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Victor

 

Victor, um dos melhores goleiros do Grêmio pós-Danrlei



Victor Leandro Bagy
Nascimento: 21/01/1983
Santo Anastácio-SP
Altura:1,93m
Peso: 84kg
Posição: Goleiro
Estreia: Grêmio 3x0 XV de Novembro-RS (19/01/2008)
Última partida: Internacional 2x1 Grêmio (29/04/2012) 
Jogos/gols: 263/-285 (12 pênaltis defendidos. Em 90 jogos não sofreu gol. Em 2008 passou 505 minutos sem levar gols).
Títulos: Campeonato Gaúcho (2010)

       Victor foi um ótimo goleiro, muito seguro, de altura avantajada e firme nas defesas. Começou sua carreira profissional no Paulista de Jundiaí em 2001, onde venceu o Campeonato Paulista de 2002 e a Copa do Brasil de 2005 e permaneceu até 2007. No ano de 2008 chegou no Grêmio e permaneceu até 2012. Estreou em 19/01/2008 na vitória do Grêmio sobre o XV de Novembro-RS por 3x0. Apesar de jogar por quase 5 anos no clube venceu apenas 1 título: o Campeonato Gaúcho de 2010. Victor jogou 263 partidas pelo clube e sofreu 285 gols. Um dado interessante: durante estas 263 partidas, em 90 delas Victor não levou gols.
       Em 2008 Victor passou 505 minutos sem levar gols. Na história do Grêmio ele é o terceiro colocado atrás apenas de Marcelo Grohe e Picasso. Esses números demonstram a qualidade e segurança que o goleiro trazia à equipe. Ainda em 2008, Victor foi o goleiro da melhor campanha do primeiro turno, protagonizada pelo Grêmio. Infelizmente, ao final do campeonato o Tricolor deixou o título escapar para o São Paulo após liderar o campeonato por diversas rodadas. Apesar dos bons números individuais do goleiro, nos Gre-Nais seu retrospecto não foi bom. Participou de 18 clássicos. Venceu 4, empatou 4 e perdeu 10 jogos.
      Em 2009, o Grêmio fez a melhor campanha entre todos os 32 clubes na primeira fase da Libertadores da América. O Grêmio foi eliminado pelo Cruzeiro somente nas semifinais, porém sem o goleiro Victor que estava a serviço da Seleção Brasileira para a disputa e conquista da Copa das Confederações.
       Vestindo a camisa do Grêmio Victor recebeu os seguintes prêmios individuais: Melhor Goleiro do Campeonato Gaúcho em 2009 e 2010. Bola de Prata da Revista Placar do Campeonato Brasileiro em 2009. Prêmio Craque do Brasileirão-Melhor goleiro em 2008 e 2009.
       Sua última partida pelo Grêmio foi na vitória sobre o Flamengo por 2x0 em 24/06/2012.


       Após atuar pelo Grêmio, Victor viveu seu maior momento na carreira jogando pelo Atlético-MG, quando em 2013 foi Campeão da Libertadores da América. Pelo Galo venceu também o Campeonato Mineiro em 2013, 2015, 2017, 2020 e 2021. A Recopa Sul-Americana e a Copa do Brasil (ambos em 2014). Suas premiações individuais pelo Atlético-MG são: Melhor Goleiro da Copa Libertadores da América (2013), Melhor Goleiro da Copa do Brasil (2014) e Melhor Goleiro da Copa do Brasil (2016). Victor tem 421 jogos com a camisa do Atlético-MG e está entre os 10 jogadores que mais jogaram pelo Galo.
       Após encerrar sua carreira de jogador, Victor assumiu como Gerente do Futebol e venceu o Campeonato Mineiro em 2021, 2022 e 2023. Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil de 2021 e a Supercopa do Brasil em 2022 confirmando sua fama de vitorioso em Belo Horizonte dentro e fora das 4 linhas.
       Pela Seleção Brasileira, Victor atuou 6 vezes e foi Campeão da Copa das Confederações de 2009. Foi convocado para a Copa do Mundo de 2014. Com a camisa Canarinho, Victor também venceu o Superclássico das Américas em 2011, porém como reserva.
       Em fevereiro de 2024 Victor assumiu como Diretor de Futebol do Atlético-MG.

Marcelo Grohe

 

Marcelo Grohe é o goleiro das grandes conquistas atuais do clube

Marcelo Grohe
Nascimento: 13/01/1987
Campo Bom-RS
Altura: 1,88 m
Peso: 83 kg
Posição: Goleiro
Estreia: Santa Cruz-RS 2x3 Grêmio (15/01/2006)
Última partida: Grêmio 1x2 River Plate (30/10/2018)
Jogos/gols: 408/-334 (16 pênaltis defendidos, 188 jogos sem levar gols).
Títulos: Taça Libertadores da América (2017), Recopa Sul-Americana (2018), Copa do Brasil (2016), Campeonato Brasileiro-Série B (2005), Campeonato Gaúcho (2006, 2007, 2010 e 2018).

       Marcelo Grohe começou na base do Grêmio em 2000 e se profissionalizou em 2005. Goleiro com ótima colocação e ótimo reflexo, teve sua primeira oportunidade no jogo Santa Cruz-RS 2x3 Grêmio em 15/01/2006.
       Após muitos anos oscilando entre a titularidade e a reserva, em 2014 assumiu a posição e não largou mais, tanto é que Marcelo Grohe foi premiado com a Bola de Prata como melhor goleiro da competição. No ano seguinte, Grohe passou de 200 jogos pelo clube e novamente foi Bola de Prata.
     A consagração verdadeira veio em 2016. No jogo de volta contra o Athletico Paranaense, Marcelo falhou no gol marcado por André Lima no tempo regulamentar, o que levou o jogo para os pênaltis. Marcelo confessa que no caminho entre o campo e o vestiário, no intervalo do jogo, pensou em deixar o Grêmio. Porém, na decisão por pênaltis defendeu três cobranças e classificou o clube gaúcho para as quartas-de-final. Depois da classificação, se emocionou e chorou quando caminhava para o vestiário, no mesmo percurso que tinha feito uma hora antes pensando em deixar o clube.
       Três meses depois o Grêmio sagrava-se campeão da Copa do Brasil pela quinta vez, depois de 15 anos sem grandes conquistas tendo Marcelo Grohe como um dos destaques da campanha, junto com nomes como Luan, Douglas, Geromel, Kannemann e Renato Portaluppi como técnico.
       O ano de 2017 traria um título ainda maior na carreira do goleiro: a Libertadores da América (a terceira do clube). Marcelo Grohe foi fundamental na conquista. No jogo de ida da semifinal contra o Barcelona em Guayaquil a bola sobrou na pequena área, à feição para que o centroavante Ariel descontasse. Eis que o goleiro Marcelo Grohe se esticou todo e, com apenas um braço, evitou o gol praticamente em cima da linha. — Foi muito rápido, a bola passou por todo mundo. Vi o Ariel sozinho, aí pensei em fazer o que eu fiz, me jogar. Não tinha muito o que fazer. Estava quase dentro do gol, consegui me atirar — comentou o goleiro em entrevista à Rádio Gaúcha, na saída do estádio. Esta defesa foi elogiada por ninguém menos que Gordon Banks, o goleiro que é conhecido mundialmente como a defesa mais difícil da história. O Grêmio venceu aquele jogo por 3x0 e nem mesmo a derrota por 1x0 na Arena impediu que o Grêmio fosse para a final.
       E neste primeiro jogo da final, em Porto Alegre Marcelo Grohe fez outro milagre. Após cobrança de escanteio, Braghieri subiu mais alto que a marcação e cabeceou para baixo. Grohe, mais uma vez, voou de forma espetacular e evitou o gol do time argentino. A cabeçada do jogador do time argentino aconteceu a 8,4m do gol.
       Uma semana depois o Grêmio venceu o Lanús novamente na Argentina e sagrou-se Tri-Campeão da Libertadores da América.


       O ano de 2018 iniciou com outro título: o da Recopa Sul-Americana (o segundo do Grêmio na história). Após dois empates, a decisão foi para os pênaltis e Marcelo Grohe novamente foi fundamental ao defender uma das penalidades e garantir mais um título para o Grêmio. Em 2018 o Grêmio ainda foi campeão gaúcho, o que não acontecia desde 2010. O último jogo do goleiro foi em Grêmio 1x2 River Plate, dia 30/10/2018.
       Em 13 anos jogando como profissional do Grêmio, Marcelo Grohe fez 408 jogos pelo Grêmio com a marca de apenas 334 gols sofridos, ou seja, tem média inferior a 1 gol sofrido por jogo.
Grohe disputou 30 Gre-Nais (8 vitórias, 14 empates e 8 derrotas). Foram 32 gols a favor e 28 gols sofridos. Estreou no Gre-Nal em 01/04/2006, no estádio Olímpico, empate em 0x0 no primeiro jogo da final do Gauchão. Uma semana depois foi campeão ao empatar em 1x1 no Beira-Rio. Seu último clássico foi em 09/09/2018 na derrota por 1x0 no Beira-Rio.
       Conquistou a Série B de 2005, Campeonato Gaúcho (2006, 2007 e 2010), Copa do Brasil (2016), Libertadores da América (2017) e Campeonato Gaúcho (2018), totalizando 7 títulos. Grohe fez 2 jogos pela Seleção Brasileira.
       Como premiações individuais, Marcelo conquistou a Bola de Prata duas vezes (2014 e 2015). Seleção do Campeonato Brasileiro de 2014 (Troféu Armando Nogueira da Rede Globo), Seleção da América Jornal El País (2017) e Seleção do Campeonato Gaúcho (2018). Ao deixar o Grêmio em 2018 foi para o Al Ittihad (Arádia Saudita).
       No dia 30/06/2024 foi anunciado pelo Al-Kholood, também da Arábia Saudita.

Ademir Maria



Ademir Antônio Maria
Nascimento: 01/12/1955
Canoas-RS
Altura: 1,84 m
Peso: 74kg
Posição: Goleiro
Estreia: Juventus de Feliz 0x2 Grêmio (17/05/1992)
Última partida: Bologna 1x1 Grêmio (18/08/1993)
Jogos/gols: 19/-11
Títulos: Campeonato Gaúcho (1993).

    Ademir Maria chegou ao Grêmio em 1992 com larga experiência depois de ter atuado em clubes como Santos, Cruzeiro e Internacional. Como jogador fez 19 partidas como goleiro do Grêmio. Um destes jogos foi o seu único Gre-Nal com a camisa Tricolor: um 0x0 em julho de 1993, quando o Grêmio recebeu as faixas de Campeão Gaúcho daquele ano.
    Foi também foi treinador de goleiros do Grêmio entre 1997 e 1999, período em que o Grêmio foi Campeão da Copa do Brasil de 1997 e Torneio Colombino de 1997, Copa Sul e Campeonato Gaúcho de 1999. Como treinador (interino), em 1997 dirigiu o Grêmio em apenas uma partida: outro Gre-Nal, porém desta vez no Beira-Rio com título para o rival.



Danrlei


Danrlei, o maior goleiro do Grêmio depois do mito Eurico Lara


Danrlei de Deus Hinterholz
Nascimento: 18/04/1973
Crissiumal-RS
Altura: 1,86m 
Peso: 79kg
Posição: Goleiro
Estreia: Novo Hamburgo 0x1 Grêmio (15/03/1992)
Última partida: São Paulo 3x1 Grêmio (27/09/2003)
Jogos/gols: 588/-673 (14 pênaltis defendidos, 191 jogos sem levar gols).
Títulos: Campeonato Gaúcho (1993, 1995, 1996, 1999 e 2001), Copa do Brasil (1994, 1997 e 2001), Campeonato Brasileiro (1996), Taça Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana (1996), Copa Sul (1999), Copa Sanwa Bank (1995), Troféu Colombino (1997), entre outros títulos de menor expressão, totalizando 20 conquistas.

       Danrlei é sobrinho do goleiro Beto (reserva de Mazaropi no Mundial de 1983)  e  passava  suas férias  escolares com o tio em Porto Alegre.  Em meados de 1987,   ele atuava como gandula nos treinos do Grêmio e para evitar que a bola fosse para o fosso,  dava  saltos  para  pegar  a  bola  no ar. Estes  movimentos  chamaram  a  atenção  de  Paulo  Lumumba  (auxiliar técnico na época). Danrlei fez testes e passou.
       Seu primeiro jogo como profissional no Grêmio foi em 1993. Danrlei é um dos jogadores com mais títulos na história do Tricolor Gaúcho, vencendo por 5 vezes o campeonato estadual (1993, 1995, 1996, 1999 e 2001), Copa do Brasil (1994, 1997 e 2001), Campeonato Brasileiro (1996), Taça Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana (1996), Copa Sul (1999), Copa Sanwa Bank (1995), Troféu Colombino (1997), entre outros títulos de menor expressão, totalizando 20 conquistas. Após 10 anos vitoriosos de carreira no Grêmio, Danrlei passou por outros times (Fluminense, Atlético Mineiro, Beira-Mar de Portugal, São José-RS, Remo e Brasil de Pelotas).
       Danrlei disputou 30 Gre-Nais. Os clássicos foram um capítulo a parte na história do goleiro no Grêmio. Tanto é que o título de um jornal de Porto Alegre após o empate em 0x0 no ano de 2003, o qual seria o seu último clássico disputado foi: Danrlei 0x0 Inter. Danrlei venceu 9 Gre-Nais nos 10 anos em que jogou pelo Grêmio.


       Pela seleção brasileira Danrlei foi medalhista de Bronze nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta. Como atleta sub-23 conquistou o Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano também em 1996. 
       Em 2009 Danrlei estava no ônibus do Brasil de Pelotas quando houve o acidente. O ônibus levava 31 pessoas. No acidente, 18 atletas ficaram feridos. Três deles nunca mais voltaram a jogar futebol. Morreram o preparador de goleiros Giovani Guimarães, o zagueiro Régis Gouveia e o até hoje inesquecível para o torcedor xavante, o atacante uruguaio Cláudio Milar. O atual treinador Odair Helmann também estava no ônibus. 
       Ainda em 2009 foi promovido o jogo que marcou a sua despedida dos gramados. Ele reuniu todos os titulares do grupo de 1995 (exceto Arilson) que jogou contra um combinado de outros jogadores gremistas chamado de "Amigos do Danrlei". Time este que contou até mesmo com a presença do Paulão (jogador de vôlei). O time de 1995 venceu por 4x3. A partida foi realizada no Estádio Olímpico no dia 12/12/2009 e contou com a presença de mais de 30 mil pessoas.
       Polêmico e brigador, Danrlei é um dos maiores ídolos da torcida gremista por defender com muita raça as cores do time. Sem nenhuma dúvida é um dos maiores goleiros da história do Grêmio. 
Hoje Danrlei exerce o cargo de Deputado Federal.

Mazarópi

 

Mazarópi
Geraldo Pereira de Matos Filho
Nascimento: 27/01/1953
Além Paraíba-MG
Posição: Goleiro
Altura: 1,80 m
Peso: 80 kg
Estreia: Grêmio 2x0 Inter-SM (16/06/1983)
Última partida: São Paulo 0x0 Grêmio (05/08/90)
Jogos/gols: 425/-338 (em 195 jogos não sofreu nenhum gol).
Pênaltis defendidos: 32
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial de Clubes (1983). Campeão da Copa do Brasil (1989). Hexa-Campeão do Campeonato Gaúcho: (1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990).
Campeão da Supercopa do Brasil (1990). Somando 10 conquistas. 

    Mazarópi iniciou sua carreira como goleiro nas categorias de base do Vasco da Gama. Destacou-se no início da trajetória ao conquistar o Campeonato Brasileiro em 1974 como reserva. Em 1977, venceu também o Campeonato Carioca. Atingiu o notável recorde mundial de 1816 minutos sem sofrer gols, entre 1977 e 1978, reconhecido pela IFFHS.
    No entanto, com a chegada do goleiro Emerson Leão ao Vasco em 1979, Mazarópi foi emprestado ao Coritiba. Lá, brilhou novamente e foi determinante na conquista do Campeonato Paranaense de 1979. Regressou ao Vasco em 1980 e, em 1982, festejou mais um título carioca.
Foi em 1983 que Mazarópi teve sua trajetória marcada definitivamente pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Emprestado naquele ano, revelou-se um herói ao defender um pênalti crucial contra o América de Cali, que colocou o Grêmio na final da Taça Libertadores da América. Esse feito foi fundamental para que o Tricolor conquistasse, em 11/12/1983, o título mais importante de sua história: o Mundial, feito inédito para o clube na época. Aliás, no Brasil somente Santos de Pelé e Flamengo de Zico haviam alcançado tal patamar até então.


    Após breve retorno ao Vasco e passagem pelo Náutico, onde foi campeão pernambucano em 1984, Mazarópi voltou ao Grêmio em 1985. Sua presença consolidou uma era de vitórias e troféus: títulos gaúchos em 1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990, além da inédita Copa do Brasil conquistada de maneira invicta em 1989 e a Supercopa do Brasil em 1990 (competição esta que foi instituída naquele ano e que teve sua taça entregue pela CBF somente em 2025).
     Disputou 32 Gre-Nais — triunfando em 16, empatando 11 e sendo derrotado apenas 5 vezes, com notável aproveitamento de 61,46%. Foram 41 gols marcados pelo Grêmio nesses clássicos e apenas 24 sofridos, sendo sua estreia no clássico em 02/10/1983 (Internacional 1x1 Grêmio) e a última partida, uma goleada histórica por 4x1 no Estádio Olímpico conquistando o hexacampeonato gaúcho em 29/07/1990.
    Após encerrar a carreira de jogador, Mazarópi dedicou-se à preparação de goleiros e à carreira de treinador, chegando a comandar o Grêmio em 9 partidas. Duas destas partidas, foram as finais da Copa do Brasil de 1995. Nesta oportunidade, o técnico Felipão estava suspenso. No jogo de ida em São Paulo a comunicação foi feita por telefone celular, tecnologia muito restrita naquela época. No jogo de volta, o Grêmio instalou uma linha telefônica diretamente na casamata para que houvesse novamente a comunicação entre Luiz Felipe Scolari e Mazarópi.
    Seu nome segue celebrado e eternizado na Calçada da Fama na Esplanada da Arena do Grêmio, e o clube frequentemente presta homenagens, com camisas especiais do Mundial de 1983 e celebrações em datas especiais, reconhecendo sua trajetória inigualável com a camisa tricolor.
    Atualmente Mazarópi trabalha nas transmissões da Grêmio TV  a TV oficial do clube — como comentarista dos jogos do Imortal Tricolor pelo YouTube.



Leão


Emerson Leão
Nascimento: 11/07/1949
Ribeirão Preto-SP
Posição: Goleiro/Treinador
Altura: 1,80 m
Peso: 82 kg
Estreia: Grêmio 1x0 Vasco (21/06/1980)
Última Partida: Grêmio 0x2 Internacional (28/11/1982)
Jogos/gols: 179/-105 (em 101 jogos não levou gols)
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981) e Campeonato Gaúcho (1980).

    Leão foi um dos melhores goleiros que o futebol brasileiro já produziu. Além da qualidade, Emerson Leão tinha personalidade forte. Passou por Comercial de Ribeirão Preto, Palmeiras, Vasco, Grêmio, Corinthians, Palmeiras e Sport.
    Conquistou a Copa Ribeirão Preto, Campeonato Brasileiro (1969, 1972 e 1973), Campeonato Paulista, Troféu Ramón de Carranza e o maior de todos: A Copa do Mundo de 1970 pela seleção brasileira.
    Emerson Leão chegou no Grêmio em 1980, ano em que conquistou o Campeonato Gaúcho.
No ano seguinte, Leão conquistou o título mais importante do clube até então: o Campeonato Brasileiro de 1981 sobre o São Paulo, em pleno Morumbi.


    Permaneceu no Grêmio até novembro de 1982, quando o Grêmio só não foi bicampeão brasileiro por conta da catastrófica arbitragem no jogo final contra o Flamengo, no Estádio Olímpico.
    Durante os 179 jogos disputados pelo Grêmio, em 101 destes jogos, Leão não sofreu nenhum gol, tamanha segurança que o goleiro tinha.
    Como jogador do Grêmio disputou 12 Gre-Nais (1 vitória, 7 empates e 4 derrotas). Com ele em campo, foram 9 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 13 gols sofridos. Estreou no Clássico em 24/08/1980 no Olímpico no empata por 2x2 e seu último foi em 28/11/1982, uma derrota por 2x0, também no Estádio Olímpico.
    Pela Seleção Brasileira, jogou 105 vezes, sendo titular de 1971 a 1979. Foi reserva de Félix na Copa do Mundo de 1970 aos 20 anos de idade, e titular na Copa do Mundo de 1974 e Copa do Mundo de 1978, permanecendo 457 minutos sem levar gols. Preterido por Telê Santana na Copa do Mundo de 1982, retornou à Seleção em 1983 disputando a Copa América de 1983. Pelas atuações consistentes, foi convocado para disputar a Copa do Mundo de 1986, sendo o reserva do titular Carlos Roberto Gallo.
    Como treinador do Grêmio sua estreia foi no jogo Atlético-MG 0x0 Grêmio em 22/01/2000 e se despediu menos de 2 meses depois (9 jogos) em um novo empate sem gols contra o Union Lleida em 02/03/2000.
    Como treinador em outros clubes: Sport, Palmeiras, Verdy Kawasaki, Internacional, Santos, Seleção Brasileira, entre diversos outros clubes, seu último clube como treinador foi o São Caetano. Em sua carreira como trinador conquistou a Copa Kanagawa, Copa do Imperador, Copa Centenário de Belo Horizonte, Copa Conmebol, Campeonato Brasileiro e Campeonato Pernambucano.
    Após o término da sua carreira no futebol, Leão foi comentarista esportivo. Além disso, desde 1974 ele tem investimentos no seguimento rural. Periodicamente ele dirige 1500km até o Mato Grosso para cuidar de sua criação de gado. Lá ele não usa TV, internet, nem celular, conversa apenas com seus funcionários. Emerson Leão também investe em obras de arte.



Lara


Eurico Lara Fonseca
Nascimento: 24/01/1897
Uruguaiana-RS
Altura: 1,91 m
Peso: 83 kg
Posição: Goleiro
Estreia: Grêmio 3x0 Juventude (15/06/1920)
Última partida: Grêmio 2x0 Internacional (22/09/1935)
Jogos/gols: 217/-252. Em 74 partidas ele não sofreu gols. Defendeu 8 pênaltis.
Títulos: Campeonato Gaúcho (1921, 1922, 1926, 1931 e 1932) e Campeonato Citadino de Porto Alegre (1920, 1921, 1922, 1923, 1925, 1926, 1930, 1931, 1932, 1933 e 1935), totalizando 16 conquistas.
Falecimento: 06/11/1935, aos 38 anos em Porto Alegre-RS

    Nascido em Uruguaiana e de formação militar, surgiu no Uruguaiana em 1919 e em 1920 foi incentivado a jogar no Grêmio após ser reconhecido por seu talento local. Um dirigente gremista interessado em trazer o jogador para Porto Alegre dizia: "Em Uruguaiana tem um goleiro que quando ele joga, seu 'team' não perde".
    Eurico Lara, talvez seja figura mais emblemática do futebol gaúcho, tem seu nome no hino oficial do clube na frase "Lara o craque imortal, soube o seu nome elevar. E hoje, com o mesmo ideal, nós saberemos te honrar". Até mesmo o termo "Imortal" que tanto é citado como um segundo nome para o Grêmio, foi inspirado em Eurico Lara. 
    Defendeu o gol do Grêmio por 16 temporadas, conquistando 16 títulos, e tornou-se símbolo de respeito e disciplina, admirado por atletas de todos os clubes. 
Em 1928 jogou pelo Fussball, retornando ao Grêmio um ano depois (e permaneceu até a sua prematura morte). Eurico Lara se destacava não apenas pela grandiosidade de seu talento, mas também pela humildade em seu cotidiano: residia com a esposa em um espaço simples, situado abaixo do pavilhão social da tradicional Baixada. Dedicado ao clube, ele mesmo aparava a grama após seus treinamentos solitários que consistiam em  lançar a bola contra o muro para aprimorar suas habilidades. Além disso, desempenhava o papel de zelador e também era responsável pelo cuidado do material esportivo do Grêmio, o que na época chamavam de "guarda-esporte". Nos dias de jogo, era quem organizava e entregava os uniformes aos colegas de equipe, reforçando o companheirismo e o espírito de serviço que marcavam sua personalidade. Eurico Lara também foi árbitro de futebol em algumas partidas.
    Sua carreira notabilizou-se, entre outros momentos, pelo desempenho marcante ao defender o Grêmio e a seleção do Exército, além de impressionar o público paulista quando integrou o time gaúcho num torneio nacional, mesmo não sendo convocado para a Seleção Brasileira. Como atleta fiel ao Grêmio, resistiu a diversas propostas de grandes clubes e acumulou títulos tanto da cidade quanto do estado, sempre evidenciando dedicação ao Imortal Tricolor.
    Disputou 26 Gre-Nais (14 vitórias, 4 empates e 8 derrotas), com um aproveitamento de 58.97%. Com ele em campo, foram 55 gols do Grêmio e 46 gols sofridos. Estreou em 22/08/1920 na vitória por 2x1 na Baixada e seu último Clássico foi em 22/09/1935, o famoso Gre-Nal Farroupilha, com vitória por 2x0. Este seria o último jogo da sua vida.
    Após uma partida amistosa contra o Santos em 19/05/1935, fez exames e descobriu-se que sofria de problemas cardíacos. Eurico Lara foi então, aconselhado a nunca mais jogar futebol. Mesmo assim continuou. 
    Entrou em campo mais 3 vezes: um Gre-Nal nos Eucaliptos em que houve empate em 1x1 em 28/07/1935, depois uma derrota para o Força e Luz por 2x0 no Estádio da Timbaúva e a terceira, quando enfrentou o Internacional em 22/09/1935 buscando garantir mais um título. Mesmo estando doente, Lara não sabia que aquela seria sua última partida pelo Grêmio, e teve êxito: Grêmio 2x0 Internacional, garantindo o título de Campeão Farroupilha, lembrado até os dias de hoje. Menos de dois meses depois, em 06/11/1935, Lara falecia aos 38 anos no Hospital Beneficência Portuguesa. O Rio Grande do Sul inteiro chorou, e o povo Porto-alegrense como última homenagem ao seu ídolo, interrompeu o trânsito nas ruas para acompanhar o seu cortejo até o túmulo 790 do Cemitério São Miguel e Almas, sendo reverenciado por todo o estado e eternizado como exemplo máximo de amor pelo Grêmio.