
       Roger, como um dos jogadores que mais conquistou títulos no Grêmio é atleta laureado e está na Calçada da Fama (honrarias máximas do clube oferecidas à poucos atletas na história). Sua ida para o Internacional divide a torcida do Grêmio. Há aqueles que aceitam como uma simples decisão profissional e há aqueles que se sentem traídos, tendo em vista tudo o que conquistou como jogador do Grêmio, que o projetou para o futebol. Há também um terceiro grupo, infelizmente formado por vândalos que chegaram a cimentar a placa onde foram colocados os pés do ex-jogador e ex-técnico do clube na Calçada da Fama (que foi prontamente restaurada pela direção do clube).

Ayupe



Marco Aurélio Ayupe
Nascimento: 25/04/1969
São João Nepomuceno-MG
Posição: Lateral direito
Estreia: Copenhague 1x0 Grêmio (07/01/1994)
Última partida: Grêmio 1x4 Internacional (17/12/1994)
Jogos/gols: 74/8
Títulos: Copa do Brasil (Invicto) em 1994.

    Marco Aurélio Ayupe é um ex-lateral-direito que teve conquistas importantes e passagens por grandes clubes do futebol brasileiro. Começou na base do Vasco da Gama em 1982 e, após se destacar, chegou ao profissional, onde fez 65 partidas pelo clube carioca. Nesse período, participou de um elenco vitorioso, conquistando o Campeonato Brasileiro de 1989, o Troféu Ramón de Carranza no mesmo ano, a Taça Guanabara e a Taça Adolpho Bloch em 1990, além do Torneio João Havelange em 1993, títulos que consolidaram sua passagem por São Januário.​
Depois de suas primeiras temporadas como profissional no Vasco, Ayupe defendeu o Bragantino entre 1991 e 1993, retornando em seguida ao clube cruz-maltino para mais um período no time que o revelou. 
    Em 1994, transferiu-se para o Grêmio, onde viveu um dos momentos mais marcantes da carreira ao conquistar a Copa do Brasil de forma invicta, fazendo parte de um grupo histórico do clube gaúcho. Nos clássicos Gre-Nal, disputou apenas duas partidas, ambas com derrotas gremistas (1x0 no Beira-Rio e 4x1 no Estádio Olímpico), mas deixou sua marca com um golaço, um raro gol olímpico.​
    Após a passagem por Porto Alegre, Ayupe seguiu trajetória por diversos clubes, como Portuguesa de Desportos, Corinthians, Portuguesa Santista, São José-SP, Comercial de Ribeirão Preto, Mogi Mirim e América-RJ, demonstrando versatilidade e experiência em diferentes centros do futebol nacional. Pelo Mogi Mirim, conquistou o Campeonato Paulista Série A2 em 1995; com a camisa da Portuguesa, levantou o Torneio Início Paulista de 1996; e pelo Corinthians integrou o elenco campeão do Campeonato Paulista de 1997. 
    Depois de encerrar a carreira como jogador, manteve o vínculo com o esporte, passando a trabalhar com futebol para crianças, dedicando-se à formação de novos atletas e cidadãos ao compartilhar sua experiência.



Branco


Cláudio Ibraim Vaz Leal
Nascimento: 04/04/1964
Bagé-RS
Altura: 1,80m
Peso: 76 kg
Posição: Lateral-esquerdo
Estreia: Grêmio 0x1 Santos (29/09/1993).
Última partida: Mundo Novo 0x12 Grêmio (20/11/1993). Branco fez 3 gols neste amistoso.
Jogos/gols: 11/4

    Branco já era um lateral renomado quando vestiu a camisa do Grêmio em 1993, porém iniciou sua trajetória no futebol nas categorias de base do Bagé, mas logo se destacou no Guarany de Bagé, chamando a atenção da Seleção Gaúcha sub-20. Sua carreira tomou impulso ao se transferir para o Fluminense, onde conquistou títulos expressivos, incluindo o tricampeonato carioca e o Campeonato Brasileiro de 1984. Branco firmou-se como um dos melhores laterais-esquerdos do país e, em 1986, seguiu para o futebol europeu, atuando inicialmente no Brescia, da Itália, e, depois, no Porto, de Portugal, onde faturou o título nacional. Posteriormente, Branco defendeu o Genoa, tornando-se peça importante da equipe e conquistando destaque com gols decisivos, inclusive em clássicos e competições europeias. 
Em 1993, retornou ao Brasil para jogar no Grêmio, tendo passagem marcante com direito a hat-trick em um amistoso na vitória de 12x0 contra o Mundo Novo, justamente em sua despedida.
    Branco esteve em campo em um jogo simbólico no Estádio Olímpico: O Grêmio faz 1x0 aos 17 minutos quando Gilson marcou de cabeça o primeiro gol da classificação do Grêmio contra o Peñarol-URU pela Supercopa. A partida se desenrolou de forma tensa, com os ânimos acirrados e quatro jogadores foram expulsos de cada equipe. O jogo terminou 2x0 e se transformou numa batalha campal, com direito a invasão da torcida e uma épica briga entre os jogadores do Peñarol e brigadianos. Tal ocorrência resultou na interdição do estádio.
    Não disputou nenhum Gre-Nal com a camisa do Grêmio, porém em 31/10/1995 quando foi jogador do Inter, esteve em campo na vitória do Grêmio por 1x0 no Beira-Rio, quando Jardel anotou o famoso "Gol Gamarra", jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano.
    Passou ainda por Corinthians, onde foi protagonista, e depois integrou o lendário elenco do Flamengo no centenário do clube, atuando também pelo Internacional. No exterior, teve curta passagem pelo Middlesbrough, da Inglaterra, antes de jogar por Mogi Mirim e, posteriormente, pelo MetroStars, dos Estados Unidos. Encerraria a carreira em sua última passagem pelo Fluminense.
     Ao longo de sua trajetória, Branco foi figura constante na Seleção Brasileira, participando de três Copas do Mundo. Tornou-se herói nacional ao marcar o gol decisivo contra a Holanda, que classificou o Brasil para as semifinais na conquista do tetracampeonato, em 1994.
    Após se aposentar dos gramados, Branco trabalhou como coordenador das divisões de base da CBF, dirigente e técnico em clubes como Fluminense, Figueirense, Sobradinho e Guarani, além de atuar como comentarista esportivo durante a Copa do Mundo de 2014. Reconhecido por sua força nos chutes e sua personalidade marcante, Branco segue sendo lembrado como um dos melhores laterais-esquerdos da história do futebol brasileiro.

Hélcio

 


Hélcio de Lima Scardanzan
Nascimento: 05/05/1964
Lapa-PR
Posição: Lateral Esquerdo
Altura: 1,72 m
Peso: 71 kg
Jogos/gols: 107/0
Estreia: Glória 1x2 Grêmio (30/04/1989)
Última partida: Juventude 1x1 Grêmio (14/07/1991)
Títulos: Campeonato Gaúcho (1989 e 1990), Supercopa do Brasil (1990) e Copa do Brasil (1990).

    Hélcio foi um lateral-esquerdo formado no Coritiba, clube em que iniciou a carreira profissional em 1984. Em 1985 foi Campeão Brasileiro pelo Coxa. No ano de 1986 Hélcio disputou o Campeonato Sul-Americano Extra pela Seleção Brasileira. Foram duas partidas: 1x1 com a Colômbia (derrota por 4x3 nos pênaltis) e vitória de 1x0 sobre o Chile (os donos da casa), resultado que garantiu a medalha de bronze para o Brasil. Depois de alguns anos no futebol paranaense, passou pelo Guarani em 1988.​
    Em 1989, chegou ao Grêmio e conquistou, naquele ano, o Campeonato Gaúcho e a Copa do Brasil, esta de forma invicta. Em 1990, permaneceu no grupo campeão gaúcho – garantindo o hexa estadual – e da Supercopa do Brasil. 
    Nos Gre-Nais, disputou 7 clássicos, com 4 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, com saldo de 9 gols a favor e 4 sofridos com ele em campo. Sua estreia no clássico foi em 28 de maio de 1989, na vitória por 3 a 1 no Beira-Rio, e o último Gre-Nal em 26 de agosto de 1990, triunfo por 1 a 0, também no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Hélcio permaneceu no Grêmio até 1991.​
    Após sair do clube gaúcho, seguiu carreira em equipes de diferentes centros, como Paysandu, Náutico Botafogo-SP, Glória de Vacaria e Brasil de Pelotas. 
    Hélcio é formado em Educação Física pela Universidade Tuiuti do Paraná. Foi treinador das categorias mirim e pré-infantil do Coritiba, além de acumular experiência em várias escolinhas de futebol. Também trabalhou como professor de Futebol no Colégio Medianeira em Curitiba.





Paulo César Magalhães

 

Paulo César Magalhães
Nascimento: 27/03/1963
Santana do Livramento-RS
Posição: Lateral esquerdo
Altura: 1,80 m
Peso: 76 kg
Estreia: Inter-SM 3x1 Grêmio (08/11/1981)
Última partida: Guarany (Cruz Alta) 0x3 Grêmio (14/07/1985)
Jogos/gols: 158/3
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial (1983)

    Paulo César, lateral esquerdo seguro e de apoio preciso ao ataque, iniciou sua trajetória no Grêmio em 1976, quando chegou para realizar testes na equipe infantil do clube. Sua habilidade e regularidade o levaram a ser presença constante nas seleções brasileiras de base.
    No Grêmio, viveu seu período mais marcante no ano de 1983. Foi fundamental nas grandes conquistas internacionais do clube, tornando-se Campeão da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Estes títulos colocaram Paulo César na história do Tricolor Gaúcho como um dos integrantes das equipes mais vitoriosas do clube.


    Durante sua passagem, disputou 7 Gre-Nais pelo Grêmio, com 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, alcançando um aproveitamento de 42,86% nos clássicos contra o Internacional. Enquanto esteve em campo nesses confrontos, o Grêmio marcou 9 gols (sendo 1 dele) e sofreu 8. Sua estreia em Gre-Nal pelo clube aconteceu em 29/11/1981, no empate em 1x1 no Estádio Olímpico, e o último clássico foi em 23/09/1984, na derrota por 2x0, também no Olímpico.
    Após deixar o Grêmio, Paulo César seguiu a carreira em clubes de destaque como Vasco da Gama, Internacional, XV de Jaú, Vitória, Remo, Goiás, Goiânia, Concórdia, Juventus-SC, São Paulo-RS, XV de Novembro de Campo Bom-RS e Novo Hamburgo — este último sendo o clube onde encerrou sua trajetória como jogador.
    Depois de pendurar as chuteiras, Paulo César se dedicou à função de técnico e dirigente, atuando principalmente no Cerâmica de Gravataí-RS.
    Pela representatividade e conquistas históricas, Paulo César foi eternizado na Calçada da Fama do Grêmio, uma homenagem ao legado que deixou no clube e à torcida tricolor.



Casemiro



Casemiro Mior
Nascimento: 07/01/1958
Serafina Corrêa-RS
Altura: 1,75m
Peso: 71 kg
Posição: Lateral-esquerdo
Estreia: Novo Hamburgo 0x1 Grêmio (10/09/1980)
Última partida: Figueirense 3x1 Grêmio (11/12/1987)
Jogos/gols: 378/5 

    Casemiro Mior é um dos grandes exemplos de lateral-esquerdo com passe qualificado e inteligência tática do futebol gaúcho. Iniciou sua carreira no Grêmio em 1979, sendo temporariamente emprestado ao Juventude por um ano, mas logo retornou ao tricolor para marcar época. Em sua trajetória pelo Grêmio, Casemiro conquistou títulos históricos: foi campeão brasileiro em 1981, campeão gaúcho nos anos de 1980, 1985, 1986 e 1987, além de compor o vitorioso elenco campeão da Taça Libertadores da América e do Mundial de Clubes em 1983. Nos Gre-Nais, disputou 25 clássicos vestindo a camisa gremista — com 11 vitórias, 9 empates e 5 derrotas, resultando em um aproveitamento de 56%. Estreou em Gre-Nais em 26/07/1981 (Grêmio 0x0 Internacional) e encerrou sua série nesses duelos em 12/10/1987 (Internacional 0x1 Grêmio). Em todos esses confrontos, nunca foi expulso e, com ele em campo, o Grêmio marcou 30 gols e sofreu 24.

    Após encerrar seu ciclo como jogador do Grêmio, Casemiro atuou pelo Internacional em 1988, além de defender a Internacional de Limeira. Na transição para a carreira de treinador, alcançou destaque internacional — entre 1998 e 2000, comandou a seleção de Hong Kong e os clubes Eastern e South China, sendo eleito três vezes o melhor treinador do ano no país. Fez história ao liderar o Nacional da Ilha da Madeira ao 4º lugar do Campeonato Português em 2004, a melhor campanha da história do clube. No Brasil, dirigiu equipes como Atlético-PR, Fortaleza, Ypiranga, entre outros, e também trabalhou nas categorias de base do Al-Jazira, dos Emirados Árabes. 

    Atualmente, reside em Esteio, na Grande Porto Alegre, após uma carreira marcada pela seriedade, respeito e títulos, mesmo sem o brilho típico da grande mídia.



Everaldo



Everaldo Marques da Silva
11/09/1944, Porto Alegre-RS
Altura: 1,78 m
Peso: 73 kg
Posição: Lateral esquerdo
Estreia: Grêmio 2x0 Seleção Gaúcha (18/11/1962)
Último jogo: Grêmio 0 x 0 Esportivo​ (08/09/1974)
Jogos: 373
Gols: 2
Títulos: Campeonato Gaúcho (1966, 1967 e 1968).​

    Everaldo Marques da Silva é um dos jogadores mais emblemáticos da história do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Sua trajetória no clube começou muito cedo, quando ingressou nas categorias de base em 1957. Demonstrando talento e dedicação, Everaldo galgou seu espaço até o time principal. Em 1964, foi emprestado ao Juventude, experiência que ajudou a consolidar sua formação como atleta. Retornou ao Grêmio em 1966, iniciando então uma sequência de atuações que o tornariam referência na lateral esquerda.
    Pelo time tricolor, Everaldo disputou entre 364 e 374 partidas, marcando 2 gols. Sua principal característica era a eficiência defensiva e o senso tático apurado, qualidades que renderam confiança ao sistema defensivo gremista. Entre suas conquistas, destaca-se o tricampeonato gaúcho, vencendo o estadual em 1966, 1967 e 1968, períodos em que o Grêmio consolidou sua hegemonia no Rio Grande do Sul.
    O legado de Everaldo transcende as fronteiras do clube: Defendeu a seleção brasileira entre 1967 e 1972 e foi titular no histórico time que venceu a Copa do Mundo de 1970. 
Foi o primeiro atleta de um clube gaúcho a conquistar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, feito que motivou o surgimento da estrela dourada na bandeira do Grêmio, eternizando sua conquista e sua representatividade. 





    Após conquistar a Copa do Mundo, Everaldo acreditava que prosperaria financeiramente, principalmente se o presidente Médici cumprisse a promessa de lhe conceder uma licença para explorar a Loteria Esportiva. Segundo seus cálculos da época, a loja poderia vender Cr$ 100.000 em apostas por mês, garantindo uma porcentagem mensal de Cr$ 9.000. Contudo, Everaldo logo percebeu que muitas das homenagens eram formas de publicidade, com presentes que retornavam em benefício maior para quem os oferecia. Aprendendo com a experiência, determinou que apenas seu agente trataria de participações e contratos para proteger o uso de sua imagem.
    Mesmo rodeado de fãs e convites, Everaldo passou a valorizar sua imagem e a seguir exemplos profissionais como o de Pelé, recusando propostas gratuitas de empresas e instituições. Sua renda foi ampliada ao tornar-se cronista esportivo, recebendo Cr$ 100 por artigo (valores da época) e Cr$ 3.000 pela série de 30 textos publicados. O jogador também ganhou presentes expressivos e simbólicos, como um cheque de Cr$ 25.000 e uma caderneta de poupança de Cr$ 5.000 do governo federal, além de carros, eletrodomésticos, roupas, troféus e títulos honorários, ainda que alguns desses prêmios nunca chegassem a ser entregues.*Os valores citados são da moeda utilizada na época.
    Além de referência histórica para o clube, Everaldo está imortalizado como símbolo de dedicação, conquistas e excelência defensiva, justificando o respeito e a admiração que recebe das gerações de torcedores e atletas tricolores. Por toda esta importância, Everaldo é atleta laureado do Clube.
    Sua carreira, marcada pelo comprometimento e pela paixão ao Grêmio, fez de Everaldo não apenas um campeão, mas uma verdadeira lenda do futebol brasileiro e do esporte gaúcho.
Everaldo faleceu em 27 de outubro de 1974, durante uma viagem de retorno a Porto Alegre após participar de eventos e um jogo festivo de veteranos do Grêmio em sua homenagem, acompanhando seis familiares em seu Dodge Dart, presente pela conquista do tri mundial. Após se despedir de um amigo na BR-290, seu carro se envolveu em um acidente com um caminhão, atribuído à imprudência e condições precárias de segurança da época. Everaldo, sua esposa Cleci e posteriormente a filha Deise, de dois anos, e a irmã Romilda morreram em decorrência do acidente, marcado por profunda tragédia familiar e tristeza entre amigos e admiradores.

No link a seguir há uma matéria interessante sobre o jogador: https://acesse.one/fXdqr

Adams


Nélson Ruben Adams
Nascimento: 26/02/1926
Porto Alegre-RS
Altura: 
Peso: 
Posição: Lateral Esquerdo
Estreia: Cruzeiro-RS 1x1 Grêmio (07/03/1943)
Última partida: Grêmio 1x1 Internacional (28/08/1949)
Jogos/gols: 76/1
Títulos: Campeão Citadino de Porto Alegre em 1949 e Torneio Extra de Porto Alegre de 1948 e 1949.
Falecimento: 04/03/1995 em Porto Alegre-RS

    Adams iniciou a carreira no Cruzeiro-RS, depois veio para o Grêmio onde atuou por 6 temporadas. Após sair do Tricolor passou por Guarany de Bagé, São José, Caxias, Nacional AC de Porto Alegre, Santos, Internacional, Bangu, Fluminense e seu último clube, a Portuguesa Santista.
    Vestindo a camisa do Grêmio, disputou 11 Gre-Nais (nenhuma vitória, 3 empates e 8 derrotas). Com ele em campo, foram 11 gols do Grêmio (nenhum marcado por ele) e sofreu 31 gols. Estreou em 11/03/1943 na derrota por 5x1 no Estádio dos Eucaliptos e seu último Clássico foi em 28/08/1949 no empate em 1x1 na Baixada.