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Barcos

 
 


Hernán Barcos
Nascimento: 11/04/1984
Bell Ville-Argentina
Altura: 1,89m
Peso: 83kg
Posição: Centroavante
Estreia:  Grêmio 1x2 Huachipato-Chile (14/02/2013) 
Última partida: Grêmio 3x0 União Frederiquense (31/01/2015)
Jogos/gols:116/45

       Barcos, o Pirata, um centroavante à moda antiga. Posicionado, bom cabeceador, bom finalizador. Começou sua carreira profissional no Racing em 2004. Depois de passar por Guarani-PAR, Olmedo-EQU, Estrela Vermelha-SER, Huracán-ARG, Shanghai Shenhua e Shenzhen Ruby-CHINA, LDU-EQU e Palmeiras, chega ao Grêmio em 2013. Fez sua estreia em 14/02/2013 na derrota para o Huachipato-Chile por 2x1 pela Libertadores na Arena. O gol do Grêmio foi marcado justamente pelo Pirata, cobrando pênalti. Fez o gol contra o Goiás, que garantiu o Grêmio na Libertadores do ano seguinte. 
       Em 2014 Barcos foi o artilheiro do campeonato gaúcho com 13 gols. No campeonato brasileiro anotou 14 vezes, sendo o vice-artilheiro, totalizando 29 gols na temporada. Disputou 7 Gre-Nais (1 vitória, 3 empates e 3 derrotas). Com ele em campo, foram 10 gols a favor (3 marcados por ele) e 13 gols sofridos. Estreou no Grenal pelo Grêmio em 4 de agosto de 2013 e seu último clássico foi em 9 de novembro de 2014, a sonora goleada de 4x1, participando em 2 dos 4 gols, na Arena do Grêmio. 
       Barcos entrou para a história do Grêmio sendo o maior artilheiro estrangeiro do clube e o maior artilheiro da Arena do Grêmio até 2017, sendo ultrapassado pelo atacante Luan.
Foi artilheiro da temporada brasileira (contando apenas jogadores da Série A) e o maior artilheiro considerando a relevância de gols, segundo a Revista Placar, da Editora Abril, recebendo a Chuteira de Ouro, em 2014.
       Barcos jogou 116 jogos e marcou 45 gols com a camisa do Grêmio. Sua última partida pelo Tricolor foi na goleada de 3x0 sobre o União Frederiquense em 31/01/2015, fazendo 2 gols.

       
       Após deixar o Grêmio, Barcos ainda jogou por Tianjin Teda-CHINA, Sporting-PER, Vélez Sársfield, Cruzeiro, Atlético Nacional-COL, Bashundhara Kings (Índia) e Alianza Lima, onde joga atualmente.
       Pelas equipes pelas quais ele jogou conquistou os seguintes títulos: Recopa Sul-Americana e Campeonato Equatoriano em 2010 pela LDU. Copa do Brasil pelo Palmeiras em 2012. Copa do Brasil de 2018 pelo Cruzeiro. Campeonato Peruano de 2021 e 2022 pelo Allianza Lima.
Como premiações individuais foi o Maior artilheiro da LDU na Copa Sul-Americana com 15 gols pela LDU. Maior artilheiro da história da Copa Sul-Americana com 19 gols.
       Chuteira de Ouro (com 17 gols) na Superliga Chinesa de 2009 pelo Shenzhen Ruby. Pela LDU foi o Melhor Atacante do Campeonato Equatoriano e Seleção Ideal das Américas do El Pais de 2011 pela LDU. Barcos tem 4 jogos pela Seleção Argentina.

Jonas

 


Jonas Gonçalves Oliveira
Nascimento: 01/04/1984
Taiúva-SP
Peso: 73kg
Altura: 1,81m
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 1x0 Internacional (16/09/2007)
Última partida: Grêmio 2x1 São José (21/01/2011)
Jogos/gols: 148/78
Títulos: Campeonato Gaúcho (2010)

       Jonas estudou Farmácia antes de ser jogador, porém trancou a faculdade para dar início a sua carreira. Se profissionalizou no Guarani de Campinas em 2005. Em 2006 foi para o Santos e em 2007 chegou no Grêmio. Fez sua estreia no Gre-Nal do dia 16/09, vitória do Grêmio por 1x0. Jonas fez o gol que rebaixou o Corinthians no final da temporada (Jonas se identifica corintiano). Em 2008 perdeu espaço e acabou indo para a Portuguesa. Ao final do ano, Jonas retorna ao Grêmio e já em sua estreia marca um dos 5 gols da goleada por 5x0 contra o Esportivo. 
       Chegou a ser tachado de "Pior atacante do mundo" por ter perdido duas chances claras de gol em um só lance em um jogo pela Libertadores, porém no segundo semestre começou a empilhar gols. Teve uma séria lesão que o afastou dos gramados, mas mesmo assim terminou o ano como artilheiro do Grêmio daquele ano com 24 gols. Em 2010 Jonas foi Campeão Gaúcho e artilheiro tanto do certame estadual quanto do Campeonato Brasileiro. Os 23 gols marcados fazem dele o maior artilheiro do Grêmio em uma só edição na história da competição. Naquele ano Jonas e Neymar terminaram o ano empatados, com mais de 40 gols marcados. 
      O ano de 2010 trouxe diversos prêmios individuais para o "Mestre Jonas": Seleção do Campeonato Gaúcho, Bola de Prata da Revista PLACAR, Seleção do Campeonato Brasileiro, Troféu Rei do Gol, Troféu Mesa Redonda e Prêmio Arthur Friedenreich (empatado com Neymar) por ter sido o jogador com mais gols na temporada. Em 2011 se despediu marcando 3 gols em 2 jogos pelo campeonato gaúcho. Sua última partida foi Grêmio 2x1 São José no dia 21/01/2011. Disputou 10 Gre-Nais (3 vitórias, 2 empates e 5 derrotas), marcou 1 gol nos clássicos. Sua estreia foi em 16/09/2007 (vitória por 1x0) e seu último foi em 24/10/2010 (empate em 2x2). Jonas fez 148 jogos e marcou 78 gols pelo Grêmio. Seu gol mais bonito foi marcado contra o Santos pela Copa do Brasil de 2010, no Olímpico, segundo sua própria avaliação. 


       Foi vendido para o Valencia no início de 2011, ano em que fez o segundo gol mais rápido da história da Liga dos Campeões da UEFA aos 10.96 segundos. Pelo Valencia jogou 157 jogos e marcou 51 gols e ficou até 2014. Neste mesmo ano Jonas foi para o Benfica, onde teve o melhor momento da sua carreira. Foi campeão Português em 2014-15, 2015-16 e 2016-17. Taça de Portugal em 2016-17. Taça da Liga 2014-15 e 2015-16 e a Supertaça Cândido de Oliveira em 2016 e 2017. Foi Futebolista do ano da Primeira Liga em 2014-15 e 2015-16, Bola de Prata (Primeira Liga) em 2016 e Melhor jogador do futebol português em 2017. Pelo Benfica, além dos títulos conquistados, Jonas jogou 173 jogos e marcou incríveis 137 gols, média de 0,79 gols por jogo. É considerado ídolo no Benfica, vestiu a camisa 10, do Eusébio e permaneceu no clube até 2019, quando encerrou sua carreira.
       Pela Seleção Brasileira tem 12 convocações e marcou 3 gols.
       Jonas cita que tomava inúmeras injeções de Voltaren, devido as fortes dores que sentia. Afirma também que tem dores na coluna, o que o impede de ficar muito tempo em pé, fruto de uma carreira de alta performance e de diversas lesões. Após encerrar a carreira, Jonas estudou economia e hoje tem uma farmácia em sua cidade natal, onde moram cerca de 6 mil pessoas. Jonas escolheu a sua Taiúva como refúgio após a aposentadoria para ficar mais perto dos pais, idosos.


Christian



Christian Corrêa Dionísio
Nascimento: 23/04/1975
Porto Alegre-RS
Altura: 1,86 m
Peso: 83 kg
Posição: Centroavante
Estreia: Juventude 2x1 Grêmio (22/02/2003)
Última partida: Grêmio 0x1 Atlético-MG (11/12/2004)
Jogos/gols: 85/40

    Christian Corrêa Dionísio foi um dos centroavantes com mais faro de gol do futebol brasileiro, lembrado pela força física e excelente capacidade de finalização. Sua trajetória no futebol começou nas categorias de base do Grêmio, entre 1985 e 1989, onde desenvolveu o talento que o levaria a atuar por diversos clubes de destaque no Brasil e no exterior. O atacante vestiu as camisas de times como Internacional, Estoril, Farense, Paris Saint-Germain, Bordeaux, Palmeiras, São Paulo, Botafogo, Juventude, Corinthians, Pachuca, Portuguesa e São Caetano, entre outros. 



    Pelo Grêmio, Christian conseguiu uma performance notável: foram 85 jogos e 40 gols, mantendo uma ótima média de 0,47 gols por partida. Em clássicos Gre-Nal defendendo o Tricolor, disputou 9 partidas, marcou 3 gols, obteve 1 vitória, 2 empates e 6 derrotas. Um dos momentos mais emblemáticos de sua passagem foi o gol decisivo que deu a vitória ao Grêmio por 1x0 no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro em 12/10/2003. Sua estreia em Gre-Nal pelo Grêmio foi em 9 de março de 2003 (Internacional 1x0 Grêmio), e o último clássico foi em 23 de outubro de 2004 (Grêmio 1x3 Internacional). 


Christian tem como sua principal conquista o Mundial pelo São Paulo em 2005 e a Copa América pela Seleção Brasileira em 1999. Vestindo a Amarelinha, disputou 11 partidas. Ao longo de toda a carreira, Christian acumulou quase 600 jogos e marcou pouco mais de 230 gols, uma marca expressiva para qualquer atacante. Encerrou a carreira em 2010, aos 35 anos, devido a problemas de lesão no joelho, deixando uma trajetória reconhecida por títulos, gols e dedicação ao futebol. Atualmente é agente de jogadores.

Adão



José Adão Fonseca
Nascimento: 30/11/1972
Claro dos Poções-MG
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 0x1 Palmeiras (06/08/2000)
Última partida: Grêmio 4x1 Gama (28/10/2000)
Jogos/gols: 11/1
Títulos: Adão se destacou no Caxias, justamente em meio às finais contra o Grêmio, quando o time da Serra foi campeão dentro do Estádio Olímpico em 2000 despertando o interesse do Tricolor, porém não teve tanto sucesso no time da Capital.

Jardel

 


Jardel era sinônimo de muitos gols


Mário Jardel Almeida Ribeiro
Nascimento: 18/09/1973
Fortaleza-CE
Peso: 76kg
Altura: 1,86m 
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 2x0 Guarany de Garibaldi (09/02/1995)
Última partida: Grêmio 4x0 Juventude (30/06/1996)
Jogos/gols: 84/65
Títulos: Bi-Campeão Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Sanwa Bank (1995), Libertadores da América (1995) e Recopa Sul-Americana em 1996. 

       Formado nas escolinhas do Ferroviário, Jardel destacou-se nos juvenis do clube e, antes de ser profissional, despertou o interesse do Vasco da Gama, que adquiriu o seu passe por 27.500 dólares, em 1993. No clube carioca, conquistou o bicampeonato brasileiro de juniores. Após a conquista do campeonato carioca em 1994 e sendo artilheiro da competição, chamou a atenção do Grêmio. O jogador já estava iniciando sua viagem para o XV de Piracicaba quando o vice de futebol Cacalo convenceu o presidente do Vasco, Eurico Miranda a desfazer o negócio com o clube paulista a fim de trazê-lo para o Rio Grande do Sul.
       No Sul do Brasil, Jardel caiu nas graças da torcida e do técnico Felipão, que montou um esquema tático especial para o atacante. Formando uma dupla de ataque afiada com o veloz Paulo Nunes e contando com os cruzamentos precisos de Francisco Arce e Roger, Jardel fez correr o mundo a sua fama de bom cabeceador, na campanha que deu ao Grêmio a sua segunda Libertadores da América. Terminou a competição como artilheiro, com doze gols.


       No final daquele ano, ainda seria vice-campeão Mundial pelo Grêmio, sendo derrotado nos pênaltis pelo Ajax de Edgar Davids, Clarence Seedorf e Edwin Van der Sar. No ano seguinte, Jardel sagrou-se campeão da Recopa Sul-Americana ao vencer o Independiente por 4x1, marcando o terceiro gol da sua equipe. 
      Vestindo a camisa do Grêmio Jardel jogou 84 jogos e marcou 65 gols numa impressionante média de quase 1 gol por jogo. Foi Bi-Campeão Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Sanwa Bank (1995), Libertadores da América (1995) e Recopa Sul-Americana em 1996. 
       Para ficar em definitivo com o jogador, o Grêmio teria de pagar 1.275 milhão de dólares ao Vasco até 18 de agosto de 1995, valor considerado alto para a época. A diretoria do clube lançou a campanha "Fica Jardel", porém o valor arrecadado não foi suficiente.
       Após conseguir comprar o jogador com empréstimo de investidores como Jorge Gerdau Johannpeter, o Grêmio acertou a sua venda em novembro de 1995 ao Rangers, da Escócia, por US$ 4,5 milhões. Porém, o jogador não conseguiu passaporte europeu e em fevereiro de 1996 retornou ao Grêmio.
       O artilheiro, ídolo da torcida, acabou sendo vendido ao Porto por US$ 1,8 milhão (sendo que o Porto pode ter pago até US$ 6 milhões), deixando o Grêmio em junho de 1996 após marcar três gols sobre o Juventude na final do Gauchão, sem participar da campanha que consagrou o Grêmio campeão brasileiro em 1996.


       Jardel fez muitos gols e obteve muito sucesso na Europa. No Porto, Jardel conheceu alguns dos maiores êxitos da sua carreira. Foi vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira na temporada 1996/97, tricampeão português em 1996–97, 1997–98, 1998–99 e vencedor da Taça de Portugal em 1997–98 e 1999–00.
       Foi cinco vezes artilheiro do Campeonato Nacional, em 1996–97 (30 gols), 1997–98 (26 gols), 1998–99 (36 gols) e 1999–00 (38 gols) e 2001–02 (42 gols). Em torneios internacionais, marcou quinze vezes em 24 partidas. Essa profusão de gols foi em parte creditada a simbiose estabelecida junto ao extremo-esquerdo Ljubinko Drulović. Ainda no Porto, foi também artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA na temporada de 1999–00 com 10 gols, em igualdade com Rivaldo e Raúl.
       Tantos gols pelo Campeonato Português acabaram levando Jardel ao posto de principal artilheiro da Europa. Em decorrência disso, conquistou a Bota de Prata em 1997, a Bota de Ouro em 1999 e a Bota de Bronze em 2000, além de ter recebido do prêmio de maior goleador da Europa dado pela revista inglesa World Soccer. 
       Após uma temporada pelo Galatasaray (sendo campeão da Copa da Turquia e da Supercopa Europeia, ambos em 2000, foi negociado com o Sporting. De volta ao país onde havia colhido tantas glórias, Jardel reencontrou o seu grande futebol. De 2001 a 2003, foi Campeão Português, vencedor da Taça de Portugal e Campeão da Supertaça. Marcou 42 gols em 30 jogos na temporada 2001–2002, recebendo novamente Bota de Ouro.
       Jardel passou ainda por outro clubes como Newell's Old Boys (Campeão Argentino de 2005), Alavés, Goiás, Beira-Mar (Portugal) além de uma série de clubes menores do Brasil até encerrar sua carreira oficialmente em 2011. 
       Além de artilharias em diversos campeonatos incluindo a Libertadores de 95 pelo Grêmio, Campeonato Português em 5 temporadas, Copa de Portugal  em 3 temporadas, entre outras.
       Conquistou  inúmeros prêmios individuais na carreira:
-IFFHS - Maior goleador do Mundo: 1999 e 2002
-Chuteira de Ouro da UEFA - Maior goleador da Europa: 1999, 2002
-Chuteira de Prata da UEFA: 1997
-Chuteira de Bronze da UEFA: 2000
-Bola de Ouro de Portugal: 1996–97, 1997–98
-Melhor jogador do Campeonato Português: 1996–97, 1998–99, 2001–02.
       Alguns anos depois de encerrar sua carreira como jogador, Jardel enveredou para o caminho da política porém teve seu mandato cassado.
       Jardel é comumente visto em eventos realizados pelo Grêmio em diversas cidades através de centenas de Consulados espalhados pelo estado e pelo país.

Nildo


Ivanildo Duarte Pereira
Nascimento: 12/03/1966
Belém-PA
Posição: Centroavante
Altura: 1,79 m
Peso: 79 kg
Estreia: Grêmio Santanense 0x1 Grêmio (22/05/1994)
Última partida: Grêmio 1x2 Goiás (08/11/1995)
Jogos/Gols: 61/23
Títulos: Copa Libertadores da América (1995), Copa do Brasil (1994) e Campeonato Gaúcho (1995).

    Nildo começou sua carreira no Remo em 1982. Depois passou por Matsubara, Barretos, Olímpia-SP, Inter de Limeira, Sãocarlense, Brusque, Cerro Porteño e Caldense até chegar no Grêmio no início de 1994, já com 28 anos de idade.
    Já na sua estreia, Nildo marcou o gol da vitória sobre o Grêmio Santanense. Nos seus primeiros 10 jogos já tinha marcado 7 gols. Fez o gol da vitória do Grêmio contra o Vitória no jogo de volta das quartas-de-final da Copa do Brasil, carimbando a vaga do clube para as semifinais. Nas semifinais, fez os 2 gols da vitória sobre o Vasco no jogo de volta, que desta vez levou o Grêmio à final da Copa. Na final, fez seu gol mais importante com a camisa tricolor: dia 10 de agosto de 1994, diante do Ceará, gol esse que deu o título da Copa do Brasil (invicto) de 1994 ao Grêmio no Estádio Olímpico lotado.
    Em 1995 perdeu espaço para ninguém menos que o matador Jardel, mas ainda assim quando tinha oportunidade, continuou marcando gols decisivos, como por exemplo, os Gre-Nais das finais do campeonato Gaúcho quando marcou no 1x1 do Beira-Rio e na vitória por 2x1 no Olímpico que valeu o título gaúcho para o "Banguzinho" com Nildo marcando o primeiro gol do Grêmio na partida.
    Disputou 4 Gre-Nais (2 vitórias, 1 empate e 1 derrota), com um aproveitamento de 58.33%. Com ele em campo, foram 5 gols a favor (2 marcados por ele) e 3 gols sofridos. Estreou no Clássico em 12 de junho de 1994 (derrota por 1x0 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 13 de agosto de 1995 (quando o Grêmio foi campeão gaúcho, com o apelido de Banguzinho, pois jogou todo o campeonato com time reserva ou misto).
    O melhor momento de sua carreira estava por vir: quando foi campeão da Copa Libertadores da América de 1995 pelo Grêmio. O jogador vestiu durante a campanha a camisa 10 e ao lado de Danrlei, Jardel e Paulo Nunes e foi para o Mundial de clubes de 1995, mas o Grêmio perdeu nos pênaltis para o Ajax da Holanda (após empate em 0 x 0 no tempo normal e também na prorrogação) que tinha Van der Sar, Patrick Kluivert e Edgard Davids.
Pelo Grêmio Nildo marcou 23 gols em 61 jogos, tendo uma ótima média. 
    Depois do Grêmio, Nildo atuou por Gil Vicente, Ceará, Paysandu, Portuguesa Santista, Rio Preto, Avaí, Ananindeua e Time Negra. Encerrou sua carreira em 2003.
    Em 2022 Nildo começou a carreira de treinador de futebol.



Nando



Fernando Vital Barros  
Nascimento: 19/10/1965
Recife-PE
Posição: Centroavante
Altura: 1,79 m
Peso: 74 kg
Estreia: Internacional 1x3 Grêmio (28/05/1989)
Última partidas: Criciúma 0x0 Grêmio (02/06/1991)
Jogos/gols: 49/11
Títulos: Copa do Brasil de Futebol (1989), Supercopa do Brasil (1990) e Campeonato Gaúcho (1989 e 1990).

    Fernando Vital Barros, mais conhecido no mundo do futebol como Nando Lambada, foi um centroavante que deixou sua marca com uma característica peculiar: a habilidade de marcar gols quase improváveis, compensando a técnica refinada com um faro de oportunismo aguçado. Sua comemoração icônica, dançando lambada, não só lhe rendeu o apelido, mas também se tornou um símbolo de sua alegria e espontaneidade em campo.
    Nascido para o futebol pernambucano, Nando Lambada viveu seus anos de glória inicial no Sport Recife, onde atuou entre 1986 e 1988. Foi nesse período que ele começou a demonstrar seu potencial, culminando em um gol memorável em 1988, quando, de cabeça, superou o renomado goleiro Taffarel, selando a vitória do Sport. A cada bola na rede, a lambada virava sua marca registrada, contagiando a torcida.
    O talento de Nando não passou despercebido, e em 1989, o Grêmio o buscou para integrar seu elenco. No tricolor gaúcho, Nando chegou em um período de conquistas, celebrando os títulos do Campeonato Gaúcho e da Primeira Copa do Brasil logo em seu primeiro ano. A sequência vitoriosa continuou em 1990, com mais um Campeonato Gaúcho e o título de Supercampeão do Brasil, consolidando sua trajetória de sucesso no clube.
    Em uma vitória expressiva por 6 a 1 sobre o Coritiba, Nando marcou dois gols, e claro, comemorou com sua inconfundível lambada, mostrando sua alegria.
Particiou de dois clássicos Gre-Nal, um dos confrontos mais acirrados do futebol brasileiro. Em 28 de maio de 1989, o Grêmio de Nando venceu o Internacional por 3 a 1 no Beira-Rio, mas em 29 de novembro do mesmo ano, sofreu uma derrota por 2 a 0, também no estádio colorado.
Nando teve uma breve passagem por empréstimo pela Internacional de Limeira no segundo semestre de 1990, disputando o Campeonato Brasileiro. 
Em 1991, Nando Lambada retornou ao Grêmio, mas sua segunda passagem durou apenas o primeiro semestre.  
    Após sua saída do Grêmio, Nando Lambada seguiu sua jornada pelo futebol nordestino. Em 1992, defendeu as cores do Santa Cruz, em Recife, e do Fortaleza. Anos depois, em 1994, ele fez uma nova incursão pelo futebol gaúcho, atuando pelo Aimoré, de São Leopoldo.
    Nando Lambada, com sua personalidade vibrante e seu estilo de jogo único, oportunismo e sua paixão pelo gol, celebrada com uma dança que virou sua marca registrada, garantiram-lhe um lugar na memória dos torcedores. 
    Ele foi a prova de que, por vezes, a técnica pode ser superada pela astúcia, pela alegria e, claro, por uma boa dose de lambada.



Lima




Adesvaldo José de Lima
Nascimento: 17/09/1962 
Camapuã-MS
Altura: 1,77 m
Peso: 73 kg
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 5x2 Botafogo-PB (18/09/1986)
Última partida: Grêmio 0 x 1 Pelotas (02/12/1992)
Jogos/gols: 142/65
Títulos Grêmio: Campeonato Gaúcho (1987 e 1988)


    Lima, foi um centroavante de destaque e artilheiro nato, reconhecido por sua técnica, liderança e poder de decisão em jogos importantes. Revelado pelo Operário (MS), destacou-se ainda adolescente no futebol mato-grossense, o que lhe abriu portas para clubes como Serrano-RJ, Corinthians, Santos e Náutico.

    Seu grande auge aconteceu no Grêmio, onde atuou de 1986 a 1988 e voltou em 1992, totalizando 142 jogos e 65 gols, com uma excelente média de 0,46 gol por partida. Foi peça decisiva nas campanhas vitoriosas do Campeonato Gaúcho em 1987 e 1988, tornando-se referência do ataque tricolor ao lado de Valdo e Jorge Veras. Foi artilheiro do Campeonato Gaúcho com 17 gols.

    Ganhou o apelido de “Homem-Gre-Nal” pela vocação de balançar as redes em clássicos. Nesses confrontos, disputou 17 partidas pelo Grêmio, conquistando 7 vitórias, 9 empates e sofrendo apenas 1 derrota, com 7 gols marcados. Seu aproveitamento foi de 58,82%. Estreou em Internacional 2x2 Grêmio (18/03/1987) e o último clássico, outro empate: Internacional 1x1 Grêmio (3x0 nos pênaltis) em 17/11/1992.

    Passou pelo Internacional, onde foi campeão gaúcho de 1991, e pelo Benfica de Portugal. Lima ainda atuou no Cerro Porteño, América-RJ, Vitória, Farroupilha, Brasil-PEL e encerrou sua carreira no Montes Claros-MG, em 1998. Até hoje é lembrado como um centroavante técnico, ídolo do torcedor gremista por sua humildade, dedicação e faro de gol em momentos decisivos.

    Atualmente Lima reside em Pelotas garimpando garotos para o futebol.



Caio Júnior


Luiz Carlos Saroli
Nascimento: 08/03/1965
Cascavel-PR
Altura: 1,80 m
Peso: 70 kg
Posição: Centroavante
Estreia: *
Última Partida: *
Jogos/gols: 157/58
Títulos: Campeonato Gaúcho (1985, 1986 e 1987), Torneio de Rotterdam e Troféu Ciudad Palma de Mallorca (1985).

    Caio Júnior iniciou sua trajetória no Grêmio em 1980, aos 15 anos, ingressando nas categorias de base do clube. Destacou-se rapidamente, subindo para o Juvenil A em 1981 e logo após para os Juniores, sendo campeão gaúcho de juniores em 1982, já mostrando talento em decisões contra o Internacional. Seu período áureo pelo profissional do Grêmio ocorreu entre 1985 e 1987, quando foi tricampeão estadual e artilheiro do Campeonato Gaúcho em 1985, marcando 15 gols. Nos Gre-Nais, disputou 10 clássicos, conquistando 5 vitórias, 4 empates e apenas uma derrota. Marcou gols importantes, inclusive um no seu primeiro Gre-Nal em 08/12/1985, vitória por 2x1 no Olímpico, e encerrou sua série de clássicos em 28/06/1987, num empate sem gols no Beira-Rio. Ao todo, balançou as redes do Internacional 4 vezes, consolidando sua presença como atacante decisivo nos confrontos mais emblemáticos do futebol gaúcho.

    Após sua marcante passagem pelo Grêmio, Caio Júnior transferiu-se para Portugal, onde conquistou a Supertaça de Portugal pelo Vitória de Guimarães em 87/88 e foi campeão da II Liga com o Estrela Amadora. Retornou ao Brasil em 1994 e venceu o Campeonato Gaúcho pelo Internacional, voltando posteriormente a Portugal para jogar no Belenenses. Seguiu sua carreira em clubes como Novo Hamburgo, onde foi campeão da segunda divisão gaúcha em 1996, e no Paraná Clube em 1997. 

    Ao encerrar a carreira de jogador, tornou-se técnico, iniciando em escolinhas de futebol e ganhando projeção nacional ao comandar o Cianorte contra o Corinthians na Copa do Brasil 2005 e ao levar o Paraná à Libertadores. 

    Caio Júnior também foi treinador do Grêmio em 2012, porém sem sucesso. Foi eleito melhor técnico brasileiro de 2007 ao trabalhar no Palmeiras, passou por grandes clubes do país e do exterior, conquistou um título estadual pelo Vitória, dirigiu equipes de destaque como Botafogo e Chapecoense, e encerrou sua trajetória de maneira trágica e heroica, sendo lembrado como exemplo de competência e liderança no futebol brasileiro.



Baltazar


Baltazar Maria de Morais Júnior
Nascimento: 17/07/1959, Goiânia-GO
Altura: 1,78m
Peso: 73 kg
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 3x0 Riograndense de Santa Maria (16/05/1979)
Última partida: Grêmio 0x2 São José (31/07/1982)
Jogos/gols: 215/131
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981), Campeonato Gaúcho (1979 e 1980), 
Copa El Salvador del Mundo (1981), Troféu Cidade de Valladolid (1981) e Troféu Torre del Vigia (1981).

    Conforme a Lancepédia (edição de 2009) "Baltazar foi um grande goleador, estava sempre no lugar certo, na hora certa. Chutava bem e cabeceava melhor ainda".
    Curioso destacar como o Guia do Campeonato Brasileiro de 1985 da revista PLACAR descreve a contratação de Baltazar pelo Botafogo: "Renato (Pé Murcho)... pode fazer uma dupla perigosa com o religioso Baltazar, que continua alternando jogadas de craque com tiradas de um perfeito perna-de-pau, mas não perde nunca o senso de oportunismo".
    Conhecido como "Artilheiro de Deus", surgiu em 1978 no Atlético-GO. Um ano depois, foi peça central no ataque gremista. Em 03/05/1981, atingiu o auge ao marcar o gol do primeiro título brasileiro do clube em pleno Morumbi lotado de são-paulinos, tornando-se ídolo eterno. 
    Sua presença em jogos decisivos e o faro de gol marcaram sua trajetória, colocando-o entre os maiores centroavantes da história do Grêmio. Foi artilheiro do Campeonato Gaúcho por dois anos seguidos: em 1980 (28 gols) e 1981 (20 gols).
    Permaneceu no Grêmio até 1982, tornando-se um dos dez maiores artilheiros da história do clube, com 131 gols marcados em jogos oficiais. De todos os seus gols no Grêmio, 46 foram marcados em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro entre 1979 e 1982.
    Baltazar disputou 12 Gre-Nais (1 vitória, 8 empates e 3 derrotas). Com ele em campo, o Grêmio marcou 8 gols (3 marcados por ele) e sofreu 10. Sua estreia foi em 22/07/1979 e seu último Clássico foi em 29/11/1981. Ambos foram disputados no Olímpico e ambos terminaram empatados em 1x1.
    Além de Atlético Goianiense (onde começou a carreira) e o Grêmio, Baltazar passou por Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Celtade Vigo, Atlético de Madrid onde também foi ídolo e artilheiro, Porto, Rennes, Goiás e Kyoto Sanga, onde encerrou sua exitosa carreira.
Ainda hoje é um dos maiores artilheiros da história do Atlético de Madrid.
    Além dos títulos conquistados no Grêmio, Baltazar conquistou Campeonato Brasileiro (1983), Taça Rio, Torneio de Genebra, Philips Cup, Troféus Cidade de Vigo, Villa de Madrid e Rámon de Carranza, Copa América (pela Seleção Brasileira em 1989), Taça de Portugal (pelo Porto em 1990/91) e Campeonato Goiano.
    Foi artilheiro do Campeonato Goiano (1978 e 1994), Campeonato Gaúcho (1980 e 1981), Campeonato Carioca (1984) e Campeonato Espanhol (1988/89). Também foi eleito Bola de Prata da Revista PLACAR em 1980 quando atuava pelo Grêmio.
    Pela Seleção Brasileira, Baltazar disputou 7 partidas e marcou 3 gols.
    Baltazar foi homenageado pelo Grêmio colocando seus pés na Calçada da fama do Clube.
Foi um dos criadores do movimento "Atletas de Cristo" e um dos primeiros a comemorar seus inúmeros gols apontado para o céu (cena comum atualmente).
    Muito religioso, virou pastor. Tem dois filhos (Mateus e Michelle), mora no Jardim Florença, em Goiânia-GO, e é empresário e presidente da "Missão Atletas de Cristo do Brasil". 



Abílio

 




Abílio Rodrigues Chaves
Nascimento: 13/07/1939
Guaporé-RS
Posição: Centroavante
Estreia: Aimoré 4x0 Grêmio (31/05/1959)
Última partida: Grêmio 1x1 Aimoré (12/12/1959)
Jogos/gols: 15/10
Títulos: Campeão Sul-Brasileiro e Campeonato Gaúcho (1692)

Curiosidade: Participou do time que ganhou o importante título Sul-Brasileiro do Grêmio em 1962. Abílio se destacou no Guarany de Bagé entre 1967 a 1972 marcando 79 gols, sendo um dos 10 maiores goleadores da história do "Estrela D'alva".
       

Alcindo

 



Alcindo Martha de Freitas
Nascimento: 31/03/1945
Sapucaia do Sul-RS
Altura: 1,72m
Peso: 71kg
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 2x0 São José (17/01/1963)
Última partida: Grêmio 6x1 Síndicado dos Atletas (16/03/1978)
Jogos/gols: 378/230
Títulos: Campeonato Gaúcho 1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1977 e Campeonato Citadino de 1964 e 1965.
Falecimento: 27/08/2016 em Porto Alegre-RS

       O início da carreira de Alcindo foi, no mínimo, curioso. Depois de passar pelo Aimoré, teve um breve período no rival Inter. Mas acabou acolhido pelo Grêmio após o rival ter rejeitado um pedido de Alcindo por ajuda de custos no transporte até o Beira-Rio.
       Seu primeiro jogo pelo Grêmio foi no dia 17/01/1963 na vitória do Grêmio sobre o São José por 2x0, um amistoso no Estádio Olímpico. Foi emprestado ao São Paulo de Rio Grande, retornando em 1964.
       Estreou em Gre-Nais em 19/04/1964. Mas 4 dias depois, no dia 23 de abril de 1964, com apenas 19 anos, fez todos os gols da vitória por 3 a 0 sobre os colorados. Disputou 31 clássicos (11 vitórias, 11 empates e 9 derrotas), com um aproveitamento de 47.31%. Com ele em campo, foram 28 gols a favor (12 marcados por ele) e 16 gols sofridos. Seu último clássico foi em 25 de setembro de 1977, na vitória Tricolor por 1x0 que deu o título gaúcho ao Grêmio dando fim ao octa-campenato imposto pelo Inter desde 1969. Entre os gremistas, é o segundo maior artilheiro em Gre-Nais. Fica atrás apenas de Luiz Carvalho, que marcou 18 gols. 
       O auge de Alcindo foi entre 1965 e 1968. Com 20 anos de idade, em 1965, marcou 61 gols em 55 jogos, média de mais de um gol por jogo na temporada. Foi o grande destaque do time formando ataque com João Severiano conquistando o Campeonato Gaúcho 6 vezes (1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1977) e duas vezes o Citadino (1964 e 1965). Pela Seleção Brasileira Alcindo foi campeão da Taça Rio Branco (Montevidéu-URU) em 1967. Alcindo fez parte do até então hepta gaúcho pelo Grêmio em 1968 (feito que voltou a ser repetido somente em 2024).

       
Alcindo, o terceiro agachado, da esquerda para a direita. Hepta-Campeão Gaúcho em 1968.

      Fez um gol famoso em amistoso do Grêmio contra a União Soviética em 16 de Fevereiro de 1966, com 21 anos, ao pegar a bola no meio de campo e passar por três marcadores (Eduard Malofeyev, Slava Metreveli e Vladimir Ponomarov), evitar o quarto (Vladimir Ponomarov) e fuzilar para as redes de Viktor Bannikov (os cinco jogadores estariam na Copa do Mundo 1966 cinco meses depois, torneio em que a URSS terminou em quarto lugar). Estiveram nas tribunas do Olímpico, o então presidente João Havelange e o técnico da Seleção Vicente Feola. Segundo Alcindo: "Aquele jogo me abriu as portas". Alcindo não somente foi para a Copa do Mundo na Inglaterra como tornou-se titular da equipe. 
       Alcindo chamou a atenção do Rei Pelé. Teve o privilégio de ser contratado a pedido do Rei do Futebol. Alcindo Martha de Freitas, o Bugre Xucro, trocou o Tricolor gaúcho pelo Santos, em 1972.
       – É uma recordação muito bonita, porque se trata do Rei do Futebol. Fui para o Santos a pedido do Pelé. Inclusive, depois, a gente esteve comentando. Ele falou que não se metia na diretoria do Santos, mas comigo… Até porque a gente jogou junto em 1966 (na Copa do Mundo). Então, em 1971, ele pediu que me contratassem. Disse que foi a primeira vez na vida que fez isto. Nunca deixou a influência dele extrapolar. Então, é uma satisfação muito grande – disse Alcindo. Pelo Santos, Alcindo foi campeão paulista em 1973. 
       Em 1976 foi campeão mexicano pelo América e também artilheiro da competição com 20 gols.
       A última vez que Alcindo vestiu a camisa tricolor foi em um amistoso realizado em 16/03/1978 para marcar a despedida do artilheiro. O jogo foi entre o Grêmio e o Sindicado dos Atletas do Rio Grande do sul (SIAPERGS), vencido pelo tricolor por 6x1, um dos gols sendo anotado pelo Bugre. O jogo foi realizado no Estádio Olímpico. O combinado contava jogadores como Falcão, Caçapava, Claudiomiro e Luiz Felipe Scolari (eram jogadores de Inter, Caxias e Juventude), que pela qualidade dos jogadores, se tratava de uma verdadeira seleção gaúcha.
       Ninguém na história do Grêmio marcou mais gols que Alcindo (algumas fontes citam 264, outras fontes citam 229 e ainda outras que citam 230) em duas passagens pelo clube: de 1963 a 1971 e em 1977, já no fim da carreira. O fato é que ninguém chega perto desta marca no Grêmio. Alcindo foi artilheiro do Campeonato Gaúcho em 1965 (21 gols) e em 1968 (12 gols). Em toda a carreira jogou 520 jogos e marcou 299 gols.
       Alcindo é atleta laureado do clube desde 1965 e também tem seus pés na Calçada da Fama do Grêmio desde 21/09/1996.
       Além do Grêmio e da Seleção Brasileira, jogou também por Rio Grande-RS, Santos, Jalisco e América (México) e Francana-SP. Após o término da carreira como jogador Alcindo teve uma rápida passagem como treinador no Passo Fundo.
       A família Martha de Freitas tinha talento para o futebol, Alcindo teve irmãos e sobrinhos jogadores de futebol (Kim, Alfeu, Alcione, Cláudio Freitas, Alcir e Alzio).
       O maior artilheiro da história do Grêmio morreu no dia 27 de agosto de 2016, aos 71 anos, em Porto Alegre. Ele estava internado por complicações decorrentes de seu quadro de diabetes.