Mostrando postagens com marcador 1980. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1980. Mostrar todas as postagens

Vilson Tadei



Vilson Tadei
Nascimento: 02/06/1954
Urupês-SP
Posição: Meia
Altura: 1,72 m
Peso: 69 kg
Estreia: Grêmio 0x0 Internacional (05/11/1980)
Última partida: Grêmio 0x2 Atlético-MG (28/04/1982)
Jogos/Gols: 84/8
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981), Campeonato Gaúcho (1980).

    Vilson Tadei, conhecido por sua habilidade em equilibrar e dar ritmo ao meio de campo, iniciou a carreira no Rio Preto, em 1971. Atuou em clubes como São Paulo e Coritiba antes de chegar ao Grêmio, em 1981, onde viveu o ápice como jogador. No clube gaúcho, destacou-se como peça fundamental nas conquistas do Campeonato Gaúcho de 1980 e, principalmente, na histórica campanha do primeiro título brasileiro do Grêmio em 1981, exercendo um papel de equilíbrio entre defesa e ataque.
    Durante sua passagem pelo Grêmio, Vilson Tadei disputou cinco clássicos Gre-Nais, sendo sua estreia em clássicos justamente no seu jogo de estreia como jogador gremista: um 0x0 no Estádio Olímpico em 05 de novembro de 1980. Nos clássicos em que atuou, o Grêmio não obteve vitórias, contabilizando quatro empates e uma derrota. Seu último clássico foi na derrota por 2x1 no Beira-Rio em 04 de novembro de 1981.
    Após deixar o Grêmio, Tadei acumulou passagens por diversos clubes, entre eles Santa Cruz, Guarani, Internacional, Vasco da Gama, Monterrey do México, Botafogo-SP e Jalesense, onde encerrou sua carreira como jogador. Um dos momentos marcantes em sua trajetória foi ser o autor do primeiro gol da história do Estádio da Ressacada, em Florianópolis, no jogo inaugural em 1983, vestindo a camisa do Vasco da Gama.
    Vilson Tadei seguiu a carreira como treinador, iniciando justamente no Rio Preto, clube que marcou seu começo no futebol como jogador. Comandou equipes como Londrina, Operário-MS, Monte Azul, Santo André, Marília, Guarani, São Caetano, e Anapolina, entre outros.
    Ao longo da carreira, Vilson Tadei teve a oportunidade de trabalhar com técnicos renomados, como Ênio Andrade, Otto Glória, Carlos Alberto Silva e Rubens Minelli, destacando especialmente o uruguaio Roberto Matosas, com quem desenvolveu grande admiração pelas conversas táticas na época em que ambos estavam no Monterrey, no México. Para Tadei, Matosas foi um dos maiores influenciadores de sua formação tática e profissional.



Casemiro



Casemiro Mior
Nascimento: 07/01/1958
Serafina Corrêa-RS
Altura: 1,75m
Peso: 71 kg
Posição: Lateral-esquerdo
Estreia: Novo Hamburgo 0x1 Grêmio (10/09/1980)
Última partida: Figueirense 3x1 Grêmio (11/12/1987)
Jogos/gols: 378/5 

    Casemiro Mior é um dos grandes exemplos de lateral-esquerdo com passe qualificado e inteligência tática do futebol gaúcho. Iniciou sua carreira no Grêmio em 1979, sendo temporariamente emprestado ao Juventude por um ano, mas logo retornou ao tricolor para marcar época. Em sua trajetória pelo Grêmio, Casemiro conquistou títulos históricos: foi campeão brasileiro em 1981, campeão gaúcho nos anos de 1980, 1985, 1986 e 1987, além de compor o vitorioso elenco campeão da Taça Libertadores da América e do Mundial de Clubes em 1983. Nos Gre-Nais, disputou 25 clássicos vestindo a camisa gremista — com 11 vitórias, 9 empates e 5 derrotas, resultando em um aproveitamento de 56%. Estreou em Gre-Nais em 26/07/1981 (Grêmio 0x0 Internacional) e encerrou sua série nesses duelos em 12/10/1987 (Internacional 0x1 Grêmio). Em todos esses confrontos, nunca foi expulso e, com ele em campo, o Grêmio marcou 30 gols e sofreu 24.

    Após encerrar seu ciclo como jogador do Grêmio, Casemiro atuou pelo Internacional em 1988, além de defender a Internacional de Limeira. Na transição para a carreira de treinador, alcançou destaque internacional — entre 1998 e 2000, comandou a seleção de Hong Kong e os clubes Eastern e South China, sendo eleito três vezes o melhor treinador do ano no país. Fez história ao liderar o Nacional da Ilha da Madeira ao 4º lugar do Campeonato Português em 2004, a melhor campanha da história do clube. No Brasil, dirigiu equipes como Atlético-PR, Fortaleza, Ypiranga, entre outros, e também trabalhou nas categorias de base do Al-Jazira, dos Emirados Árabes. 

    Atualmente, reside em Esteio, na Grande Porto Alegre, após uma carreira marcada pela seriedade, respeito e títulos, mesmo sem o brilho típico da grande mídia.



Leão


Emerson Leão
Nascimento: 11/07/1949
Ribeirão Preto-SP
Posição: Goleiro/Treinador
Altura: 1,80 m
Peso: 82 kg
Estreia: Grêmio 1x0 Vasco (21/06/1980)
Última Partida: Grêmio 0x2 Internacional (28/11/1982)
Jogos/gols: 179/-105 (em 101 jogos não levou gols)
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981) e Campeonato Gaúcho (1980).

    Leão foi um dos melhores goleiros que o futebol brasileiro já produziu. Além da qualidade, Emerson Leão tinha personalidade forte. Passou por Comercial de Ribeirão Preto, Palmeiras, Vasco, Grêmio, Corinthians, Palmeiras e Sport.
    Conquistou a Copa Ribeirão Preto, Campeonato Brasileiro (1969, 1972 e 1973), Campeonato Paulista, Troféu Ramón de Carranza e o maior de todos: A Copa do Mundo de 1970 pela seleção brasileira.
    Emerson Leão chegou no Grêmio em 1980, ano em que conquistou o Campeonato Gaúcho.
No ano seguinte, Leão conquistou o título mais importante do clube até então: o Campeonato Brasileiro de 1981 sobre o São Paulo, em pleno Morumbi.


    Permaneceu no Grêmio até novembro de 1982, quando o Grêmio só não foi bicampeão brasileiro por conta da catastrófica arbitragem no jogo final contra o Flamengo, no Estádio Olímpico.
    Durante os 179 jogos disputados pelo Grêmio, em 101 destes jogos, Leão não sofreu nenhum gol, tamanha segurança que o goleiro tinha.
    Como jogador do Grêmio disputou 12 Gre-Nais (1 vitória, 7 empates e 4 derrotas). Com ele em campo, foram 9 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 13 gols sofridos. Estreou no Clássico em 24/08/1980 no Olímpico no empata por 2x2 e seu último foi em 28/11/1982, uma derrota por 2x0, também no Estádio Olímpico.
    Pela Seleção Brasileira, jogou 105 vezes, sendo titular de 1971 a 1979. Foi reserva de Félix na Copa do Mundo de 1970 aos 20 anos de idade, e titular na Copa do Mundo de 1974 e Copa do Mundo de 1978, permanecendo 457 minutos sem levar gols. Preterido por Telê Santana na Copa do Mundo de 1982, retornou à Seleção em 1983 disputando a Copa América de 1983. Pelas atuações consistentes, foi convocado para disputar a Copa do Mundo de 1986, sendo o reserva do titular Carlos Roberto Gallo.
    Como treinador do Grêmio sua estreia foi no jogo Atlético-MG 0x0 Grêmio em 22/01/2000 e se despediu menos de 2 meses depois (9 jogos) em um novo empate sem gols contra o Union Lleida em 02/03/2000.
    Como treinador em outros clubes: Sport, Palmeiras, Verdy Kawasaki, Internacional, Santos, Seleção Brasileira, entre diversos outros clubes, seu último clube como treinador foi o São Caetano. Em sua carreira como trinador conquistou a Copa Kanagawa, Copa do Imperador, Copa Centenário de Belo Horizonte, Copa Conmebol, Campeonato Brasileiro e Campeonato Pernambucano.
    Após o término da sua carreira no futebol, Leão foi comentarista esportivo. Além disso, desde 1974 ele tem investimentos no seguimento rural. Periodicamente ele dirige 1500km até o Mato Grosso para cuidar de sua criação de gado. Lá ele não usa TV, internet, nem celular, conversa apenas com seus funcionários. Emerson Leão também investe em obras de arte.



Renato

 

Renato Portaluppi, o maior ídolo da história do Grêmio.
Multi-campeão como jogador e como técnico do clube.


Renato Portaluppi
Data de Nascimento: 09/09/1962
Guaporé-RS
Altura: 1,84m 
Peso: 80kg
Posição: Ponta-Direita
Estreia: Comercial 1x0 Grêmio (15/06/1980)
Última partida: Grêmio 2x0 Flamengo (04/07/1995)
Jogos/gols: 261/74
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial (1983) e Campeonato Gaúcho (1980, 1985 e 1986).

       Renato nasceu em Guaporé, mas se mudou ainda criança com sua família para Bento Gonçalves. Antes de se tornar jogador, trabalhou como auxiliar de padeiro em uma padaria e entregador em uma fábrica de móveis. Foi jogando nas peladas da empresa de móveis que Renato chamou a atenção dos colegas e entrou nas categorias de base do Esportivo. Se destacava pela força física, habilidade, velocidade e pelos gols marcados rompendo as defesas com facilidade.
       Fez sua estreia aos 16 anos, em 12/08/1979, pela fase final do Campeonato Gaúcho contra o Grêmio, jogo que o Esportivo perdeu por 3x0. Chegou ao Grêmio em 1980, e fez sua estreia no mesmo ano, no dia 15/06 na derrota por 1x0 para o Comercial, em um amistoso disputado em Maracaju.
       Renato fez seu primeiro gol como profissional em 25/07/1982, saindo do banco de reservas para fazer o único gol do Grêmio na vitória de 1x0 sobre o Novo Hamburgo, pelo Campeonato Gaúcho.
       Mais tarde foi contratado pelo Grêmio, clube que o projetou para o Brasil e para o mundo após as conquistas da Taça Libertadores da América e do Mundial de Clubes, ambos em 1983, se consolidando como um dos maiores ídolos do tricolor gaúcho. Na decisão do Mundial, em Tóquio, Renato fez os dois gols da vitória gremista por 2x1 sobre o Hamburgo, da Alemanha. O atacante foi escolhido o melhor jogador da final, recebendo como prêmio um carro Toyota (patrocinador da competição até os dias de hoje).
       Uma história curiosa aconteceu antes do Mundial: Renato foi multado pelo presidente Fábio Koff por entrar com seu carro em alta velocidade no pátio do Estádio Olímpico, colocando em perigo as crianças da Escolinha do Grêmio que estavam por ali. Renato argumentou que preferia voltar a ser padeiro em Bento do que pagar a multa. Koff concordou e mandou demitir Renato. Impressionados com o ocorrido, o técnico Valdir Espinosa juntamente com o jogador e o "seu" Verardi foram até o presidente para tentar reverter a situação. Foi aí que Renato fez a proposta: Se ele fizesse 1 gol, a multa seria retirada. Koff topou. Portaluppi foi além e perguntou: "e se eu fizer dois gols o sr. retira a multa e me dá 40% de aumento?" O presidente Koff topou na hora. E no dia 11/12/1983 Renato marcou os dois gols que deram o maior título da história do Grêmio até hoje e garantiu 40% de aumento de salário. Depois do Mundial, Renato levou o Grêmio ao bicampeonato gaúcho em 1985 e 1986. Renato jogou mais de 240 jogos com a camisa do Grêmio, marcando pouco mais de 70 gols.
      Depois de uma excelente campanha nas Eliminatórias, foi convocado para a Copa do Mundo de 1986, mas durante os preparativos para a competição foi cortado pelo técnico Telê Santana e acabou de fora do grupo que viajou até o México. Renato fez 44 partidas e 6 gols pela Seleção Brasileira.
       Após a consagração pelo Grêmio, Renato jogou por Flamengo, Roma, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Fluminense e Bangu. Acumulou títulos por onde passou (Além da Libertadores e do Mundial com o Grêmio, Renato conquistou Supercopa da Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Estaduais), sempre como um dos protagonistas, inclusive Renato ganhou 6 vezes a Bola de Prata do Campeonato Brasileiro ao longo da carreira.
       Teve um breve e discreto retorno ao Grêmio no segundo semestre de 1991. Em 1995, Renato disputou uma partida com a camisa do Grêmio pela Copa dos Campeões Mundiais contra o Flamengo. Renato tornou-se treinador, trabalhando em diversos clubes (Madureira, Fluminense, Vasco, Bahia, Atlético-PR, Flamengo e Grêmio), em muitos destes clubes, Renato passou mais de uma vez. Renato vestiu a camisa do Grêmio em 261 partidas marcando 74 gols, sendo o 21° maior artilheiro do Tricolor.
       Como treinador do Grêmio, foi campeão da Copa do Brasil em 2016, da Copa Libertadores da América em 2017 e da Recopa Sul-Americana em 2018, além de alguns campeonatos Gaúchos e Recopa Gaúcha. Ao conquistar a competição continental em 2017, Renato entrou para o seleto grupo de pessoas que conquistaram a Copa Libertadores da América como jogador e também como treinador, sendo o primeiro brasileiro a conseguir tal feito. Em 2019, tornou-se o técnico com trabalho mais longevo no futebol brasileiro. Juntamente com Oswaldo Rolla (o Foguinho), Renato é o treinador com mais títulos na história do Grêmio (10 conquistas) e, desde 2020, o treinador que mais vezes comandou o time ao longo da história do clube (em 2024 ele passou da marca de 500 partidas e quase 280 vitórias). Somando com a época de jogador, Renato se aproxima da marca de 800 partidas à serviço do Grêmio, um recorde no futebol do Rio Grande do Sul.
       Renato exerce liderança sobre o vestiário, tem capacidade de mexer decisivamente no time ao longo das partidas. Foi considerado, ao lado de Tite, Mano Menezes e Fábio Carille, um dos melhores técnicos brasileiros em atividade, tendo sido listado pela imprensa internacional também como um dos melhores técnicos do mundo em 2018. É, sem dúvida o maior ídolo da história do Grêmio, tanto que foi homenageado com uma estátua em março de 2019 na Esplanada da Arena do Grêmio, junto a Calçada da Fama.

Newmar


Newmar José Sackis
Nascimento: 02/05/1961
Ourinhos-SP
Posição: Zagueiro
Altura: 1,83 m
Peso: 83 kg
Estreia: Grêmio 5x0 América-SP (04/05/1980)
Última Partida: Gramadense 0x3 Grêmio (04/08/1985)
Jogos/gols: 128/14
Títulos: Copa Libertadores da América (1983), Campeonato Brasileiro (1981) e Campeonato Gaúcho (1980).

    Iniciou como atacante no Matsubara em 1978 e foi recuando até virar zagueiro. Um zagueiro com estilo viril e habilidade, bom na bola aérea, chegou ao Tricolor no início de 1980. Rapidamente, formou uma dupla defensiva com Hugo de León, desempenhando um papel importante na conquista do Campeonato Brasileiro de 1981. Sua importância foi evidenciada pelos dois gols decisivos que marcou na segunda fase do torneio: um na vitória por 2 a 0 sobre o Fortaleza e outro que garantiu o triunfo por 1 a 0 contra a Inter de Limeira, assegurando a classificação do Grêmio para as oitavas de final.
O destaque na campanha do título brasileiro de 1981 rendeu a Newmar uma convocação para a antiga Seleção Brasileira de Novos, onde, ao lado de Paulo Roberto, Paulo César e Odair, ele ajudou o Brasil a conquistar o bicampeonato do tradicional Torneio de Toulon, na França. O ano de 1983 foi outro marco em sua carreira, com Newmar usando a camisa número 18 na vitoriosa campanha da Copa Libertadores. Ele atuou nas vitórias sobre os bolivianos Blooming e Bolívar no Olímpico e esteve no banco de reservas durante a memorável "Batalha de La Plata" contra o Estudiantes. Newmar também fez parte do plantel campeão mundial em Tóquio, porém não viajou ao Japão. O Grêmio ganhou diversos outros títulos no período em que Newmar vestia a camisa do Grêmio, o zagueiro estava presente em praticamente todos os títulos a seguir: Campeão Gaúcho (1980 e 1985), Campeão do Troféu Torre del Vigia (Uruguai, 1981), Campeão da Copa El Salvador del Mundo (1981) inclusive com um gol marcado por Newmar, Campeão do Troféu Ciudad de Valladolid (Espanha, 1981), Campeão do Troféu CEL – ELS (1983), Campeão da Copa Los Angeles (Estados Unidos, 1983), Campeão do Troféu Palma de Mallorca (Espanha, 1985) e no dia em que a equipe titular era Campeã da Copa Rotterdam (Holanda), Newmar fazia seu último jogo com a camisa do Grêmio com um time alternativo em 4 de agosto de 1985, em uma vitória por 3 a 0 sobre o Gramadense-RS num jogo amistoso.
    Disputou 5 Gre-Nais (nenhuma vitória, 4 empates e 1 derrota). Com ele em campo, foram 4 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 5 gols sofridos. Estreou em 24 de agosto de 1980 no empate em 2x2 no Estádio Olímpico e seu último Clássico foi em 27 de novembro de 1983 num outro empate em 2x2, porém no Estádio Beira-Rio.
    Depois do Grêmio jogou no Náutico, Vasco, Coritiba, Pinheiros, Bahia, São Luiz, Bagé e Brasil de Pelotas. Foi Campeão Paranaense pelo Pinheiros em 1984 e Coritiba em 1986, Campeão Brasileiro de 1988 pelo Bahia. Em 1993 foi um dos destaques do Bagé, quando o clube subiu para a Primeira Divisão do Campeonato Gaúcho.
    Teve passagem pela Seleção Brasileira Sub-21 onde foi bi-campeão em Toulon em 1980 e 1981.
Atualmente mora nos Estados Unidos.

Entrevista com o zagueiro Newmar: Clique aqui


China


Henrique Valmir da Conceição
Nascimento: 13/09/1959
Espumoso-RS
Altura: 1,84 m
Peso: 75 kg
Posição: Volante
Estreia: Grêmio 4x0 Guarani (Campinas) (12/02/1980)
Última partida: Cerro Porteño 0x0 Grêmio (29/11/1987)
Jogos/gols: 381/27
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial de Clubes (1983),
Campeonato Brasileiro (1981), Campeonato Gaúcho (1985, 1986 e 1987),
Troféu Torre del Vigia (1981), Copa Los Angeles (1983),  Trofeo Internacional Ciudad de Palma (1985), Torneio de Roterdã (1985), Philips Cup Eindhoven (1986) e Torneio de Berna (1987), totalizando 12 conquistas. 

    China é considerado um dos maiores volantes da história do Grêmio. Reconhecido por sua polivalência, disciplina tática, raça e notável qualidade defensiva, destacou-se como ídolo e titular absoluto nas conquistas mais importantes do clube: o Campeonato Brasileiro de 1981, a Libertadores da América e o Mundial de Clubes de 1983. 
    O volante também exercia liderança, o que lhe rendeu a faixa de capitão em diversos jogos, inclusive em conquistas de torneios que o Grêmio conquistou nos Estados Unidos e na Europa.
    Durante sua trajetória no Grêmio, China disputou 24 clássicos Gre-Nais, conquistando 10 vitórias, 9 empates e sofrendo apenas 5 derrotas, atingindo um aproveitamento de 54,17%. Com ele em campo, o Tricolor marcou 30 gols — sendo três anotados pelo próprio volante — e sofreu 25. Sua estreia no tradicional clássico aconteceu em 26/07/1981, no empate sem gols no Estádio Olímpico Monumental, e sua última participação foi na vitória por 3x2, também no Olímpico, em 19/07/1987.
    Além do sucesso pelo Grêmio, China construiu uma carreira internacional atuando em Portugal pelos clubes Penafiel, Beira-Mar e Leixões. No Brasil, defendeu equipes como o 14 de Julho (Passo Fundo), Chapecoense, Vasco, Noroeste, Sport, Passo Fundo, Sãocarlense e Santo André — sendo nesse último que encerrou sua carreira em 1994. No auge de sua fase gremista, foi convocado e disputou 5 partidas pela Seleção Brasileira em 1983.
    Após pendurar as chuteiras, China seguiu ligado ao futebol, atuando como treinador e empresário do ramo esportivo. Sua trajetória marcante e a dedicação demonstrada ao longo dos quase 400 jogos pelo Grêmio o eternizaram na Calçada da Fama do clube em 2005. Ele permanece como referência de liderança, entrega e conquistas.