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Catarina


Norberto Costa
Nascimento: 06/06/1953
Florianópolis-SC
Posição: Atacante
Estréia: Grêmio 1x0 América-MG (22/10/1972)
Última partida: Grêmio 0x0 Botafogo (09/12/1972)
Jogos/gols: 13/3
Falecimento: 19/11/2025

    Catarina iniciou sua trajetória no futebol passando pelas categorias de base do Avaí e do Figueirense, clube pelo qual se profissionalizou. Em 1972, transferiu-se para o Grêmio, onde rapidamente deixou sua marca: em sua estreia, entrou faltando 15 minutos para o fim da partida e anotou o gol da vitória do Grêmio sobre o América-MG, aos 45 minutos do segundo tempo, pelo Campeonato Brasileiro de 1972, no Estádio Olímpico. Seu segundo gol pelo Grêmio veio logo aos 2 minutos da partida contra o Náutico, em Recife, garantindo o empate em 1x1. O terceiro e último gol vestindo a camisa tricolor foi na vitória por 2x1 sobre o Coritiba, em Curitiba.

    Ao todo, Catarina marcou três gols em 13 jogos pelo Grêmio, sendo que seus gols garantiram duas vitórias e evitaram uma derrota, contribuindo diretamente para a campanha do clube no Campeonato Brasileiro — única competição em que atuou pelo time gaúcho. Além do Grêmio, também defendeu Figueirense, Itabaiana (SE), Santa Cruz (RS), Sergipe e Juventude (RS), demonstrando versatilidade e espírito competitivo em sua carreira.

    De família ligada ao futebol catarinense, Catarina era cunhado de Veneza, histórico zagueiro avaiano dos anos 1970, tio de Fábio Fidélis (zagueiro do Avaí entre 2003 e 2009) e de Léo Fidélis (auxiliar de preparação física entre 2017 e 2022). Catarina era pai de Eduardo Costa, volante do Grêmio no início dos anos 2000 e que jogou pelo Avaí entre 2013 e 2015, e de Evandro Costa, que atuou na base do clube catarinense. Catarina faleceu em 19 de novembro de 2025.



Ademir Gaúcho



Ademir Furtado
Nascimento: 25/11/1953
Vera Cruz-RS
Altura: 1,76 m
Posição: Zagueiro
Única partida: Cruzeiro-RS 0x1 Grêmio (16/08/1972)
Jogos/gols: 1/0

    Esta única partida disputada por Ademir Gaúcho aconteceu pelo Campeonato Citadino de 1972. O jogo foi disputado no Estádio Beira-Rio, sendo o jogo preliminar de Internacional x São José.
    O Grêmio do técnico Daltro Menezes entrou em campo com: Rogério, Cláudio Radar, Renato Côgo, Ademir Gaúcho e Domingos; Paulo Sérgio, Ivo Wortmann, Yura, Flecha, Caio e Loivo. O atacante Ivanir, (que começou no banco) fez o gol da vitória do Grêmio aos 39 do segundo tempo naquela quarta-feira à noite. 


Iúra

 
Júlio Titow
Nascimento: 04/11/1952
Tubarão-SC
Altura: 1,79 m
Peso: 72 kg
Posição: Meia
Jogos/gols: 359/62
Estreia: Grêmio 3x0 Brasil de Pelotas (16/07/1972)
Última partida: Grêmio 1x0 Coritiba (17/05/1980)
Títulos: Campeonato Gaúcho (1977 e 1979)

    Iúra, cujo nome completo é Júlio Titow e apelido "Passarinho" foi um talentoso meio-campista do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Filho de imigrantes russos, iniciou sua trajetória nas categorias de base do clube em 1971, profissionalizando-se no Grêmio em 1971, onde permaneceu até 1980 antes de encerrar sua carreira como jogador atuando pelo Criciúma em 1980.
    Durante sua trajetória no Grêmio, Iúra realizou 359 partidas e marcou 62 gols, conquistando grande destaque e idolatria junto à torcida tricolor. Sua estreia como profissional ocorreu na vitória sobre o Brasil de Pelotas por 3 a 0 em 16 de julho de 1972. Sua despedida dos gramados pelo clube foi em 17 de maio de 1980, na vitória por 1 a 0 contra o Coritiba.
     Iúra consagrou-se campeão gaúcho em 1977 (dando fim ao Octa do Inter) e 1979, fazendo parte de equipes históricas do clube nestas conquistas marcantes.
    Nos clássicos Gre-Nais, Iúra disputou 27 partidas entre 11 de novembro de 1973 e 20 de setembro de 1979, com um desempenho equilibrado: 9 vitórias, 9 empates e 9 derrotas, atingindo um aproveitamento de 44,44%. Com ele em campo, o Grêmio marcou 33 gols e sofreu 29, sendo que Iúra balançou as redes do rival 4 vezes. Seu primeiro Gre-Nal terminou empatado em 1x1, mesmo placar de sua última participação no clássico. 
    Desde sua promoção em 1972, Iúra enfrentou frequentes discussões sobre seu estilo de jogo e comportamento, sendo visto tanto como guerreiro quanto como indisciplinado. Apesar das críticas, especialmente da torcida, e de histórias sobre sua vida boêmia, ele continuou se destacando pela dedicação e raça em campo, ganhando a confiança de Telê, que valorizava sua persistência e amor pelo clube.
    Com a chegada do técnico Telê, o Grêmio passou por uma grande reformulação, mantendo poucos jogadores da formação anterior e apostando em uma combinação de técnica com a entrega de atletas como Iúra. Mesmo com críticas e vaia, ele permaneceu no elenco, mostrando persistência e dedicação, características que Telê associava a um raro amadorismo e paixão pelo clube. Iúra demonstrava segurança e bom-humor, encarando até as provocações com leveza, reforçando seu papel de “pé-de-boi” no time, indispensável para o sucesso coletivo.  
    Iúra também entrou para a história como autor do gol mais rápido dos Gre-Nais, marcando com apenas 14 segundos em 1977.
    No ano de 1980, Iúra teve seu passe vendido pelo Criciúma Esporte Clube ao Internacional, uma negociação feita contra a vontade do próprio atleta. Ao se mudar para a capital gaúcha para tratar da transferência com os dirigentes do clube colorado, Iúra fez uma exigência salarial considerada muito alta, o que resultou no cancelamento da transação, mantendo-o longe do Internacional.
    Após se aposentar como jogador, Iúra passou a trabalhar com próteses dentárias. Anos mais tarde foi membro titular do Conselho Deliberativo do clube durante o mandato de 2004 a 2010, participando ativamente das decisões importantes para o clube. Em 2017, Iúra assumiu o cargo de Coordenador do Departamento de Futebol Feminino do Grêmio e, a partir de 2018, passou a ocupar a função de Diretor desse departamento, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento e fortalecimento do futebol feminino na instituição.
    Iúra foi homenageado com sua marca eternizada na Calçada da Fama do clube, ao lado de outros ídolos, reconhecendo sua importância histórica para o Grêmio.