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Caio



Wolnei Caio
Nascimento: 10/08/1968
Roca Sales-RS
Altura: 1,74m
Peso: 70kg
Posição: Meia

Estreia: 
Grêmio 6x1 Coritiba (29/01/1990)
Última partida: Seleção Tailandesa 0x1 Grêmio (12/01/1994)
Jogos/gols: 222/63
Títulos: Supercopa do Brasil (1990) e Campeonato Gaúcho (1990 e  1993).

       Meio-campista, Caio foi formado na base do Grêmio. Em 1987 foi emprestado para o Juventus. Em 1989, jogou pelo Juventude, onde foi artilheiro do Campeonato Gaúcho. Voltou ao Grêmio, onde teve uma passagem marcante entre 1990 e 1993, onde conquistou o Campeonato Gaúcho duas vezes. Na primeira partida pelo Campeonato Brasileiro de 1990, Caio foi autor dos três gols gremistas na vitória sobre o Corinthians, no Olímpico, por 3 a 0, ano em que foi vice-artilheiro da competição com 10 gols, 1 a menos que o artilheiro Charles, do Bahia.
Em 1993 Caio marcou o gol do Grêmio no empate de 1x1 com o Pelotas, na Boca do Lobo. Este gol garantiu o título gaúcho daquele ano em um time que contava com a maior promessa do futebol brasileiro daqueles anos, o meia Denner (que infelizmente faleceu em 1994 em um acidente automobilístico no Rio de Janeiro).
       Disputou 15 Gre-Nais (6 vitórias, 7 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 56%. Com ele em campo, foram 12 gols a favor (2 marcados por ele) e 7 gols sofridos. Estreou no Gre-Nal em 15 de julho de 1990 e seu último clássico foi em 18 de julho de 1993. Caio cita como seu Gre-Nal inesquecível a vitória por 2x1 em que ele fez os 2 gols no clássico realizado no Estádio Olímpico, dia 22 de setembro de 1991 pelo Campeonato Gaúcho.
       Vestindo a camisa do Grêmio, Caio marcou 63 gols em 222 jogos, ficando em 32° lugar entre os maiores artilheiros do clube, na frente de nomes como Yura e Barcos em gols absolutos.

            

       Jogou também na Portuguesa em 1994 e foi emprestado ao Kashiwa Reysol em 1995. No mesmo ano, voltou à Lusa, onde ficou até 1997, sendo vice-campeão do Campeonato Brasileiro de 1996. Entre 1997 e 1998, jogou pelo Cruzeiro, onde venceu a Libertadores de 1997 e o Campeonato Mineiro em 1997 e 1998. Em 1999, defendeu o Botafogo, levando o clube ao vice-campeonato da Copa do Brasil de 1999.
       Atuou por Juventude e Figueirense no ano de 2000. Em 2001, atuou por Inter de Limeira, Brasiliense e Santo André. Entre 2001 e 2002, esteve no Guarani. Em 2004, foi para o Esportivo, clube que o lançou no futebol. Por lá, venceu a Copa FGF de 2004 e permaneceu no clube até 2007, onde encerrou a carreira. Ao se aproximar do final da carreira, era carinhosamente chamado de Vovô Caio.
       No mesmo ano, veio a ser técnico do Esportivo por alguns jogos, porém não prosseguiu na carreira de treinador. Após ser treinador, continuou no Esportivo, porém como gerente de futebol. Caio ficou no clube até 2010, quando foi para a Portuguesa, para atuar na mesma função até 2014. Trabalhou também como auxiliar técnico no Brasil de Farroupilha.
    Caio atuou 5 anos como Secretário Municipal de Esportes e Lazer do município gaúcho de Garibaldi. Em 2021 trabalhou como supervisor no futsal da ACBF. 

Caio



Luiz Carlos Tavares Franco
Nascimento: 16/03/1955
Rio de Janeiro-RJ
Posição: Atacante
Altura: 1,84 m
Peso: 80 kg
Estreia: Sergipe 0x3 Grêmio (10/03/1983)
Última partida: Internacional 2x0 Grêmio  (25/11/1984)
Jogos/gols: 75/19
Títulos: Mundial de Clubes e Taça Libertadores da América (1983).

    Caio, natural de Madureira, começou sua carreira no futebol no Brasil Novo e, por seu talento, foi treinar no Botafogo dos 11 aos 19 anos. Em 1975, iniciou sua vida profissional no Botafogo, mas logo foi emprestado ao Madureira. 
    Em 1977, transferiu-se para o Moto Club no Maranhão, onde se tornou campeão maranhense e ganhou o apelido de "turista" devido às suas viagens secretas para ver a noiva. Após um breve empréstimo ao Paysandu em 1978, retornou ao Moto Club e, por seu bom desempenho, chamou a atenção da Portuguesa, onde foi vice-artilheiro do Campeonato Paulista de 1979.
    Em 1983, o Grêmio, buscando um centroavante para a Taça Libertadores, trouxe Caio por empréstimo. Caio rapidamente conquistou a titularidade devido ao seu bom condicionamento físico e se tornou o centroavante do time na Copa Libertadores, jogando ao lado de craques como Renato Portaluppi, Mário Sérgio, De León e Tita, sob o comando do técnico Espinosa.
    Caio teve um papel crucial nas conquistas da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes de 1983. No jogo contra o Estudiantes no Olímpico pelas semifinais da Libertadores, Caio chapelou o jogador argentino quase na linha lateral esquerda, passou por mais 2 adversários no drible e na velocidade e deu passe preciso para Tarciso marcar o gol que ajudaria a colocar o Grêmio pela primeira vez em uma final de Libertadores contra o Peñarol. Na final, marcou um dos gols contra o Peñarol e conquistou a tão sonhada Taça Libertadores da América. 
    No Mundial, apesar de ter perdido a titularidade para Paulo Cézar Caju, entrou em campo e deu a assistência para Renato marcar o gol da vitória gremista contra o Hamburgo, um dos momentos mais gloriosos de sua carreira, e que lhe rendeu seis mil dólares como prêmio. 
    Caio disputou 5 Gre-Nais (1 vitória, 2 empates e 2 derrotas). O Grêmio marcou 5 gols e sofreu 7. O atacante Caio marcou no Gre-Nal das Faixas, vencido pelo Grêmio por 4x2 no Estádio Olímpico em 26/01/1984. Sua estreia no Clássico foi no empate em 1x1 no Beira-Rio em 02/10/1983. Seu último Gre-Nal foi justamente na sua última partida pelo Grêmio: derrota de 2x0 no Beira-Rio em 25/11/1984. 
    Em 1984 sofreu uma distensão na virilha durante uma partida da Libertadores, uma lesão da qual não conseguiu se recuperar. 
    Apesar do grande prestígio que desfrutava no clube gaúcho, a descrença em sua plena recuperação o levou a uma dolorosa decisão: em dezembro de 1984, aos 30 anos, Caio optou por abandonar os gramados. Propostas de grandes clubes como Santos, Palmeiras e até o Benfica surgiram, mas a firme resolução de Caio de se aposentar prevaleceu, marcando seu retorno ao Maranhão e o fim de sua primeira fase no futebol profissional.
    Após um período investindo em uma rede de farmácias, Caio descobriu que sua lesão havia sarado. A pedido da diretoria, voltou a jogar pelo Moto Club em 1985. Teve um breve empréstimo ao Tuna Luso em 1986 e permaneceu no Moto Club até 1989. Em 1990 foi para o Sampaio Corrêa. Lá foi bicampeão maranhense em 1990 e 1991, abandonando definitivamente os gramados aos 36 anos.
    Após a carreira de jogador, Caio atuou como treinador e auxiliar em diversos clubes do Maranhão até 2000.
    Em 2014, aos 59 anos, Caio trabalhava como taxista no Maranhão e sofria de trombose. Ex-companheiros do Grêmio, liderados por Renato Portaluppi, se mobilizaram para ajudá-lo a custear a cirurgia. Caio aceitou a ajuda, fez a cirurgia e fixou residência em Ivoti, no Rio Grande do Sul, onde trabalha como zelador no Sport Club Ivoti.
    Infelizmente Caio precisou amputar as duas pernas e acabou falecendo em 12 de fevereiro 2019 aos 63 anos em São Luís, Maranhão.