Mazarópi

 

Mazarópi
Geraldo Pereira de Matos Filho
Nascimento: 27/01/1953
Além Paraíba-MG
Posição: Goleiro
Altura: 1,80 m
Peso: 80 kg
Estreia: Grêmio 2x0 Inter-SM (16/06/1983)
Última partida: São Paulo 0x0 Grêmio (05/08/90)
Jogos/gols: 425/-338 (em 195 jogos não sofreu nenhum gol).
Pênaltis defendidos: 32
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial de Clubes (1983). Campeão da Copa do Brasil (1989). Hexa-Campeão do Campeonato Gaúcho: (1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990).
Campeão da Supercopa do Brasil (1990). Somando 10 conquistas. 

    Mazarópi iniciou sua carreira como goleiro nas categorias de base do Vasco da Gama. Destacou-se no início da trajetória ao conquistar o Campeonato Brasileiro em 1974 como reserva. Em 1977, venceu também o Campeonato Carioca. Atingiu o notável recorde mundial de 1816 minutos sem sofrer gols, entre 1977 e 1978, reconhecido pela IFFHS.
    No entanto, com a chegada do goleiro Emerson Leão ao Vasco em 1979, Mazarópi foi emprestado ao Coritiba. Lá, brilhou novamente e foi determinante na conquista do Campeonato Paranaense de 1979. Regressou ao Vasco em 1980 e, em 1982, festejou mais um título carioca.
Foi em 1983 que Mazarópi teve sua trajetória marcada definitivamente pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Emprestado naquele ano, revelou-se um herói ao defender um pênalti crucial contra o América de Cali, que colocou o Grêmio na final da Taça Libertadores da América. Esse feito foi fundamental para que o Tricolor conquistasse, em 11/12/1983, o título mais importante de sua história: o Mundial, feito inédito para o clube na época. Aliás, no Brasil somente Santos de Pelé e Flamengo de Zico haviam alcançado tal patamar até então.


    Após breve retorno ao Vasco e passagem pelo Náutico, onde foi campeão pernambucano em 1984, Mazarópi voltou ao Grêmio em 1985. Sua presença consolidou uma era de vitórias e troféus: títulos gaúchos em 1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990, além da inédita Copa do Brasil conquistada de maneira invicta em 1989 e a Supercopa do Brasil em 1990 (competição esta que foi instituída naquele ano e que teve sua taça entregue pela CBF somente em 2025).
     Disputou 32 Gre-Nais — triunfando em 16, empatando 11 e sendo derrotado apenas 5 vezes, com notável aproveitamento de 61,46%. Foram 41 gols marcados pelo Grêmio nesses clássicos e apenas 24 sofridos, sendo sua estreia no clássico em 02/10/1983 (Internacional 1x1 Grêmio) e a última partida, uma goleada histórica por 4x1 no Estádio Olímpico conquistando o hexacampeonato gaúcho em 29/07/1990.
    Após encerrar a carreira de jogador, Mazarópi dedicou-se à preparação de goleiros e à carreira de treinador, chegando a comandar o Grêmio em 9 partidas. Duas destas partidas, foram as finais da Copa do Brasil de 1995. Nesta oportunidade, o técnico Felipão estava suspenso. No jogo de ida em São Paulo a comunicação foi feita por telefone celular, tecnologia muito restrita naquela época. No jogo de volta, o Grêmio instalou uma linha telefônica diretamente na casamata para que houvesse novamente a comunicação entre Luiz Felipe Scolari e Mazarópi.
    Seu nome segue celebrado e eternizado na Calçada da Fama na Esplanada da Arena do Grêmio, e o clube frequentemente presta homenagens, com camisas especiais do Mundial de 1983 e celebrações em datas especiais, reconhecendo sua trajetória inigualável com a camisa tricolor.
    Atualmente Mazarópi trabalha nas transmissões da Grêmio TV  a TV oficial do clube — como comentarista dos jogos do Imortal Tricolor pelo YouTube.



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