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Maicon



Maicon Thiago Pereira de Souza
Nascimento: 14/09/1985
Rio de Janeiro-RJ
Posição: Volante
Altura: 1,84 m
Peso: 78 kg
Estreia: Grêmio 1x0 Cruzeiro-RS (14/03/2015)
Última partida: Grêmio 0x1 Corinthians (28/08/2021)
Jogos/Gols: 248/15
Títulos: Copa Libertadores da América (2017), Recopa Sul-Americana (2018), Copa do Brasil (2016), Campeonato Gaúcho (2018, 2019, 2020 e 2021) e Recopa Gaúcha (2019) somando 9 conquistas em 7 temporadas.

    Maicon iniciou a carreira no Madureira-RJ em 2000. Depois de passar por Fluminense, Bangu, Botafogo, MSV Duisburg, Figueirense, Figueirense e São Paulo chegou ao Grêmio em 2015.
    Foi líder e capitão do time que logo no ano seguinte à sua chegada voltou a vencer títulos, tanto de expressão nacional e continental, quanto o campeonato estadual.
     Foi campeão da Copa do Brasil, Libertadores da América, Recopa Sul-Americana, foi Tetra-campeão gaúcho e também venceu a Recopa Gaúcha. Em 2017 foi vice-mundial, perdendo a final para o todo-poderoso Real Madrid (talvez o melhor Real da história do clube).
    Disputou impressionantes 248 jogos pelo Grêmio, marcando 15 gols.
    Maicon aliava qualidade no toque de bola e também liderança dentro e fora de campo, sendo uma das peças mais importantes do ciclo recente de conquistas do Grêmio.
    Os Gre-Nais foram um capítulo a parte no currículo do jogador. Disputou 19 Gre-Nais (9 vitórias, 8 empates e apenas 2 derrotas), com um aproveitamento de 61.4%. Foi um período extremamente vitorioso do clube no Clássico.
    Com ele em campo, foram 22 gols a favor (1 marcado por ele) e apenas 7 gols sofridos. Estreou no Clássico em 26 de abril de 2015 (0x0 na Arena) e seu último clássico foi em 23 de maio de 2021 (1x1 também na Arena).
    Maicon esteve em campo no histórico Gre-Nal dos 5x0 de 2015. Venceu títulos sobre o rival, polemizou com Rodrigo Dourado, voltou a golear o Inter em 2018 (3x0) e provocou D'alessandro durante o sorteio no pré-jogo em pleno Beira-Rio. Em 2020 marcou um dos gols na vitória por 2x0 que colocou o Grêmio na final do Gauchão. Maicon perdeu apenas 2 vezes, ou seja, foi extremamente feliz nos clássicos que disputou.
    O volante tem seus pés eternizados na Calçada da Fama do clube.
    Pelos outros clubes que jogou, Maicon foi Campeão da Taça Rio e Campeonato Carioca (2005) pelo Fluminense. Taça Rio (2006) pelo Madureira. Pelo São Paulo venceu a Copa Sul-Americana em 2012 e a Eusébio Cup em 2013.
    Pela Seleção Brasileira, Maicon fez parte da lista de 12 suplentes para a Copa do Mundo da Rússia de 2018, juntamente com Arthur e Luan, também do Grêmio à época.
    Maicon praticamente se aposentou no Grêmio em 2021, porém ainda voltou a jogar em 2022 pelo CRB, ano em que realmente encerrou sua carreira.





Marcelo Oliveira



Marcelo Oliveira Ferreira
Nascimento: 29/03/1987
Salvador-BA
Posição: Lateral esquerdo
Altura: 1,84 m
Peso: 76 kg
Estreia: Grêmio 2x2 Novo Hamburgo (21/01/2015)
Última partida: Grêmio 2x1 Coritiba (07/10/2020)
Jogos/Gols: 174/6
Títulos: Copa Libertadores da América (2017), Recopa Sul-Americana (2018), Copa do Brasil (2016), Campeonato Gaúcho (2018, 2019 e 2020) e Recopa Gaúcha (2019).

    Marcelo Oliveira começou sua carreira no Corinthians em 2004 e permaneceu até 2011. Depois jogou por Paulista, Grêmio Barueri, Athletico Paranaense, Cruzeiro e Palmeiras. Em 2015 veio para o Grêmio (seu último clube da carreira).
    Pelo Grêmio Marcelo Oliveira conquistou 7 títulos, entre eles a Copa do Brasil, a Libertadores e a Recopa Sul-Americana.
    Disputou 11 Gre-Nais (4 vitórias, 5 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 51.52%. Com ele em campo, foram 12 gols a favor e 6 gols sofridos. Estreou no Clássico em 1 de março de 2015 (0x0 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 17 de março de 2019 (vitória de 1x0 na Arena). Marcelo Oliveira também participou do histórico Gre-Nal em que o Grêmio atropelou o rival e fez 5x0 na Arena do Grêmio (a maior goleada do século nos Gre-Nais).
    Pelas outras equipes, Marcelo Oliveira foi Campeão Brasileiro da Série B (2008), Campeonato Paulista e Copa do Brasil (2009) pelo Corinthians. Também conquistou a série B pelo Palmeiras em 2013.
    Após o término da carreira, o lateral foi coordenador técnico do Grêmio.




Marcelo Grohe

 

Marcelo Grohe é o goleiro das grandes conquistas atuais do clube

Marcelo Grohe
Nascimento: 13/01/1987
Campo Bom-RS
Altura: 1,88 m
Peso: 83 kg
Posição: Goleiro
Estreia: Santa Cruz-RS 2x3 Grêmio (15/01/2006)
Última partida: Grêmio 1x2 River Plate (30/10/2018)
Jogos/gols: 408/-334 (16 pênaltis defendidos, 188 jogos sem levar gols).
Títulos: Taça Libertadores da América (2017), Recopa Sul-Americana (2018), Copa do Brasil (2016), Campeonato Brasileiro-Série B (2005), Campeonato Gaúcho (2006, 2007, 2010 e 2018).

       Marcelo Grohe começou na base do Grêmio em 2000 e se profissionalizou em 2005. Goleiro com ótima colocação e ótimo reflexo, teve sua primeira oportunidade no jogo Santa Cruz-RS 2x3 Grêmio em 15/01/2006.
       Após muitos anos oscilando entre a titularidade e a reserva, em 2014 assumiu a posição e não largou mais, tanto é que Marcelo Grohe foi premiado com a Bola de Prata como melhor goleiro da competição. No ano seguinte, Grohe passou de 200 jogos pelo clube e novamente foi Bola de Prata.
     A consagração verdadeira veio em 2016. No jogo de volta contra o Athletico Paranaense, Marcelo falhou no gol marcado por André Lima no tempo regulamentar, o que levou o jogo para os pênaltis. Marcelo confessa que no caminho entre o campo e o vestiário, no intervalo do jogo, pensou em deixar o Grêmio. Porém, na decisão por pênaltis defendeu três cobranças e classificou o clube gaúcho para as quartas-de-final. Depois da classificação, se emocionou e chorou quando caminhava para o vestiário, no mesmo percurso que tinha feito uma hora antes pensando em deixar o clube.
       Três meses depois o Grêmio sagrava-se campeão da Copa do Brasil pela quinta vez, depois de 15 anos sem grandes conquistas tendo Marcelo Grohe como um dos destaques da campanha, junto com nomes como Luan, Douglas, Geromel, Kannemann e Renato Portaluppi como técnico.
       O ano de 2017 traria um título ainda maior na carreira do goleiro: a Libertadores da América (a terceira do clube). Marcelo Grohe foi fundamental na conquista. No jogo de ida da semifinal contra o Barcelona em Guayaquil a bola sobrou na pequena área, à feição para que o centroavante Ariel descontasse. Eis que o goleiro Marcelo Grohe se esticou todo e, com apenas um braço, evitou o gol praticamente em cima da linha. — Foi muito rápido, a bola passou por todo mundo. Vi o Ariel sozinho, aí pensei em fazer o que eu fiz, me jogar. Não tinha muito o que fazer. Estava quase dentro do gol, consegui me atirar — comentou o goleiro em entrevista à Rádio Gaúcha, na saída do estádio. Esta defesa foi elogiada por ninguém menos que Gordon Banks, o goleiro que é conhecido mundialmente como a defesa mais difícil da história. O Grêmio venceu aquele jogo por 3x0 e nem mesmo a derrota por 1x0 na Arena impediu que o Grêmio fosse para a final.
       E neste primeiro jogo da final, em Porto Alegre Marcelo Grohe fez outro milagre. Após cobrança de escanteio, Braghieri subiu mais alto que a marcação e cabeceou para baixo. Grohe, mais uma vez, voou de forma espetacular e evitou o gol do time argentino. A cabeçada do jogador do time argentino aconteceu a 8,4m do gol.
       Uma semana depois o Grêmio venceu o Lanús novamente na Argentina e sagrou-se Tri-Campeão da Libertadores da América.


       O ano de 2018 iniciou com outro título: o da Recopa Sul-Americana (o segundo do Grêmio na história). Após dois empates, a decisão foi para os pênaltis e Marcelo Grohe novamente foi fundamental ao defender uma das penalidades e garantir mais um título para o Grêmio. Em 2018 o Grêmio ainda foi campeão gaúcho, o que não acontecia desde 2010. O último jogo do goleiro foi em Grêmio 1x2 River Plate, dia 30/10/2018.
       Em 13 anos jogando como profissional do Grêmio, Marcelo Grohe fez 408 jogos pelo Grêmio com a marca de apenas 334 gols sofridos, ou seja, tem média inferior a 1 gol sofrido por jogo.
Grohe disputou 30 Gre-Nais (8 vitórias, 14 empates e 8 derrotas). Foram 32 gols a favor e 28 gols sofridos. Estreou no Gre-Nal em 01/04/2006, no estádio Olímpico, empate em 0x0 no primeiro jogo da final do Gauchão. Uma semana depois foi campeão ao empatar em 1x1 no Beira-Rio. Seu último clássico foi em 09/09/2018 na derrota por 1x0 no Beira-Rio.
       Conquistou a Série B de 2005, Campeonato Gaúcho (2006, 2007 e 2010), Copa do Brasil (2016), Libertadores da América (2017) e Campeonato Gaúcho (2018), totalizando 7 títulos. Grohe fez 2 jogos pela Seleção Brasileira.
       Como premiações individuais, Marcelo conquistou a Bola de Prata duas vezes (2014 e 2015). Seleção do Campeonato Brasileiro de 2014 (Troféu Armando Nogueira da Rede Globo), Seleção da América Jornal El País (2017) e Seleção do Campeonato Gaúcho (2018). Ao deixar o Grêmio em 2018 foi para o Al Ittihad (Arádia Saudita).
       No dia 30/06/2024 foi anunciado pelo Al-Kholood, também da Arábia Saudita.

Marcelinho Paraíba


Marcelo dos Santos (Marcelinho Paraíba)
Nascimento: 17/05/1975
Campina Grande-PB
Posição: Meia
Altura: 1,74 m 
Peso: 75 kg
Estreia: Grêmio 3x1 Juventude (04/03/2001).
Última partida: Corinthians 1x3 Grêmio (17/06/2001).
Jogos/gols: 23/16.
Títulos: Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (2001).
    Marcelinho Paraíba, conhecido por sua velocidade e habilidade, iniciou a carreira no Campinense e passou por diversos clubes do Brasil antes de ganhar projeção internacional no Olympique de Marseille. Sua trajetória atingiu o auge quando chegou ao Grêmio, onde rapidamente se tornou ídolo da torcida. Em Porto Alegre, foi apelidado de "Marcelinho Paraúcho" pelos gaúchos graças ao seu protagonismo e carisma. No Grêmio, foi campeão do     Campeonato Gaúcho, além de conquistar a Copa do Brasil de 2001, tendo marcado gol decisivo na final contra o Corinthians.
    Durante sua breve, porém marcante passagem pelo Grêmio, Marcelinho participou de 23 partidas e balançou as redes 16 vezes, números que o consagraram como um dos atacantes mais eficientes do período. Não chegou a disputar o Brasileirão daquele ano, pois, antes do início da competição, transferiu-se para o Hertha Berlim, da Alemanha, assinando por cinco temporadas com o clube, onde também se destacou e conquistou títulos importantes como a Copa da Liga Alemã.
    Marcelinho Paraíba atuou em apenas um Gre-Nal, realizado em 13 de maio de 2001, no Beira-Rio, quando Grêmio e Internacional empataram sem gols. Em âmbito internacional, defendeu a Seleção Brasileira em quatro jogos nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, sendo decisivo contra o Paraguai ao marcar o primeiro gol da vitória por 2x0 no Estádio Olímpico. Apesar de seu bom desempenho, não foi incluído por Felipão na lista final dos convocados para o Mundial na Coreia do Sul e Japão.
    Ao longo da carreira, Marcelinho contabilizou mais de 300 gols, atuando por clubes como Campinense, Santos, Rio Branco-SP, São Paulo, Olympique de Marseille, Grêmio, Hertha Berlim, Trabzonspor, Wolfsburg, Flamengo, Coritiba, Sport, Grêmio Barueri, Fortaleza, Joinville, Ypiranga-RS, Portuguesa e Treze-PB, entre outros. Entre suas conquistas mais expressivas estão títulos estaduais e nacionais, como o Campeonato Paraibano (1991 e 1993), Campeonato Paulista (1998 e 2000), Campeonato Gaúcho (2001), Copa do Brasil (2001), Copa da Liga Alemã (2001 e 2002) e Taça Minas Gerais (2012).
    Além das conquistas coletivas, Marcelinho Paraíba acumulou prêmios individuais em diferentes fases da carreira. Foi eleito melhor jogador e melhor estrangeiro da Bundesliga em 2005, recebeu prêmios como o Troféu Armando Nogueira, Prêmio Craque do Brasileirão e Bola de Prata, além de várias outras distinções como craque de estaduais e melhores meias de campeonatos regionais.
    Em reconhecimento à sua trajetória, tornou-se Embaixador da Paraíba em 2000, em cerimônia no Palácio do Governo de João Pessoa, consolidando-se como ícone e orgulho do futebol paraibano. Após encerrar a carreira como jogador, Marcelinho Paraíba iniciou uma nova etapa como treinador, comandando equipes como Treze, Sport-PB, Oeirense, Serra Branca, Baraúnas e Nacional de Patos, permanecendo ativo e contribuindo para o futebol brasileiro em novas funções.

Marinho


Mário Custódio Nazaré
Nascimento: 01/04/1976
Santos-SP
Posição: Zagueiro
Altura: 1,85 m
Peso: 80 kg
Estreia: Atlético-MG 0x0 Grêmio (22/01/2000)
Última partida: Atlético-MG 3x0 Grêmio (05/12/2001)
Jogos/Gols: 122/8
Títulos: Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (2001)

    Marinho surgiu na base do Corinthians e depois jogou na base da Portuguesa Santista, onde se profissionalizou.
    Jogou no Guarani entre 1996 e 1999 e chegou ao Grêmio no início do ano 2000.
    Pelo Grêmio conquistou o Gauchão e a Copa do Brasil de 2001.
    Fez mais de 120 jogos (e 8 gols) com a camisa do Grêmio. Um destes gols foi o primeiro da grande e inesquecível vitória na final da Copa do Brasil contra o Corinthians pelo placar de 3x1 que deu o Tetra Campeonato ao Grêmio dentro de um Morumbi com 80 mil corintianos. Neste jogo o jornal Correio do Povo deu nota 10 para Marinho com a seguinte descrição: "Gol e total segurança na zaga".
    A coluna escrita por Paulo Sant'ana na Zero Hora no dia 18/06/2001 (dia posterior ao título) tinha o seguinte título: "Símbolo do Título" e o texto era somente o nome "Marinho" repetido 472 vezes, tamanha a importância que o zagueiro teve nesta final.


    Disputou 6 Gre-Nais e nunca perdeu (4 vitórias e 2 empates), com um aproveitamento de 77.78%. Com ele em campo, foram 9 gols a favor e 4 gols sofridos. Estreou no Clássico em 30 de abril de 2000 (1x1 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 6 de outubro de 2001, na vitória por 1x0 pelo Campeonato Brasileiro, no Estádio Olímpico.
    Depois que deixou o Grêmio jogou por alguns outros clubes, como: Beşiktaş, Ponte Preta, Athletico Paranaense, Corinthians e Ponte Preta. Marinho ainda foi Campeão Brasileiro pelo Corinthians em 2005 e Campeão Paulista do Interior pela Ponte Preta em 2009.
    Após parar de jogar, Marinho se tornou treinador.





Mauro Galvão

 


Mauro Geraldo Galvão
Nascimento: 19/12/1961
Porto Alegre-RS
Altura: 1,80 m
Peso: 70 kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Colônia 0x2 Grêmio (03/08/1996)
Última partida: Nacional 1x1 Grêmio (15/05/2002)
Jogos/gols: 126/5
Títulos: Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil - Invicto (1997) e Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (2001).


       Um grande zagueiro. Habilidoso, elegante com a bola nos pés. Não sabia dar chutão. Ao ser alertado para afastar a bola "de bico" ele perguntou: "Onde fica o bico?". Mauro Galvão iniciou sua carreira nos infantis do Grêmio com 11 anos, apesar de ser colorado. Com 15 anos ele passou para os infantis do Inter convidado por um treinador do futebol amador do Grêmio que foi para a base do rival. Essa troca fez com que ele não pudesse jogar pelo Colorado por 6 meses por questões legais.
       No Inter, com 17 anos ele já tinha sido promovido ao time profissional. Em 1979 foi campeão brasileiro, foi tetracampeão gaúcho (1981, 1982, 1983 e 1984) e também do Torneio Heleno Nunes em 1984.
       Teve uma brilhante carreira jogando por diversos clubes, entre eles Bangu (Campeão da Taça Rio em 1987), Botafogo (Campeão do Troféu Cidade de Palma de Mallorca em 1988, Taça Rio em 1989, Bicampeão Carioca em 1989 e 1990), Lugano (Campeão da Copa da Suíça em 1992-1993) até chegar no Grêmio em 1996. Seu primeiro jogo foi um amistoso disputado na Alemanha contra o Colônia na vitória do Grêmio por 2x0 em 03/08/1996. Quatro meses depois, Mauro Galvão conquistou o Campeonato Brasileiro, o segundo do Grêmio em sua história, quando o Tricolor venceu a Portuguesa por 2x0 no Estádio Olímpico.
       O ano de 1997 traria ainda o Tricampeonato da Copa do Brasil (os 3 títulos de forma invicta), sendo que no dia 22/05/1997 o empate em 2x2 contra o Flamengo garantiu a conquista com Mauro Galvão ostentando a taça e a braçadeira de capitão da equipe.
       Em julho deste mesmo ano, Mauro Galvão é transferido para o Vasco onde jogou até 2001 e conquistou muitos títulos, entre eles: Campeonato Brasileiro (1997 e 2000), Campeonato Carioca e Libertadores da América (1998), Torneio Rio-São Paulo (1999) e Copa Mercosul em 2000.


       No início de 2001 retorna ao Grêmio para ser Campeão Gaúcho e Tetracampeão da Copa do Brasil, num time comandado por Tite com jogadores como Danrlei, Roger, Ânderson Lima, Tinga, Zinho, entre outros. Permanece até maio de 2002 quando faz sua última partida partida com a camisa do Grêmio no empate em 1x1 contra o Nacional, no Uruguai pela Libertadores da América, quando decidiu encerrar sua vitoriosa carreira.
       Mauro Galvão fez 126 jogos pelo Grêmio, marcando 5 gols. Disputou 5 Gre-Nais pelo Grêmio (1 vitória, 3 empates e 1 derrota). Com ele em campo, foram 6 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 5 gols sofridos. Estreou no Clássico pelo Grêmio em 29 de junho de 1997 e seu último foi em 20 de março de 2002. Um Gre-Nal marcante disputado por Mauro Galvão, foi o jogo em que o Grêmio venceu por 4x2 no Olímpico em 01/04/2001.
       Pela Seleção Brasileira disputou 26 jogos, venceu a Copa América de 1989 e jogou a Copa do Mundo de 1990.
       Como prêmios individuais ganhou 3 vezes a Bola de Prata da Revista PLACAR  (1979, 1985 e 1997).  
       Um ano após encerrar a carreira de jogador, Mauro Galvão foi convidado pelo Vasco da Gama para ser o treinador principal da equipe. O desafio foi aceito e iniciou-se então a carreira de treinador. Após um curto período como treinador principal, ele assumiu o cargo de assistente de treinador no próprio Vasco até o início da temporada de 2004 quando foi contratado pelo Botafogo para ser treinador, onde também já tinha atuado como jogador na década de 1980.
       Mauro Galvão lançou a sua biografia intitulada "Mauro Capitão Galvão - Lições de Vida, Lições de Futebol", que mostra imagens, histórias, estatísticas e curiosidades da sua carreira até aquele ano. Uma das curiosidades sobre a carreira de Mauro Galvão é que ele é o jogador que conquistou dois campeonatos brasileiros com o maior intervalo de tempo entre ambos, 17 anos.
O primeiro em 1979, pelo Internacional, e o segundo em 1996, pelo Grêmio.
       No início de 2005, ele assumiu o Náutico onde permaneceu por seis meses. No dia 8 de dezembro de 2010, Mauro Galvão foi anunciado como o novo superintendente de esportes do Avaí. Em 07 de setembro de 2012 foi anunciado para assumir a coordenação das categorias de base do Vasco da Gama. Clóvis, ex-lateral do Vasco, foi escolhido para ser o auxiliar de Mauro Galvão. Em 2015 Mauro Galvão começou a carreira de diretor-executivo de futebol no Grêmio.  Depois passou pelo Vitória na mesma função.
       Em 14 de setembro de 2020 foi anunciado para trabalhar como comentarista de futebol do SBT, emissora que adquiriu os direitos de transmissão da Libertadores da América.

Mário Sérgio


Mário Sérgio Pontes de Paiva
Nascimento: 07/09/1950
Rio de Janeiro-RJ
Altura: 1,72 m
Peso: 70 kg
Posição: Meio-campo
Estreia: Grêmio 2x0 Novo Hamburgo (12/10/1983)
Última partida: Grêmio 2x1 Hamburgo (11/12/1983)
Jogos/gols: 11/2
Títulos: Mundial de Clubes e Copa Los Angeles (1983)
Falecimento: 28/11/2016 em La Unión, Colômbia.

    Mário Sérgio Pontes de Paiva foi um dos jogadores mais carismáticos e inteligentes do futebol brasileiro, reconhecido por sua elegância em campo e visão de jogo apurada. Nascido em 7 de setembro de 1950, no Rio de Janeiro, ele iniciou sua trajetória esportiva no futsal do Fluminense, onde jogou por sete anos antes de se dedicar, por um breve período, à carreira de processador de dados. Em 1968, incentivado por amigos, realizou testes no Flamengo e foi aprovado para as categorias de base, superando críticas ao seu estilo individualista, herdado do futsal. Logo no segundo ano conquistou o Campeonato Carioca de Aspirantes e, em 1970, foi promovido ao time profissional.
    No Grêmio, sua história ficou eternizada em um dos capítulos mais gloriosos do clube. Foi contratado especificamente para a disputa do Mundial de Clubes em 1983, por indicação do técnico Valdir Espinosa. A negociação para tirá-lo da Ponte Preta foi difícil e envolveu o pagamento de Cr$ 200 milhões (equivalente a R$ 730 mil), mas o Grêmio conseguiu trazê-lo ao Estádio Olímpico. Depois dele, ainda desembarcaria outro atleta experiente para reforçar o meio-campo tricolor: Paulo César Caju. Após um período de adaptação, ambos foram titulares na vitória histórica de 2 a 1 sobre o Hamburgo.
    Foi no Mundial, realizado em Tóquio, que Mário Sérgio viveu o maior momento de sua carreira: Teve atuação decisiva na final contra o Hamburgo, sendo citado como ‘Homem do Jogo’ pela Rádio Guaíba, junto de Renato Portaluppi. A final marcou não só sua contribuição técnica, mas também seu reconhecimento como líder no vestiário. “- Foi a maior partida que eu joguei na minha vida, a decisão do Mundial em Tóquio pelo Grêmio. Foi o dia que eu estava super inspirado. Eu tenho a gravação dos meus melhores momentos nesta partida. Me dá mais orgulho que o título. Eu já estava com 33 anos, em fase final de carreira, pensando em parar - declarou, em entrevista à revista Trip.”


    Apesar da atuação decisiva, Mário Sérgio não permaneceu no Grêmio após a conquista, não teve sua contratação efetivada além da competição, retornando posteriormente ao Internacional, onde foi homenageado com a faixa de Campeão de Mundo justamente no Gre-Nal conhecido como Gre-Nal da Entrega das Faixas.
    Pelo Grêmio, o único Gre-Nal disputado por Mário Sérgio aconteceu em 02/11/1983, terminado em 0x0 no Estádio Olímpico.
    Sua carreira foi marcada por passagens por clubes como Vitória, Fluminense, Botafogo, Rosario Central, Internacional, São Paulo, Ponte Preta, Palmeiras, Botafogo-SP, Bellinzona (Suíça) e Bahia. Pela Seleção Brasileira, atuou em sete partidas entre 1981 e 1985.
    Ao longo da carreira, Mário Sério ganhou os seguintes títulos: Taça Guanabara (1970), Campeonato Baiano (1972), Campeonato Carioca (1975), Taça Guanabara (1975), Campeonato Brasileiro (1979), Torneio Heleno Nunes (1984), Campeonato Paulista (1981) Mundial de Clubes (1983), Copa Los Angeles (1983). Ganhou a Bola de Prata da Revista PLACAR 4 vezes (1973, 1974, 1980 e 1981).
    Aposentado, voltou a trabalhar nos times da capital gaúcha. No Grêmio, em 2005, como diretor, no Inter, em 2009, como técnico. Depois passou a exercer a profissão de comentarista, até morrer, sendo uma das 71 vítimas do acidente com o avião da Chapecoense, em 2016.
    Atualmente, quem frequenta as áreas de imprensa da Arena e Beira-Rio se depara com seu rosto estampado em placas que homenageiam seu nome: Mário Sérgio Pontes de Paiva.
    Sua passagem pelo Grêmio, embora breve, foi fundamental e muito valorizada no clube e entre seus torcedores. Mário Sérgio será sempre lembrado como um dos heróis da conquista mundial do Tricolor Gaúcho, tendo vivido em Tóquio a maior partida de sua vida.



Mazarópi

 

Mazarópi
Geraldo Pereira de Matos Filho
Nascimento: 27/01/1953
Além Paraíba-MG
Posição: Goleiro
Altura: 1,80 m
Peso: 80 kg
Estreia: Grêmio 2x0 Inter-SM (16/06/1983)
Última partida: São Paulo 0x0 Grêmio (05/08/90)
Jogos/gols: 425/-338 (em 195 jogos não sofreu nenhum gol).
Pênaltis defendidos: 32
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial de Clubes (1983). Campeão da Copa do Brasil (1989). Hexa-Campeão do Campeonato Gaúcho: (1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990).
Campeão da Supercopa do Brasil (1990). Somando 10 conquistas. 

    Mazarópi iniciou sua carreira como goleiro nas categorias de base do Vasco da Gama. Destacou-se no início da trajetória ao conquistar o Campeonato Brasileiro em 1974 como reserva. Em 1977, venceu também o Campeonato Carioca. Atingiu o notável recorde mundial de 1816 minutos sem sofrer gols, entre 1977 e 1978, reconhecido pela IFFHS.
    No entanto, com a chegada do goleiro Emerson Leão ao Vasco em 1979, Mazarópi foi emprestado ao Coritiba. Lá, brilhou novamente e foi determinante na conquista do Campeonato Paranaense de 1979. Regressou ao Vasco em 1980 e, em 1982, festejou mais um título carioca.
Foi em 1983 que Mazarópi teve sua trajetória marcada definitivamente pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Emprestado naquele ano, revelou-se um herói ao defender um pênalti crucial contra o América de Cali, que colocou o Grêmio na final da Taça Libertadores da América. Esse feito foi fundamental para que o Tricolor conquistasse, em 11/12/1983, o título mais importante de sua história: o Mundial, feito inédito para o clube na época. Aliás, no Brasil somente Santos de Pelé e Flamengo de Zico haviam alcançado tal patamar até então.


    Após breve retorno ao Vasco e passagem pelo Náutico, onde foi campeão pernambucano em 1984, Mazarópi voltou ao Grêmio em 1985. Sua presença consolidou uma era de vitórias e troféus: títulos gaúchos em 1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990, além da inédita Copa do Brasil conquistada de maneira invicta em 1989 e a Supercopa do Brasil em 1990 (competição esta que foi instituída naquele ano e que teve sua taça entregue pela CBF somente em 2025).
     Disputou 32 Gre-Nais — triunfando em 16, empatando 11 e sendo derrotado apenas 5 vezes, com notável aproveitamento de 61,46%. Foram 41 gols marcados pelo Grêmio nesses clássicos e apenas 24 sofridos, sendo sua estreia no clássico em 02/10/1983 (Internacional 1x1 Grêmio) e a última partida, uma goleada histórica por 4x1 no Estádio Olímpico conquistando o hexacampeonato gaúcho em 29/07/1990.
    Após encerrar a carreira de jogador, Mazarópi dedicou-se à preparação de goleiros e à carreira de treinador, chegando a comandar o Grêmio em 9 partidas. Duas destas partidas, foram as finais da Copa do Brasil de 1995. Nesta oportunidade, o técnico Felipão estava suspenso. No jogo de ida em São Paulo a comunicação foi feita por telefone celular, tecnologia muito restrita naquela época. No jogo de volta, o Grêmio instalou uma linha telefônica diretamente na casamata para que houvesse novamente a comunicação entre Luiz Felipe Scolari e Mazarópi.
    Seu nome segue celebrado e eternizado na Calçada da Fama na Esplanada da Arena do Grêmio, e o clube frequentemente presta homenagens, com camisas especiais do Mundial de 1983 e celebrações em datas especiais, reconhecendo sua trajetória inigualável com a camisa tricolor.
    Atualmente Mazarópi trabalha nas transmissões da Grêmio TV  a TV oficial do clube — como comentarista dos jogos do Imortal Tricolor pelo YouTube.



Marino

 

Marino é o 10° Maior artilheiro da história do Grêmio


Marino da Silva
Nascimento: 21/03/1939
São Leopoldo-RS
Posição: Ponta Direita
Estreia: Grêmio 2x2 Pelota (04/05/1960)
Última partida:  Grêmio 2 x1 Esportivo (04/04/1965)
Jogos/gols: 238/117
Títulos: Campeonato Sul-Brasileiro (1962), Campeonato Gaúcho (1960, 1962, 1963 e 1964) e
Campeonato Citadino de Porto Alegre (1960 e 1964).

       Marino começou a sua carreira jogando nos juvenis do Aimoré, na década de 1950, fazendo parte do elenco profissional entre 1956 e 1959. No período, chegou a ser vice-campeão gaúcho, perdendo a decisão, justamente, para o Tricolor.
       No ano de 1960, foi convocado para a Seleção Brasileira para disputar o Panamericano, conquistando o vice-campeonato.
       O atacante Marino da Silva atuou no Grêmio entre 1960 e 1965. Seu primeiro jogo com a camisa do Grêmio foi no dia 04/05/1960 no jogo Grêmio 2x2 Pelotas, um amistoso no Estádio Olímpico. Foi sempre lembrado pela torcida pelas conquistas dos Campeonatos Gaúchos de 1960, 1962, 1963 e 1964, além de ser campeão do torneio Sul-Brasileiro de forma invicta, em 1962. Neste mesmo ano o Grêmio conquistou o Torneio da Legalidade.
       Foi o autor dos dois gols do Gre-Nal final do Campeonato Gaúcho de 1962, que levou o Grêmio a disputar e conquistar o Supercampeonato. Marcou os 4 gols do Gre-Nal festivo de 1º de maio de 1963, vencido pelo Grêmio, no Olímpico por 4 a 1, feito inédito do clássico na era do futebol profissional. 
       Ele também é o terceiro maior artilheiro do Grêmio em duelos contra o rival com sete bolas nas redes, atrás apenas de Luiz Carvalho e Alcindo. Marino ainda participou das duas excursões do Grêmio à Europa, realizada nos anos de 1961 e 1962.


       Seu último jogo foi na vitória do Grêmio por 2 a 1 no amistoso contra o Esportivo de Bento Gonçalves, em 4 de abril de 1965.
       Marino é o 10° maior artilheiro da história do Grêmio. Foram 238 jogos e 117 gols com a camisa tricolor. A passagem do jogador pelo Grêmio foi tão forte, que ele deixou a marca de seus pés na calçada da fama do Tricolor em 2001. 
       O atacante jogou ainda no Cerro–URU, no Cruzeiro de Porto Alegre, no Esportivo de Bento Gonçalves e no Internacional, onde encerrou a carreira em 1968. Depois que deixou de jogar seguiu a vida com trabalhos fora do futebol. Passou pela VARIG, teve lanchonete, foi taxista e se aposentou como funcionário da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica). O primeiro teste de emprego sem as chuteiras marcou para sempre e virou uma lição. "Ele concorria pela vaga com outro cara, havia tempo para entregar a peça no torno. O outro cara teve problema na máquina e aí o tio parou e foi ajudar ele a fazer o torno funcionar de novo. Eles terminam juntos, depois do prazo, e mesmo assim ele foi escolhido. Foi um ato de solidariedade enorme, mas ele tratava como algo comum. Não fazia firula com isso" conta Jari, sobrinho de Marino.
       Ainda trabalhou nas escolinhas do Aimoré de 1994 a 2001. 
    Faleceu em 26 de setembro de 2001, aos 62 anos em São Leopoldo. Em março de 2010, o Aimoré inaugurou um alojamento com seu nome.