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Maicon



Maicon Thiago Pereira de Souza
Nascimento: 14/09/1985
Rio de Janeiro-RJ
Posição: Volante
Altura: 1,84 m
Peso: 78 kg
Estreia: Grêmio 1x0 Cruzeiro-RS (14/03/2015)
Última partida: Grêmio 0x1 Corinthians (28/08/2021)
Jogos/Gols: 248/15
Títulos: Copa Libertadores da América (2017), Recopa Sul-Americana (2018), Copa do Brasil (2016), Campeonato Gaúcho (2018, 2019, 2020 e 2021) e Recopa Gaúcha (2019) somando 9 conquistas em 7 temporadas.

    Maicon iniciou a carreira no Madureira-RJ em 2000. Depois de passar por Fluminense, Bangu, Botafogo, MSV Duisburg, Figueirense, Figueirense e São Paulo chegou ao Grêmio em 2015.
    Foi líder e capitão do time que logo no ano seguinte à sua chegada voltou a vencer títulos, tanto de expressão nacional e continental, quanto o campeonato estadual.
     Foi campeão da Copa do Brasil, Libertadores da América, Recopa Sul-Americana, foi Tetra-campeão gaúcho e também venceu a Recopa Gaúcha. Em 2017 foi vice-mundial, perdendo a final para o todo-poderoso Real Madrid (talvez o melhor Real da história do clube).
    Disputou impressionantes 248 jogos pelo Grêmio, marcando 15 gols.
    Maicon aliava qualidade no toque de bola e também liderança dentro e fora de campo, sendo uma das peças mais importantes do ciclo recente de conquistas do Grêmio.
    Os Gre-Nais foram um capítulo a parte no currículo do jogador. Disputou 19 Gre-Nais (9 vitórias, 8 empates e apenas 2 derrotas), com um aproveitamento de 61.4%. Foi um período extremamente vitorioso do clube no Clássico.
    Com ele em campo, foram 22 gols a favor (1 marcado por ele) e apenas 7 gols sofridos. Estreou no Clássico em 26 de abril de 2015 (0x0 na Arena) e seu último clássico foi em 23 de maio de 2021 (1x1 também na Arena).
    Maicon esteve em campo no histórico Gre-Nal dos 5x0 de 2015. Venceu títulos sobre o rival, polemizou com Rodrigo Dourado, voltou a golear o Inter em 2018 (3x0) e provocou D'alessandro durante o sorteio no pré-jogo em pleno Beira-Rio. Em 2020 marcou um dos gols na vitória por 2x0 que colocou o Grêmio na final do Gauchão. Maicon perdeu apenas 2 vezes, ou seja, foi extremamente feliz nos clássicos que disputou.
    O volante tem seus pés eternizados na Calçada da Fama do clube.
    Pelos outros clubes que jogou, Maicon foi Campeão da Taça Rio e Campeonato Carioca (2005) pelo Fluminense. Taça Rio (2006) pelo Madureira. Pelo São Paulo venceu a Copa Sul-Americana em 2012 e a Eusébio Cup em 2013.
    Pela Seleção Brasileira, Maicon fez parte da lista de 12 suplentes para a Copa do Mundo da Rússia de 2018, juntamente com Arthur e Luan, também do Grêmio à época.
    Maicon praticamente se aposentou no Grêmio em 2021, porém ainda voltou a jogar em 2022 pelo CRB, ano em que realmente encerrou sua carreira.





Lucas Leiva

 


Lucas Pezzini Leiva
Nascimento: 09/01/1987
Dourados-MS
Peso: 73kg
Altura: 1,79m
Posição: Volante
Estreia: Santo André-SP 2x0 Grêmio (14/10/2005)
Última partida: Grêmio 3x0 Brusque (03/11/2022)
Jogos/gols: 97/14
Títulos: Campeão Brasileiro-Série B (2005), Campeonato Gaúcho (2006 e 2007). 


       Lucas Leiva iniciou na base do Grêmio em 2002 e se profissionalizou em 2005. Era um volante técnico, inteligente e que tinha facilidade de chegar na frente e até mesmo marcar gols. Ele é sobrinho do jogador Leivinha, ídolo do Palmeiras. Seu primeiro jogo como profissional foi em 14/10/2005 na derrota do Grêmio por 2x0 para o Santo André-SP. Foi campeão do Brasileiro da Série B de 2005 e também bicampeão gaúcho de 2006 e 2007.
       Participou do jogo icônico contra o Náutico, a Batalha dos Aflitos, que trouxe o Grêmio de volta para a Série A de 2006, ano em que se destacou tanto que foi premiado com a Bola de Ouro da Placar e também eleito Melhor Volante do Campeonato Brasileiro de 2006 pela CBF, fruto da boa campanha em que o Grêmio voltou à Libertadores pela 3ª colocação do Brasileiro. 


       No ano seguinte, além de conquistar o Campeonato Gaúcho e ser vice-campeão da Taça Libertadores, foi eleito o Melhor jogador do Campeonato Sul-Americano Sub-20. Disputou 4 Gre-Nais, onde empatou 3 vezes e perdeu uma.
       Suas belas atuações levaram Lucas Leiva à Seleção Brasileira e também para o Liverpool, equipe a qual ele foi apresentado em 26/07/2007, vendido por 10 milhões de Euros. Permaneceu no time inglês até 2017. Lá, venceu a Copa da Liga Inglesa 2011/12.
       Chegou na Lazio em julho de 2017 e foi campeão da Supercopa da Itália em 2017 e 2019 e também da Copa da Itália 2018/19. Na Lazio permaneceu até maio de 2022. 
       Na Europa, Lucas Leiva ganhou os seguintes prêmios individuais: Melhor jogador do Liverpool em 2010/11, Melhor jogador da Lazio em 2017/18. Melhor jogador da Lazio no ano de 2018 e Melhor jogador da Lazio na temporada 2018/19.
       Em junho de 2022 Lucas Leiva voltou ao Grêmio para a disputa da Série B, trazendo novamente o clube de volta à Série A do ano seguinte. O ano de 2023 traria uma triste notícia: No dia 17/03 anunciou o fim da carreira devido a um diagnóstico de uma alteração cardíaca.
      Pela seleção brasileira passou pelas categorias sub-18, sub-20 e Seleção Olímpica. Pela Seleção principal fez 24 jogos.
      Com a camisa do Grêmio, Lucas disputou 97 jogos e marcou 14 gols.

Sandro Goiano

 

Sandro Goiano, o capitão da Batalha dos Aflitos e do vice da Libertadores



Sandro Gomes da Luz
Nascimento: 06/08/1973
Pirenópolis-GO
Altura: 1,81m
Peso: 78kg
Posição: Volante
Estreia: Grêmio 1x0 Santo André-SP (25/06/2005)
Última partida: Grêmio 1x1 Corinthians (02/12/2007)
Jogos/gols: 105/2
Títulos: Campeonato Brasileiro-Série B (2005) e Campeonato Gaúcho (2006 e 2007).

       Sandro Goiano foi um volante que aliava imposição física e raça. Características que logo conquistaram a torcida do Grêmio. No entanto sua carreira iniciou em 1994 pelo Goiás. Depois passou por Caxias, Tuna Luso, Paraná e Paysandu até chegar no Grêmio em 2005. Sua estreia foi em 25/06 na vitória sobre o Santo André-SP no Estádio Olímpico. Em 26/11 deste mesmo ano Goiano conquistou a Série B naquele dramático jogo contra o Náutico, no Estádio dos Aflitos, tendo o volante como capitão da equipe.
      Em 2006 foi Campeão Gaúcho sobre o Inter em pleno Beira-Rio. No Campeonato Brasileiro participou da campanha em que ficou em 3° lugar, levando o Grêmio para a Libertadores do ano seguinte. 
       Em 2007, Sandro Goiano foi bicampeão gaúcho e vice-campeão da Libertadores. Disputou 3 Gre-Nais (2 vitórias, nenhum empate e 1 derrota), com um aproveitamento de 66.67%. Com ele em campo, foram 3 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 1 gol sofrido. Estreou no Gre-Nal em 05/11/2006 na derrota por 1x0 no Olímpico e seu último foi em 16/09/2007 na vitória do Grêmio por 1x0 também no Estádio Olímpico. Sua última partida foi Grêmio 1x1 Corinthians, no dia 02/12/2007, jogo em que rebaixou o time paulista. Sandro Goiano fez 105 jogos e 2 gols pelo Grêmio.
       Após deixar o Grêmio, Sandro Goiano foi para o Sport em 2008 e em 2010 foi para o Paysandu onde encerrou sua carreira em 2011.
       Pelo clube paraense, Sandro foi 5 vezes campeão estadual (2000, 2001, 2002, 2005 e 2010). Campeão da Série B de 2001. Copa Norte e Copa dos Campeões de 2002. Fez parte da ótima campanha do Paysandu, quando ficou em 9° lugar na Libertadores de 2003.
       Pelo Sport foi campeão da Copa do Brasil de 2008 e bicampeão pernambucano em 2008 e 2009. 
       Sandro Goiano está na Calçada da Fama do Grêmio desde 2007.

Otacílio


Otacílio José Gomes Lima
Nascimento: (14/11/1972)
Rio de Janeiro-RJ
Posição: Volante
Altura: 1,82 m
Peso:  77 kg
Estreia: Grêmio 6x1 Pelotas (01/02/1997)
Última partida: Grêmio 4x2 Vila Nova-GO (31/03/1999)
Jogos/gols: 88/2
Títulos: Copa do Brasil (Invicto) , Troféu Colombino (1997) e Copa Sul (1999).

    Otacílio começou sua Carreira no Fluminense em 1995. Depois passou por América-RJ e Botafogo até chegar ao Grêmio em 1997.
    Atuou como volante e contribuiu para a conquista da Copa do Brasil daquele ano, inclusive sendo titular no Maracanã, o jogo que teu o título invicto ao Grêmio diante de 95 mil pessoas. Ainda em 1997, o volante não entrou em campo, mas integrava o elenco que conquistou o Troféu Colombino na Espanha.
    Disputou 5 Gre-Nais (tendo 2 empates e 3 derrotas). Com ele em campo, foram 3 gols a favor  e 9 gols sofridos. Estreou no Clássico em 23 de março de 1997 (0x0 no Olímpico) e seu último clássico foi em 28 de março de 1999 (derrota por 2x0 no Beira-Rio pela Copa Sul, num jogo em que garantiu a vaga do Grêmio para a próxima fase, apesar do resultado), esta classificação terminaria em título ali adiante na vitória contra o Paraná Clube. Mais uma participação de Otacílio na conquista de títulos pelo Grêmio, apesar de ter saído do clube antes da decisão.
    Após deixar o Grêmio em 1999, seguiu para Vitória, Guarani, Corinthians, Bahia e clubes portugueses como União de Leiria e Vitória de Guimarães.
    No Corinthians, Otacílio jogou 59 vezes, 50 como titular. Pelo time paulista, conquistou Campeonato Paulista (2001) e Copa do Brasil e Torneio Rio-São Paulo (ambas em 2002).




Goiano

 



Luiz Carlos Vaz da Silva
Nascimento: 31/08/1968
Santa Bárbara de Goiás-GO
Peso: 75kg
Altura: 1,78m
Posição: Volante
Estreia: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995)
Última partida: Grêmio 1x1 Internacional (20/11/1999)
Jogos/gols: 287/30
Títulos: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil (1997), Copa Sul e Campeonato Gaúcho (1999). Conquistou ainda os seguintes torneios internacionais: Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996), Troféu Colombino (1997), Copa Ano Novo e Taça Hang Ching (1998), num total de 14 títulos.

       Em 1990, ajudou o Novorizontino a ser vice-campeão estadual. A equipe do interior paulista, então dirigido pelo técnico Nelsinho Baptista, perdeu a final para o Bragantino, de Luxemburgo. Após rodar por alguns clubes e ser Campeão Mundial pelo São Paulo em 1993, Goiano chegou ao Grêmio no dia 22 de janeiro de 1995. Ainda no Novorizontino, antes de transferir-se para o São Paulo, criara forte vínculo com o preparador físico Darlan Schneider, "parceiro de chimarrão e churrasco". Mais de uma vez, o sobrinho de Felipão sugeriu ao tio que levasse o volante para o Olímpico.
       A chance da contratação se abriu no final de 1994. Emprestado pelo Novorizontino ao Remo no segundo semestre, para tentar evitar o rebaixamento do clube paraense no Brasileiro, o que não foi possível, Goiano recebeu um telefonema do então supervisor Antônio Carlos Verardi, portador de uma proposta do Grêmio.
       Desembarcou num domingo e seu primeiro treino, no dia seguinte, foi uma corrida de 3,2 mil metros no Gasômetro. Como havia chegado de viagem na véspera, Goiano ouviu do preparador Paulo Paixão que não estava obrigado a participar do teste. Não só recusou a cortesia como, já nas primeiras voltas, alcançou Arílson e Alexandre Xoxó, que puxavam a fila. Percebeu que ainda lhe sobrava fôlego, acelerou a passada, ultrapassou os dois e terminou a maratona em primeiro. – Só ouvi os caras falando: pô, contrataram um cavalo! Aquela foi minha porta de entrada. Dá pra dizer que virei uma liderança física – diz o atual diretor de futebol remunerado do Novorizontino.
        Seu primeiro jogo pelo Grêmio foi Grêmio 4x0 Esportivo em 01/02/1995 no Olímpico. Goiano conquistou incríveis 14 títulos com a camisa do Grêmio: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil (1997), Copa Sul e Campeonato Gaúcho (1999). Conquistou ainda os seguintes torneios internacionais: Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996), Troféu Colombino (1997), Copa Ano Novo e Taça Hang Ching (1998).

       A final da Libertadores de 1995 foi disputada no dia 30 de agosto, quando a decisão acabou, no horário brasileiro já era dia 31 de agosto, justamente o dia de aniversário de Goiano, que pôde celebrar em dobro, pelo título e por mais um ano de vida.
       Goiano foi Bola de Prata em 1996, em reconhecimento a ótima temporada que fez defendendo as cores do Grêmio. Nas cinco temporadas em que jogou pelo Imortal Tricolor, jogou 287 partidas e marcou 30 gols. Em muitas dessas partidas, vestiu a braçadeira de capitão, recebendo a alcunha de "Capitão Goiano".
       Titular absoluto, Luiz Carlos Goiano foi fundamental no esquema montado por Felipão, que mesclava jovens jogadores da base com jogadores experientes. Era ótimo nas bolas paradas e cruzamentos, sendo um volante goleador. Formou, juntamente com Dinho, uma das mais seguras duplas de volantes da história do Grêmio.
       "Para ajudar o Dinho na marcação nós precisávamos de um jogador humilde, também um operário, como se dizia, mas que sabia chegar na frente, sabia fazer gols, que exercia liderança também. O Luiz Carlos Goiano se encaixou como uma luva naquela equipe. Não havia dois jogadores para a função que se completassem mais que Goiano e Dinho" (Cacalo).
       Disputou 14 Gre-Nais (3 vitórias, 5 empates e 6 derrotas). Com ele em campo, foram 13 gols a favor (1 marcado por ele num empate em 1x1 no Beira-Rio em 1996) e 18 gols sofridos. Estreou no Clássico em 2 de abril de 1995 (2x1 para o Inter no Beira-Rio em jogo válido pelo Campeonato Gaúcho) e seu último clássico e último jogo pelo Grêmio em 20 de novembro de 1999 (empate em 1x1 pela Seletiva da Libertadores, no Estádio Olímpico).
       Goiano foi homenageado pelo Grêmio, colocando seus pés na Calçada da Fama em 2017 (ano em que o Grêmio conquistou o Tri da Libertadores da América).
       Ao longo da sua carreira, Goiano passou por Atlético Goianiense, Novorizontino, São José-SP, Ponte Preta, Sport, São Paulo, Remo, Grêmio, Athletico Paranaense, Etti Jundiaí e América-MG (onde encerrou a carreira em 2003). Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, Goiano venceu a Libertadores, Recopa Sul Americana, Supercopa Sul-Americana e o Mundial de Clubes pelo São Paulo (todos em 1993), o Campeonato Paranaense em 2000 pelo Athletico, o Paulista-Série A2 e o Brasileiro Série C pelo Etti Jundiaí (ambos em 2001).
       Como técnico dirigiu em 2009, o Barueri desde a 32ª rodada do Brasileiro, em substituição a Diego Cerri que virou preparador físico. Depois passou pelo Mirassol.
       Atualmente, Goiano exerce o cargo de diretor de futebol no Grêmio Novorizontino.

Dinho

 
Dinho, volante multi-campeão pelo Tricolor na década de 90.


Edi Wilson José dos Santos
Nascimento: 15/10/1966
Neópolis-SE
Altura: 1,77m
Peso: 76kg
Posição: Volante
Estreia: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995)
Última partida: Fluminense 0x2 Grêmio (08/11/1997)
Jogos/gols: 149/25
Títulos: Libertadores da América e Campeonato Gaúcho (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e a Copa do Brasil (1997), este último de forma invicta.

       Iniciou sua carreira de atleta em 1985, no Confiança, clube da cidade de Aracaju. Em 1986, foi campeão sergipano e depois se transferiu para o Sport, onde sagrou-se campeão brasileiro em 1987 e campeão pernambucano em 1988 e 1990. 
       No início da década de 1990, atuou brevemente no futebol espanhol pelo time do Deportivo La Coruña. Em 1992, chegou ao São Paulo, clube em que conquistou dois títulos da Libertadores da América e dois Mundiais Interclubes, em 1992 e 1993. Segundo o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa, o volante disputou 113 jogos pelo time são-paulino e marcou 12 gols.
       Foi negociado com o Santos, em 1994. Após uma breve passagem, foi contratado pelo Grêmio no mesmo ano.
       O jogador se adaptou rapidamente ao clube gaúcho. No Tricolor, venceu a Libertadores da América e o Campeonato Gaúcho (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e a Copa do Brasil (1997), de forma invicta. Um fato interessante marcou sua passagem pelo clube: nos minutos finais da decisão contra a Portuguesa em 1996 o Grêmio vencia por 1x0 e precisava fazer o segundo gol para confirmar o título. Dinho chegou próximo ao técnico Luiz Felipe Scolari e pediu para ser substituído pelo Aílton. Felipão atendeu ao pedido, Aílton fez o gol e o Grêmio sagrou-se Bi-Campeão Brasileiro. Dinho também era conhecido como "O Cangaceiro dos Pampas", por causa de suas chegadas duras. É considerado pela maioria dos gremistas como um dos melhores jogadores que já passaram pelo Grêmio, sendo fundamental na conquista da Libertadores da América.  


       Em 1998, foi para o América Mineiro. Encerrou sua trajetória como jogador profissional no Novo Hamburgo, no ano de 2002.
       Após pendurar as chuteiras, não abandonou o futebol e virou treinador. Na temporada 2006 inicia como treinador, no Luverdense, equipe do Mato Grosso onde ficou até maio do mesmo ano.
       Em 2008, ele assumiu o comando das categorias de base do Grêmio de Porto Alegre.
Assim como seus ex-colegas de Grêmio Danrlei e Jardel, Dinho decidiu apostar na política. No pleito de 2012, tentou uma cadeira na Câmara Municipal de Porto Alegre, pelo DEM, não sendo eleito diretamente. Assumiu como suplente de vereador em julho de 2013, no lugar de Reginaldo Pujol, que tirou alguns dias de licença da Câmara para tratamento de saúde.
Em 2014, concorreu ao cargo de deputado estadual no Rio Grande do Sul, dessa vez pelo PRB mas  não foi eleito.
       Passado o pleito de 2014, assumiu uma vaga de vereador na Câmara de Porto Alegre, no lugar de Any Ortiz (PPS, partido da mesma coalizão do PRB), a qual foi eleita deputada estadual.
Retornou ao DEM para tentar a reeleição em 2016, no mesmo partido que o elegeu vereador em 2012.
       Dinho escolheu Capão da Canoa-RS para viver.

Emerson

 


Emerson Ferreira da Rosa
Nascimento: 04/04/1976
Pelotas-RS
Altura:1,82m
Peso: 74kg
Posição: Volante e Meia
Estreia: Esportivo 1x0 Grêmio (10/06/1993)
Última partida: Internacional 1x0 Grêmio (02/07/1997)
Jogos/gols: 160/25
Títulos: Copa do Brasil em 1994 e 1997 (ambas de forma invicta), Campeonato Gaúcho em 1995 e 1996, Libertadores da América em 1995, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (ambos em 1996). Também venceu a Copa Renner e o Troféu Agrupación de Peñas Valencianas (os dois títulos em 1996), totalizando 9 conquistas.

       Emerson surgiu como um ótimo meia (que também atuou como volante), habilidoso, extremamente técnico e versátil. Subiu da base do Grêmio em 1993. Seu primeiro jogo pelo Tricolor foi em 10/06/1993, Esportivo 1x0 Grêmio pelo Gauchão. No início de 1995 sofreu uma grave lesão que o afastou dos gramados por cerca de 8 meses. 
    Participou dos grandes títulos com o icônico time dirigido por Felipão. Venceu a Copa do Brasil em 1994 e 1997 (ambas de forma invicta), Campeonato Gaúcho em 1995 e 1996, Libertadores da América em 1995, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (ambos em 1996). Também venceu a Copa Renner e o Troféu Agrupación de Peñas Valencianas (os dois títulos em 1996), totalizando 9 conquistas. Jogou 160 jogos pelo Grêmio, marcando 25 gols.
       Emerson disputou 7 Gre-Nais (2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas). Foram 6 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 6 gols sofridos. Estreou no Clássico em 12/06/1994 e seu último Gre-Nal foi em 02/07/1997. Este foi seu último jogo com a camisa do Grêmio.


       Com a venda de Arílson para o Kaiserslautern, o garoto de 20 anos assumiu a meia e cresceu na campanha do Brasileirão de 1996. Teve papel fundamental na conquista tricolor, especialmente na reta final, como o homem incansável que também aparecia com força no apoio ao ataque. Balançou as redes cinco vezes, incluindo nas quartas de final contra o Palmeiras e nas semifinais diante do Goiás. Não à toa, atraiu o interesse do Bayer Leverkusen, vendido em 1997 e passou a frequentar as convocações da Seleção a partir de setembro daquele
       No Bayern ficou até 2000 quando foi para a Roma. No time italiano ficou até 2004, ano em que foi transferido para a Juventus. Na Juve jogou até 2006 e foi jogar no grandioso Real Madrid e em 2007 voltou para a Itália, porém para o Milan. Em 2009 voltou ao Brasil, mais precisamente para o Santos. Três meses depois, precisou fazer uma cirurgia e resolveu encerrar a carreira.
       Em 2012 Emerson foi auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo no Grêmio. Em 2015 Emerson retomou brevemente a carreira de jogador no Miami Dade, onde definitivamente parou de jogar e passou a ser diretor executivo do clube.
       Nos 12 anos em que permaneceu na Europa, Emerson conquistou a Serie A 2000-01 e a Supercopa da Itália de 2001 pela Roma. Pelo Real Madri foi campeão da La Liga em 2006-07. No Milan foi campeão da Supercopa da UEFA e do Mundial de Clubes (ambos em 2007).
       Pela Seleção Brasileira, Emerson jogou 75 partidas e marcou 6 gols. Seria o capitão da Seleção na Copa do Mundo de 2002, mas foi cortado por lesão. Disputou as Copas de 1998 e 2006. Conquistou a Copa América de 1999 e a Copa da Confederações FIFA de 2005. 
       O meia revelado pelo Grêmio acabou recuado com o tempo, mas manteve a qualidade técnica. Se não usava mais sua habilidade para criar chances no ataque, o mantinha para garantir uma ótima saída de bola e realizar desarmes limpos. Assim, se tornou um dos melhores de sua posição.
       Emerson aplicou parte do que ganhou enquanto esteve nos gramados em imóveis, nas cidades de Roma, Porto Alegre e Pelotas. Abriu o Centro de Treinamento do Emerson, no bairro Fragatas, em Pelotas. Em 2010, durante a Copa do Mundo da África do Sul, foi um dos comentaristas da Rede Bandeirantes de Televisão, trabalhando no programa criado pela emissora do Morumbi, o Band Mania, apresentado por Milton Neves. Emerson participou da atração dividindo a bancada com Denílson (ex-São Paulo e Bétis da Espanha) e Vampeta.  O mais quieto dos três ex-jogadores, Emerson ganhou até uma vinheta no programa: "Deixa o Emerson falar!!!"
       Desde 2011, o Puma, como Emerson ficou conhecido, está na Calçada da Fama do Grêmio, na Esplanada da Arena.
       Atualmente Emerson tem uma agência de consultoria para atletas.

Pingo

 

Pingo, liderança e qualidade no Bicampeonato da Copa do Brasil


Luís Roberto Magalhães
Nascimento: 14/02/1968
Joinville-SC
Altura: 1,78 m
Peso: 75 kg
Posição: Volante
Estreia: Beira-Mar (Tramandaí) 0x6 Grêmio (13/02/1993)
Última partida: Grêmio 4x3 sobre o Santa Cruz-RS (11/12/1994) 
Jogos/gols: 135/5
Títulos: Campeonato Gaúcho (1993) e Copa do Brasil-Invicto (1994)

       Pingo foi um ótimo volante que aliava força, liderança e qualidade. Se profissionalizou em 1986 no Joinville. Passou por São José-SP e Botafogo até chegar no Grêmio em 1993. Seu primeiro jogo foi contra o Beira-Mar (de Tramandaí-RS) no dia 13/02/1993, quando o Tricolor aplicou 6x0 no amisto realizado no Litoral Gaúcho. Neste jogo Pingo fez seu primeiro gol, aos 49 minutos do primeiro tempo. Conquistou o Campeonato Gaúcho de 1993 e a Copa do Brasil de 1994 sendo capitão e liderança da equipe. 
       Disputou 135 jogos e marcou 5 gols pelo Grêmio. Pingo teve grande importância também fora de campo em 1994. O Grêmio passava por dificuldades financeiras e ocorreu de o Pingo permitir o atraso dos seus salários por alguns meses para pagar outros jogadores e com isto evitar uma possível crise dentro do grupo.  Disputou 4 Gre-Nais com 1 vitória, 2 empates e 1 derrota, foram 2 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 2 gols sofridos. Estreou no Clássico em 27/06/1993 com vitória do Grêmio no Beira-Rio e seu último clássico foi em 16/10/1994 no empate em 1x1 no Estádio Olímpico. 
       Sua última partida pelo Grêmio foi em 11/12/1994 na vitória do Grêmio por 4x3 sobre o Santa Cruz, no dia histórico em que o Grêmio foi obrigado a jogar 3 partidas em só dia para cumprir a tabela do Campeonato Gaúcho daquele ano.


       Após sua saída do Tricolor, Pingo jogou por diversos clubes (Cruzeiro, Flamengo, Botafogo, Corinthians, Paraná, Corinthians, Athletico Paranaense, Joinville, Sporting Cristal, Londrina, Marcílio Dias-SC e Atlético de Ibirama-SC onde encerrou sua carreira de jogador em 2006).
       Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, foi Campeão Catarinense pelo Joinville em 1987. Pelo Botafogo foi Campeão Carioca (1997) e Rio-São Paulo (1998), Campeão Carioca e da Copa Ouro pelo Flamengo (1996), Campeão Paulista pelo Corinthians (1999) e pelo Vitória foi Campeão Baiano em 2000. 
       Após encerrar sua carreira como jogador, Pingo tornou-se treinador. Seu primeiro clube foi o Juventus de Jaraguá-SC em 2010. De lá pra cá, dirigiu mais de 10 clubes, entre eles o Caxias-RS, o Joinville, o São José-RS e o Marcílio Dias em 2022. 
       Como técnico, foi Campeão da Copa Santa Catarina de 2018 pelo Brusque.
       Em 2024 Pingo foi técnico do São José-RS, porém foi demitido do clube em julho.

Jamir


 
Jamir Adriano Paz Gomes
Nascimento: 13/05/1972
Uruguaiana-RS
Posição: Volante
Altura: 1,80 m
Peso: 77 kg
Estreia: Fluminense-BA 0x1 Grêmio (13/03/1991)
Última partida: Grêmio 1 x 4 Internacional  (17/12/1994)
Jogos/Gols: 146/4
Títulos: Campeonato Gaúcho (1990 e 1993) e Copa do Brasil - Invicto (1994).

    Jamir foi um volante que fez carreira destacada no Grêmio e passou por diversos clubes no Bras
Iniciou a formação nas categorias de base do São José, em 1986, antes de chegar ao Grêmio em 1990. Pelo Tricolor, fez parte do grupo que foi campeão gaúcho em 1990. Já como titular, foi campeão gaúcho novamente em 1993, além de conquistar a Copa do Brasil de 1994 de forma invicta, firmando-se como volante de confiança no elenco.​
    No clássico Gre-Nal, Jamir disputou 5 partidas oficiais, com 2 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Com ele em campo, o time marcou 4 gols e sofreu 6, estreando no clássico em 22 de setembro de 1991, com vitória por 2 a 1, e fazendo seu último Gre-Nal em 17 de dezembro de 1994, em derrota por 4 a 1, ambos no Estádio Olímpico.​
    Depois da passagem pelo Grêmio, Jamir defendeu Botafogo-SP, Benfica, Flamengo, Alverca, Coronel Bolognesi, São Gabriel FC, Vasco, Portuguesa, Portuguesa Santista, Brasiliense, CRB e retornou ao São José, onde encerrou a carreira como jogador. Nessa trajetória, acumulou experiências em diferentes centros, alternando passagens pelo futebol brasileiro e por ligas estrangeiras.​
    Além dos títulos conquistados com o Grêmio, teve conquistas importantes em outros clubes. No Botafogo, integrou o elenco campeão brasileiro de 1995 e vencedor da Taça Cidade Maravilhosa de 1996, enquanto no Flamengo participou das conquistas da Copa dos Campeões Mundiais de 1997 e do Torneio Quadrangular de Brasília no mesmo ano.​
    Após deixar os gramados em 2005, Jamir montou uma empresa voltada à área de design gráfico, migrando para o ramo criativo e empresarial. Também passou a frequentar a faculdade de Educação Física, mantendo vínculo com o esporte por meio da formação acadêmica e de projetos ligados ao futebol.





Jandir


Jandir Bugs
Nascimento: 09/01/1961
Tenente Portela-RS
Altura: 1,75 m
Peso: 76 kg
Posição: Volante
Estreia: Glória 1x2 Grêmio (30/04/1989)
Última partida: Internacional 0x0 Grêmio (23/12/1992)
Jogos/gols: 160/7
Títulos: Campeonato Gaúcho (1989 e 1990). Supercopa do Brasil (1990) e Copa do Brasil - Invicto (1989).

    Revelado nas categorias de base do Internacional como meia habilidoso, Jandir rapidamente chamou atenção pela combinação pouco comum entre qualidade técnica e potência física. Raçudo, excelente marcador e protetor da zaga, ele se transformaria em um volante moderno para a sua época, daqueles que desarmam e sabem jogar com a bola nos pés. Ainda jovem, deixou Porto Alegre rumo ao Rio de Janeiro, onde sua carreira ganharia projeção nacional.
    Em 1982, Jandir foi contratado pelo Fluminense e, nas Laranjeiras, consolidou-se como um dos grandes volantes do futebol brasileiro em meados dos anos 1980. Entre 1984 e 1985, ganhou espaço a ponto de ser convocado para a Seleção Brasileira, coroando a fase técnica e física que vivia. Pelo clube carioca, empilhou conquistas: foi tricampeão carioca em 1983, 1984 e 1985, além de campeão brasileiro em 1984, integrando uma geração marcante do Tricolor das Laranjeiras.
    Em 1989 Jandir acertou com o Grêmio. Em Porto Alegre, trocou o lado da rivalidade e venceu títulos relevantes: conquistou a Copa do Brasil de 1989 de forma invicta, a Supercopa do Brasil em 1990 e os Campeonatos Gaúchos de 1989 e 1990, sendo peça importante na proteção da defesa gremista. 
    Disputou 16 Gre-Nais pelo Grêmio (6 vitórias, 7 empates e 3 derrotas), com aproveitamento de 52.08%. Com ele em campo, foram 17 gols a favor (2 marcados por ele) e 10 gols sofridos. Estreou no Clássico pelo Grêmio em 28 de maio de 1989 (3x1 para o Grêmio no Beira-Rio). Logo na sua estreia Jandir marcou contra o clube da sua juventude. Seu segundo gol pelo Grêmio em Gre-Nais foi em 14 de junho de 1992 na vitória por 2x0 no Estádio Olímpico pela Taça RBS, numa série de 3 partidas contra o Interncional (os outros 2 jogos foram 0x0, um no Beira-Rio, outro em Erechim. Seu último clássico foi em 23 de dezembro de 1992 (0x0 no Beira-Rio).
    No ano de 1993 foi para o Internacional e, no ano seguinte, retornou ao Fluminense. Encerraria a carreira em 1996, defendendo o Tubarão-SC. Hoje radicado em Porto Alegre, Jandir segue ligado ao futebol, trabalhando na revelação de jovens atletas e transmitindo a nova geração a mesma entrega que marcou sua trajetória em campo.
     Fez 4 jogos pela Seleção Brasileira entre 1984 e 1985 contra Argentina, Uruguai, Colômbia e Chile, todos eles jogos amistosos.



João Antônio



João Antônio de Oliveira Martíns
Nascimento: (14/06/1966)
Porto Alegre-RS
Posição: Volante
Altura: 1,72 m
Peso: 69 kg
Estreia: Grêmio 2x1 Pelotas (30/08/1984)
Última partida: Grêmio 1x1 Internacional (29/06/1997)
Jogos/gols: 210/6
Títulos: Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil de Futebol (1997), Recopa Sul-Americana (1996), Supercopa do Brasil (1990), Campeonato Gaúcho (1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990 e 1996) e Philips Cup (1986).

    João Antônio iniciou sua promissora carreira nas categorias de base do Grêmio em 1984. Meio-campista de talento, rapidamente se destacou e ascendeu ao time principal.
Sua passagem pelo Grêmio foi marcada por mais de 10 títulos, solidificando seu nome na história do clube. Entre os momentos memoráveis, destaca-se o gol que abriu o caminho para a vitória por 2x1 sobre o Borussia Mönchengladbach em 10 de agosto de 1986, garantindo a Philips Cup para o Tricolor. Anos depois, em 1997, João Antônio foi novamente decisivo, marcando o primeiro gol do Grêmio no empate em 2x2 com o Flamengo, no Maracanã, um resultado que selou o tricampeonato invicto da Copa do Brasil para o time gaúcho.
    Disputou 11 Gre-Nais pelo Grêmio. Nestes confrontos, registrou 5 vitórias, 5 empates e apenas 1 derrota, ostentando um aproveitamento de 60.61%. Sua presença em campo durante esses embates viu o Grêmio marcar 13 gols e sofrer 7. Sua estreia no clássico ocorreu em 20 de outubro de 1985 (derrota por 2x0 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 29 de junho de 1997 (1x1 no Estádio Olímpico).
    Além do Grêmio, João Antônio defendeu as cores de diversos outros clubes, como Grêmio Maringá, Athletico Paranaense, Bahia, Mogi Mirim, Internacional, Figueirense e Joinville.
Após pendurar as chuteiras em 2000, no América de São José do Rio Preto, João Antônio buscou novos horizontes. Dedicou-se à faculdade de Educação Física e, embora tenha experimentado a carreira de empresário, percebeu que sua verdadeira paixão ainda estava ligada ao esporte.
    Em 2005, o Grêmio o chamou de volta, dessa vez para atuar nas categorias de base como "treinador de fundamentos", compartilhando sua vasta experiência com as novas gerações.
Em 12 de maio de 2010, o "Mestre João" retornou ao Grêmio em uma nova função, assumindo como auxiliar-técnico de seu ex-companheiro de Seleção Sub-20, Silas. 
    Atualmente, João Antônio exerce o cargo de Coordenador Técnico do Grêmio.



 

China


Henrique Valmir da Conceição
Nascimento: 13/09/1959
Espumoso-RS
Altura: 1,84 m
Peso: 75 kg
Posição: Volante
Estreia: Grêmio 4x0 Guarani (Campinas) (12/02/1980)
Última partida: Cerro Porteño 0x0 Grêmio (29/11/1987)
Jogos/gols: 381/27
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial de Clubes (1983),
Campeonato Brasileiro (1981), Campeonato Gaúcho (1985, 1986 e 1987),
Troféu Torre del Vigia (1981), Copa Los Angeles (1983),  Trofeo Internacional Ciudad de Palma (1985), Torneio de Roterdã (1985), Philips Cup Eindhoven (1986) e Torneio de Berna (1987), totalizando 12 conquistas. 

    China é considerado um dos maiores volantes da história do Grêmio. Reconhecido por sua polivalência, disciplina tática, raça e notável qualidade defensiva, destacou-se como ídolo e titular absoluto nas conquistas mais importantes do clube: o Campeonato Brasileiro de 1981, a Libertadores da América e o Mundial de Clubes de 1983. 
    O volante também exercia liderança, o que lhe rendeu a faixa de capitão em diversos jogos, inclusive em conquistas de torneios que o Grêmio conquistou nos Estados Unidos e na Europa.
    Durante sua trajetória no Grêmio, China disputou 24 clássicos Gre-Nais, conquistando 10 vitórias, 9 empates e sofrendo apenas 5 derrotas, atingindo um aproveitamento de 54,17%. Com ele em campo, o Tricolor marcou 30 gols — sendo três anotados pelo próprio volante — e sofreu 25. Sua estreia no tradicional clássico aconteceu em 26/07/1981, no empate sem gols no Estádio Olímpico Monumental, e sua última participação foi na vitória por 3x2, também no Olímpico, em 19/07/1987.
    Além do sucesso pelo Grêmio, China construiu uma carreira internacional atuando em Portugal pelos clubes Penafiel, Beira-Mar e Leixões. No Brasil, defendeu equipes como o 14 de Julho (Passo Fundo), Chapecoense, Vasco, Noroeste, Sport, Passo Fundo, Sãocarlense e Santo André — sendo nesse último que encerrou sua carreira em 1994. No auge de sua fase gremista, foi convocado e disputou 5 partidas pela Seleção Brasileira em 1983.
    Após pendurar as chuteiras, China seguiu ligado ao futebol, atuando como treinador e empresário do ramo esportivo. Sua trajetória marcante e a dedicação demonstrada ao longo dos quase 400 jogos pelo Grêmio o eternizaram na Calçada da Fama do clube em 2005. Ele permanece como referência de liderança, entrega e conquistas.