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Victor

 

Victor, um dos melhores goleiros do Grêmio pós-Danrlei



Victor Leandro Bagy
Nascimento: 21/01/1983
Santo Anastácio-SP
Altura:1,93m
Peso: 84kg
Posição: Goleiro
Estreia: Grêmio 3x0 XV de Novembro-RS (19/01/2008)
Última partida: Internacional 2x1 Grêmio (29/04/2012) 
Jogos/gols: 263/-285 (12 pênaltis defendidos. Em 90 jogos não sofreu gol. Em 2008 passou 505 minutos sem levar gols).
Títulos: Campeonato Gaúcho (2010)

       Victor foi um ótimo goleiro, muito seguro, de altura avantajada e firme nas defesas. Começou sua carreira profissional no Paulista de Jundiaí em 2001, onde venceu o Campeonato Paulista de 2002 e a Copa do Brasil de 2005 e permaneceu até 2007. No ano de 2008 chegou no Grêmio e permaneceu até 2012. Estreou em 19/01/2008 na vitória do Grêmio sobre o XV de Novembro-RS por 3x0. Apesar de jogar por quase 5 anos no clube venceu apenas 1 título: o Campeonato Gaúcho de 2010. Victor jogou 263 partidas pelo clube e sofreu 285 gols. Um dado interessante: durante estas 263 partidas, em 90 delas Victor não levou gols.
       Em 2008 Victor passou 505 minutos sem levar gols. Na história do Grêmio ele é o terceiro colocado atrás apenas de Marcelo Grohe e Picasso. Esses números demonstram a qualidade e segurança que o goleiro trazia à equipe. Ainda em 2008, Victor foi o goleiro da melhor campanha do primeiro turno, protagonizada pelo Grêmio. Infelizmente, ao final do campeonato o Tricolor deixou o título escapar para o São Paulo após liderar o campeonato por diversas rodadas. Apesar dos bons números individuais do goleiro, nos Gre-Nais seu retrospecto não foi bom. Participou de 18 clássicos. Venceu 4, empatou 4 e perdeu 10 jogos.
      Em 2009, o Grêmio fez a melhor campanha entre todos os 32 clubes na primeira fase da Libertadores da América. O Grêmio foi eliminado pelo Cruzeiro somente nas semifinais, porém sem o goleiro Victor que estava a serviço da Seleção Brasileira para a disputa e conquista da Copa das Confederações.
       Vestindo a camisa do Grêmio Victor recebeu os seguintes prêmios individuais: Melhor Goleiro do Campeonato Gaúcho em 2009 e 2010. Bola de Prata da Revista Placar do Campeonato Brasileiro em 2009. Prêmio Craque do Brasileirão-Melhor goleiro em 2008 e 2009.
       Sua última partida pelo Grêmio foi na vitória sobre o Flamengo por 2x0 em 24/06/2012.


       Após atuar pelo Grêmio, Victor viveu seu maior momento na carreira jogando pelo Atlético-MG, quando em 2013 foi Campeão da Libertadores da América. Pelo Galo venceu também o Campeonato Mineiro em 2013, 2015, 2017, 2020 e 2021. A Recopa Sul-Americana e a Copa do Brasil (ambos em 2014). Suas premiações individuais pelo Atlético-MG são: Melhor Goleiro da Copa Libertadores da América (2013), Melhor Goleiro da Copa do Brasil (2014) e Melhor Goleiro da Copa do Brasil (2016). Victor tem 421 jogos com a camisa do Atlético-MG e está entre os 10 jogadores que mais jogaram pelo Galo.
       Após encerrar sua carreira de jogador, Victor assumiu como Gerente do Futebol e venceu o Campeonato Mineiro em 2021, 2022 e 2023. Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil de 2021 e a Supercopa do Brasil em 2022 confirmando sua fama de vitorioso em Belo Horizonte dentro e fora das 4 linhas.
       Pela Seleção Brasileira, Victor atuou 6 vezes e foi Campeão da Copa das Confederações de 2009. Foi convocado para a Copa do Mundo de 2014. Com a camisa Canarinho, Victor também venceu o Superclássico das Américas em 2011, porém como reserva.
       Em fevereiro de 2024 Victor assumiu como Diretor de Futebol do Atlético-MG.

Vilson



Vilson Luís Leifheit
Nascimento: 07/05/1969
Santa Cruz do Sul-RS
Altura: 1,89 m
Peso: 88 kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Botafogo 1x0 Grêmio (27/11/1988)
Última partida: Internacional 0x0 Grêmio (23/12/1992)
Jogos/gols: 151/9
Títulos: Campeonato Gaúcho (1989 e 1990). Supercopa do Brasil (1990) e Copa do Brasil - Invicto (1989).

    Zagueiro de imposição física e seguro nas bolas aéreas, Vilson iniciou em 1986 nas categorias de base do Grêmio e estreou pelos profissionais em 1988. 
    Foi Bi-Campeão Gaúcho em 1989 e 1990, Campeão da Copa do Brasil de 1989 invicto e Campeão da Supercopa do Brasil (1990).
    Permaneceu no Grêmio até dezembro de 1992, onde fez mais de 150 jogos pelo Clube.
    Disputou 12 Gre-Nais (5 vitórias, 5 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 55.56%. Com ele em campo, foram 10 gols a favor e 5 gols sofridos. Estreou no Clássico em 28 de maio de 1989 (3x1 para o Grêmio) e seu último foi em 23 de dezembro de 1992 (um 0x0, também no Beira-Rio).
    Um dos 9 gols do zagueiro Vilson foi no jogo Grêmio 2x0 Palmeiras pelas quartas-de-final (jogo de volta) do Campeonato Brasileiro de 1990: Assis bateu falta pela esquerda e o zagueiro subiu no segundo poste, de frente, cabeçada certeira abrindo o placar aos 8 minutos da partida, fazendo a festa dos 41.235 torcedores que estavam no Estádio Olímpico. Nilson fechou a conta aos 19 minutos do segundo tempo.
    Depois da sua saída do Grêmio, Vilson foi emprestado para o Botafogo-SP, depois passou por Santos, Rio Branco-SP, Pelotas, São José, Passo Fundo e São José novamente em 1998, quando encerrou sua carreira.



Valdo



Valdo Cândido de Oliveira Filho
Nascimento: 12/01/1964
Siderópolis-SC
Posição: Meia/Atacante
Altura: 1,73 m
Peso: 67 kg
Estreia: Esportivo 0x0 Grêmio (19/06/1983)
Última partida: Juventude 2x0 Grêmio (29/06/2002)
Jogos/Gols: 270/41
Títulos: Campeonato Gaúcho de Futebol: 1985, 1986, 1987 e 1988.

    Valdo Cândido de Oliveira Filho foi um meia clássico e habilidoso, revelado nas categorias de base do Figueirense e que se tornaria um dos grandes jogadores da história do Grêmio e da seleção brasileira. 
    Formado na base do Figueirense, Valdo chegou jovem ao Grêmio em 1983, ainda como uma aposta técnica para o meio-campo tricolor. Era um meia de estilo clássico, de muita habilidade, que chamava atenção pela qualidade no passe e pela inteligência tática.
    Mesmo sem entrar em campo nas campanhas da Libertadores e do Mundial de 1983, integrou o grupo campeão e participou de nove partidas no Campeonato Gaúcho daquele ano, vivenciando o ambiente de um dos times mais vencedores da história do clube. A partir de 1985 assumiu a titularidade e tornou-se peça central na arrancada do Grêmio rumo à série do hexa estadual, conquistando os quatro primeiros títulos dessa sequência, entre 1985 e 1988.
    Na segunda metade dos anos 80, Valdo viveu seu auge com a camisa gremista, participando de um ataque que em 1986 marcou impressionantes 170 gols na temporada, reflexo de um time ofensivo e tecnicamente refinado. Disputou 19 Gre-Nais, com 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, participação que rende um aproveitamento superior a 60% nos clássicos, além de ter marcado três gols contra o maior rival.
    Estreou no clássico em 30 de julho de 1983, em derrota por 1 a 0 no Estádio Olímpico, e fez seu último Gre-Nal em 19 de junho de 1988, em um 3 a 3, também no Olímpico. Ao longo de sua passagem, anotou mais de 40 gols pelo Grêmio, muitos deles decisivos em jogos importantes, consolidando-se como referência técnica de uma geração vencedora.
O destaque no Grêmio levou Valdo à seleção brasileira, integrando o elenco que disputou a Copa do Mundo de 1986, no México, e voltando a defender o país em competições como os Jogos Pan-Americanos de 1987, a Copa América de 1989 e a Copa do Mundo de 1990. Foi campeão da Copa América de 1989, título marcante na trajetória da seleção brasileira, ao lado de uma geração que recolocou o país no topo do continente. Valdo jogou cerca de 65 partidas pela seleção, marcando 6 gols.
    No exterior, brilhou sobretudo pelo Benfica e pelo Paris Saint-Germain, conquistando duas edições da Primeira Liga portuguesa (1988–89 e 1990–91) e a Supertaça Cândido de Oliveira de 1989, além da Taça de Portugal de 1995–96 pelos encarnados. Pelo PSG, somou títulos da Ligue 1 (1993–94), de duas Copas da França (1992–93 e 1994–95) e da Copa da Liga Francesa de 1994–95, período em que também foi incluído na seleção do ano na Europa pelo prêmio Onze Mondial em 1993. Também jogou pelo Nagoya Grampus, do Japão.
    De volta ao Brasil, Valdo defendeu clubes como Cruzeiro, Santos, Sport, Atlético Mineiro, Juventude, São Caetano e Botafogo, sempre oferecendo experiência, qualidade técnica e liderança ao meio-campo. Pelo Cruzeiro, conquistou o Campeonato Mineiro e a Recopa Sul-Americana em 1998, além da Copa Centro-Oeste de 1999.
    Individualmente, recebeu a Bola de Prata da revista Placar em 1998, como melhor meia do Campeonato Brasileiro, premiação que consagra seu alto nível mesmo em fase mais madura da carreira. No mesmo período, enfrentou um drama pessoal com a perda de uma filha de apenas 13 anos em 1998.
    Valdo encerrou a carreira em 2004, aos 40 anos de idade, depois de uma longa jornada iniciada em Santa Catarina e que passou por grandes centros do futebol mundial. Está eternizado na Calçada da Fama do Grêmio, reconhecimento oficial do clube à importância de sua contribuição em um dos períodos mais vitoriosos da história tricolor.
    Após pendurar as chuteiras, seguiu no futebol como treinador em clubes menores no Brasil e também na seleção do Congo.




Vilson Tadei



Vilson Tadei
Nascimento: 02/06/1954
Urupês-SP
Posição: Meia
Altura: 1,72 m
Peso: 69 kg
Estreia: Grêmio 0x0 Internacional (05/11/1980)
Última partida: Grêmio 0x2 Atlético-MG (28/04/1982)
Jogos/Gols: 84/8
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981), Campeonato Gaúcho (1980).

    Vilson Tadei, conhecido por sua habilidade em equilibrar e dar ritmo ao meio de campo, iniciou a carreira no Rio Preto, em 1971. Atuou em clubes como São Paulo e Coritiba antes de chegar ao Grêmio, em 1981, onde viveu o ápice como jogador. No clube gaúcho, destacou-se como peça fundamental nas conquistas do Campeonato Gaúcho de 1980 e, principalmente, na histórica campanha do primeiro título brasileiro do Grêmio em 1981, exercendo um papel de equilíbrio entre defesa e ataque.
    Durante sua passagem pelo Grêmio, Vilson Tadei disputou cinco clássicos Gre-Nais, sendo sua estreia em clássicos justamente no seu jogo de estreia como jogador gremista: um 0x0 no Estádio Olímpico em 05 de novembro de 1980. Nos clássicos em que atuou, o Grêmio não obteve vitórias, contabilizando quatro empates e uma derrota. Seu último clássico foi na derrota por 2x1 no Beira-Rio em 04 de novembro de 1981.
    Após deixar o Grêmio, Tadei acumulou passagens por diversos clubes, entre eles Santa Cruz, Guarani, Internacional, Vasco da Gama, Monterrey do México, Botafogo-SP e Jalesense, onde encerrou sua carreira como jogador. Um dos momentos marcantes em sua trajetória foi ser o autor do primeiro gol da história do Estádio da Ressacada, em Florianópolis, no jogo inaugural em 1983, vestindo a camisa do Vasco da Gama.
    Vilson Tadei seguiu a carreira como treinador, iniciando justamente no Rio Preto, clube que marcou seu começo no futebol como jogador. Comandou equipes como Londrina, Operário-MS, Monte Azul, Santo André, Marília, Guarani, São Caetano, e Anapolina, entre outros.
    Ao longo da carreira, Vilson Tadei teve a oportunidade de trabalhar com técnicos renomados, como Ênio Andrade, Otto Glória, Carlos Alberto Silva e Rubens Minelli, destacando especialmente o uruguaio Roberto Matosas, com quem desenvolveu grande admiração pelas conversas táticas na época em que ambos estavam no Monterrey, no México. Para Tadei, Matosas foi um dos maiores influenciadores de sua formação tática e profissional.