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Jonas

 


Jonas Gonçalves Oliveira
Nascimento: 01/04/1984
Taiúva-SP
Peso: 73kg
Altura: 1,81m
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 1x0 Internacional (16/09/2007)
Última partida: Grêmio 2x1 São José (21/01/2011)
Jogos/gols: 148/78
Títulos: Campeonato Gaúcho (2010)

       Jonas estudou Farmácia antes de ser jogador, porém trancou a faculdade para dar início a sua carreira. Se profissionalizou no Guarani de Campinas em 2005. Em 2006 foi para o Santos e em 2007 chegou no Grêmio. Fez sua estreia no Gre-Nal do dia 16/09, vitória do Grêmio por 1x0. Jonas fez o gol que rebaixou o Corinthians no final da temporada (Jonas se identifica corintiano). Em 2008 perdeu espaço e acabou indo para a Portuguesa. Ao final do ano, Jonas retorna ao Grêmio e já em sua estreia marca um dos 5 gols da goleada por 5x0 contra o Esportivo. 
       Chegou a ser tachado de "Pior atacante do mundo" por ter perdido duas chances claras de gol em um só lance em um jogo pela Libertadores, porém no segundo semestre começou a empilhar gols. Teve uma séria lesão que o afastou dos gramados, mas mesmo assim terminou o ano como artilheiro do Grêmio daquele ano com 24 gols. Em 2010 Jonas foi Campeão Gaúcho e artilheiro tanto do certame estadual quanto do Campeonato Brasileiro. Os 23 gols marcados fazem dele o maior artilheiro do Grêmio em uma só edição na história da competição. Naquele ano Jonas e Neymar terminaram o ano empatados, com mais de 40 gols marcados. 
      O ano de 2010 trouxe diversos prêmios individuais para o "Mestre Jonas": Seleção do Campeonato Gaúcho, Bola de Prata da Revista PLACAR, Seleção do Campeonato Brasileiro, Troféu Rei do Gol, Troféu Mesa Redonda e Prêmio Arthur Friedenreich (empatado com Neymar) por ter sido o jogador com mais gols na temporada. Em 2011 se despediu marcando 3 gols em 2 jogos pelo campeonato gaúcho. Sua última partida foi Grêmio 2x1 São José no dia 21/01/2011. Disputou 10 Gre-Nais (3 vitórias, 2 empates e 5 derrotas), marcou 1 gol nos clássicos. Sua estreia foi em 16/09/2007 (vitória por 1x0) e seu último foi em 24/10/2010 (empate em 2x2). Jonas fez 148 jogos e marcou 78 gols pelo Grêmio. Seu gol mais bonito foi marcado contra o Santos pela Copa do Brasil de 2010, no Olímpico, segundo sua própria avaliação. 


       Foi vendido para o Valencia no início de 2011, ano em que fez o segundo gol mais rápido da história da Liga dos Campeões da UEFA aos 10.96 segundos. Pelo Valencia jogou 157 jogos e marcou 51 gols e ficou até 2014. Neste mesmo ano Jonas foi para o Benfica, onde teve o melhor momento da sua carreira. Foi campeão Português em 2014-15, 2015-16 e 2016-17. Taça de Portugal em 2016-17. Taça da Liga 2014-15 e 2015-16 e a Supertaça Cândido de Oliveira em 2016 e 2017. Foi Futebolista do ano da Primeira Liga em 2014-15 e 2015-16, Bola de Prata (Primeira Liga) em 2016 e Melhor jogador do futebol português em 2017. Pelo Benfica, além dos títulos conquistados, Jonas jogou 173 jogos e marcou incríveis 137 gols, média de 0,79 gols por jogo. É considerado ídolo no Benfica, vestiu a camisa 10, do Eusébio e permaneceu no clube até 2019, quando encerrou sua carreira.
       Pela Seleção Brasileira tem 12 convocações e marcou 3 gols.
       Jonas cita que tomava inúmeras injeções de Voltaren, devido as fortes dores que sentia. Afirma também que tem dores na coluna, o que o impede de ficar muito tempo em pé, fruto de uma carreira de alta performance e de diversas lesões. Após encerrar a carreira, Jonas estudou economia e hoje tem uma farmácia em sua cidade natal, onde moram cerca de 6 mil pessoas. Jonas escolheu a sua Taiúva como refúgio após a aposentadoria para ficar mais perto dos pais, idosos.


Jardel

 


Jardel era sinônimo de muitos gols


Mário Jardel Almeida Ribeiro
Nascimento: 18/09/1973
Fortaleza-CE
Peso: 76kg
Altura: 1,86m 
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 2x0 Guarany de Garibaldi (09/02/1995)
Última partida: Grêmio 4x0 Juventude (30/06/1996)
Jogos/gols: 84/65
Títulos: Bi-Campeão Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Sanwa Bank (1995), Libertadores da América (1995) e Recopa Sul-Americana em 1996. 

       Formado nas escolinhas do Ferroviário, Jardel destacou-se nos juvenis do clube e, antes de ser profissional, despertou o interesse do Vasco da Gama, que adquiriu o seu passe por 27.500 dólares, em 1993. No clube carioca, conquistou o bicampeonato brasileiro de juniores. Após a conquista do campeonato carioca em 1994 e sendo artilheiro da competição, chamou a atenção do Grêmio. O jogador já estava iniciando sua viagem para o XV de Piracicaba quando o vice de futebol Cacalo convenceu o presidente do Vasco, Eurico Miranda a desfazer o negócio com o clube paulista a fim de trazê-lo para o Rio Grande do Sul.
       No Sul do Brasil, Jardel caiu nas graças da torcida e do técnico Felipão, que montou um esquema tático especial para o atacante. Formando uma dupla de ataque afiada com o veloz Paulo Nunes e contando com os cruzamentos precisos de Francisco Arce e Roger, Jardel fez correr o mundo a sua fama de bom cabeceador, na campanha que deu ao Grêmio a sua segunda Libertadores da América. Terminou a competição como artilheiro, com doze gols.


       No final daquele ano, ainda seria vice-campeão Mundial pelo Grêmio, sendo derrotado nos pênaltis pelo Ajax de Edgar Davids, Clarence Seedorf e Edwin Van der Sar. No ano seguinte, Jardel sagrou-se campeão da Recopa Sul-Americana ao vencer o Independiente por 4x1, marcando o terceiro gol da sua equipe. 
      Vestindo a camisa do Grêmio Jardel jogou 84 jogos e marcou 65 gols numa impressionante média de quase 1 gol por jogo. Foi Bi-Campeão Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Sanwa Bank (1995), Libertadores da América (1995) e Recopa Sul-Americana em 1996. 
       Para ficar em definitivo com o jogador, o Grêmio teria de pagar 1.275 milhão de dólares ao Vasco até 18 de agosto de 1995, valor considerado alto para a época. A diretoria do clube lançou a campanha "Fica Jardel", porém o valor arrecadado não foi suficiente.
       Após conseguir comprar o jogador com empréstimo de investidores como Jorge Gerdau Johannpeter, o Grêmio acertou a sua venda em novembro de 1995 ao Rangers, da Escócia, por US$ 4,5 milhões. Porém, o jogador não conseguiu passaporte europeu e em fevereiro de 1996 retornou ao Grêmio.
       O artilheiro, ídolo da torcida, acabou sendo vendido ao Porto por US$ 1,8 milhão (sendo que o Porto pode ter pago até US$ 6 milhões), deixando o Grêmio em junho de 1996 após marcar três gols sobre o Juventude na final do Gauchão, sem participar da campanha que consagrou o Grêmio campeão brasileiro em 1996.


       Jardel fez muitos gols e obteve muito sucesso na Europa. No Porto, Jardel conheceu alguns dos maiores êxitos da sua carreira. Foi vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira na temporada 1996/97, tricampeão português em 1996–97, 1997–98, 1998–99 e vencedor da Taça de Portugal em 1997–98 e 1999–00.
       Foi cinco vezes artilheiro do Campeonato Nacional, em 1996–97 (30 gols), 1997–98 (26 gols), 1998–99 (36 gols) e 1999–00 (38 gols) e 2001–02 (42 gols). Em torneios internacionais, marcou quinze vezes em 24 partidas. Essa profusão de gols foi em parte creditada a simbiose estabelecida junto ao extremo-esquerdo Ljubinko Drulović. Ainda no Porto, foi também artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA na temporada de 1999–00 com 10 gols, em igualdade com Rivaldo e Raúl.
       Tantos gols pelo Campeonato Português acabaram levando Jardel ao posto de principal artilheiro da Europa. Em decorrência disso, conquistou a Bota de Prata em 1997, a Bota de Ouro em 1999 e a Bota de Bronze em 2000, além de ter recebido do prêmio de maior goleador da Europa dado pela revista inglesa World Soccer. 
       Após uma temporada pelo Galatasaray (sendo campeão da Copa da Turquia e da Supercopa Europeia, ambos em 2000, foi negociado com o Sporting. De volta ao país onde havia colhido tantas glórias, Jardel reencontrou o seu grande futebol. De 2001 a 2003, foi Campeão Português, vencedor da Taça de Portugal e Campeão da Supertaça. Marcou 42 gols em 30 jogos na temporada 2001–2002, recebendo novamente Bota de Ouro.
       Jardel passou ainda por outro clubes como Newell's Old Boys (Campeão Argentino de 2005), Alavés, Goiás, Beira-Mar (Portugal) além de uma série de clubes menores do Brasil até encerrar sua carreira oficialmente em 2011. 
       Além de artilharias em diversos campeonatos incluindo a Libertadores de 95 pelo Grêmio, Campeonato Português em 5 temporadas, Copa de Portugal  em 3 temporadas, entre outras.
       Conquistou  inúmeros prêmios individuais na carreira:
-IFFHS - Maior goleador do Mundo: 1999 e 2002
-Chuteira de Ouro da UEFA - Maior goleador da Europa: 1999, 2002
-Chuteira de Prata da UEFA: 1997
-Chuteira de Bronze da UEFA: 2000
-Bola de Ouro de Portugal: 1996–97, 1997–98
-Melhor jogador do Campeonato Português: 1996–97, 1998–99, 2001–02.
       Alguns anos depois de encerrar sua carreira como jogador, Jardel enveredou para o caminho da política porém teve seu mandato cassado.
       Jardel é comumente visto em eventos realizados pelo Grêmio em diversas cidades através de centenas de Consulados espalhados pelo estado e pelo país.

Juninho

 

Irineu Parmigiani Júnior
Nascimento: 29/10/1966
Neves Paulista-SP
Posição: Meia
Altura: 1,76 m
Peso: 70kg
Jogos/gols: 100/13
Estreia: Grêmio Santanense 0x3 Grêmio (10/08/1991)
Última partida: Grêmio 1x1 Palmeiras (18/09/1993)
Títulos: Campeonato Gaúcho (1993)

    Meia habilidoso e driblador, começou a carreira no Santos, depois passou por Palmeiras, Botafogo e Necaxa-MEX até chegar ao Grêmio em 1991. Logo na sua estreia, marcou o primeiro dos 3 gols do Grêmio na vitória por 3x0 sobre o Grêmio Santanense no Estádio Atílio Paiva.
    Participou da campanha que trouxe o Grêmio de volta à série A em 1992. Foi vice-campeão da Copa do Brasil e Campeão Gaúcho de 1993.
    Disputou 9 Gre-Nais (3 vitórias, 4 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 48.15%. 
Com ele em campo, foram 7 gols a favor (nenhum dele) e 5 gols sofridos. Estreou no Clássico em 22 de setembro de 1991 na vitória tricolor por 2x1 no Olímpico e seu último foi em 18 de julho de 1993, um 0x0 (também no Olímpíco) que serviu de entrega de faixas ao Campeão Gaúcho daquele ano.
    Depois do Grêmio passou por diversos clubes até encerrar a carreira no América de São José do Rio Preto, em 2000. 



Jamir


 
Jamir Adriano Paz Gomes
Nascimento: 13/05/1972
Uruguaiana-RS
Posição: Volante
Altura: 1,80 m
Peso: 77 kg
Estreia: Fluminense-BA 0x1 Grêmio (13/03/1991)
Última partida: Grêmio 1 x 4 Internacional  (17/12/1994)
Jogos/Gols: 146/4
Títulos: Campeonato Gaúcho (1990 e 1993) e Copa do Brasil - Invicto (1994).

    Jamir foi um volante que fez carreira destacada no Grêmio e passou por diversos clubes no Bras
Iniciou a formação nas categorias de base do São José, em 1986, antes de chegar ao Grêmio em 1990. Pelo Tricolor, fez parte do grupo que foi campeão gaúcho em 1990. Já como titular, foi campeão gaúcho novamente em 1993, além de conquistar a Copa do Brasil de 1994 de forma invicta, firmando-se como volante de confiança no elenco.​
    No clássico Gre-Nal, Jamir disputou 5 partidas oficiais, com 2 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Com ele em campo, o time marcou 4 gols e sofreu 6, estreando no clássico em 22 de setembro de 1991, com vitória por 2 a 1, e fazendo seu último Gre-Nal em 17 de dezembro de 1994, em derrota por 4 a 1, ambos no Estádio Olímpico.​
    Depois da passagem pelo Grêmio, Jamir defendeu Botafogo-SP, Benfica, Flamengo, Alverca, Coronel Bolognesi, São Gabriel FC, Vasco, Portuguesa, Portuguesa Santista, Brasiliense, CRB e retornou ao São José, onde encerrou a carreira como jogador. Nessa trajetória, acumulou experiências em diferentes centros, alternando passagens pelo futebol brasileiro e por ligas estrangeiras.​
    Além dos títulos conquistados com o Grêmio, teve conquistas importantes em outros clubes. No Botafogo, integrou o elenco campeão brasileiro de 1995 e vencedor da Taça Cidade Maravilhosa de 1996, enquanto no Flamengo participou das conquistas da Copa dos Campeões Mundiais de 1997 e do Torneio Quadrangular de Brasília no mesmo ano.​
    Após deixar os gramados em 2005, Jamir montou uma empresa voltada à área de design gráfico, migrando para o ramo criativo e empresarial. Também passou a frequentar a faculdade de Educação Física, mantendo vínculo com o esporte por meio da formação acadêmica e de projetos ligados ao futebol.





Jandir


Jandir Bugs
Nascimento: 09/01/1961
Tenente Portela-RS
Altura: 1,75 m
Peso: 76 kg
Posição: Volante
Estreia: Glória 1x2 Grêmio (30/04/1989)
Última partida: Internacional 0x0 Grêmio (23/12/1992)
Jogos/gols: 160/7
Títulos: Campeonato Gaúcho (1989 e 1990). Supercopa do Brasil (1990) e Copa do Brasil - Invicto (1989).

    Revelado nas categorias de base do Internacional como meia habilidoso, Jandir rapidamente chamou atenção pela combinação pouco comum entre qualidade técnica e potência física. Raçudo, excelente marcador e protetor da zaga, ele se transformaria em um volante moderno para a sua época, daqueles que desarmam e sabem jogar com a bola nos pés. Ainda jovem, deixou Porto Alegre rumo ao Rio de Janeiro, onde sua carreira ganharia projeção nacional.
    Em 1982, Jandir foi contratado pelo Fluminense e, nas Laranjeiras, consolidou-se como um dos grandes volantes do futebol brasileiro em meados dos anos 1980. Entre 1984 e 1985, ganhou espaço a ponto de ser convocado para a Seleção Brasileira, coroando a fase técnica e física que vivia. Pelo clube carioca, empilhou conquistas: foi tricampeão carioca em 1983, 1984 e 1985, além de campeão brasileiro em 1984, integrando uma geração marcante do Tricolor das Laranjeiras.
    Em 1989 Jandir acertou com o Grêmio. Em Porto Alegre, trocou o lado da rivalidade e venceu títulos relevantes: conquistou a Copa do Brasil de 1989 de forma invicta, a Supercopa do Brasil em 1990 e os Campeonatos Gaúchos de 1989 e 1990, sendo peça importante na proteção da defesa gremista. 
    Disputou 16 Gre-Nais pelo Grêmio (6 vitórias, 7 empates e 3 derrotas), com aproveitamento de 52.08%. Com ele em campo, foram 17 gols a favor (2 marcados por ele) e 10 gols sofridos. Estreou no Clássico pelo Grêmio em 28 de maio de 1989 (3x1 para o Grêmio no Beira-Rio). Logo na sua estreia Jandir marcou contra o clube da sua juventude. Seu segundo gol pelo Grêmio em Gre-Nais foi em 14 de junho de 1992 na vitória por 2x0 no Estádio Olímpico pela Taça RBS, numa série de 3 partidas contra o Interncional (os outros 2 jogos foram 0x0, um no Beira-Rio, outro em Erechim. Seu último clássico foi em 23 de dezembro de 1992 (0x0 no Beira-Rio).
    No ano de 1993 foi para o Internacional e, no ano seguinte, retornou ao Fluminense. Encerraria a carreira em 1996, defendendo o Tubarão-SC. Hoje radicado em Porto Alegre, Jandir segue ligado ao futebol, trabalhando na revelação de jovens atletas e transmitindo a nova geração a mesma entrega que marcou sua trajetória em campo.
     Fez 4 jogos pela Seleção Brasileira entre 1984 e 1985 contra Argentina, Uruguai, Colômbia e Chile, todos eles jogos amistosos.



João Antônio



João Antônio de Oliveira Martíns
Nascimento: (14/06/1966)
Porto Alegre-RS
Posição: Volante
Altura: 1,72 m
Peso: 69 kg
Estreia: Grêmio 2x1 Pelotas (30/08/1984)
Última partida: Grêmio 1x1 Internacional (29/06/1997)
Jogos/gols: 210/6
Títulos: Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil de Futebol (1997), Recopa Sul-Americana (1996), Supercopa do Brasil (1990), Campeonato Gaúcho (1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990 e 1996) e Philips Cup (1986).

    João Antônio iniciou sua promissora carreira nas categorias de base do Grêmio em 1984. Meio-campista de talento, rapidamente se destacou e ascendeu ao time principal.
Sua passagem pelo Grêmio foi marcada por mais de 10 títulos, solidificando seu nome na história do clube. Entre os momentos memoráveis, destaca-se o gol que abriu o caminho para a vitória por 2x1 sobre o Borussia Mönchengladbach em 10 de agosto de 1986, garantindo a Philips Cup para o Tricolor. Anos depois, em 1997, João Antônio foi novamente decisivo, marcando o primeiro gol do Grêmio no empate em 2x2 com o Flamengo, no Maracanã, um resultado que selou o tricampeonato invicto da Copa do Brasil para o time gaúcho.
    Disputou 11 Gre-Nais pelo Grêmio. Nestes confrontos, registrou 5 vitórias, 5 empates e apenas 1 derrota, ostentando um aproveitamento de 60.61%. Sua presença em campo durante esses embates viu o Grêmio marcar 13 gols e sofrer 7. Sua estreia no clássico ocorreu em 20 de outubro de 1985 (derrota por 2x0 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 29 de junho de 1997 (1x1 no Estádio Olímpico).
    Além do Grêmio, João Antônio defendeu as cores de diversos outros clubes, como Grêmio Maringá, Athletico Paranaense, Bahia, Mogi Mirim, Internacional, Figueirense e Joinville.
Após pendurar as chuteiras em 2000, no América de São José do Rio Preto, João Antônio buscou novos horizontes. Dedicou-se à faculdade de Educação Física e, embora tenha experimentado a carreira de empresário, percebeu que sua verdadeira paixão ainda estava ligada ao esporte.
    Em 2005, o Grêmio o chamou de volta, dessa vez para atuar nas categorias de base como "treinador de fundamentos", compartilhando sua vasta experiência com as novas gerações.
Em 12 de maio de 2010, o "Mestre João" retornou ao Grêmio em uma nova função, assumindo como auxiliar-técnico de seu ex-companheiro de Seleção Sub-20, Silas. 
    Atualmente, João Antônio exerce o cargo de Coordenador Técnico do Grêmio.



 

Joãozinho


João Carlos da Silva Severiano
Nascimento: 26/09/1941
Porto Alegre-RS
Posição: Meia
Altura: 1,63 m
Peso: 61 kg
Estreia: Riograndense de Santa Maria 0x4 Grêmio (24/11/1960)
Última partida: Grêmio 3x0 Rapid Bucureşti (11/02/1971)
Jogos/gols: 423/135
Títulos: Campeonato Sul-Brasileiro (1962), Campeonato Gaúcho (1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967 e 1968) e Campeonato Citadino de Porto Alegre (1964 e 1965).

    João Severiano, conhecido por seu apelido "Pequeno Polegar", foi um dos maiores talentos do Grêmio. Apesar de sua baixa estatura, compensava com habilidade, inteligência e versatilidade dentro de campo. Iniciou sua carreira nas categorias de base do clube, onde sua estreia aos 14 anos ficou para a história: entrou no intervalo de um jogo que o Grêmio perdia 3x0 e marcou 3 gols na memorável vitória 5x3.
    Jogou praticamente toda a carreira no clube, atuando como meia e posteriormente como ponta de lança, sempre com a camisa número 8. Participou da gloriosa sequência de sete títulos gaúchos consecutivos entre 1962-1968—feito que só se repetiria mais de meio século depois, em 2024. Também conquistou o Campeonato Sul-Brasileiro invicto em 1962.
    Seu desempenho artilheiro foi notável: foi artilheiro do Campeonato Gaúcho em 1964 (12 gols), 1966 (12 gols) e 1967 (10 gols), conquistando lugar entre os 10 maiores artilheiros da história gremista (marcou 135 gols) e tendo seu nome eternizado na Calçada da Fama.
    Disputou 33 Gre-Nais (11 vitórias, 14 empates e 8 derrotas), com um aproveitamento de 47.47%. Com ele em campo, foram 33 gols a favor (5 marcados por ele) e 20 gols sofridos. Estreou nos Clássicos em 13 de fevereiro de 1962 (1x1 no Estádio Olímpico e seu último clássico foi em 28 de outubro de 1970 (0x0 também no Estádio Olímpico).
    Era exemplo de disciplina profissional. No histórico Gre-Nal de 1969, pela programação de inauguração do Beira-Rio, onde 20 jogadores foram expulsos (10 de cada time), ele e Dorinho foram os únicos que não brigaram nem foram expulsos—testemunho de sua disciplina.
    Defendeu a Seleção Brasileira em duas partidas contra o Chile em 1966, pela Taça Bernardo O´Higgins, marcando 2 gols. Pela Seleção Gaúcha, enfrentou também o Independiente da Argentina, onde realizou breves testes durante sua carreira.
    Joãozinho se formou em educação física. Após encerrar a carreira profissional, Joãozinho ingressou na vida política, sendo eleito vereador de Porto Alegre por duas vezes e deputado estadual uma vez. Também foi eleito para o Conselho Deliberativo do Grêmio, atualmente como conselheiro jubilado.
    Seu legado transcende as estatísticas: representa a época dourada do Grêmio e permanece como símbolo de profissionalismo, disciplina e dedicação ao clube.