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Paulo César Magalhães

 

Paulo César Magalhães
Nascimento: 27/03/1963
Santana do Livramento-RS
Posição: Lateral esquerdo
Altura: 1,80 m
Peso: 76 kg
Estreia: Inter-SM 3x1 Grêmio (08/11/1981)
Última partida: Guarany (Cruz Alta) 0x3 Grêmio (14/07/1985)
Jogos/gols: 158/3
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial (1983)

    Paulo César, lateral esquerdo seguro e de apoio preciso ao ataque, iniciou sua trajetória no Grêmio em 1976, quando chegou para realizar testes na equipe infantil do clube. Sua habilidade e regularidade o levaram a ser presença constante nas seleções brasileiras de base.
    No Grêmio, viveu seu período mais marcante no ano de 1983. Foi fundamental nas grandes conquistas internacionais do clube, tornando-se Campeão da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Estes títulos colocaram Paulo César na história do Tricolor Gaúcho como um dos integrantes das equipes mais vitoriosas do clube.


    Durante sua passagem, disputou 7 Gre-Nais pelo Grêmio, com 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, alcançando um aproveitamento de 42,86% nos clássicos contra o Internacional. Enquanto esteve em campo nesses confrontos, o Grêmio marcou 9 gols (sendo 1 dele) e sofreu 8. Sua estreia em Gre-Nal pelo clube aconteceu em 29/11/1981, no empate em 1x1 no Estádio Olímpico, e o último clássico foi em 23/09/1984, na derrota por 2x0, também no Olímpico.
    Após deixar o Grêmio, Paulo César seguiu a carreira em clubes de destaque como Vasco da Gama, Internacional, XV de Jaú, Vitória, Remo, Goiás, Goiânia, Concórdia, Juventus-SC, São Paulo-RS, XV de Novembro de Campo Bom-RS e Novo Hamburgo — este último sendo o clube onde encerrou sua trajetória como jogador.
    Depois de pendurar as chuteiras, Paulo César se dedicou à função de técnico e dirigente, atuando principalmente no Cerâmica de Gravataí-RS.
    Pela representatividade e conquistas históricas, Paulo César foi eternizado na Calçada da Fama do Grêmio, uma homenagem ao legado que deixou no clube e à torcida tricolor.



Tonho



Antônio José Gil
Nascimento: 28/08/1957 
Criciúma-SC
Posição: Atacante
Altura: 1,75 m
Peso: 74 kg
Estreia: São Borja 0 x 0 Grêmio (27/09/1981)
Última partida: América-MEX 2 x 2 Grêmio (13/12/1983)
Jogos/Gols: 106/9
Títulos: Copa Libertadores da América e Mundial de Clubes e Copa Los Angeles (1983).


    Tonho começou a carreira na base do Figueirense, chegou ao Internacional ainda como juvenil.
Em 1978 foi Campeão da Copa São Paulo de Juniores. Chamou a atenção do maior rival, o Grêmio, que o contrataria pouco depois para um dos períodos mais importantes de sua trajetória.
    Em 1982, pelas quartas de final (jogo de volta) do Campeonato Brasileiro, Tonho marcou um lindo gol de fora da área, pegando um rebote e encobrindo o goleiro Paulo Victor.
No primeiro jogo das finais do Campeonato Brasileiro, diante de 138 mil pessoas no Maracanã Tonho marcou o gol de empate em 1x1 diante do Flamengo após Paulo Isidoro invadir a área pela esquerda, chutar forte e Raul dar rebote para o meio da área, quando Tonho chutou para marcar o gol, abrindo o placar (posteriormente Zico empataria o jogo).
    No Grêmio, Tonho viveu o auge da carreira conquistando a Libertadores da América e integrando o elenco que conquistou o Mundial Interclubes de 1983. Dois dias depois da conquista do Mundial, Tonho foi titular na conquista do Grêmio contra o América do México pela Copa Los Angeles. O jogo terminou empatado em 2x2 e nos pênaltis o Grêmio venceu por 4x3 apensar de Tonho ter perdido a penalidade.
    O bom rendimento em clubes o levou à Seleção Brasileira Olímpica, na qual participou da campanha que resultou na medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.          Naquele torneio, Tonho esteve presente em todos os seis jogos da equipe, fazendo parte de um grupo que revelou nomes importantes do futebol brasileiro, como Dunga e Mauro Galvão.
Disputou 4 Gre-Nais pelo Grêmio (nenhuma vitória, 2 empates e 2 derrotas). Com ele em campo, foram 3 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 6 gols sofridos. Estreou no Grenal pelo Grêmio em 29 de novembro de 1981 (1x1 no Olímpico) e seu último clássico foi em 27 de novembro de 1983 (2x2 no Beira-Rio).
    Além das conquistas no Grêmio, venceu diversos títulos ao longo da carreira. Com o Internacional, foi Campeão Brasileiro de 1979 e Vice Campeão da Libertadores de 1980.
Com o Operário, foi Campeão Sul Matogrossense em 1981.
    Em 1984 enquanto era jogador do Aimoré, defendeu a Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Los Angeles, levou para casa a medalha de prata. Com a Inter de Limeira, foi Campeão Paulista em 1986.
    Ajudou o São José a subir para a primeira divisão do Paulistão em 1987. Seu último clube foi o São José de Cachoeira-RS, em 1993. Após encerrar a carreira tornou-se treinador, função que ainda exerce.
    Em 1992, já aposentado dos gramados, Tonho ingressou na carreira de treinador, assumindo o comando do São José, de Porto Alegre, no futebol gaúcho. Depois trabalhou em categorias de base e como auxiliar técnico do Grêmio, até consolidar-se como técnico principal em diferentes clubes, com passagens marcantes sobretudo em equipes de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
    Tonho pertence a uma família profundamente ligada ao futebol, sendo irmão dos também ex-jogadores profissionais Sérgio Gil e Almir. Sérgio Gil, que tinha carreira promissora, faleceu precocemente em um acidente de carro em 1989, fato que marcou a família, enquanto Almir também construiu trajetória respeitada em clubes importantes do país.




Paulo Roberto

 

Lateral Campeão Brasileiro, da América e do Mundo.


Paulo Roberto Curtis Costa
27/01/1962
Viamão
Altura: 1,82m
Peso: 75kg
Posição: Lateral-direito
Estreia: Grêmio 1x0 São Paulo (21/03/1981)
Última partida: América-MEX 2x2 Grêmio (13/12/1983)
Jogos/gols: 131/3
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981), Taça Libertadores da América e Campeão do Mundo (1983).

       Paulo Roberto foi descoberto pelo seu Antomar (diretor da base do Grêmio) num jogo em que o juvenil do Grêmio enfrentou o Tamoio Futebol clube, time amador de Viamão (onde seu pai era o presidente e tinha como técnico o sr. Marçal). Neste jogo, ele atuou no meio campo e chegou a fazer um gol no juvenil do Grêmio. Após esta partida, Paulo Roberto foi para o Tricolor.
       O Coelhinho, como era chamado carinhosamente, tinha um ótimo chute de longa distância, fazendo lindos gols desta forma ao longo da carreira.
       Sua estreia no Grêmio foi no dia 21/03/1981 na vitória de 1x0 contra o São Paulo no Estádio Olímpico. Dois meses depois foi campeão do Campeonato Brasileiro de 1981 aos 19 anos, participando da jogada em que Baltazar fez o gol do título contra o São Paulo em pleno Morumbi. 
       Em 1983, com 21 anos, foi Campeão da Libertadores e Campeão do Mundo em Tóquio.
       Pelo Grêmio jogou 131 partidas, marcando 3 gols. Disputou 8 Gre-Nais (1 vitória, 4 empates e 3 derrotas).   Seu  primeiro  clássico  foi  em  26  de  julho  de  1981  (0x0)  e  seu  último  foi  em  2 de outubro de 1983  (1x1).   A última partida de  Paulo  Roberto  vestindo a camisa do Grêmio foi América-MEX 2x2 Grêmio no dia 13/12/1983.

Campeonato Brasileiro de 1981, o primeiro título de Paulo Roberto pelo Grêmio.

       Em 1984 foi para o São Paulo, e depois para o Santos. Paulo Roberto acertou em 1986 com o Vasco. Em sua passagem pelo futebol do Rio de Janeiro, o lateral foi campeão do estadual em 1987 e 1988 e também do torneio Ramón de Carranza. Foi para o Botafogo em 1989, onde novamente foi campeão carioca, em 1990. Foi no Vasco que Paulo Roberto mais atuou em sua carreira (209 jogos). No entanto o clube em que ele mais marcou gols foi no Fluminense (17 gols). 
       Deixou o Botafogo ao final de 1991 para ir para o Cruzeiro. Paulo Roberto venceu a Supercopa Libertadores em 1992, a Copa do Brasil de 1993 e o Campeonato Mineiro em 1992 e 1994 pelo time azul, inclusive sendo capitão da equipe. Ainda em 1994 passou pelo Corinthians. Em 1995, transferiu-se para o Atlético Mineiro vencendo o estadual.
       Paulo Roberto jogou pelo Fluminense em 1996 e 1997. Atuou pelo Cerro Porteño do Paraguai em 1998 e Canoas Sport Club (RS) no ano 2000, quando encerrou sua carreira.
       O lateral é considerado o jogador que jogou no maior número dos grandes clubes brasileiros, são 9 ao total. Em toda a carreira, Paulo Roberto jogou 782 jogos e e marcando 57 gols, um ótimo número de gols para um jogador de defesa.
       O jornalista esportivo Deni Menezes, sempre que se referia a ele o tratava como “o lateral do cruzamento certo”. A precisão de Paulo Roberto era realmente impressionante! Quando chegava ao bico da pequena área a chance de gol era gigante. Mas essa qualidade não era por acaso. Valdir Espinosa contava que ele treinava essa jogada com exaustão e também estava sempre aprimorando o seu condicionamento físico. Hoje os laterais quase não chegam à linha de fundo, mas até o final da década de 90 isso era uma característica da época.

Fez 7 jogos pela Seleção Brasileira principal.

Atualmente mora em Porto Alegre e é empresário de futebol.


De León

 
Hugo de León, o símbolo da raça gremista


Hugo Eduardo de León Rodríguez
Nascimento: Data de Nascimento: 27/02/1958
Rivera - Uruguai
Altura: 1,86m 
Peso: 81kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Grêmio 2 x 1 Galícia - 21/01/1981
Última partida: Internacional 2 x 0 Grêmio - 25/11/1984
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981), Libertadores da América e Campeão do Mundo (1983)

       Hugo de León foi revelado pelo Nacional de Montevidéu, e aos 17 anos já era capitão do time. Foi uns dos mais vitoriosos zagueiros do futebol sul-americano. Pelo Nacional foi três vezes campeão uruguaio (1977, 1980 e 1992), Duas vezes Campeão da Copa Libertadores da América (1980 e 1988) e duas vezes do Mundial de Clubes (1980 e 1988). Também venceu a Recopa Sul-Americana de 1989.

       Contratado pelo Grêmio em 1980, no ano seguinte foi Campeão Brasileiro. Já em 1983, sagrou-se novamente campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes, mas dessa vez pelo Imortal Tricolor. Como capitão do time, foi o responsável por erguer a taça da América pela primeira vez com as cores do Grêmio e se eternizou por fazê-lo com sangue no rosto. Ao todo, realizou 242 jogos pelo clube gaúcho entre 1981 e 84.
       Formou ao lado de Baideck a zaga que conquistou o Brasil, a América e o Mundo para o Grêmio. Uma dupla que reunia características marcantes na história do clube: a força e a raça.


       Na sua carreira como técnico, passou pelo Fluminense em 1997. Foi três vezes campeão uruguaio com o Nacional (1998, 2000 e 2001) e e2005, chegou a treinar o Grêmio durante o Campeonato Gaúcho, mas foi demitido. Para seu lugar entrou Mano Menezes. Frequentemente De León é citado como o maior zagueiro da história do Grêmio, numa concorrência com Ancheta, Airton Pavilhão, Adilson, Geromel e Kannemann.
       Hugo de León jogou em outros grandes times após sua passagem extraordinária pelo Nacional pelo Grêmio. O zagueiro também fez parte dos elencos do Corinthians, Santos, Logroñés da Espanha, River Plate, Botafogo e Toshiba do Japão. Uma curiosidade: Foi contratado pelo Corinthians em 1985 por 1 bilhão e 725 milhões de cruzeiros, na época a contratação mais cara da história do futebol brasileiro. 
Atuando pelo River Plate foi bi-campeão argentino (1989 e 1990).
       Pela Seleção Uruguaia, ganhou o Campeonato Sul-Americano Sub-20 em 1977 e o Mundialito de futebol de 1980. Inclusive De León ergueu o troféu vestindo a camisa tricolor do Grêmio. Disputou sua única Copa do Mundo em 1990, aos 32 anos, sendo um dos 22 convocados por Óscar Tabárez para a competição realizada na Itália.