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Geromel


Pedro Tonon Geromel
Nascimento: 21 de setembro de 1985
São Paulo-SP
Altura: 1,90 m
Peso: 84 kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Grêmio 3x0 Novo Hamburgo (22/02/2014)
Última partida: Grêmio 0x3 Corinthians (08/12/2024)
Jogos/gols: 406/15
Títulos: Taça Libertadores da América (2017), Copa do Brasil (2016), Recopa Sul-Americana (2018), Campeonato Gaúcho (2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023, 2024), Recopa Gaúcha (2019, 2021, 2022, 2023), totalizando 14 títulos.


    Pedro Geromel iniciou sua trajetória no Grêmio em 2014, com certa desconfiança da imprensa e até da torcida, já que ainda não era uma figura nacionalmente conhecida, apesar do ótimo histórico de desempenho na Europa (ver a seguir suas premiações individuais). Com o tempo, porém, conquistou seu espaço e se transformou em um dos maiores zagueiros da história do clube, tornando-se símbolo de liderança, raça, qualidade técnica e regularidade defensiva, sendo peça central nas conquistas do ciclo mais vitorioso do Grêmio nos tempos recentes.
    A partir de 2016, Geromel foi protagonista em ao menos uma conquista significativa por temporada, com exceção dos anos de 2014 e 2015. Sua liderança se refletiu também na braçadeira: atuou como capitão em praticamente toda a sua longa passagem pelo clube, consolidando o respeito da torcida e do grupo. O zagueiro destaca-se pela combinação de raça, técnica e espírito de liderança, além de ter formado uma sólida e histórica dupla defensiva com Walter Kannemann, referência marcante no recente período vencedor do Tricolor gaúcho.


    Geromel alcançou feitos inéditos na história gremista, como tornar-se o primeiro jogador do clube a conquistar quatro Bolas de Prata consecutivas (2015 a 2018) e ser escolhido por duas vezes para a Seleção dos melhores do continente sul-americano. Sua atuação o levou também a ser eleito para a seleção histórica do Grêmio pela ESPN. Em 2024, Geromel tornou-se o jogador em atividade há mais tempo no mesmo clube em todo o futebol brasileiro, chegando à sua 11ª temporada consecutiva pelo Grêmio.
    Nos Gre-Nais, Geromel disputou 27 partidas, obtendo 9 vitórias, 10 empates e 8 derrotas, com um aproveitamento de 45,68%. Em campo, contribuiu para 30 gols a favor do Grêmio (sendo um de sua autoria) e sofreu 17, números que confirmam sua importância defensiva. Sua estreia no clássico ocorreu em 09/11/2014, quando o Grêmio goleou o Internacional por 4x1 na Arena, e seu último Gre-Nal foi em 22/06/2024, derrota por 1x0 no Estádio Couto Pereira, casa temporária do Grêmio em algumas partidas daquele ano pelas adversidades causadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
    Antes de brilhar em Porto Alegre, Geromel iniciou a carreira profissional na Portuguesa, jogou pelo Palmeiras e partiu para a Europa, onde defendeu Deportivo de Chaves, Vitória de Guimarães, Colônia e Mallorca. Por suas atuações, recebeu diversos prêmios individuais: Seleção do Campeonato Português: 2007/2008, Seleção do Campeonato Alemão: 2008/2009 e 2009/2010.
Com a camisa do Grêmio: Bola de Prata: 2015, 2016, 2017 e 2018, Seleção do Campeonato Brasileiro Troféu Armando Nogueira da Rede Globo: 2015, Seleção do Campeonato Brasileiro: 2016, 2017 e 2018,
Seleção do Campeonato Gaúcho: 2016, 2017, 2018 e 2019, Seleção do Campeonato Brasileiro Troféu Mesa Redonda da TV Gazeta: 2016 e 2018, Melhor zagueiro da Copa Libertadores: 2017 e Seleção da América Jornal El País: 2017 e 2018.
    Pela Seleção Brasileira, Geromel atuou em duas partidas e integrou o grupo que disputou a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.
    Em 8 de dezembro de 2024, Pedro Geromel despediu-se oficialmente dos gramados, atuando pela última vez em uma partida contra o Corinthians, na casa tricolor. Sua despedida marcou o fim da carreira de um dos maiores ídolos gremistas, deixando uma lacuna sentida por toda a torcida e eternizando sua trajetória como símbolo de raça, técnica e liderança no Grêmio.


Leo

 


Leonardo Renan Simões de Lacerda
30/01/1988
Belo Horizonte-MG
Altura: 1,84m
Peso: 81kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Náutico 0x2 Grêmio (25/07/2007)
Última partida: Flamengo 2x1 Grêmio (06/12/2009)
Jogos/gols: 117/9

       Leo era um ótimo zagueiro, seguro, habilidoso e até mesmo chegava bem ao ataque marcando gols. Iniciou na base do Grêmio em 2002 e se profissionalizou em 2007, lançado pelo técnico Mano Menezes.
       A primeira vez que Leo jogou profissionalmente pelo Grêmio foi no jogo Náutico 0x2 Grêmio em 25/07/2007. Ainda em 2007 foi convocado pelo técnico Dunga para seleção olímpica. O zagueiro disputou 9 Gre-Nais. Venceu 1, empatou 3 e perdeu 5. Esta única vitória foi protagonizada pelo gol de cabeça do Leo, em 16/09/2007, justamente o seu primeiro Gre-Nal disputado.
       Leo foi eleito como um dos zagueiros da Seleção do Campeonato Gaúcho de 2008.
       Disputou 117 jogos pelo Grêmio, marcando 9 gols. Infelizmente não venceu nenhum título jogando pelo Tricolor.
       Seu último jogo com a camisa do Grêmio foi no dia 06/12/2009 na derrota por 2x1 para o Flamengo, quando o Flamengo se tornou Campeão Brasileiro daquele ano.
       As atuações de Leo chamaram a atenção do Palmeiras em 2010, onde atuou 23 vezes e ainda em 2010 foi para o Cruzeiro. No clube mineiro, Leo atingiu o ápice da sua Carreira.
       Pelo clube da Toca da Raposa, fez 401 jogos (22 gols), foi Campeão Mineiro em 2011, 2014, 2018 e 2019. Foi bicampeão brasileiro (2013 e 2014) e bicampeão da Copa do Brasil (2017 e 2018). Ganhou o Troféu Guará como Melhor Zagueiro do ano (2018) e o Troféu Globo Minas com Melhor Zagueiro do Campeonato Mineiro em 2019.
       Leo é o terceiro zagueiro com o maior número de gols na história do Cruzeiro, clube que permaneceu até 2021. Em 2022 encerrou a carreira jogando pela Chapecoense.
Atualmente Leo é palestrante e enfrenta, ao lado de sua esposa, um câncer que a acomete. 

William

 

William "Capita", zagueiro seguro e habilidoso



William Machado de Oliveira
24/08/1976
Belo Horizonte-MG
Altura: 1,89m
Peso: 81kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Grêmio 1x2 Vasco (07/05/2006)
Última partida: Grêmio 1x1 Corinthians (02/12/2007)
Jogos/Gols: 91/3
Títulos: Campeonato Gaúcho (2007)

       William foi um zagueiro extremamente seguro, técnico e de ótima saída de bola. Iniciou sua carreira no Sete de Setembro-MG em 1997. Passou por inúmeros clubes antes de chegar no Grêmio: Desportiva, Ipatinga, Cruzeiro, Ipatinga, Cabofriense, América-MG, Francana. Portuguesa, Joinville, Sport, Ipatinga (onde foi campeão mineiro em 2005). De lá veio para o Grêmio em 2006. Estreou em 07/05 na derrota por 2x1 para o Vasco em Porto Alegre.
       Conquistou o Campeonato Gaúcho de 2007. No mesmo ano foi vice da Libertadores, perdendo a final para o Boca Juniors. Pelo Grêmio, William fez 91 jogos e marcou 3 gols. Disputou 3 Gre-Nais com 2 vitórias e 1 derrota. A estreia foi em 05/11/2006 (derrota por 1x0 no Olímpico) e seu último Clássico foi na vitória por 1x0, dia 16/09/2007, também no Estádio Olímpico. Sua despedida do Grêmio foi no dia 02/12/2007 no Grêmio 1x1 Corinthians.
       As atuações seguras pelo Tricolor e a ida do técnico Mano Menezes para o Corinthians, o levaram para o time paulista. Lá ficou 2 anos e venceu a Série B de 2008. Em 2009 venceu o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2009.
       William, além de um grande jogador era um grande ser humano também. Em 2010 ele liderou uma campanha com o patrocinador do Timão para ajudar os atingidos pelo Terremoto no Haiti.
Pelo Corinthians fez 161 jogos (159 como titular) obtendo 92 vitórias, marcando 4 gols.
Ainda em 2010 William encerrou sua carreira e no início de 2011 assumiu como gerente de futebol do Corinthians. Em 2013 foi diretor de futebol do Bahia. Também foi comentarista de TV. 
       Em 2021 o "Capita" lançou um curso de finanças e investimentos para atletas, aproveitando sua graduação em Ciências Contábeis. William descreveu sua nova função da seguinte forma: "Tentei como dirigente, comentarista, mas o que fiz primeiro que me brilhou os olhos foi assessorar as pessoas nos investimentos. Hoje eu vejo que consigo atender um atleta do Inter e do Grêmio, do Cruzeiro, Atlético Mineiro, Santos, São Paulo, Corinthians, Palmeiras. Sem restrições. Como dirigente e comentarista isso não seria possível".

Marinho


Mário Custódio Nazaré
Nascimento: 01/04/1976
Santos-SP
Posição: Zagueiro
Altura: 1,85 m
Peso: 80 kg
Estreia: Atlético-MG 0x0 Grêmio (22/01/2000)
Última partida: Atlético-MG 3x0 Grêmio (05/12/2001)
Jogos/Gols: 122/8
Títulos: Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (2001)

    Marinho surgiu na base do Corinthians e depois jogou na base da Portuguesa Santista, onde se profissionalizou.
    Jogou no Guarani entre 1996 e 1999 e chegou ao Grêmio no início do ano 2000.
    Pelo Grêmio conquistou o Gauchão e a Copa do Brasil de 2001.
    Fez mais de 120 jogos (e 8 gols) com a camisa do Grêmio. Um destes gols foi o primeiro da grande e inesquecível vitória na final da Copa do Brasil contra o Corinthians pelo placar de 3x1 que deu o Tetra Campeonato ao Grêmio dentro de um Morumbi com 80 mil corintianos. Neste jogo o jornal Correio do Povo deu nota 10 para Marinho com a seguinte descrição: "Gol e total segurança na zaga".
    A coluna escrita por Paulo Sant'ana na Zero Hora no dia 18/06/2001 (dia posterior ao título) tinha o seguinte título: "Símbolo do Título" e o texto era somente o nome "Marinho" repetido 472 vezes, tamanha a importância que o zagueiro teve nesta final.


    Disputou 6 Gre-Nais e nunca perdeu (4 vitórias e 2 empates), com um aproveitamento de 77.78%. Com ele em campo, foram 9 gols a favor e 4 gols sofridos. Estreou no Clássico em 30 de abril de 2000 (1x1 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 6 de outubro de 2001, na vitória por 1x0 pelo Campeonato Brasileiro, no Estádio Olímpico.
    Depois que deixou o Grêmio jogou por alguns outros clubes, como: Beşiktaş, Ponte Preta, Athletico Paranaense, Corinthians e Ponte Preta. Marinho ainda foi Campeão Brasileiro pelo Corinthians em 2005 e Campeão Paulista do Interior pela Ponte Preta em 2009.
    Após parar de jogar, Marinho se tornou treinador.





Ânderson Polga




Ânderson Corrêa Polga
Nascimento: 09/02/1979 
Santiago-RS
Posição: Zagueiro
Altura: 1,83 m
Peso: 76 kg
Estreia: Grêmio 8x0 Lajeadense (14/04/1999)
Última partida: Paysandu 1x1 Grêmio (17/07/2003)
Jogos/Gols: 170/9
Títulos: Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (1999 e 2001)

    Ânderson Polga é um ex-zagueiro brasileiro que construiu uma carreira sólida e vitoriosa, iniciada no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e coroada com o título da Copa do Mundo de 2002 pela Seleção Brasileira.​
    Revelado pelo Grêmio, Polga começou a atuar profissionalmente como volante, mas foi recuado para a zaga, posição em que encontrou o espaço ideal para explorar sua leitura de jogo, firmeza nos desarmes e bom posicionamento defensivo. Suas atuações consistentes pelo Tricolor gaúcho renderam títulos e chamaram a atenção em âmbito nacional.​
    Fazia parte do grupo, porém não fez nenhuma partida da campanha que levou o Grêmio a conquistar a Copa Sul de 1999.
    Polga abriu o placar aos 4 minutos contra o Juventude no jogo em que o Grêmio venceu o Campeonato Gaúcho de 2001 por 3x1. Outro gol importante do zagueiro foi na grandiosa vitória do Grêmio por 4x2 sobre o River Plate em pleno Monumental de Núñez em jogo válido pela Copa Mercosul. O gol foi o terceiro do Grêmio, desempatando a partida aos 35 do segundo tempo. Aos 44 minutos, Zinho decretou a grande vitória marcando o quarto gol.
    O desempenho no clube o levou à Seleção Brasileira, colocando o zagueiro formado em Porto Alegre no seleto grupo de atletas do Grêmio convocados para uma Copa do Mundo. No imaginário da torcida tricolor, Polga passou a ser lembrado como um defensor seguro, de trajetória ligada diretamente ao período em que o clube seguia revelando talentos e contribuindo para o cenário do futebol brasileiro.​ Jogou todas as partidas da campanha do Grêmio do quarto título da Copa do Brasil na história do clube. 
    Disputou 11 Gre-Nais (5 vitórias, 4 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 57.58%. Com ele em campo, foram 13 gols a favor e 9 gols sofridos. Estreou no Clássico em 20 de novembro de 1999 (1x1 no Olímpico pela Seletiva da Libertadores) e seu último clássico foi em 9 de março de 2003 (derrota por 1x0 no Beira-Rio). Disputou 170 partidas com a camisa do Grêmio.
    Polga foi convocado para a Copa do Mundo de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, onde vestiu a camisa 14 e integrou o elenco que conquistou o pentacampeonato mundial. Mesmo sem ser titular absoluto, participou e deixou boa impressão, consolidando seu nome entre os campeões mundiais com a Amarelinha.​
    Entre 2002 e 2003, Polga disputou 11 jogos e marcou 3 gols pela Seleção Brasileira, números significativos para um defensor, mas que não foram suficientes para garantir continuidade após aquele ciclo. Ainda assim, sua passagem, embora curta, ficou marcada pelo título mundial, frequentemente lembrado em sua biografia como o ponto mais alto da carreira internacional.​
    Logo após o Mundial de 2002, Ânderson Polga transferiu-se para o Sporting Clube de Portugal, onde viveu a fase mais longa e estável de sua carreira. Em quase uma década em Lisboa, tornou-se um dos pilares da defesa, somando mais de 300 jogos oficiais, conquistas de taças nacionais e status de estrangeiro respeitado pela torcida portuguesa.​
    Em 2012, retornou ao Brasil para defender o Corinthians, clube pelo qual atuou em poucas partidas, mas do qual fez parte do grupo campeão do Mundial de Clubes da FIFA naquele ano. Após o término do contrato, ainda tentou viabilizar um retorno ao Grêmio, desejo que acabou não se concretizando, e optou por encerrar a carreira profissional, levando consigo a imagem de zagueiro correto, vitorioso e com raízes marcantes no Tricolor gaúcho.




Mauro Galvão

 


Mauro Geraldo Galvão
Nascimento: 19/12/1961
Porto Alegre-RS
Altura: 1,80 m
Peso: 70 kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Colônia 0x2 Grêmio (03/08/1996)
Última partida: Nacional 1x1 Grêmio (15/05/2002)
Jogos/gols: 126/5
Títulos: Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil - Invicto (1997) e Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (2001).


       Um grande zagueiro. Habilidoso, elegante com a bola nos pés. Não sabia dar chutão. Ao ser alertado para afastar a bola "de bico" ele perguntou: "Onde fica o bico?". Mauro Galvão iniciou sua carreira nos infantis do Grêmio com 11 anos, apesar de ser colorado. Com 15 anos ele passou para os infantis do Inter convidado por um treinador do futebol amador do Grêmio que foi para a base do rival. Essa troca fez com que ele não pudesse jogar pelo Colorado por 6 meses por questões legais.
       No Inter, com 17 anos ele já tinha sido promovido ao time profissional. Em 1979 foi campeão brasileiro, foi tetracampeão gaúcho (1981, 1982, 1983 e 1984) e também do Torneio Heleno Nunes em 1984.
       Teve uma brilhante carreira jogando por diversos clubes, entre eles Bangu (Campeão da Taça Rio em 1987), Botafogo (Campeão do Troféu Cidade de Palma de Mallorca em 1988, Taça Rio em 1989, Bicampeão Carioca em 1989 e 1990), Lugano (Campeão da Copa da Suíça em 1992-1993) até chegar no Grêmio em 1996. Seu primeiro jogo foi um amistoso disputado na Alemanha contra o Colônia na vitória do Grêmio por 2x0 em 03/08/1996. Quatro meses depois, Mauro Galvão conquistou o Campeonato Brasileiro, o segundo do Grêmio em sua história, quando o Tricolor venceu a Portuguesa por 2x0 no Estádio Olímpico.
       O ano de 1997 traria ainda o Tricampeonato da Copa do Brasil (os 3 títulos de forma invicta), sendo que no dia 22/05/1997 o empate em 2x2 contra o Flamengo garantiu a conquista com Mauro Galvão ostentando a taça e a braçadeira de capitão da equipe.
       Em julho deste mesmo ano, Mauro Galvão é transferido para o Vasco onde jogou até 2001 e conquistou muitos títulos, entre eles: Campeonato Brasileiro (1997 e 2000), Campeonato Carioca e Libertadores da América (1998), Torneio Rio-São Paulo (1999) e Copa Mercosul em 2000.


       No início de 2001 retorna ao Grêmio para ser Campeão Gaúcho e Tetracampeão da Copa do Brasil, num time comandado por Tite com jogadores como Danrlei, Roger, Ânderson Lima, Tinga, Zinho, entre outros. Permanece até maio de 2002 quando faz sua última partida partida com a camisa do Grêmio no empate em 1x1 contra o Nacional, no Uruguai pela Libertadores da América, quando decidiu encerrar sua vitoriosa carreira.
       Mauro Galvão fez 126 jogos pelo Grêmio, marcando 5 gols. Disputou 5 Gre-Nais pelo Grêmio (1 vitória, 3 empates e 1 derrota). Com ele em campo, foram 6 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 5 gols sofridos. Estreou no Clássico pelo Grêmio em 29 de junho de 1997 e seu último foi em 20 de março de 2002. Um Gre-Nal marcante disputado por Mauro Galvão, foi o jogo em que o Grêmio venceu por 4x2 no Olímpico em 01/04/2001.
       Pela Seleção Brasileira disputou 26 jogos, venceu a Copa América de 1989 e jogou a Copa do Mundo de 1990.
       Como prêmios individuais ganhou 3 vezes a Bola de Prata da Revista PLACAR  (1979, 1985 e 1997).  
       Um ano após encerrar a carreira de jogador, Mauro Galvão foi convidado pelo Vasco da Gama para ser o treinador principal da equipe. O desafio foi aceito e iniciou-se então a carreira de treinador. Após um curto período como treinador principal, ele assumiu o cargo de assistente de treinador no próprio Vasco até o início da temporada de 2004 quando foi contratado pelo Botafogo para ser treinador, onde também já tinha atuado como jogador na década de 1980.
       Mauro Galvão lançou a sua biografia intitulada "Mauro Capitão Galvão - Lições de Vida, Lições de Futebol", que mostra imagens, histórias, estatísticas e curiosidades da sua carreira até aquele ano. Uma das curiosidades sobre a carreira de Mauro Galvão é que ele é o jogador que conquistou dois campeonatos brasileiros com o maior intervalo de tempo entre ambos, 17 anos.
O primeiro em 1979, pelo Internacional, e o segundo em 1996, pelo Grêmio.
       No início de 2005, ele assumiu o Náutico onde permaneceu por seis meses. No dia 8 de dezembro de 2010, Mauro Galvão foi anunciado como o novo superintendente de esportes do Avaí. Em 07 de setembro de 2012 foi anunciado para assumir a coordenação das categorias de base do Vasco da Gama. Clóvis, ex-lateral do Vasco, foi escolhido para ser o auxiliar de Mauro Galvão. Em 2015 Mauro Galvão começou a carreira de diretor-executivo de futebol no Grêmio.  Depois passou pelo Vitória na mesma função.
       Em 14 de setembro de 2020 foi anunciado para trabalhar como comentarista de futebol do SBT, emissora que adquiriu os direitos de transmissão da Libertadores da América.

Rivarola

 

Rivarola formou com Adilson uma das melhores duplas de zaga do Grêmio.

Catalino Rivarola Méndez
Nascimento: 30/04/1965
Assunção, Paraguai
Altura: 1,87 m
Peso: 85 kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Veranópolis 1x1 Grêmio (21/04/1995)
Última partida: Grêmio 3x2 Santos (13/09/1998)
Jogos/gols: 173/6
Títulos: Campeonato Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Recopa Sul-Americana e do Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Também conquistou Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) e Troféu Colombino (1997), somando um total de 8 conquistas. 

       Rivarola iniciou sua carreira no Cerro Porteño em 1986. Em 1991 se transferiu para o Talleres da Argentina, onde permaneceu até 1995, ano em que chegou ao Grêmio.
      Era um zagueiro de muita força, imposição física e boa colocação. Formou uma dupla histórica com Adilson, rendendo inúmeros títulos.
       Sua estreia foi no jogo Veranópolis 1x1 Grêmio, no dia 21/04/1995. Curiosamente Rivarola levou cartão vermelho, logo em sua estreia aos 51 minutos do segundo tempo. Neste jogo o Grêmio foi a campo com Danrlei, Arce, Scheidt, Rivarola e Arilson. Dêga, Goiano, Vagner Mancini e Carlos Miguel. Magno e Nildo. Esta escalação mostra o início da formação do time montado em 1995 para a conquista da América e posteriormente outros títulos.
       Jogando com a camisa do Grêmio Rivarola conquistou duas vezes o Campeonato Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Recopa Sul-Americana e do Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Além destes títulos, Rivarola também conquistou Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) e Troféu Colombino (1997), somando um total de 8 conquistas. 


       Durante sua permanência no Tricolor Gaúcho, jogou 173 jogos e marcou 6 gols. Disputou 8 Gre-Nais (3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas). Com ele em campo, foram 9 gols a favor e 9 gols sofridos. Estreou nos clássicos em 28/06/1995 (2x0 para o Grêmio no Olímpico) e seu último clássico foi em 26 de julho de 1998 (1x0 para o Inter no Beira-Rio).
       Seu último jogo pelo Grêmio foi na vitória contra o Santos por 3x2 no dia 13/09/1998 no Estádio Olímpico.
       Depois da sua passagem vitoriosa pelo Grêmio, Rivarola jogou também pelo Palmeiras em 1999. Lá jogou 16 vezes (8 vitórias, 3 empates e 5 derrotas). Em 2000 foi para o América-RJ e em 2001 jogou no Libertad onde encerrou sua carreira.
Pela Seleção Paraguaia jogou 52 partidas e marcou 3 gols. Foi convocado para a Copa do Mundo da França em 1998. Também participou da Copa América em 1989 e 1991.
       Além dos diversos títulos pelo Grêmio, Rivarola conquistou duas vezes o Campeonato Paraguaio (1987 e 1990). No Palmeiras foi campeão da Libertadores em 1999.
       Atualmente Rivarola atua ao lado de seu filho como agente de jogadores.

Adilson

Adilson, o Capitão América. Um dos maiores zagueiros da história do Grêmio.


Adilson dias Batista
Nascimento: 16/03/1968
Adrianópolis-PR
Altura: 1,82 m
Peso: 77 kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995).
Última partida: Portuguesa 2x0 Grêmio (11/12/1996).
Jogos/gols: 113/13
Títulos: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Campeonato Gaúcho, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (1996). Além destes títulos, ainda conquistou a Sanwa Cup (1995), Copa Renner (1996) e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996).

       Capitão América. Assim passou a ser chamado pelo jornalista Jorge Estrada o zagueiro Adilson Batista após levantar a taça da Libertadores da América em 1995 vestindo a camisa do Grêmio.
       Sete anos antes, Adilson iniciava sua carreira profissional no Athletico Paranaense. Em 1989 foi para o Cruzeiro, onde permaneceu até 1993. Neste mesmo ano teve uma passagem pelo Internacional. Em 1994 foi para o Atlético-MG, onde participou de um ótimo time apelidado de "Selegalo" com nomes como Renato Portaluppi e Neto.
       Em 1995 Adilson chega ao Grêmio onde teve seu maior sucesso como jogador profissional.
Seu primeiro jogo foi Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995).
       Adílson conquistou 8 títulos no Grêmio: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Campeonato Gaúcho, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (1996). Além destes títulos, ainda conquistou a Sanwa Cup (1995), Copa Renner (1996) e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996).
       Adilson disputou 3 Gre-Nais (1 vitória, 1 empate e 1 derrota). Foram 4 gols a favor e 4 gols sofridos. Estreou no Gre-Nal pelo Grêmio em 2 de abril de 1995 (derrota por 2x1 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 22 de setembro de 1996 (vitória por 2x1 também no Beira-Rio). Era uma época em que o Grêmio invariavelmente se via em meio a disputas internacionais e excursões, o que fazia o Grêmio atuar com equipes alternativas, e que fazia com que seus principais jogadores disputassem menos Gre-Nais. Exemplo disto é o título gaúcho de 1995, onde o Grêmio venceu o rival com um time recheado de reservas, o que rendeu o apelido do time de "Banguzinho".
       Era um ótimo zagueiro, com ótimo tempo de bola tanto por baixo quando nas bolas altas. Era um dos cobradores oficiais de pênalti do clube, chegando a marcar 3 gols de pênalti exatamente iguais na vitória por 3x0 sobre o seu clube de origem, o Athletico Paranaense no Estádio Olímpico.
       Seu último jogo pelo Grêmio foi o jogo de ida da final do Campeonato Brasileiro de 1996 (Portuguesa 2x0 Grêmio) no dia 11/12/1996. Mauro Galvão foi o seu substituto 4 dias depois, quando o Grêmio venceu a Lusa por 2x0 e confirmou o Bi-Campeonato Brasileiro. Com a camisa do Grêmio Adilson jogou 113 jogos e marcou 13 gols. O Capitão América está na Calçada da Fama desde 1996.


       Depois do Tricolor Adilson jogou ainda pelo Jubilo Iwata (entre 1997 e 1999) e encerrou sua carreira de jogador aos 33 anos no Corinthians em 2000.
       Por outros clubes conquistou inúmeros títulos. Campeão paranaense em 1988. Pelo Cruzeiro foi Campeão Mineiro (1990 e 1992), da Supercopa Sul-Americana (1991 e 1992). No Jubilo Iwata ganhou a Supercopa da Ásia (1999) e pelo Corinthians ganhou a Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2000. Adilson foi Bola de Prata da Revista Placar em 1990 e 1996.
       Após encerrar sua carreira, Adilson se tornou treinador. Em 2003 e 2004 foi técnico do Grêmio em 49 jogos (20 vitórias, 16 empates e 13 derrotas). O primeiro jogo em que Adilson comandou o Tricolor foi em 23/08/2003 em Grêmio 0x0 São Caetano e o último foi em 02/06/2004 no jogo Canoas 3x1 Grêmio.
       Adilson dirigiu a maioria dos grandes clubes brasileiros desde 2001. Em 2006/2007 passou pelo Jubilo Iwata, mesmo time em que foi jogador. Conquistou o Campeonato Potiguar de 2002 pelo América-RN. Pelo Figueirense foi campeão catarinense em 2006 e pelo Cruzeiro foi Bi-campeão mineiro (2008 e 2009).

Éder (Éder Gaúcho)


Éder Guterres Silveira
Nascimento: 07/10/1977
São Borja-RS
Posição: Zagueiro
Altura: 1,88 m 
Peso: 78 kg
Estreia: Grêmio 0x1 Lajeadense (10/09/1994)
Última partida: Atlético-MG 2x0 Grêmio (10/11/1999)
Jogos/gols: 100/6
Títulos: Copa Sul (1999). Campeonato Gaúcho (1995, 1996 e 1999). Troféu Colombino (1997). 
Taça Hang Ching e Copa Ano Novo, ambas na China (1998).

    Éder Gaúcho, como ficou conhecido, foi um zagueiro de boa estatura e técnica refinada, cuja carreira começou no Grêmio. Seu primeiro jogo como profissional pelo clube ocorreu em 1994, permanecendo no elenco até 1999 e participando de várias conquistas durante esse período.
    Em 1997 Éder fez 2 gols em 2 jogos consecutivos, ambos empatados por 1x1 — o primeiro contra o Bragantino, em São Paulo, e na semana seguinte contra o Botafogo, no Estádio Olímpico, partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro. Esses gols garantiram 2 pontos importantes em uma campanha difícil, ajudando a manter o Grêmio na Série A para o ano seguinte.
    No clássico Gre-Nal, Éder participou de 7 confrontos: foram 3 vitórias, 1 empate e 3 derrotas. Com ele em campo, o Grêmio marcou 4 gols e sofreu outros 4. Sua estreia no clássico foi em 23/03/1997, num empate sem gols no Estádio Olímpico, e o último Gre-Nal da carreira ocorreu em 12/09/1999, na vitória por 1x0 também no Olímpico — gol de Zé Alcino, ex-Internacional.
    Após o período no Grêmio, Éder transferiu-se para o futebol europeu em 1999, defendendo a equipe portuguesa do União Leiria por três temporadas. Seguiu carreira em outros clubes: Boavista (Portugal), Terek Grozny (Rússia) e retornou ao Brasil em 2007 para atuar pelo Sertãozinho. Novamente em 2007, voltou ao União Leiria em Portugal. Em 2008, foi para o Al Nassr, da Arábia Saudita. Em 2010, jogou pelo Al Sharjah, dos Emirados Árabes, e ainda naquele ano transferiu-se para o Baniyas, também dos Emirados. Em 2011 chegou ao Ypiranga-RS, onde encerrou a carreira.
    Defendeu a seleção brasileira sub-20 no Campeonato Mundial Juvenil de 1997, disputado na Malásia. O Brasil foi eliminado nas quartas de final, mas Éder registrou destaque ao marcar na goleada por 10 a 0 contra a Bélgica, nas oitavas de final.
    Desde 2018 Éder é CEO da Transfer Soccer Group, empresa que agencia a carreira de jogadores de futebol.



Agnaldo




Agnaldo Liz Souza
Nascimento: 07/06/1968
Florianópolis-SC, Brasil
Posição: Zagueiro
Altura: 1,80 m
Peso: 76 kg
Estreia: Sport 1x0 Grêmio (22/09/1993)
Última partida: Grêmio 4x3 Santa Cruz-RS (11/12/1994)
Jogos/gols: 89/13
Títulos: Copa do Brasil (Invicto) em 1994.

    Começou a carreira na base do Figueirense em 1981. Entre 1991 e 1993 atuou pelo Vitória até que chegou no Grêmio em 1993.
    Agnaldo fez gols importantes pelo Grêmio.  Um destes gols foi na vitória de 1x0 contra o Vitória-BA no jogo de ida pela Copa do Brasil, título que o Grêmio conquistaria de forma invicta em 1994. No empate em 1x1 contra o Internacional pelo Campeonato Brasileiro Agnaldo foi quem garantiu o empate.
    Em outros tantos jogos da temporada ele fez gols que garantiram a vitória ou livraram o Grêmio da derrota, demonstrando ser um zagueiro firme na defesa e artilheiro no ataque.
    Disputou 2 Gre-Nais: derrota no Beira-Rio por 1x0 no dia 12 de junho de 1994 e empate no Olímpico em 1x1 no dia 16 de outubro de 1994, gol marcado por ele.
Depois do Grêmio, jogou por Flamengo, Guarani, Palmeiras, Fluminense, América-MG, Olaria, União São João e Lages.
    Ao longo da sua trajetória venceu a Copa Santa Catarina pelo Figueirense, Campeonato Baiano pelo Vitória e Copa do Brasil, Copa Mercosul, Libertadores da América, Torneio Rio-São Paulo e Copa dos Campeões pelo Palmeiras, onde disputou 106 partidas.
    Atualmente Agnaldo é treinador de futebol com uma extensa carreira dirigindo, na maioria das vezes, clubes do Nordeste brasileiro.
    Como treinador conquistou o campeonato baiano por dois clubes diferentes: pelo Vitória em 2004 e pelo Atlético de Alagoinhas em 2021 e 2022.




Paulão


Paulo César Batista dos Santos
Nascimento: 25/03/1967
Itambacuri-MG
Posição: Zagueiro
Altura: 1,88 m
Peso: 78 kg
Estreia: Internacional 1x1 Grêmio (13/09/1992)
Última partida: Grêmio 1x0 Ceará (10/08/1994)
Jogos/gols: 119/8
Títulos: Copa do Brasil (1994) e Campeonato Gaúcho (1993).

    Paulão, zagueiro forte e seguro nas bolas aéreas começou a carreira no Cruzeiro em 1988.
    Veio para o Grêmio no segundo semestre de 1992. Pelo Tricolor foi campeão gaúcho de 1993 e da Copa do Brasil (invicto) de 1994.
    Disputou 7 Gre-Nais (nenhuma vitória, 5 empates e 2 derrotas). Com ele em campo, foram 4 gols a favor e 7 gols sofridos. Estreou no Clássico em 13 de setembro de 1992 (1x1 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 12 de junho de 1994 (derrota por 1x0 também no Beira-Rio).
    Sua última partida com a camisa do Grêmio foi em alto estilo: vitória do Grêmio por 1x0 sobre o Ceará na final da Copa do Brasil de 1994, quando o Grêmio foi campeão invicto, pela segunda vez nesta competição.
    Após sua saída, Paulão jogou por Benfica, Vasco, Atlético-MG, Guarani, Atlético-PR, Colo-Colo, Inter de Limeira e Ponte Preta. Uma curiosidade sobre o início da sua carreira: Há documentos que sugerem que Paulão foi emprestado ao América-PE ainda em 1988.
    Disputou 7 partidas oficiais pela Seleção Brasileira e 1 amistoso. Fez parte do grupo que disputou a Copa América de 1993, inscrito com a camisa número 15.
    Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, Paulão foi campeão mineiro de 1990 e 1992 pelo Cruzeiro e duas vezes campeão da "Primera División de Chile" (1996 e 1997 Clausura).



Edinho

 


Edino Nazareth Filho
Nascimento: 05/06/1955
Rio de Janeiro-RJ
Altura:1,80m
Peso: 75kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Glória x Grêmio (30/04/1989)
Última partida: Boca Juniors 2x0 Grêmio (16/11/1989)
Jogos/gols: 35/4
Títulos: Campeonato Gaúcho e Copa do Brasil (1989)

       Edinho, um ótimo zagueiro, de vigor físico e raça. Se entregava em todos os jogos, sempre saindo com a bola dominada nos pés, em arrancadas que levavam seu time ao contra-ataque. Foi revelado pelo Fluminense em 1975. 
       Excelente batedor de faltas, foi o autor do gol que deu o título do Campeonato Carioca de 1980, na final contra o Vasco da Gama. Após 5 anos na base mais 7 anos como profissional do time carioca, foi para a Udinese em 1982, onde permaneceu até 1987 quando voltou ao Brasil, desta vez para jogar no Flamengo. Em 1988 retornou ao Fluminense onde atuou até 1989, ano em que chegou ao Grêmio.
       Foi o capitão da conquista da inédita Copa do Brasil, conquistada de forma invicta pelo Grêmio, num time que ainda contava com o Campeão Mundial Mazaropi, Cuca e a jovem revelação Assis. O fato de Edinho ter sido o capitão, garantiu a ele fazer parte da Calçada da Fama. A homenagem foi concedida em 1996. 
       Sua estreia pelo Grêmio foi no dia 30/04/1989 na vitória do Grêmio sobre o Glória em Vacaria. Edinho venceu o Campeonato Gaúcho (o penta daquela série do hexa) e também a Copa do Brasil (ambos em 1989). Fez 35 jogos pelo Grêmio, marcando 4 gols. Disputou apenas 1 Gre-Nal, dia 18/06/1989 no empate em 0x0 no Estádio Olímpico. Seu último jogo pelo Grêmio foi na derrota para o Boca Juniors por 2x0 em 16/11/1989.
       Na Seleção Principal, disputou as Copas do Mundo de 1978, 82 e 86. Encerrou sua carreira na Seleção após a derrota para a França na Copa de 1986, totalizando 87 partidas com a camisa do Brasil, das quais 28 foram pela Seleção Olímpica, e 59 pela Seleção Principal, onde marcou 3 gols. Foi medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos da Cidade do México em 1975.
Pelo Fluminense foi campeão carioca em 1975, 1976 e 1980. Taça Guanabara 1975, Viña del Mar (1976), Teresa Herrera (1977), entre outros títulos.
       Pela Udinese conquistou o Torneio Quadrangular de Udine (1983). Pelo Flamengo, foi campeão brasileiro em 1987, Copa Kirin e Troféu Colombino (1988), entre outros.
Foi Bola de Prata da Revista PLACAR em 1982.


       Depois de ser campeão pelo Grêmio em 1989, Edinho ainda atuou pelo Toronto Blizzard (Canadá), onde encerrou a carreira de jogador em 1991.
Sua carreira de técnico começou ainda em 1991 treinando o Fluminense, clube onde começou sua jornada aos 13 anos em 1969.
       Edinho foi técnico de diversos clubes brasileiros (Fluminense, Botafogo, Flamengo, Goiás, Bahia, Vitória, entre outros). Também teve uma passagem pelo Marítimo, de Portugal.
       Em 1998 foi técnico do Grêmio. Foi uma breve passagem, apenas 2 meses e 9 jogos. Sua estreia foi dia 03/06/1998 no empate de 1x1 com o Vasco no Olímpico e seu último jogo foi na derrota para o Atlético-MG por 3x2 em 02/08/1998.
       Após ser jogador, treinador e comentarista, Edinho passou a atuar na área administrativa de futebol. Atualmente, o "eterno atleta" como ele se auto denomina, tem se aventurado como ciclista. Até a primeira quinzena de dezembro de 2023, o ex-zagueiro já somava mais de 400 horas pedalando e quase 6.500 km rodados no ano.

Vilson



Vilson Luís Leifheit
Nascimento: 07/05/1969
Santa Cruz do Sul-RS
Altura: 1,89 m
Peso: 88 kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Botafogo 1x0 Grêmio (27/11/1988)
Última partida: Internacional 0x0 Grêmio (23/12/1992)
Jogos/gols: 151/9
Títulos: Campeonato Gaúcho (1989 e 1990). Supercopa do Brasil (1990) e Copa do Brasil - Invicto (1989).

    Zagueiro de imposição física e seguro nas bolas aéreas, Vilson iniciou em 1986 nas categorias de base do Grêmio e estreou pelos profissionais em 1988. 
    Foi Bi-Campeão Gaúcho em 1989 e 1990, Campeão da Copa do Brasil de 1989 invicto e Campeão da Supercopa do Brasil (1990).
    Permaneceu no Grêmio até dezembro de 1992, onde fez mais de 150 jogos pelo Clube.
    Disputou 12 Gre-Nais (5 vitórias, 5 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 55.56%. Com ele em campo, foram 10 gols a favor e 5 gols sofridos. Estreou no Clássico em 28 de maio de 1989 (3x1 para o Grêmio) e seu último foi em 23 de dezembro de 1992 (um 0x0, também no Beira-Rio).
    Um dos 9 gols do zagueiro Vilson foi no jogo Grêmio 2x0 Palmeiras pelas quartas-de-final (jogo de volta) do Campeonato Brasileiro de 1990: Assis bateu falta pela esquerda e o zagueiro subiu no segundo poste, de frente, cabeçada certeira abrindo o placar aos 8 minutos da partida, fazendo a festa dos 41.235 torcedores que estavam no Estádio Olímpico. Nilson fechou a conta aos 19 minutos do segundo tempo.
    Depois da sua saída do Grêmio, Vilson foi emprestado para o Botafogo-SP, depois passou por Santos, Rio Branco-SP, Pelotas, São José, Passo Fundo e São José novamente em 1998, quando encerrou sua carreira.



Luís Eduardo


Luís Eduardo Quadros Lima
Nascimento: 12/12/1961
Dom Pedrito-RS
Posição: Zagueiro
Altura: 1,86 m
Peso: 82 kg
Estreia: Grêmio 5x0 Coritiba (29/02/1984)
Última partida: Grêmio 4x1 Internacional (29/07/1990)
Jogos/gols: 408/22
Títulos: Campeonato Gaúcho (1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990). Supercopa do Brasil (1990). Copa do Brasil de Futebol (1989). 
Outros títulos: Troféu Cidade de Palma de Mallorca (1985),  Copa Philips (1986 e 1987) e Torneio RBS 25 Anos (1988).

    Luís Eduardo Quadros Lima foi um zagueiro de imposição física, bom jogo aéreo e excelente senso de posicionamento, que unia a força na marcação a uma notável facilidade para fazer gols.    Revelado na base do Grêmio, onde ingressou em 1975, passou pela transição das categorias inferiores até deixar o clube em 1982, rumo ao Inter de Santa Catarina e, depois, ao Inter de Santa Maria, acumulando experiência no futebol profissional. Em 1984, retornou ao Grêmio já como atleta formado, iniciando uma trajetória que o consagraria como um grande zagueiro.
    Sua volta a Porto Alegre foi importante desde os primeiros jogos. Logo na estreia, marcou um dos cinco gols da vitória gremista sobre o Coritiba, no Estádio Olímpico, e, na terceira partida, voltou a decidir ao anotar o gol da vitória contra o Joinville. Esse faro de gol se repetiria ao longo de sua passagem pelo Tricolor, em que ele decidiu diversas partidas para o Grêmio.
    Nos clássicos, sua presença era sinônimo de segurança: disputou 32 Gre-Nais, com 16 vitórias, 10 empates e apenas 6 derrotas, participando de 43 gols marcados e 28 sofridos. Um aproveitamento superior a 60%. Seu primeiro clássico ocorreu em 8 de novembro de 1984 (derrota de 2x1no Beira-Rio) e o último em 29 de julho de 1990, na goleada por 4 a 1 no Olímpico que sacramentou o hexa gaúcho.​
    Além da solidez defensiva, Luís Eduardo construiu uma carreira marcada por títulos e passagens por grandes clubes. Depois de deixar o Grêmio, atuou no Real Valladolid, Palmeiras, Atlético-MG, Fluminense, Athletico Paranaense, Coritiba, Rio Branco-SP e São José, onde encerrou a carreira em 2000. No Atlético-MG, viveu um ciclo especialmente vitorioso, com as conquistas da Copa Conmebol em 1992 e 1997, do Campeonato Mineiro de 1995 e da Copa Centenário de Belo Horizonte em 1997. 
    Como técnico, entre 2021 e 2023 dirigiu as equipes sub-16 e sub-20 do Grêmio.
    O reconhecimento máximo do vínculo com o Grêmio está eternizado na Calçada da Fama gremista, onde seus pés simbolizam a importância de um defensor que uniu raça, técnica e protagonismo em momentos decisivos.



Ademir

Ademir Alves Amaral
Nascimento: 31/12/1963
Goiânia-GO
Posição: Zagueiro
Única partida: Brasil-PEL 4x0 Grêmio (03/12/1983)
Jogos/gols: 1/0


De León

 
Hugo de León, o símbolo da raça gremista


Hugo Eduardo de León Rodríguez
Nascimento: Data de Nascimento: 27/02/1958
Rivera - Uruguai
Altura: 1,86m 
Peso: 81kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Grêmio 2 x 1 Galícia - 21/01/1981
Última partida: Internacional 2 x 0 Grêmio - 25/11/1984
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981), Libertadores da América e Campeão do Mundo (1983)

       Hugo de León foi revelado pelo Nacional de Montevidéu, e aos 17 anos já era capitão do time. Foi uns dos mais vitoriosos zagueiros do futebol sul-americano. Pelo Nacional foi três vezes campeão uruguaio (1977, 1980 e 1992), Duas vezes Campeão da Copa Libertadores da América (1980 e 1988) e duas vezes do Mundial de Clubes (1980 e 1988). Também venceu a Recopa Sul-Americana de 1989.

       Contratado pelo Grêmio em 1980, no ano seguinte foi Campeão Brasileiro. Já em 1983, sagrou-se novamente campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes, mas dessa vez pelo Imortal Tricolor. Como capitão do time, foi o responsável por erguer a taça da América pela primeira vez com as cores do Grêmio e se eternizou por fazê-lo com sangue no rosto. Ao todo, realizou 242 jogos pelo clube gaúcho entre 1981 e 84.
       Formou ao lado de Baideck a zaga que conquistou o Brasil, a América e o Mundo para o Grêmio. Uma dupla que reunia características marcantes na história do clube: a força e a raça.


       Na sua carreira como técnico, passou pelo Fluminense em 1997. Foi três vezes campeão uruguaio com o Nacional (1998, 2000 e 2001) e e2005, chegou a treinar o Grêmio durante o Campeonato Gaúcho, mas foi demitido. Para seu lugar entrou Mano Menezes. Frequentemente De León é citado como o maior zagueiro da história do Grêmio, numa concorrência com Ancheta, Airton Pavilhão, Adilson, Geromel e Kannemann.
       Hugo de León jogou em outros grandes times após sua passagem extraordinária pelo Nacional pelo Grêmio. O zagueiro também fez parte dos elencos do Corinthians, Santos, Logroñés da Espanha, River Plate, Botafogo e Toshiba do Japão. Uma curiosidade: Foi contratado pelo Corinthians em 1985 por 1 bilhão e 725 milhões de cruzeiros, na época a contratação mais cara da história do futebol brasileiro. 
Atuando pelo River Plate foi bi-campeão argentino (1989 e 1990).
       Pela Seleção Uruguaia, ganhou o Campeonato Sul-Americano Sub-20 em 1977 e o Mundialito de futebol de 1980. Inclusive De León ergueu o troféu vestindo a camisa tricolor do Grêmio. Disputou sua única Copa do Mundo em 1990, aos 32 anos, sendo um dos 22 convocados por Óscar Tabárez para a competição realizada na Itália.

Newmar


Newmar José Sackis
Nascimento: 02/05/1961
Ourinhos-SP
Posição: Zagueiro
Altura: 1,83 m
Peso: 83 kg
Estreia: Grêmio 5x0 América-SP (04/05/1980)
Última Partida: Gramadense 0x3 Grêmio (04/08/1985)
Jogos/gols: 128/14
Títulos: Copa Libertadores da América (1983), Campeonato Brasileiro (1981) e Campeonato Gaúcho (1980).

    Iniciou como atacante no Matsubara em 1978 e foi recuando até virar zagueiro. Um zagueiro com estilo viril e habilidade, bom na bola aérea, chegou ao Tricolor no início de 1980. Rapidamente, formou uma dupla defensiva com Hugo de León, desempenhando um papel importante na conquista do Campeonato Brasileiro de 1981. Sua importância foi evidenciada pelos dois gols decisivos que marcou na segunda fase do torneio: um na vitória por 2 a 0 sobre o Fortaleza e outro que garantiu o triunfo por 1 a 0 contra a Inter de Limeira, assegurando a classificação do Grêmio para as oitavas de final.
O destaque na campanha do título brasileiro de 1981 rendeu a Newmar uma convocação para a antiga Seleção Brasileira de Novos, onde, ao lado de Paulo Roberto, Paulo César e Odair, ele ajudou o Brasil a conquistar o bicampeonato do tradicional Torneio de Toulon, na França. O ano de 1983 foi outro marco em sua carreira, com Newmar usando a camisa número 18 na vitoriosa campanha da Copa Libertadores. Ele atuou nas vitórias sobre os bolivianos Blooming e Bolívar no Olímpico e esteve no banco de reservas durante a memorável "Batalha de La Plata" contra o Estudiantes. Newmar também fez parte do plantel campeão mundial em Tóquio, porém não viajou ao Japão. O Grêmio ganhou diversos outros títulos no período em que Newmar vestia a camisa do Grêmio, o zagueiro estava presente em praticamente todos os títulos a seguir: Campeão Gaúcho (1980 e 1985), Campeão do Troféu Torre del Vigia (Uruguai, 1981), Campeão da Copa El Salvador del Mundo (1981) inclusive com um gol marcado por Newmar, Campeão do Troféu Ciudad de Valladolid (Espanha, 1981), Campeão do Troféu CEL – ELS (1983), Campeão da Copa Los Angeles (Estados Unidos, 1983), Campeão do Troféu Palma de Mallorca (Espanha, 1985) e no dia em que a equipe titular era Campeã da Copa Rotterdam (Holanda), Newmar fazia seu último jogo com a camisa do Grêmio com um time alternativo em 4 de agosto de 1985, em uma vitória por 3 a 0 sobre o Gramadense-RS num jogo amistoso.
    Disputou 5 Gre-Nais (nenhuma vitória, 4 empates e 1 derrota). Com ele em campo, foram 4 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 5 gols sofridos. Estreou em 24 de agosto de 1980 no empate em 2x2 no Estádio Olímpico e seu último Clássico foi em 27 de novembro de 1983 num outro empate em 2x2, porém no Estádio Beira-Rio.
    Depois do Grêmio jogou no Náutico, Vasco, Coritiba, Pinheiros, Bahia, São Luiz, Bagé e Brasil de Pelotas. Foi Campeão Paranaense pelo Pinheiros em 1984 e Coritiba em 1986, Campeão Brasileiro de 1988 pelo Bahia. Em 1993 foi um dos destaques do Bagé, quando o clube subiu para a Primeira Divisão do Campeonato Gaúcho.
    Teve passagem pela Seleção Brasileira Sub-21 onde foi bi-campeão em Toulon em 1980 e 1981.
Atualmente mora nos Estados Unidos.

Entrevista com o zagueiro Newmar: Clique aqui