Nascimento: 12/12/1961
Dom Pedrito-RS
Posição: Zagueiro
Altura: 1,86 m
Peso: 82 kg
Estreia: Grêmio 5x0 Coritiba (29/02/1984)
Última partida: Grêmio 4x1 Internacional (29/07/1990)
Jogos/gols: 408/22
Títulos: Campeonato Gaúcho (1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990). Supercopa do Brasil (1990). Copa do Brasil de Futebol (1989).
Outros títulos: Troféu Cidade de Palma de Mallorca (1985), Copa Philips (1986 e 1987) e Torneio RBS 25 Anos (1988).
Luís Eduardo Quadros Lima foi um zagueiro de imposição física, bom jogo aéreo e excelente senso de posicionamento, que unia a força na marcação a uma notável facilidade para fazer gols. Revelado na base do Grêmio, onde ingressou em 1975, passou pela transição das categorias inferiores até deixar o clube em 1982, rumo ao Inter de Santa Catarina e, depois, ao Inter de Santa Maria, acumulando experiência no futebol profissional. Em 1984, retornou ao Grêmio já como atleta formado, iniciando uma trajetória que o consagraria como um grande zagueiro.
Sua volta a Porto Alegre foi importante desde os primeiros jogos. Logo na estreia, marcou um dos cinco gols da vitória gremista sobre o Coritiba, no Estádio Olímpico, e, na terceira partida, voltou a decidir ao anotar o gol da vitória contra o Joinville. Esse faro de gol se repetiria ao longo de sua passagem pelo Tricolor, em que ele decidiu diversas partidas para o Grêmio.
Nos clássicos, sua presença era sinônimo de segurança: disputou 32 Gre-Nais, com 16 vitórias, 10 empates e apenas 6 derrotas, participando de 43 gols marcados e 28 sofridos. Um aproveitamento superior a 60%. Seu primeiro clássico ocorreu em 8 de novembro de 1984 (derrota de 2x1no Beira-Rio) e o último em 29 de julho de 1990, na goleada por 4 a 1 no Olímpico que sacramentou o hexa gaúcho.
Além da solidez defensiva, Luís Eduardo construiu uma carreira marcada por títulos e passagens por grandes clubes. Depois de deixar o Grêmio, atuou no Real Valladolid, Palmeiras, Atlético-MG, Fluminense, Athletico Paranaense, Coritiba, Rio Branco-SP e São José, onde encerrou a carreira em 2000. No Atlético-MG, viveu um ciclo especialmente vitorioso, com as conquistas da Copa Conmebol em 1992 e 1997, do Campeonato Mineiro de 1995 e da Copa Centenário de Belo Horizonte em 1997.
Como técnico, entre 2021 e 2023 dirigiu as equipes sub-16 e sub-20 do Grêmio.
O reconhecimento máximo do vínculo com o Grêmio está eternizado na Calçada da Fama gremista, onde seus pés simbolizam a importância de um defensor que uniu raça, técnica e protagonismo em momentos decisivos.
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