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Leo

 


Leonardo Renan Simões de Lacerda
30/01/1988
Belo Horizonte-MG
Altura: 1,84m
Peso: 81kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Náutico 0x2 Grêmio (25/07/2007)
Última partida: Flamengo 2x1 Grêmio (06/12/2009)
Jogos/gols: 117/9

       Leo era um ótimo zagueiro, seguro, habilidoso e até mesmo chegava bem ao ataque marcando gols. Iniciou na base do Grêmio em 2002 e se profissionalizou em 2007, lançado pelo técnico Mano Menezes.
       A primeira vez que Leo jogou profissionalmente pelo Grêmio foi no jogo Náutico 0x2 Grêmio em 25/07/2007. Ainda em 2007 foi convocado pelo técnico Dunga para seleção olímpica. O zagueiro disputou 9 Gre-Nais. Venceu 1, empatou 3 e perdeu 5. Esta única vitória foi protagonizada pelo gol de cabeça do Leo, em 16/09/2007, justamente o seu primeiro Gre-Nal disputado.
       Leo foi eleito como um dos zagueiros da Seleção do Campeonato Gaúcho de 2008.
       Disputou 117 jogos pelo Grêmio, marcando 9 gols. Infelizmente não venceu nenhum título jogando pelo Tricolor.
       Seu último jogo com a camisa do Grêmio foi no dia 06/12/2009 na derrota por 2x1 para o Flamengo, quando o Flamengo se tornou Campeão Brasileiro daquele ano.
       As atuações de Leo chamaram a atenção do Palmeiras em 2010, onde atuou 23 vezes e ainda em 2010 foi para o Cruzeiro. No clube mineiro, Leo atingiu o ápice da sua Carreira.
       Pelo clube da Toca da Raposa, fez 401 jogos (22 gols), foi Campeão Mineiro em 2011, 2014, 2018 e 2019. Foi bicampeão brasileiro (2013 e 2014) e bicampeão da Copa do Brasil (2017 e 2018). Ganhou o Troféu Guará como Melhor Zagueiro do ano (2018) e o Troféu Globo Minas com Melhor Zagueiro do Campeonato Mineiro em 2019.
       Leo é o terceiro zagueiro com o maior número de gols na história do Cruzeiro, clube que permaneceu até 2021. Em 2022 encerrou a carreira jogando pela Chapecoense.
Atualmente Leo é palestrante e enfrenta, ao lado de sua esposa, um câncer que a acomete. 

Lúcio

 


Lúcio Carlos Cajueiro Souza
Nascimento: 20/06/1979
Olinda-PE
Peso: 61kg
Altura: 1,76m
Posição: Lateral-esquerdo e Meia
Estreia: Grêmio 6x2 Brasil-PEL (22/02/2007)
Última partida: Internacional 1x0 Grêmio (04/12/2011)
Jogos/gols: 105/4
Títulos: Campeonato Gaúcho de 2007 e 2010.

       Lúcio foi um lateral-esquerdo que também atuava como meia e tinha como característica a velocidade, o drible e o apoio ao ataque. Fazia ótimos cruzamentos e ótimo posicionamento tático.
       Começou sua carreira no futsal depois foi para o campo na base do Unibol (Pernambuco). Se profissionalizou no São Bento-SP em 2001. Depois passou por Gama-DF, XV de Piracicaba, Ituano, São Caetano, Palmeiras e São Paulo até chegar no Grêmio em 2007. Sua estreia foi no jogo Grêmio 6x2 Brasil de Pelotas no dia 22 de fevereiro. Já no seu primeiro ano conquistou o Campeonato Gaúcho e foi Vice-Campeão da Libertadores da América, sendo derrotado pelo Boca Juniors.
       Disputou 7 Gre-Nais (2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas). Com ele em campo, foram 9 gols a favor (2 marcados por ele) e 10 gols sofridos. Estreou no Clássico em 24/06/2007 com vitória de 2x0 no Beira-Rio, sendo que marcou o gol que abriu o placar logo aos 7 minutos de jogo. Na derrota por 3x2 em  15/05/2011 no Beira-Rio, Lúcio também fez o primeiro gol do jogo aos 15 minutos do primeiro tempo. Seu último clássico foi em 04/12/2011 na derrota por 1x0 para o Inter, também no Estádio Beira-Rio.
      Em 2010, Lúcio foi novamente Campeão Gaúcho pelo Grêmio, porém em fevereiro rompeu os ligamentos do joelho esquerdo, o que o deixou 7 meses sem jogar. Ainda atuaria até o dia 04/12/2011 quando fez sua última partida pelo Grêmio na derrota para o Inter por 1x0 no Beira-Rio. Com a camisa do Grêmio Lúcio jogou 105 jogos e marcou 4 gols.
       Em julho de 2007, Lúcio teve uma passagem pelo Harta Berlin-ALE. Após deixar o Grêmio jogou pelo Náutico, Fortaleza, Salgueiro-PE, Santa Cruz-PE, Veranópolis-RS, Taboão da Serra-SP, Operário de Dourados-MG, Batel-PR e Tupynambás-MG onde encerrou a carreira em 2020. Lúcio foi Campeão Paulista da Série A3 em 2001 pelo São Bento, Campeão Paulista em 2002 pelo Ituano, Campeão Brasileiro da Série B em 2003 pelo Palmeiras e Campeão Brasileiro pelo São Paulo em 2006. Em 2015 foi Campeão do Interior pelo São Bento-SP.

Lucas Leiva

 


Lucas Pezzini Leiva
Nascimento: 09/01/1987
Dourados-MS
Peso: 73kg
Altura: 1,79m
Posição: Volante
Estreia: Santo André-SP 2x0 Grêmio (14/10/2005)
Última partida: Grêmio 3x0 Brusque (03/11/2022)
Jogos/gols: 97/14
Títulos: Campeão Brasileiro-Série B (2005), Campeonato Gaúcho (2006 e 2007). 


       Lucas Leiva iniciou na base do Grêmio em 2002 e se profissionalizou em 2005. Era um volante técnico, inteligente e que tinha facilidade de chegar na frente e até mesmo marcar gols. Ele é sobrinho do jogador Leivinha, ídolo do Palmeiras. Seu primeiro jogo como profissional foi em 14/10/2005 na derrota do Grêmio por 2x0 para o Santo André-SP. Foi campeão do Brasileiro da Série B de 2005 e também bicampeão gaúcho de 2006 e 2007.
       Participou do jogo icônico contra o Náutico, a Batalha dos Aflitos, que trouxe o Grêmio de volta para a Série A de 2006, ano em que se destacou tanto que foi premiado com a Bola de Ouro da Placar e também eleito Melhor Volante do Campeonato Brasileiro de 2006 pela CBF, fruto da boa campanha em que o Grêmio voltou à Libertadores pela 3ª colocação do Brasileiro. 


       No ano seguinte, além de conquistar o Campeonato Gaúcho e ser vice-campeão da Taça Libertadores, foi eleito o Melhor jogador do Campeonato Sul-Americano Sub-20. Disputou 4 Gre-Nais, onde empatou 3 vezes e perdeu uma.
       Suas belas atuações levaram Lucas Leiva à Seleção Brasileira e também para o Liverpool, equipe a qual ele foi apresentado em 26/07/2007, vendido por 10 milhões de Euros. Permaneceu no time inglês até 2017. Lá, venceu a Copa da Liga Inglesa 2011/12.
       Chegou na Lazio em julho de 2017 e foi campeão da Supercopa da Itália em 2017 e 2019 e também da Copa da Itália 2018/19. Na Lazio permaneceu até maio de 2022. 
       Na Europa, Lucas Leiva ganhou os seguintes prêmios individuais: Melhor jogador do Liverpool em 2010/11, Melhor jogador da Lazio em 2017/18. Melhor jogador da Lazio no ano de 2018 e Melhor jogador da Lazio na temporada 2018/19.
       Em junho de 2022 Lucas Leiva voltou ao Grêmio para a disputa da Série B, trazendo novamente o clube de volta à Série A do ano seguinte. O ano de 2023 traria uma triste notícia: No dia 17/03 anunciou o fim da carreira devido a um diagnóstico de uma alteração cardíaca.
      Pela seleção brasileira passou pelas categorias sub-18, sub-20 e Seleção Olímpica. Pela Seleção principal fez 24 jogos.
      Com a camisa do Grêmio, Lucas disputou 97 jogos e marcou 14 gols.

Luís Carlos Winck


Luís Carlos Coelho Winck
Nascimento: 05/01/1963
Portão-RS
Altura: 1,77 m
Peso: 78 kg
Posição: Lateral direito
Jogos/gols: 25/0
Estreia: Belgrano 3x2 Grêmio (08/02/1993)
Última partida: Grêmio 0x0 Internacional (18/07/1993)
Títulos: Campeonato Gaúcho (1993)

    Luís Carlos Winck iniciou sua carreira no Internacional em 1981, começando como meio-campista, mas consolidando-se na lateral direita. Foi um lateral completo, combinando eficiência na marcação e força no apoio ao ataque, além de um cruzamento preciso e liderança em campo. 
    Pelo Grêmio no ano de 1993, jogou 25 partidas pelo clube sem marcar gols. Ele estreou no Grêmio no jogo contra o Belgrano em 8 de fevereiro de 1993 e seu último jogo pelo clube foi contra o Internacional em 18 de julho de 1993. Ele vestiu a camisa do Grêmio durante o Campeonato Gaúcho de 1993, quando o clube foi campeão estadual. Disputou 25 jogos  e não marcou nenhum gol.
    Atuou apenas em um Gre-Nal vestindo a camisa do Grêmio, no clássico de número 321, realizado em 18 de julho de 1993. O 0x0 serviu como jogo de entrega das faixas de Campeão Gaúcho de 1993 ao Grêmio.
    No Internacional, Winck conquistou o Campeonato Gaúcho em várias edições, além de títulos como a Copa Kirin e o Torneio Heleno Nunes em 1984. Ficou reconhecido como um dos melhores na sua posição, recebendo a Bola de Prata da Revista Placar em 1985 e 1987.
    No Vasco da Gama, clube pelo qual jogou em 1989 e início dos anos 1990, foi campeão brasileiro em 1989 e campeão carioca em 1992, além de ter atuado em outros grandes clubes brasileiros. Na Seleção Brasileira, Winck teve participações marcantes, conquistando medalhas de prata nos Jogos Olímpicos de 1984 e 1988. Infelizmente, suas possíveis participações nas Copas do Mundo de 1990 e 1994 foram prejudicadas por lesões. 
    Após encerrar a carreira como jogador, iniciou sua trajetória como treinador, comandando vários clubes brasileiros, continuando ativo no futebol após a aposentadoria das quatro linhas.

Lino


Joselino Martins de Jesus
Nascimento: 07/12/1957
Salvador-BA
Posição: Meia
Altura: 1,76 m
Peso: 72 kg
Jogos/gols: 55/3
Estreia: Grêmio 1x1 Caxias (18/05/1989)
Última partida: Sul Brasileiro (Osório-RS) 1x5 Grêmio (07/07/1990)
Títulos: Copa do Brasil (1989), Supercopa do Brasil (1990) e Campeonato Gaúcho (1989 e 1990).

    Lino é um ex-meia baiano que se notabilizou como um meio-campista moderno, capaz de marcar, organizar o jogo e ainda aparecer com frequência na área adversária. Ao longo da carreira, construiu a fama de jogador técnico, com bom passe e desarme, acumulando títulos estaduais e nacionais por diferentes clubes.​
    Revelado pelo Ypiranga-BA em 1976, Lino rapidamente chamou a atenção de clubes maiores pelo estilo combativo aliado à qualidade na armação das jogadas. Ainda jovem, passou por equipes como Flamengo, Atlético Mineiro, Goytacaz, Al-Nassr, Gama, Americano-RJ, Athletico Paranaense, Santos e Palmeiras.​
    Em 1989, Lino foi contratado pelo Grêmio, levando para Porto Alegre a experiência acumulada em grandes centros e campeonatos competitivos. Logo em sua segunda partida pelo clube, marcou um dos gols da vitória por 4 a 0 sobre o Pelotas, em Pelotas, demonstrando rapidamente sua utilidade ao time tricolor.​
    A passagem de Lino pelo Grêmio foi marcada por conquistas importantes em sequência. Um mês após sua chegada, ele foi campeão gaúcho de 1989 e, em setembro, da histórica conquista da primeira Copa do Brasil da história, vencida de forma invicta. Em 1990, ajudou ainda a garantir o Hexa-Gaúcho (seu segundo título estadual pelo Tricolor) e a inédita Supercopa do Brasil, cujo troféu só foi entregue em 2025, quando a CBF fez uma reparação histórica.​
    Embora tenha disputado apenas dois Gre-Nais, Lino teve ótimo aproveitamento no clássico. Foram uma vitória e um empate, com 66,67% de aproveitamento, três gols marcados pelo Grêmio e apenas um sofrido com ele em campo. Sua estreia no clássico ocorreu em 28 de maio de 1989, na vitória por 3 a 1 no Beira-Rio.​ O último Gre-Nal de Lino foi especialmente marcante: Em 18 de junho de 1989, após empate em 0 a 0 no tempo normal, o Grêmio venceu o rival por 4 a 3 nos pênaltis, e Lino converteu a terceira cobrança, contribuindo diretamente para a conquista do Campeonato Gaúcho daquele ano, no Estádio Olímpico.​
    Além dos feitos pelo Grêmio, Lino conquistou títulos estaduais por diferentes clubes, reforçando a imagem de jogador que frequentemente integrava elencos vencedores. Após a passagem pelo Tricolor, seguiu atuando por Vitória, União São João e Tupã-SP, encerrando a carreira como um jogador respeitado pela regularidade, liderança em campo e capacidade de decisão em momentos importantes.


Lima




Adesvaldo José de Lima
Nascimento: 17/09/1962 
Camapuã-MS
Altura: 1,77 m
Peso: 73 kg
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 5x2 Botafogo-PB (18/09/1986)
Última partida: Grêmio 0 x 1 Pelotas (02/12/1992)
Jogos/gols: 142/65
Títulos Grêmio: Campeonato Gaúcho (1987 e 1988)


    Lima, foi um centroavante de destaque e artilheiro nato, reconhecido por sua técnica, liderança e poder de decisão em jogos importantes. Revelado pelo Operário (MS), destacou-se ainda adolescente no futebol mato-grossense, o que lhe abriu portas para clubes como Serrano-RJ, Corinthians, Santos e Náutico.

    Seu grande auge aconteceu no Grêmio, onde atuou de 1986 a 1988 e voltou em 1992, totalizando 142 jogos e 65 gols, com uma excelente média de 0,46 gol por partida. Foi peça decisiva nas campanhas vitoriosas do Campeonato Gaúcho em 1987 e 1988, tornando-se referência do ataque tricolor ao lado de Valdo e Jorge Veras. Foi artilheiro do Campeonato Gaúcho com 17 gols.

    Ganhou o apelido de “Homem-Gre-Nal” pela vocação de balançar as redes em clássicos. Nesses confrontos, disputou 17 partidas pelo Grêmio, conquistando 7 vitórias, 9 empates e sofrendo apenas 1 derrota, com 7 gols marcados. Seu aproveitamento foi de 58,82%. Estreou em Internacional 2x2 Grêmio (18/03/1987) e o último clássico, outro empate: Internacional 1x1 Grêmio (3x0 nos pênaltis) em 17/11/1992.

    Passou pelo Internacional, onde foi campeão gaúcho de 1991, e pelo Benfica de Portugal. Lima ainda atuou no Cerro Porteño, América-RJ, Vitória, Farroupilha, Brasil-PEL e encerrou sua carreira no Montes Claros-MG, em 1998. Até hoje é lembrado como um centroavante técnico, ídolo do torcedor gremista por sua humildade, dedicação e faro de gol em momentos decisivos.

    Atualmente Lima reside em Pelotas garimpando garotos para o futebol.



Luís Eduardo


Luís Eduardo Quadros Lima
Nascimento: 12/12/1961
Dom Pedrito-RS
Posição: Zagueiro
Altura: 1,86 m
Peso: 82 kg
Estreia: Grêmio 5x0 Coritiba (29/02/1984)
Última partida: Grêmio 4x1 Internacional (29/07/1990)
Jogos/gols: 408/22
Títulos: Campeonato Gaúcho (1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990). Supercopa do Brasil (1990). Copa do Brasil de Futebol (1989). 
Outros títulos: Troféu Cidade de Palma de Mallorca (1985),  Copa Philips (1986 e 1987) e Torneio RBS 25 Anos (1988).

    Luís Eduardo Quadros Lima foi um zagueiro de imposição física, bom jogo aéreo e excelente senso de posicionamento, que unia a força na marcação a uma notável facilidade para fazer gols.    Revelado na base do Grêmio, onde ingressou em 1975, passou pela transição das categorias inferiores até deixar o clube em 1982, rumo ao Inter de Santa Catarina e, depois, ao Inter de Santa Maria, acumulando experiência no futebol profissional. Em 1984, retornou ao Grêmio já como atleta formado, iniciando uma trajetória que o consagraria como um grande zagueiro.
    Sua volta a Porto Alegre foi importante desde os primeiros jogos. Logo na estreia, marcou um dos cinco gols da vitória gremista sobre o Coritiba, no Estádio Olímpico, e, na terceira partida, voltou a decidir ao anotar o gol da vitória contra o Joinville. Esse faro de gol se repetiria ao longo de sua passagem pelo Tricolor, em que ele decidiu diversas partidas para o Grêmio.
    Nos clássicos, sua presença era sinônimo de segurança: disputou 32 Gre-Nais, com 16 vitórias, 10 empates e apenas 6 derrotas, participando de 43 gols marcados e 28 sofridos. Um aproveitamento superior a 60%. Seu primeiro clássico ocorreu em 8 de novembro de 1984 (derrota de 2x1no Beira-Rio) e o último em 29 de julho de 1990, na goleada por 4 a 1 no Olímpico que sacramentou o hexa gaúcho.​
    Além da solidez defensiva, Luís Eduardo construiu uma carreira marcada por títulos e passagens por grandes clubes. Depois de deixar o Grêmio, atuou no Real Valladolid, Palmeiras, Atlético-MG, Fluminense, Athletico Paranaense, Coritiba, Rio Branco-SP e São José, onde encerrou a carreira em 2000. No Atlético-MG, viveu um ciclo especialmente vitorioso, com as conquistas da Copa Conmebol em 1992 e 1997, do Campeonato Mineiro de 1995 e da Copa Centenário de Belo Horizonte em 1997. 
    Como técnico, entre 2021 e 2023 dirigiu as equipes sub-16 e sub-20 do Grêmio.
    O reconhecimento máximo do vínculo com o Grêmio está eternizado na Calçada da Fama gremista, onde seus pés simbolizam a importância de um defensor que uniu raça, técnica e protagonismo em momentos decisivos.



Leão


Emerson Leão
Nascimento: 11/07/1949
Ribeirão Preto-SP
Posição: Goleiro/Treinador
Altura: 1,80 m
Peso: 82 kg
Estreia: Grêmio 1x0 Vasco (21/06/1980)
Última Partida: Grêmio 0x2 Internacional (28/11/1982)
Jogos/gols: 179/-105 (em 101 jogos não levou gols)
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981) e Campeonato Gaúcho (1980).

    Leão foi um dos melhores goleiros que o futebol brasileiro já produziu. Além da qualidade, Emerson Leão tinha personalidade forte. Passou por Comercial de Ribeirão Preto, Palmeiras, Vasco, Grêmio, Corinthians, Palmeiras e Sport.
    Conquistou a Copa Ribeirão Preto, Campeonato Brasileiro (1969, 1972 e 1973), Campeonato Paulista, Troféu Ramón de Carranza e o maior de todos: A Copa do Mundo de 1970 pela seleção brasileira.
    Emerson Leão chegou no Grêmio em 1980, ano em que conquistou o Campeonato Gaúcho.
No ano seguinte, Leão conquistou o título mais importante do clube até então: o Campeonato Brasileiro de 1981 sobre o São Paulo, em pleno Morumbi.


    Permaneceu no Grêmio até novembro de 1982, quando o Grêmio só não foi bicampeão brasileiro por conta da catastrófica arbitragem no jogo final contra o Flamengo, no Estádio Olímpico.
    Durante os 179 jogos disputados pelo Grêmio, em 101 destes jogos, Leão não sofreu nenhum gol, tamanha segurança que o goleiro tinha.
    Como jogador do Grêmio disputou 12 Gre-Nais (1 vitória, 7 empates e 4 derrotas). Com ele em campo, foram 9 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 13 gols sofridos. Estreou no Clássico em 24/08/1980 no Olímpico no empata por 2x2 e seu último foi em 28/11/1982, uma derrota por 2x0, também no Estádio Olímpico.
    Pela Seleção Brasileira, jogou 105 vezes, sendo titular de 1971 a 1979. Foi reserva de Félix na Copa do Mundo de 1970 aos 20 anos de idade, e titular na Copa do Mundo de 1974 e Copa do Mundo de 1978, permanecendo 457 minutos sem levar gols. Preterido por Telê Santana na Copa do Mundo de 1982, retornou à Seleção em 1983 disputando a Copa América de 1983. Pelas atuações consistentes, foi convocado para disputar a Copa do Mundo de 1986, sendo o reserva do titular Carlos Roberto Gallo.
    Como treinador do Grêmio sua estreia foi no jogo Atlético-MG 0x0 Grêmio em 22/01/2000 e se despediu menos de 2 meses depois (9 jogos) em um novo empate sem gols contra o Union Lleida em 02/03/2000.
    Como treinador em outros clubes: Sport, Palmeiras, Verdy Kawasaki, Internacional, Santos, Seleção Brasileira, entre diversos outros clubes, seu último clube como treinador foi o São Caetano. Em sua carreira como trinador conquistou a Copa Kanagawa, Copa do Imperador, Copa Centenário de Belo Horizonte, Copa Conmebol, Campeonato Brasileiro e Campeonato Pernambucano.
    Após o término da sua carreira no futebol, Leão foi comentarista esportivo. Além disso, desde 1974 ele tem investimentos no seguimento rural. Periodicamente ele dirige 1500km até o Mato Grosso para cuidar de sua criação de gado. Lá ele não usa TV, internet, nem celular, conversa apenas com seus funcionários. Emerson Leão também investe em obras de arte.



Lara


Eurico Lara Fonseca
Nascimento: 24/01/1897
Uruguaiana-RS
Altura: 1,91 m
Peso: 83 kg
Posição: Goleiro
Estreia: Grêmio 3x0 Juventude (15/06/1920)
Última partida: Grêmio 2x0 Internacional (22/09/1935)
Jogos/gols: 217/-252. Em 74 partidas ele não sofreu gols. Defendeu 8 pênaltis.
Títulos: Campeonato Gaúcho (1921, 1922, 1926, 1931 e 1932) e Campeonato Citadino de Porto Alegre (1920, 1921, 1922, 1923, 1925, 1926, 1930, 1931, 1932, 1933 e 1935), totalizando 16 conquistas.
Falecimento: 06/11/1935, aos 38 anos em Porto Alegre-RS

    Nascido em Uruguaiana e de formação militar, surgiu no Uruguaiana em 1919 e em 1920 foi incentivado a jogar no Grêmio após ser reconhecido por seu talento local. Um dirigente gremista interessado em trazer o jogador para Porto Alegre dizia: "Em Uruguaiana tem um goleiro que quando ele joga, seu 'team' não perde".
    Eurico Lara, talvez seja figura mais emblemática do futebol gaúcho, tem seu nome no hino oficial do clube na frase "Lara o craque imortal, soube o seu nome elevar. E hoje, com o mesmo ideal, nós saberemos te honrar". Até mesmo o termo "Imortal" que tanto é citado como um segundo nome para o Grêmio, foi inspirado em Eurico Lara. 
    Defendeu o gol do Grêmio por 16 temporadas, conquistando 16 títulos, e tornou-se símbolo de respeito e disciplina, admirado por atletas de todos os clubes. 
Em 1928 jogou pelo Fussball, retornando ao Grêmio um ano depois (e permaneceu até a sua prematura morte). Eurico Lara se destacava não apenas pela grandiosidade de seu talento, mas também pela humildade em seu cotidiano: residia com a esposa em um espaço simples, situado abaixo do pavilhão social da tradicional Baixada. Dedicado ao clube, ele mesmo aparava a grama após seus treinamentos solitários que consistiam em  lançar a bola contra o muro para aprimorar suas habilidades. Além disso, desempenhava o papel de zelador e também era responsável pelo cuidado do material esportivo do Grêmio, o que na época chamavam de "guarda-esporte". Nos dias de jogo, era quem organizava e entregava os uniformes aos colegas de equipe, reforçando o companheirismo e o espírito de serviço que marcavam sua personalidade. Eurico Lara também foi árbitro de futebol em algumas partidas.
    Sua carreira notabilizou-se, entre outros momentos, pelo desempenho marcante ao defender o Grêmio e a seleção do Exército, além de impressionar o público paulista quando integrou o time gaúcho num torneio nacional, mesmo não sendo convocado para a Seleção Brasileira. Como atleta fiel ao Grêmio, resistiu a diversas propostas de grandes clubes e acumulou títulos tanto da cidade quanto do estado, sempre evidenciando dedicação ao Imortal Tricolor.
    Disputou 26 Gre-Nais (14 vitórias, 4 empates e 8 derrotas), com um aproveitamento de 58.97%. Com ele em campo, foram 55 gols do Grêmio e 46 gols sofridos. Estreou em 22/08/1920 na vitória por 2x1 na Baixada e seu último Clássico foi em 22/09/1935, o famoso Gre-Nal Farroupilha, com vitória por 2x0. Este seria o último jogo da sua vida.
    Após uma partida amistosa contra o Santos em 19/05/1935, fez exames e descobriu-se que sofria de problemas cardíacos. Eurico Lara foi então, aconselhado a nunca mais jogar futebol. Mesmo assim continuou. 
    Entrou em campo mais 3 vezes: um Gre-Nal nos Eucaliptos em que houve empate em 1x1 em 28/07/1935, depois uma derrota para o Força e Luz por 2x0 no Estádio da Timbaúva e a terceira, quando enfrentou o Internacional em 22/09/1935 buscando garantir mais um título. Mesmo estando doente, Lara não sabia que aquela seria sua última partida pelo Grêmio, e teve êxito: Grêmio 2x0 Internacional, garantindo o título de Campeão Farroupilha, lembrado até os dias de hoje. Menos de dois meses depois, em 06/11/1935, Lara falecia aos 38 anos no Hospital Beneficência Portuguesa. O Rio Grande do Sul inteiro chorou, e o povo Porto-alegrense como última homenagem ao seu ídolo, interrompeu o trânsito nas ruas para acompanhar o seu cortejo até o túmulo 790 do Cemitério São Miguel e Almas, sendo reverenciado por todo o estado e eternizado como exemplo máximo de amor pelo Grêmio.