Renato

 

Renato Portaluppi, o maior ídolo da história do Grêmio.
Multi-campeão como jogador e como técnico do clube.


Renato Portaluppi
Data de Nascimento: 09/09/1962
Guaporé-RS
Altura: 1,84m 
Peso: 80kg
Posição: Ponta-Direita
Estreia: Comercial 1x0 Grêmio (15/06/1980)
Última partida: Grêmio 2x0 Flamengo (04/07/1995)
Jogos/gols: 261/74
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial (1983) e Campeonato Gaúcho (1980, 1985 e 1986).

       Renato nasceu em Guaporé, mas se mudou ainda criança com sua família para Bento Gonçalves. Antes de se tornar jogador, trabalhou como auxiliar de padeiro em uma padaria e entregador em uma fábrica de móveis. Foi jogando nas peladas da empresa de móveis que Renato chamou a atenção dos colegas e entrou nas categorias de base do Esportivo. Se destacava pela força física, habilidade, velocidade e pelos gols marcados rompendo as defesas com facilidade.
       Fez sua estreia aos 16 anos, em 12/08/1979, pela fase final do Campeonato Gaúcho contra o Grêmio, jogo que o Esportivo perdeu por 3x0. Chegou ao Grêmio em 1980, e fez sua estreia no mesmo ano, no dia 15/06 na derrota por 1x0 para o Comercial, em um amistoso disputado em Maracaju.
       Renato fez seu primeiro gol como profissional em 25/07/1982, saindo do banco de reservas para fazer o único gol do Grêmio na vitória de 1x0 sobre o Novo Hamburgo, pelo Campeonato Gaúcho.
       Mais tarde foi contratado pelo Grêmio, clube que o projetou para o Brasil e para o mundo após as conquistas da Taça Libertadores da América e do Mundial de Clubes, ambos em 1983, se consolidando como um dos maiores ídolos do tricolor gaúcho. Na decisão do Mundial, em Tóquio, Renato fez os dois gols da vitória gremista por 2x1 sobre o Hamburgo, da Alemanha. O atacante foi escolhido o melhor jogador da final, recebendo como prêmio um carro Toyota (patrocinador da competição até os dias de hoje).
       Uma história curiosa aconteceu antes do Mundial: Renato foi multado pelo presidente Fábio Koff por entrar com seu carro em alta velocidade no pátio do Estádio Olímpico, colocando em perigo as crianças da Escolinha do Grêmio que estavam por ali. Renato argumentou que preferia voltar a ser padeiro em Bento do que pagar a multa. Koff concordou e mandou demitir Renato. Impressionados com o ocorrido, o técnico Valdir Espinosa juntamente com o jogador e o "seu" Verardi foram até o presidente para tentar reverter a situação. Foi aí que Renato fez a proposta: Se ele fizesse 1 gol, a multa seria retirada. Koff topou. Portaluppi foi além e perguntou: "e se eu fizer dois gols o sr. retira a multa e me dá 40% de aumento?" O presidente Koff topou na hora. E no dia 11/12/1983 Renato marcou os dois gols que deram o maior título da história do Grêmio até hoje e garantiu 40% de aumento de salário. Depois do Mundial, Renato levou o Grêmio ao bicampeonato gaúcho em 1985 e 1986. Renato jogou mais de 240 jogos com a camisa do Grêmio, marcando pouco mais de 70 gols.
      Depois de uma excelente campanha nas Eliminatórias, foi convocado para a Copa do Mundo de 1986, mas durante os preparativos para a competição foi cortado pelo técnico Telê Santana e acabou de fora do grupo que viajou até o México. Renato fez 44 partidas e 6 gols pela Seleção Brasileira.
       Após a consagração pelo Grêmio, Renato jogou por Flamengo, Roma, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Fluminense e Bangu. Acumulou títulos por onde passou (Além da Libertadores e do Mundial com o Grêmio, Renato conquistou Supercopa da Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Estaduais), sempre como um dos protagonistas, inclusive Renato ganhou 6 vezes a Bola de Prata do Campeonato Brasileiro ao longo da carreira.
       Teve um breve e discreto retorno ao Grêmio no segundo semestre de 1991. Em 1995, Renato disputou uma partida com a camisa do Grêmio pela Copa dos Campeões Mundiais contra o Flamengo. Renato tornou-se treinador, trabalhando em diversos clubes (Madureira, Fluminense, Vasco, Bahia, Atlético-PR, Flamengo e Grêmio), em muitos destes clubes, Renato passou mais de uma vez. Renato vestiu a camisa do Grêmio em 261 partidas marcando 74 gols, sendo o 21° maior artilheiro do Tricolor.
       Como treinador do Grêmio, foi campeão da Copa do Brasil em 2016, da Copa Libertadores da América em 2017 e da Recopa Sul-Americana em 2018, além de alguns campeonatos Gaúchos e Recopa Gaúcha. Ao conquistar a competição continental em 2017, Renato entrou para o seleto grupo de pessoas que conquistaram a Copa Libertadores da América como jogador e também como treinador, sendo o primeiro brasileiro a conseguir tal feito. Em 2019, tornou-se o técnico com trabalho mais longevo no futebol brasileiro. Juntamente com Oswaldo Rolla (o Foguinho), Renato é o treinador com mais títulos na história do Grêmio (10 conquistas) e, desde 2020, o treinador que mais vezes comandou o time ao longo da história do clube (em 2024 ele passou da marca de 500 partidas e quase 280 vitórias). Somando com a época de jogador, Renato se aproxima da marca de 800 partidas à serviço do Grêmio, um recorde no futebol do Rio Grande do Sul.
       Renato exerce liderança sobre o vestiário, tem capacidade de mexer decisivamente no time ao longo das partidas. Foi considerado, ao lado de Tite, Mano Menezes e Fábio Carille, um dos melhores técnicos brasileiros em atividade, tendo sido listado pela imprensa internacional também como um dos melhores técnicos do mundo em 2018. É, sem dúvida o maior ídolo da história do Grêmio, tanto que foi homenageado com uma estátua em março de 2019 na Esplanada da Arena do Grêmio, junto a Calçada da Fama.

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