Goiano

 



Luiz Carlos Vaz da Silva
Nascimento: 31/08/1968
Santa Bárbara de Goiás-GO
Peso: 75kg
Altura: 1,78m
Posição: Volante
Estreia: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995)
Última partida: Grêmio 1x1 Internacional (20/11/1999)
Jogos/gols: 287/30
Títulos: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil (1997), Copa Sul e Campeonato Gaúcho (1999). Conquistou ainda os seguintes torneios internacionais: Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996), Troféu Colombino (1997), Copa Ano Novo e Taça Hang Ching (1998), num total de 14 títulos.

       Em 1990, ajudou o Novorizontino a ser vice-campeão estadual. A equipe do interior paulista, então dirigido pelo técnico Nelsinho Baptista, perdeu a final para o Bragantino, de Luxemburgo. Após rodar por alguns clubes e ser Campeão Mundial pelo São Paulo em 1993, Goiano chegou ao Grêmio no dia 22 de janeiro de 1995. Ainda no Novorizontino, antes de transferir-se para o São Paulo, criara forte vínculo com o preparador físico Darlan Schneider, "parceiro de chimarrão e churrasco". Mais de uma vez, o sobrinho de Felipão sugeriu ao tio que levasse o volante para o Olímpico.
       A chance da contratação se abriu no final de 1994. Emprestado pelo Novorizontino ao Remo no segundo semestre, para tentar evitar o rebaixamento do clube paraense no Brasileiro, o que não foi possível, Goiano recebeu um telefonema do então supervisor Antônio Carlos Verardi, portador de uma proposta do Grêmio.
       Desembarcou num domingo e seu primeiro treino, no dia seguinte, foi uma corrida de 3,2 mil metros no Gasômetro. Como havia chegado de viagem na véspera, Goiano ouviu do preparador Paulo Paixão que não estava obrigado a participar do teste. Não só recusou a cortesia como, já nas primeiras voltas, alcançou Arílson e Alexandre Xoxó, que puxavam a fila. Percebeu que ainda lhe sobrava fôlego, acelerou a passada, ultrapassou os dois e terminou a maratona em primeiro. – Só ouvi os caras falando: pô, contrataram um cavalo! Aquela foi minha porta de entrada. Dá pra dizer que virei uma liderança física – diz o atual diretor de futebol remunerado do Novorizontino.
        Seu primeiro jogo pelo Grêmio foi Grêmio 4x0 Esportivo em 01/02/1995 no Olímpico. Goiano conquistou incríveis 14 títulos com a camisa do Grêmio: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil (1997), Copa Sul e Campeonato Gaúcho (1999). Conquistou ainda os seguintes torneios internacionais: Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996), Troféu Colombino (1997), Copa Ano Novo e Taça Hang Ching (1998).

       A final da Libertadores de 1995 foi disputada no dia 30 de agosto, quando a decisão acabou, no horário brasileiro já era dia 31 de agosto, justamente o dia de aniversário de Goiano, que pôde celebrar em dobro, pelo título e por mais um ano de vida.
       Goiano foi Bola de Prata em 1996, em reconhecimento a ótima temporada que fez defendendo as cores do Grêmio. Nas cinco temporadas em que jogou pelo Imortal Tricolor, jogou 287 partidas e marcou 30 gols. Em muitas dessas partidas, vestiu a braçadeira de capitão, recebendo a alcunha de "Capitão Goiano".
       Titular absoluto, Luiz Carlos Goiano foi fundamental no esquema montado por Felipão, que mesclava jovens jogadores da base com jogadores experientes. Era ótimo nas bolas paradas e cruzamentos, sendo um volante goleador. Formou, juntamente com Dinho, uma das mais seguras duplas de volantes da história do Grêmio.
       "Para ajudar o Dinho na marcação nós precisávamos de um jogador humilde, também um operário, como se dizia, mas que sabia chegar na frente, sabia fazer gols, que exercia liderança também. O Luiz Carlos Goiano se encaixou como uma luva naquela equipe. Não havia dois jogadores para a função que se completassem mais que Goiano e Dinho" (Cacalo).
       Disputou 14 Gre-Nais (3 vitórias, 5 empates e 6 derrotas). Com ele em campo, foram 13 gols a favor (1 marcado por ele num empate em 1x1 no Beira-Rio em 1996) e 18 gols sofridos. Estreou no Clássico em 2 de abril de 1995 (2x1 para o Inter no Beira-Rio em jogo válido pelo Campeonato Gaúcho) e seu último clássico e último jogo pelo Grêmio em 20 de novembro de 1999 (empate em 1x1 pela Seletiva da Libertadores, no Estádio Olímpico).
       Goiano foi homenageado pelo Grêmio, colocando seus pés na Calçada da Fama em 2017 (ano em que o Grêmio conquistou o Tri da Libertadores da América).
       Ao longo da sua carreira, Goiano passou por Atlético Goianiense, Novorizontino, São José-SP, Ponte Preta, Sport, São Paulo, Remo, Grêmio, Athletico Paranaense, Etti Jundiaí e América-MG (onde encerrou a carreira em 2003). Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, Goiano venceu a Libertadores, Recopa Sul Americana, Supercopa Sul-Americana e o Mundial de Clubes pelo São Paulo (todos em 1993), o Campeonato Paranaense em 2000 pelo Athletico, o Paulista-Série A2 e o Brasileiro Série C pelo Etti Jundiaí (ambos em 2001).
       Como técnico dirigiu em 2009, o Barueri desde a 32ª rodada do Brasileiro, em substituição a Diego Cerri que virou preparador físico. Depois passou pelo Mirassol.
       Atualmente, Goiano exerce o cargo de diretor de futebol no Grêmio Novorizontino.

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