Mostrando postagens com marcador P. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador P. Mostrar todas as postagens

Patrício


Patrício, o lateral da histórica Batalha dos Aflitos e vice da Libertadores


Patrício Antônio Boques
Nascimento: 08/10/1974
Aratiba-RS
Altura: 1,77 m
Peso: 76 kg
Posição: Lateral direito
Estreia: Grêmio 1x0 Inter-SM (29/07/2000)
Última partida: Grêmio 1x1 Corinthians (02/12/2007)
Jogos/gols: 149/8
Títulos: Campeonato Brasileiro-Série B (2005), Campeonato Gaúcho (2006 e 2007)

       Patrício foi um lateral que tinha facilidades defensivas e também chegava ao ataque, apoiando e batendo faltas muito bem. Iniciou na base do Ypiranga-RS, depois jogou no Kindermann-SC quando se profissionalizou em 1999. Após passar por Paraná, Caxias e Chapecoense chegou ao Grêmio em 2000. Sua estreia foi em 29/07 em Porto Alegre na vitória sobre o Inter de Santa Maria-RS por 1x0. 
       Na sua primeira passagem, Patrício jogou somente durante o segundo semestre de 2000. Depois passou por Coritiba, Vasco, Figueirense, Guarani-SP, XV de Novembro-RS (Campeão Gaúcho do Interior em 2005) e Caxias novamente.
       Porém, em 03/06/2005 Patrício volta a vestir a camisa do Grêmio no empate em 1x1 contra o Caxias, na Serra. Permaneceu até dezembro de 2007. Neste período foi Campeão da Série B em 2005 (onde protagonizou o histórico jogo intitulado como Batalha dos Aflitos, sendo expulso e iniciando a paralisação da partida, que durou mais de 25 minutos).


       Também venceu o Campeonato Gaúcho de 2006 e 2007. Foi vice-campeão da Taça Libertadores da América de 2007. Foi titular do Grêmio nas 3 temporadas e meia em que vestiu a camisa tricolor.
       Disputou 6 Gre-Nais, com 3 vitórias, 2 empates e 1 derrota (aproveitamento de 61,1%). Sua estreia foi em 07/10/2000 na vitória de 2x1 para o Grêmio em pleno Beira-Rio. Seu último clássico também foi vencendo o Inter por 1x0 em 16/09/2007, mas desta vez no Estádio Olímpico.
       Seu último jogo foi no empate em 1x1 contra o Corinthians em 02/12/2007. Patrício disputou 149 jogos e marcou 8 gols pelo Grêmio.
       Após deixar o Grêmio, Patrício ainda atuou por Portuguesa, Bahia, São Caetano e Caxias, onde encerrou sua carreira de jogador em 2010.
       Atualmente, após se aposentar dos gramados, Patrício atua principalmente como auxiliar técnico em clubes de futebol e mantém envolvimento com projetos sociais e esportivos. Nos últimos anos, ele foi auxiliar técnico no Vila Nova de Goiás (a partir de 2020) e também trabalhou como treinador do 15 de Novembro, clube pelo qual jogou no início da carreira. Além disso, é reconhecido como embaixador de causas solidárias ligadas ao futebol, participando frequentemente de eventos e ações sociais, especialmente através do Consulado do Grêmio de Guarapuava e do evento Gre-Nal Solidário.    
    Patrício também administra uma escolinha de futebol no Centro Esportivo Ovidio Müller, dedicada à formação de jovens atletas.

Paulo Nunes

Paulo Nunes, um dos maiores artilheiros da história recente do Grêmio

Arílson de Paula Nunes
Nascimento: 30/10/1971
Pontalina-GO
Altura: 1,74 m
Peso: 68 kg
Posição: Atacante
Estreia: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995)
Última partida: Grêmio 1x3 São Caetano (17/12/2000)
Jogos/gols: 197/69
Títulos: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Além de outras conquistas, tais como Sanwa Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) totalizando 9 títulos.

 

       Paulo Nunes começou na base do Flamengo em 1985 e se profissionalizou em 1990. Em 1995 foi emprestado ao Grêmio. Já no seu primeiro jogo, Paulo Nunes marcou seu primeiro gol, foi no jogo Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995), um amistoso em Gramado.
       O atacante tinha faro de gol e também abastecia o centroavante Jardel, com quem fez uma dupla histórica e rendeu diversos títulos. O primeiro jogo oficial foi em 14/02 contra a Desportiva Ferroviária, na vitória de 1x0 para o Grêmio pela Copa do Brasil.
        Com a camisa do Grêmio Paulo Nunes foi campeão do Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Além de outras conquistas, tais como Sanwa Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) totalizando 9 títulos.
       Paulo Nunes jogou 197 jogos pelo Grêmio e marcou 69 gols, é o 25° artilheiro da história do Grêmio. Seus gols eram decisivos. Fez gol no primeiro jogo da final da Libertadores de 1995, na final do Campeonato Brasileiro de 1996 (campeonato este que Paulo Nunes foi o artilheiro geral com 16 gols). Em 1997 Paulo Nunes fez diversos (e decisivos) gols na Copa do Brasil, 9 no total, o que lhe garantiu mais uma artilharia.
       Ainda em 1997 Paulo Nunes foi vendido para o Benfica por 10 milhões de dólares, a transferência mais cara do futebol gaúcho até então. Em 1998 retornou ao Brasil para defender o Palmeiras, clube onde permaneceu até 1999.
              Em 2000 volta ao Grêmio, porém sem o mesmo sucesso da sua primeira passagem.
       Paulo Nunes disputou  10 Gre-Nais (6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 66.67%. Com ele em campo, foram 13 gols a favor (3 marcados por ele, um destes gols uma linda bicicleta em pleno Beira-Rio na vitória por 2x1) e 8 gols sofridos. Estreou no Grenal pelo Grêmio em 02/04/1995 e seu último clássico foi em 07/10/2000 em mais uma vitória do Grêmio em solo colorado por 2x1. 


       Curiosamente, o artilheiro usava a camisa de número 7, a mesma usada por Renato na primeira conquista da Libertadores 12 anos antes (1983) e o mesmo número que Luan viria a vestir em 2017, ano do Tri da América, mantendo viva a mística da camisa 7 na história do Grêmio, tendo os 3 jogadores papel fundamental nas conquistas como protagonistas.
       Seu último jogo Grêmio 1x3 São Caetano (17/12/2000).
       Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, Paulo Nunes foi Campeão Brasileiro, Copa do Brasil, Campeão Carioca, Copa Rio e Taça Rio pelo Flamengo. Campeão da Libertadores, Copa Mercosul e Copa do Brasil pelo Palmeiras. Campeão Paulista pelo Corinthians (clube que defendeu em 2001). Pela Seleção Brasileira Paulo Nunes foi campeão da Copa América de 1997.  

                              

              Como premiações individuais o atacante foi Bola de Prata (Revista PLACAR) e também artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1996 e artilheiro da Copa do Brasil de 1997.
              Paulo Nunes também defendeu o Gama, Al-Nassr e Mogi-Mirim, seu último clube como profissional em 2003. Paulo Nunes soma 506 jogos e 187 gols em toda a sua carreira.
       Em 2009 participou da despedida do goleiro Danrlei, reeditando a dupla infernal que fez com Jardel em 1995-1996.
       Atualmente Paulo Nunes é comentarista esportivo dos canais Globo.
       Paulo Nunes foi imortalizado na Calçada da Fama, na Arena do Grêmio em 2017. 


Pingo

 

Pingo, liderança e qualidade no Bicampeonato da Copa do Brasil


Luís Roberto Magalhães
Nascimento: 14/02/1968
Joinville-SC
Altura: 1,78 m
Peso: 75 kg
Posição: Volante
Estreia: Beira-Mar (Tramandaí) 0x6 Grêmio (13/02/1993)
Última partida: Grêmio 4x3 sobre o Santa Cruz-RS (11/12/1994) 
Jogos/gols: 135/5
Títulos: Campeonato Gaúcho (1993) e Copa do Brasil-Invicto (1994)

       Pingo foi um ótimo volante que aliava força, liderança e qualidade. Se profissionalizou em 1986 no Joinville. Passou por São José-SP e Botafogo até chegar no Grêmio em 1993. Seu primeiro jogo foi contra o Beira-Mar (de Tramandaí-RS) no dia 13/02/1993, quando o Tricolor aplicou 6x0 no amisto realizado no Litoral Gaúcho. Neste jogo Pingo fez seu primeiro gol, aos 49 minutos do primeiro tempo. Conquistou o Campeonato Gaúcho de 1993 e a Copa do Brasil de 1994 sendo capitão e liderança da equipe. 
       Disputou 135 jogos e marcou 5 gols pelo Grêmio. Pingo teve grande importância também fora de campo em 1994. O Grêmio passava por dificuldades financeiras e ocorreu de o Pingo permitir o atraso dos seus salários por alguns meses para pagar outros jogadores e com isto evitar uma possível crise dentro do grupo.  Disputou 4 Gre-Nais com 1 vitória, 2 empates e 1 derrota, foram 2 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 2 gols sofridos. Estreou no Clássico em 27/06/1993 com vitória do Grêmio no Beira-Rio e seu último clássico foi em 16/10/1994 no empate em 1x1 no Estádio Olímpico. 
       Sua última partida pelo Grêmio foi em 11/12/1994 na vitória do Grêmio por 4x3 sobre o Santa Cruz, no dia histórico em que o Grêmio foi obrigado a jogar 3 partidas em só dia para cumprir a tabela do Campeonato Gaúcho daquele ano.


       Após sua saída do Tricolor, Pingo jogou por diversos clubes (Cruzeiro, Flamengo, Botafogo, Corinthians, Paraná, Corinthians, Athletico Paranaense, Joinville, Sporting Cristal, Londrina, Marcílio Dias-SC e Atlético de Ibirama-SC onde encerrou sua carreira de jogador em 2006).
       Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, foi Campeão Catarinense pelo Joinville em 1987. Pelo Botafogo foi Campeão Carioca (1997) e Rio-São Paulo (1998), Campeão Carioca e da Copa Ouro pelo Flamengo (1996), Campeão Paulista pelo Corinthians (1999) e pelo Vitória foi Campeão Baiano em 2000. 
       Após encerrar sua carreira como jogador, Pingo tornou-se treinador. Seu primeiro clube foi o Juventus de Jaraguá-SC em 2010. De lá pra cá, dirigiu mais de 10 clubes, entre eles o Caxias-RS, o Joinville, o São José-RS e o Marcílio Dias em 2022. 
       Como técnico, foi Campeão da Copa Santa Catarina de 2018 pelo Brusque.
       Em 2024 Pingo foi técnico do São José-RS, porém foi demitido do clube em julho.

Paulão


Paulo César Batista dos Santos
Nascimento: 25/03/1967
Itambacuri-MG
Posição: Zagueiro
Altura: 1,88 m
Peso: 78 kg
Estreia: Internacional 1x1 Grêmio (13/09/1992)
Última partida: Grêmio 1x0 Ceará (10/08/1994)
Jogos/gols: 119/8
Títulos: Copa do Brasil (1994) e Campeonato Gaúcho (1993).

    Paulão, zagueiro forte e seguro nas bolas aéreas começou a carreira no Cruzeiro em 1988.
    Veio para o Grêmio no segundo semestre de 1992. Pelo Tricolor foi campeão gaúcho de 1993 e da Copa do Brasil (invicto) de 1994.
    Disputou 7 Gre-Nais (nenhuma vitória, 5 empates e 2 derrotas). Com ele em campo, foram 4 gols a favor e 7 gols sofridos. Estreou no Clássico em 13 de setembro de 1992 (1x1 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 12 de junho de 1994 (derrota por 1x0 também no Beira-Rio).
    Sua última partida com a camisa do Grêmio foi em alto estilo: vitória do Grêmio por 1x0 sobre o Ceará na final da Copa do Brasil de 1994, quando o Grêmio foi campeão invicto, pela segunda vez nesta competição.
    Após sua saída, Paulão jogou por Benfica, Vasco, Atlético-MG, Guarani, Atlético-PR, Colo-Colo, Inter de Limeira e Ponte Preta. Uma curiosidade sobre o início da sua carreira: Há documentos que sugerem que Paulão foi emprestado ao América-PE ainda em 1988.
    Disputou 7 partidas oficiais pela Seleção Brasileira e 1 amistoso. Fez parte do grupo que disputou a Copa América de 1993, inscrito com a camisa número 15.
    Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, Paulão foi campeão mineiro de 1990 e 1992 pelo Cruzeiro e duas vezes campeão da "Primera División de Chile" (1996 e 1997 Clausura).



Paulo Egídio


Paulo Egídio Bertollazzi
Nascimento: 10/02/1964
Pradópolis-SP
Posição: Ponteiro-esquerdo
Altura: 1,68 m
Peso: 71 kg
Estreia: Grêmio 2x1 Esportivo (02/04/1989)
Última partidas: Grêmio 0x2 Tabajara-Guaíba (25/09/1991)
Jogos/gols: 109/30
Títulos: Copa do Brasil de Futebol (1989), Supercopa do Brasil (1990) e Campeonato Gaúcho (1989 e 1990).

    Paulo Egídio foi um ótimo ponteiro-esquerdo. Driblava com facilidade e cruzava com muita qualidade. Tinha facilidade em marcar gols. Tinha muita técnica e velocidade.
Foi descoberto nos campos amadores de sua cidade natal. Ele chamou a atenção do saudoso Antônio Della Rosa e Gerepi e foi convidado a participar de uma avaliação para integrar as categorias de base do Botafogo-SP.
    Aos 14 anos, foi aprovado e integrou o elenco do juvenil B botafoguense. Em 1982 foi destaque na Copa São Paulo, onde o Botafogo foi vice-campeão e Paulo Egídio foi eleito o melhor jogador do torneio. Teve convocações pela Seleção Brasileira de base. 
    O ponta foi contratado pelo Corinthians em 1983. Lá foi destaque e em seguida foi para o Vasco, depois para a Ponte Preta e de Campinas foi para o Joinville. Após foi para Portugal e de lá veio para o Grêmio em março de 1989. Paulo Egídio foi um dos destaques do Grêmio, Campeão da Copa do Brasil (1989), Campeão Gaúcho (1989 e 1990) e Supercampeão do Brasil (1990). 
    Disputou 9 Gre-Nais (5 vitórias, 1 empate e 3 derrotas), com um aproveitamento de 59.26%. Com ele em campo, foram 11 gols a favor (3 marcados por ele) e 7 gols sofridos. Estreou no Clássico em 28 de maio de 1989 (vitória por 3x1 no Beira-Rio). Nesta vitória ele marcou o terceiro gol do Grêmio na partida. Seu último clássico foi em 22 de setembro de 1991 (2x1 para o Grêmio no Estádio Olímpico).
    No Gre-Nal de 29/07/1990 Paulo Egídio marcou o seu gol na goleada por 4x1 que decretou o Hexa-Campeonato Gaúcho daquele ano.
Entre os 30 gols que Paulo Egídio marcou com a camisa do Grêmio, um outro tento foi marcante: em 01/11/1989 o Grêmio aplicou 3x0 sobre o Estudiantes na Argentina. Ele abriu o placar aos 37 minutos do primeiro tempo. 
    Atuou também no Mogi Mirim-SP, Boavista de Portugal, Atlético Mineiro, Francana-SP, mais uma vez Botafogo de Ribeirão Preto, encerrando a carreira na equipe do Cidreira, clube do litoral gaúcho. Foi treinador no Cidreira e em outros clubes do interior de São Paulo. Foi convocado para a seleção brasileira, pelo técnico Falcão em 1990 e participou na partida Brasil 0x3 Espanha, um amistoso disputado em 12/09/1990, Paulo Egídio entrou no lugar de Charles (que posteriormente viria jogar pelo Grêmio). 
    Paulo Egídio foi secretário de esportes e atualmente é dono de um supermercado na cidade de Dumont, no interior de São Paulo.



Paulo César Magalhães

 

Paulo César Magalhães
Nascimento: 27/03/1963
Santana do Livramento-RS
Posição: Lateral esquerdo
Altura: 1,80 m
Peso: 76 kg
Estreia: Inter-SM 3x1 Grêmio (08/11/1981)
Última partida: Guarany (Cruz Alta) 0x3 Grêmio (14/07/1985)
Jogos/gols: 158/3
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial (1983)

    Paulo César, lateral esquerdo seguro e de apoio preciso ao ataque, iniciou sua trajetória no Grêmio em 1976, quando chegou para realizar testes na equipe infantil do clube. Sua habilidade e regularidade o levaram a ser presença constante nas seleções brasileiras de base.
    No Grêmio, viveu seu período mais marcante no ano de 1983. Foi fundamental nas grandes conquistas internacionais do clube, tornando-se Campeão da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Estes títulos colocaram Paulo César na história do Tricolor Gaúcho como um dos integrantes das equipes mais vitoriosas do clube.


    Durante sua passagem, disputou 7 Gre-Nais pelo Grêmio, com 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, alcançando um aproveitamento de 42,86% nos clássicos contra o Internacional. Enquanto esteve em campo nesses confrontos, o Grêmio marcou 9 gols (sendo 1 dele) e sofreu 8. Sua estreia em Gre-Nal pelo clube aconteceu em 29/11/1981, no empate em 1x1 no Estádio Olímpico, e o último clássico foi em 23/09/1984, na derrota por 2x0, também no Olímpico.
    Após deixar o Grêmio, Paulo César seguiu a carreira em clubes de destaque como Vasco da Gama, Internacional, XV de Jaú, Vitória, Remo, Goiás, Goiânia, Concórdia, Juventus-SC, São Paulo-RS, XV de Novembro de Campo Bom-RS e Novo Hamburgo — este último sendo o clube onde encerrou sua trajetória como jogador.
    Depois de pendurar as chuteiras, Paulo César se dedicou à função de técnico e dirigente, atuando principalmente no Cerâmica de Gravataí-RS.
    Pela representatividade e conquistas históricas, Paulo César foi eternizado na Calçada da Fama do Grêmio, uma homenagem ao legado que deixou no clube e à torcida tricolor.



Paulo Roberto

 

Lateral Campeão Brasileiro, da América e do Mundo.


Paulo Roberto Curtis Costa
27/01/1962
Viamão
Altura: 1,82m
Peso: 75kg
Posição: Lateral-direito
Estreia: Grêmio 1x0 São Paulo (21/03/1981)
Última partida: América-MEX 2x2 Grêmio (13/12/1983)
Jogos/gols: 131/3
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981), Taça Libertadores da América e Campeão do Mundo (1983).

       Paulo Roberto foi descoberto pelo seu Antomar (diretor da base do Grêmio) num jogo em que o juvenil do Grêmio enfrentou o Tamoio Futebol clube, time amador de Viamão (onde seu pai era o presidente e tinha como técnico o sr. Marçal). Neste jogo, ele atuou no meio campo e chegou a fazer um gol no juvenil do Grêmio. Após esta partida, Paulo Roberto foi para o Tricolor.
       O Coelhinho, como era chamado carinhosamente, tinha um ótimo chute de longa distância, fazendo lindos gols desta forma ao longo da carreira.
       Sua estreia no Grêmio foi no dia 21/03/1981 na vitória de 1x0 contra o São Paulo no Estádio Olímpico. Dois meses depois foi campeão do Campeonato Brasileiro de 1981 aos 19 anos, participando da jogada em que Baltazar fez o gol do título contra o São Paulo em pleno Morumbi. 
       Em 1983, com 21 anos, foi Campeão da Libertadores e Campeão do Mundo em Tóquio.
       Pelo Grêmio jogou 131 partidas, marcando 3 gols. Disputou 8 Gre-Nais (1 vitória, 4 empates e 3 derrotas).   Seu  primeiro  clássico  foi  em  26  de  julho  de  1981  (0x0)  e  seu  último  foi  em  2 de outubro de 1983  (1x1).   A última partida de  Paulo  Roberto  vestindo a camisa do Grêmio foi América-MEX 2x2 Grêmio no dia 13/12/1983.

Campeonato Brasileiro de 1981, o primeiro título de Paulo Roberto pelo Grêmio.

       Em 1984 foi para o São Paulo, e depois para o Santos. Paulo Roberto acertou em 1986 com o Vasco. Em sua passagem pelo futebol do Rio de Janeiro, o lateral foi campeão do estadual em 1987 e 1988 e também do torneio Ramón de Carranza. Foi para o Botafogo em 1989, onde novamente foi campeão carioca, em 1990. Foi no Vasco que Paulo Roberto mais atuou em sua carreira (209 jogos). No entanto o clube em que ele mais marcou gols foi no Fluminense (17 gols). 
       Deixou o Botafogo ao final de 1991 para ir para o Cruzeiro. Paulo Roberto venceu a Supercopa Libertadores em 1992, a Copa do Brasil de 1993 e o Campeonato Mineiro em 1992 e 1994 pelo time azul, inclusive sendo capitão da equipe. Ainda em 1994 passou pelo Corinthians. Em 1995, transferiu-se para o Atlético Mineiro vencendo o estadual.
       Paulo Roberto jogou pelo Fluminense em 1996 e 1997. Atuou pelo Cerro Porteño do Paraguai em 1998 e Canoas Sport Club (RS) no ano 2000, quando encerrou sua carreira.
       O lateral é considerado o jogador que jogou no maior número dos grandes clubes brasileiros, são 9 ao total. Em toda a carreira, Paulo Roberto jogou 782 jogos e e marcando 57 gols, um ótimo número de gols para um jogador de defesa.
       O jornalista esportivo Deni Menezes, sempre que se referia a ele o tratava como “o lateral do cruzamento certo”. A precisão de Paulo Roberto era realmente impressionante! Quando chegava ao bico da pequena área a chance de gol era gigante. Mas essa qualidade não era por acaso. Valdir Espinosa contava que ele treinava essa jogada com exaustão e também estava sempre aprimorando o seu condicionamento físico. Hoje os laterais quase não chegam à linha de fundo, mas até o final da década de 90 isso era uma característica da época.

Fez 7 jogos pela Seleção Brasileira principal.

Atualmente mora em Porto Alegre e é empresário de futebol.


Paulo Isidoro


Paulo Isidoro de Jesus
Nascimento: 03/08/1953
Matozinhos-MG
Altura: 1,68 m
Peso: 63 kg
Posição: Meia​
Estreia: Grêmio 3x1 Olimpia (03/02/1980)​
Última partida: Grêmio 0 x 2 Internacional (28/11/1982)
Jogos/gols: 173/49
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981​) e Campeonato Gaúcho (1980).

    Paulo Isidoro iniciou a carreira na base do Galo. Foi para o Nacional-AM e quando retornou ao time mineiro em 1980 se para o Grêmio já sendo jogador da Seleção Brasileira, numa troca envolvendo o ponta Éder. 
    No Grêmio, tornou-se rapidamente titular e referência do meio-campo graças à sua agilidade, capacidade técnica e eficiência nas armações de jogadas.
    Em 1981, foi peça fundamental na conquista do inédito título de Campeão Brasileiro para o clube. Seu papel tático era essencial para buscar o jogo e apoiar o ataque, sendo considerado um dos melhores meias do Brasil naquele período. Ganhou a Bola de Ouro da Revista Placar como melhor jogador do Brasileirão de 1981 e também a Bola de Prata, reafirmando seu destaque. Permaneceu até o final de 1982, sendo ídolo da torcida gremista.​
    Disputou 12 Gre-Nais (1 vitória, 7 empates e 4 derrotas). Com ele em campo, foram 9 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 13 gols sofridos. Estreou em 24/08/1980, empate em 2x2 e seu último clássico foi em 28/11/1982, derrota por 2x0, ambos no Estádio Olímpico.
    Além do Grêmio, Paulo Isidoro jogou por Atlético Mineiro, Nacional-AM, Santos, Guarani, XV de Jaú, Cruzeiro e Inter de Limeira.
    Pela Seleção Brasileira, participou da Copa do Mundo de 1982 e conquistou a Taça da Inglaterra e a Taça da França (ambas em 1981). Marcou 4 gols jogando com a Amarelinha.
    Ao longo do carreira, ele conquistou títulos como Campeonato Mineiro (5 vezes), Campeonato Brasileiro, Campeonato Paulista e Campeonato Amazonense, entre outros. Foi bola de prata em 1976, 1981 e 1983 e Bola de Ouro em 1981 (o melhor jogador do Campeonato Brasileiro daquele ano, oferecido pela Revista PLACAR).
    Em 2006, assumiu o comando técnico de um time amador da cidade de Santo Antônio de Amparo, no sul de Minas Gerais. Atualmente, vive em Belo Horizonte e orienta uma escolinha de futebol que possui no Bairro da Nova Pampulha.


Paulo Cézar Caju


Paulo Cézar Lima
Nascimento: 16/06/1949 
Rio de Janeiro-RJ
Posição: Meia
Altura: 1,74 m
Peso: 75 kg
Estreia: Independiente 0x4 (20/02/1979)
Última partida: América-MEX 2x2 Grêmio (13/12/1983)
Jogos/gols: 62/14
Títulos: Campeão Mundial (1983) e Campeão Gaúcho (1979). Copa Los Angeles (1983)
Torneio Internacional Ciudad de Rosario (1979).

    Paulo Cézar Lima superou origens humildes para se tornar jogador profissional, atuando como meia e ponta-esquerda.
    Revelado pelo Botafogo no fim dos anos 1960, também jogou pelos quatro grandes clubes cariocas e teve experiências na Colômbia e Tegucigalpa na adolescência.
    Teve uma primeira passagem pelo Grêmio em 1979. Logo na sua estreia marcou um gol na sonora goleada por 4x0 sobre o Independiente em Rosário, válido pela semifinal do Torneio Internacional Ciudad de Rosario, do qual o Grêmio foi campeão dois dias depois ao vencer o Rosário Central por 2x1. Ainda em 1979 também foi Campeão Gaúcho. Depois de passar por Vasco e Corinthians retornou ao tricolor gaúcho, contratado juntamente com Mário Sérgio para disputar e conquistar o Mundial de Clubes em 1983.
    Disputou 3 Gre-Nais (1 vitória, 2 empates e nenhuma derrota), aproveitamento de 55.56%. Com ele em campo, foram 3 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 2 gols sofridos. Estreou no Clássico em 22/07/1979 no 1x1 do Estádio Olímpico e seu último foi em 02/11/1983 no empate sem gols novamente no Olímpico, 1 mês antes de conquistar o mundo com o Grêmio.


    Além do Grêmio, Caju passou por diversos clubes, entre eles: Botafogo, Flamengo, Olympique de Marseille, Fluminense, Vasco, Corinthians e California Surf. Por estes clubes ganhou diversos títulos na carreira: Campeão Carioca e da Taça Guanabara diversas vezes, Campeão Brasileiro, entre outros diversos títulos. Ganhou a Bola de Prata da Revista PLACAR em 1970, 1972, 1976 e 1977.
    Pela Seleção Brasileira, foi Campeão Mundial de 1970, o terceiro da Seleção até então.
Após o final da sua carreira Paulo César admite que usou cocaína por 15 anos e que chegou a vender sua medalha de campeão mundial pela Seleção Brasileira para sustentar o vício. Em entrevista para o G1 o próprio Caju disse que "cheirou" 3 imóveis, equivalente ao total de 10 milhões de reais.
    Atualmente, livre das drogas Paulo César Caju é colunista da Revista PLACAR.