Valdo



Valdo Cândido de Oliveira Filho
Nascimento: 12/01/1964
Siderópolis-SC
Posição: Meia/Atacante
Altura: 1,73 m
Peso: 67 kg
Estreia: Esportivo 0x0 Grêmio (19/06/1983)
Última partida: Juventude 2x0 Grêmio (29/06/2002)
Jogos/Gols: 270/41
Títulos: Campeonato Gaúcho de Futebol: 1985, 1986, 1987 e 1988.

    Valdo Cândido de Oliveira Filho foi um meia clássico e habilidoso, revelado nas categorias de base do Figueirense e que se tornaria um dos grandes jogadores da história do Grêmio e da seleção brasileira. 
    Formado na base do Figueirense, Valdo chegou jovem ao Grêmio em 1983, ainda como uma aposta técnica para o meio-campo tricolor. Era um meia de estilo clássico, de muita habilidade, que chamava atenção pela qualidade no passe e pela inteligência tática.
    Mesmo sem entrar em campo nas campanhas da Libertadores e do Mundial de 1983, integrou o grupo campeão e participou de nove partidas no Campeonato Gaúcho daquele ano, vivenciando o ambiente de um dos times mais vencedores da história do clube. A partir de 1985 assumiu a titularidade e tornou-se peça central na arrancada do Grêmio rumo à série do hexa estadual, conquistando os quatro primeiros títulos dessa sequência, entre 1985 e 1988.
    Na segunda metade dos anos 80, Valdo viveu seu auge com a camisa gremista, participando de um ataque que em 1986 marcou impressionantes 170 gols na temporada, reflexo de um time ofensivo e tecnicamente refinado. Disputou 19 Gre-Nais, com 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, participação que rende um aproveitamento superior a 60% nos clássicos, além de ter marcado três gols contra o maior rival.
    Estreou no clássico em 30 de julho de 1983, em derrota por 1 a 0 no Estádio Olímpico, e fez seu último Gre-Nal em 19 de junho de 1988, em um 3 a 3, também no Olímpico. Ao longo de sua passagem, anotou mais de 40 gols pelo Grêmio, muitos deles decisivos em jogos importantes, consolidando-se como referência técnica de uma geração vencedora.
O destaque no Grêmio levou Valdo à seleção brasileira, integrando o elenco que disputou a Copa do Mundo de 1986, no México, e voltando a defender o país em competições como os Jogos Pan-Americanos de 1987, a Copa América de 1989 e a Copa do Mundo de 1990. Foi campeão da Copa América de 1989, título marcante na trajetória da seleção brasileira, ao lado de uma geração que recolocou o país no topo do continente. Valdo jogou cerca de 65 partidas pela seleção, marcando 6 gols.
    No exterior, brilhou sobretudo pelo Benfica e pelo Paris Saint-Germain, conquistando duas edições da Primeira Liga portuguesa (1988–89 e 1990–91) e a Supertaça Cândido de Oliveira de 1989, além da Taça de Portugal de 1995–96 pelos encarnados. Pelo PSG, somou títulos da Ligue 1 (1993–94), de duas Copas da França (1992–93 e 1994–95) e da Copa da Liga Francesa de 1994–95, período em que também foi incluído na seleção do ano na Europa pelo prêmio Onze Mondial em 1993. Também jogou pelo Nagoya Grampus, do Japão.
    De volta ao Brasil, Valdo defendeu clubes como Cruzeiro, Santos, Sport, Atlético Mineiro, Juventude, São Caetano e Botafogo, sempre oferecendo experiência, qualidade técnica e liderança ao meio-campo. Pelo Cruzeiro, conquistou o Campeonato Mineiro e a Recopa Sul-Americana em 1998, além da Copa Centro-Oeste de 1999.
    Individualmente, recebeu a Bola de Prata da revista Placar em 1998, como melhor meia do Campeonato Brasileiro, premiação que consagra seu alto nível mesmo em fase mais madura da carreira. No mesmo período, enfrentou um drama pessoal com a perda de uma filha de apenas 13 anos em 1998.
    Valdo encerrou a carreira em 2004, aos 40 anos de idade, depois de uma longa jornada iniciada em Santa Catarina e que passou por grandes centros do futebol mundial. Está eternizado na Calçada da Fama do Grêmio, reconhecimento oficial do clube à importância de sua contribuição em um dos períodos mais vitoriosos da história tricolor.
    Após pendurar as chuteiras, seguiu no futebol como treinador em clubes menores no Brasil e também na seleção do Congo.




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