Mostrando postagens com marcador C. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador C. Mostrar todas as postagens

Christian



Christian Corrêa Dionísio
Nascimento: 23/04/1975
Porto Alegre-RS
Altura: 1,86 m
Peso: 83 kg
Posição: Centroavante
Estreia: Juventude 2x1 Grêmio (22/02/2003)
Última partida: Grêmio 0x1 Atlético-MG (11/12/2004)
Jogos/gols: 85/40

    Christian Corrêa Dionísio foi um dos centroavantes com mais faro de gol do futebol brasileiro, lembrado pela força física e excelente capacidade de finalização. Sua trajetória no futebol começou nas categorias de base do Grêmio, entre 1985 e 1989, onde desenvolveu o talento que o levaria a atuar por diversos clubes de destaque no Brasil e no exterior. O atacante vestiu as camisas de times como Internacional, Estoril, Farense, Paris Saint-Germain, Bordeaux, Palmeiras, São Paulo, Botafogo, Juventude, Corinthians, Pachuca, Portuguesa e São Caetano, entre outros. 



    Pelo Grêmio, Christian conseguiu uma performance notável: foram 85 jogos e 40 gols, mantendo uma ótima média de 0,47 gols por partida. Em clássicos Gre-Nal defendendo o Tricolor, disputou 9 partidas, marcou 3 gols, obteve 1 vitória, 2 empates e 6 derrotas. Um dos momentos mais emblemáticos de sua passagem foi o gol decisivo que deu a vitória ao Grêmio por 1x0 no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro em 12/10/2003. Sua estreia em Gre-Nal pelo Grêmio foi em 9 de março de 2003 (Internacional 1x0 Grêmio), e o último clássico foi em 23 de outubro de 2004 (Grêmio 1x3 Internacional). 


Christian tem como sua principal conquista o Mundial pelo São Paulo em 2005 e a Copa América pela Seleção Brasileira em 1999. Vestindo a Amarelinha, disputou 11 partidas. Ao longo de toda a carreira, Christian acumulou quase 600 jogos e marcou pouco mais de 230 gols, uma marca expressiva para qualquer atacante. Encerrou a carreira em 2010, aos 35 anos, devido a problemas de lesão no joelho, deixando uma trajetória reconhecida por títulos, gols e dedicação ao futebol. Atualmente é agente de jogadores.

Carlos Miguel

 

Carlos Miguel, inúmeros títulos e um gol que calou 100 mil no Maracanã.


Carlos Miguel da Silva Junior
Nascimento: 12/06/1972
Bento Gonçalves-RS
Altura: 1,77 m
Peso: 74 kg
Posição: Meia
Estreia: Grêmio 1x0 Concórdia (27/02/1992)
Última partida: Cruzeiro 3x0 Grêmio (05/11/2003)
Jogos/gols: 328/52
Títulos: Campeonato Gaúcho (1993, 1995 e 1996), Copa do Brasil (1994 e 1997), Libertadores da América, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (1996). Além dos títulos citados, Carlos Miguel também conquistou a Sanwa Cup (1995), Copa Renner onde fez 1 dos gols do Grêmio na final (1996) e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996).

       Carlos Miguel começou na base do Grêmio em 1989. Se tornou profissional em 1992 e fez seu primeiro jogo num amistoso contra o Concórdia, vitória do Grêmio por 1x0 em 27/02/1992 quando entrou aos 8 minutos do segundo tempo.
       Canhoto, habilidoso e de muito talento Carlos Miguel conquistou 11 títulos com a camisa do Grêmio: Campeonato Gaúcho (1993, 1995 e 1996), Copa do Brasil (1994 e 1997), Libertadores da América, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (1996). Além dos títulos citados, Carlos Miguel também conquistou a Sanwa Cup (1995), Copa Renner onde fez 1 dos gols do Grêmio na final (1996) e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996).
       No terceiro título da Copa do Brasil em 1997 (os 3 títulos de forma invicta), Carlos Miguel foi o autor do segundo gol do Grêmio no empate em 2x2 com o Flamengo que calou 100 mil flamenguistas e confirmou mais uma Copa do Brasil para o Tricolor.
       Carlos Miguel disputou 328 jogos, fez 52 gols e deu 15 assistências nas 6 temporadas em que jogou pelo Grêmio. Disputou 20 Gre-Nais pelo Grêmio (7 vitórias, 9 empates e 4 derrotas), com um aproveitamento de 50%. Com ele em campo, foram 17 gols a favor (1 marcado por ele) e 15 gols sofridos. Estreou no Clássico pelo Grêmio em 14/06/1992 e seu último clássico foi em 12/10/2003. Tanto em sua estreia quanto em sua despedida dos Gre-Nais, o Grêmio saiu-se vencedor.


       Depois de sair do Grêmio em 1997 Carlos Miguel atuou pelo Sporting (Portugal), São Paulo, Inter, voltou a Grêmio em 2003. Em 2006 encerrou sua carreira jogando pelo Corinthians-AL.
       Seu último jogo pelo Grêmio foi na derrota por 3x0 para o Cruzeiro em MG em 05/11/2003
       Carlos Miguel fez 5 jogos pela Seleção Brasileira em 2001.
      Jogando pelo São Paulo, Carlos Miguel foi Campeão Paulista em 1998 e 2000. Pelo Internacional foi Campeão Gaúcho em 2002. Foi candidato a vereador em 2012, porém não se elegeu. Participou de jogos do Showbol representando o Grêmio. Entre 2021 e 2023 Carlos Miguel comandou equipes da base do Grêmio.
       Atualmente é comentarista da Grêmio TV juntamente com Mazaropi.

Caio



Wolnei Caio
Nascimento: 10/08/1968
Roca Sales-RS
Altura: 1,74m
Peso: 70kg
Posição: Meia

Estreia: 
Grêmio 6x1 Coritiba (29/01/1990)
Última partida: Seleção Tailandesa 0x1 Grêmio (12/01/1994)
Jogos/gols: 222/63
Títulos: Supercopa do Brasil (1990) e Campeonato Gaúcho (1990 e  1993).

       Meio-campista, Caio foi formado na base do Grêmio. Em 1987 foi emprestado para o Juventus. Em 1989, jogou pelo Juventude, onde foi artilheiro do Campeonato Gaúcho. Voltou ao Grêmio, onde teve uma passagem marcante entre 1990 e 1993, onde conquistou o Campeonato Gaúcho duas vezes. Na primeira partida pelo Campeonato Brasileiro de 1990, Caio foi autor dos três gols gremistas na vitória sobre o Corinthians, no Olímpico, por 3 a 0, ano em que foi vice-artilheiro da competição com 10 gols, 1 a menos que o artilheiro Charles, do Bahia.
Em 1993 Caio marcou o gol do Grêmio no empate de 1x1 com o Pelotas, na Boca do Lobo. Este gol garantiu o título gaúcho daquele ano em um time que contava com a maior promessa do futebol brasileiro daqueles anos, o meia Denner (que infelizmente faleceu em 1994 em um acidente automobilístico no Rio de Janeiro).
       Disputou 15 Gre-Nais (6 vitórias, 7 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 56%. Com ele em campo, foram 12 gols a favor (2 marcados por ele) e 7 gols sofridos. Estreou no Gre-Nal em 15 de julho de 1990 e seu último clássico foi em 18 de julho de 1993. Caio cita como seu Gre-Nal inesquecível a vitória por 2x1 em que ele fez os 2 gols no clássico realizado no Estádio Olímpico, dia 22 de setembro de 1991 pelo Campeonato Gaúcho.
       Vestindo a camisa do Grêmio, Caio marcou 63 gols em 222 jogos, ficando em 32° lugar entre os maiores artilheiros do clube, na frente de nomes como Yura e Barcos em gols absolutos.

            

       Jogou também na Portuguesa em 1994 e foi emprestado ao Kashiwa Reysol em 1995. No mesmo ano, voltou à Lusa, onde ficou até 1997, sendo vice-campeão do Campeonato Brasileiro de 1996. Entre 1997 e 1998, jogou pelo Cruzeiro, onde venceu a Libertadores de 1997 e o Campeonato Mineiro em 1997 e 1998. Em 1999, defendeu o Botafogo, levando o clube ao vice-campeonato da Copa do Brasil de 1999.
       Atuou por Juventude e Figueirense no ano de 2000. Em 2001, atuou por Inter de Limeira, Brasiliense e Santo André. Entre 2001 e 2002, esteve no Guarani. Em 2004, foi para o Esportivo, clube que o lançou no futebol. Por lá, venceu a Copa FGF de 2004 e permaneceu no clube até 2007, onde encerrou a carreira. Ao se aproximar do final da carreira, era carinhosamente chamado de Vovô Caio.
       No mesmo ano, veio a ser técnico do Esportivo por alguns jogos, porém não prosseguiu na carreira de treinador. Após ser treinador, continuou no Esportivo, porém como gerente de futebol. Caio ficou no clube até 2010, quando foi para a Portuguesa, para atuar na mesma função até 2014. Trabalhou também como auxiliar técnico no Brasil de Farroupilha.
    Caio atuou 5 anos como Secretário Municipal de Esportes e Lazer do município gaúcho de Garibaldi. Em 2021 trabalhou como supervisor no futsal da ACBF. 

Cuca


Alexi Stival
Nascimento: 07/06/1963
Curitiba-PR
Altura: 1,83 m
Peso: 74 kg
Posição: Meia
Estreia: Benfica 1x2 Grêmio (29/07/1987)
Última partida: Paraná 2x1 Grêmio (20/05/1992)
Jogos/gols: 182/66
Títulos: Campeonato Gaúcho (1988, 1989 e 1990). Supercopa do Brasil (1990), Copa do Brasil - Invicto (1989) e Torneio de Berna (1987).

    Cuca era um meia versátil, voluntarioso e que fazia muitos gols. Começou sua carreira no Pinheiros-PR. Depois passou por Santa Cruz-RS e Juventude até chegar no Grêmio em 1987. 
    Conquistou diversos títulos, entre eles os três últimos da sequência do Hexa-Gaúcho, o inédito título da Copa do Brasil de forma invicta em 1989 e a também inédita Supercopa do Brasil em 1990.
Depois de passar por Real Valladolid e Internacional, Cuca retornou ao Tricolor em 1992.
    Disputou 15 Gre-Nais pelo Grêmio obtendo 7 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, com um aproveitamento de 55.56%. Com ele em campo, foram 19 gols a favor (1 marcado por ele) e 13 gols sofridos. Estreou no Clássico pelo Grêmio em 12 de outubro de 1987 (1x0 para o Grêmio no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 29 de julho de 1990 na acachapante goleada de 4x1 que garantiu o Hexa-campeonato gaúcho de 1990 para o Tricolor, numa despedida em alto estilo.
    Após sua saída definitiva do Grêmio em 1992, Cuca jogou pelo Palmeiras, Santos, Portuguesa, Remo, Juventude e Chapeconse (onde encerrou sua carreira em 1996).
Outros títulos ganhos por Cuca como jogador são títulos estaduais por Internacional, Remo e Chapecoense, 
    Cuca jogou 1 partida pela Seleção Brasileira, no empate em 1x1 contra o Paraguai em 27 de fevereiro de 1991, em um amisto disputado em Campo Grande-MS. A escalação do Brasil nesta partida foi Taffarel, Gil Baiano, Paulão, Adilson e Leonardo; Moacir, Cafu (Donizete) e Neto. Cuca (Maurício), Charles (Mazinho Oliveira) e João Paulo (Careca). Técnico: Falcão. O gol foi marcado por Neto.
    Como treinador, Cuca passou pelo Grêmio em 2004 e dirigiu o time por 11 partidas naquele ano difícil para o clube. Além do Grêmio, Alexi Stival comandou dezenas de clubes, entre eles: 
Avaí, São Paulo, Flamengo, Botafogo, Santos, Fluminense, Atlético-MG, Palmeiras, Corinthians e Athletico Paranaense.
    Na carreira de treinador, acumulou taças em diversos clubes grandes: comandou Botafogo (Taça Rio 2007 e 2008), Flamengo (Taça Guanabara e Campeonato Carioca de 2009) e Cruzeiro (Campeonato Mineiro de 2011), além de uma vitoriosa trajetória no Atlético Mineiro, onde conquistou os estaduais de 2012, 2013, 2021 e 2025, a Copa Libertadores de 2013, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil de 2021. 
    Também teve sucesso internacional pelo Shandong Luneng, vencendo a Copa da China de 2014 e a Supercopa da China de 2015, e foi campeão brasileiro pelo Palmeiras em 2016, além do título paranaense com o Athletico em 2024.​
    Reconhecido pelo trabalho ofensivo e pela capacidade de montar equipes competitivas, Cuca ganhou prêmios individuais como melhor treinador do Campeonato Brasileiro em 2016 e 2021, recebeu a Bola de Prata nesses mesmos anos e foi eleito melhor técnico do Campeonato Mineiro em 2011, 2012 e 2013
    Cuca continua atuando como treinador



Caio Júnior


Luiz Carlos Saroli
Nascimento: 08/03/1965
Cascavel-PR
Altura: 1,80 m
Peso: 70 kg
Posição: Centroavante
Estreia: *
Última Partida: *
Jogos/gols: 157/58
Títulos: Campeonato Gaúcho (1985, 1986 e 1987), Torneio de Rotterdam e Troféu Ciudad Palma de Mallorca (1985).

    Caio Júnior iniciou sua trajetória no Grêmio em 1980, aos 15 anos, ingressando nas categorias de base do clube. Destacou-se rapidamente, subindo para o Juvenil A em 1981 e logo após para os Juniores, sendo campeão gaúcho de juniores em 1982, já mostrando talento em decisões contra o Internacional. Seu período áureo pelo profissional do Grêmio ocorreu entre 1985 e 1987, quando foi tricampeão estadual e artilheiro do Campeonato Gaúcho em 1985, marcando 15 gols. Nos Gre-Nais, disputou 10 clássicos, conquistando 5 vitórias, 4 empates e apenas uma derrota. Marcou gols importantes, inclusive um no seu primeiro Gre-Nal em 08/12/1985, vitória por 2x1 no Olímpico, e encerrou sua série de clássicos em 28/06/1987, num empate sem gols no Beira-Rio. Ao todo, balançou as redes do Internacional 4 vezes, consolidando sua presença como atacante decisivo nos confrontos mais emblemáticos do futebol gaúcho.

    Após sua marcante passagem pelo Grêmio, Caio Júnior transferiu-se para Portugal, onde conquistou a Supertaça de Portugal pelo Vitória de Guimarães em 87/88 e foi campeão da II Liga com o Estrela Amadora. Retornou ao Brasil em 1994 e venceu o Campeonato Gaúcho pelo Internacional, voltando posteriormente a Portugal para jogar no Belenenses. Seguiu sua carreira em clubes como Novo Hamburgo, onde foi campeão da segunda divisão gaúcha em 1996, e no Paraná Clube em 1997. 

    Ao encerrar a carreira de jogador, tornou-se técnico, iniciando em escolinhas de futebol e ganhando projeção nacional ao comandar o Cianorte contra o Corinthians na Copa do Brasil 2005 e ao levar o Paraná à Libertadores. 

    Caio Júnior também foi treinador do Grêmio em 2012, porém sem sucesso. Foi eleito melhor técnico brasileiro de 2007 ao trabalhar no Palmeiras, passou por grandes clubes do país e do exterior, conquistou um título estadual pelo Vitória, dirigiu equipes de destaque como Botafogo e Chapecoense, e encerrou sua trajetória de maneira trágica e heroica, sendo lembrado como exemplo de competência e liderança no futebol brasileiro.



Caio



Luiz Carlos Tavares Franco
Nascimento: 16/03/1955
Rio de Janeiro-RJ
Posição: Atacante
Altura: 1,84 m
Peso: 80 kg
Estreia: Sergipe 0x3 Grêmio (10/03/1983)
Última partida: Internacional 2x0 Grêmio  (25/11/1984)
Jogos/gols: 75/19
Títulos: Mundial de Clubes e Taça Libertadores da América (1983).

    Caio, natural de Madureira, começou sua carreira no futebol no Brasil Novo e, por seu talento, foi treinar no Botafogo dos 11 aos 19 anos. Em 1975, iniciou sua vida profissional no Botafogo, mas logo foi emprestado ao Madureira. 
    Em 1977, transferiu-se para o Moto Club no Maranhão, onde se tornou campeão maranhense e ganhou o apelido de "turista" devido às suas viagens secretas para ver a noiva. Após um breve empréstimo ao Paysandu em 1978, retornou ao Moto Club e, por seu bom desempenho, chamou a atenção da Portuguesa, onde foi vice-artilheiro do Campeonato Paulista de 1979.
    Em 1983, o Grêmio, buscando um centroavante para a Taça Libertadores, trouxe Caio por empréstimo. Caio rapidamente conquistou a titularidade devido ao seu bom condicionamento físico e se tornou o centroavante do time na Copa Libertadores, jogando ao lado de craques como Renato Portaluppi, Mário Sérgio, De León e Tita, sob o comando do técnico Espinosa.
    Caio teve um papel crucial nas conquistas da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes de 1983. No jogo contra o Estudiantes no Olímpico pelas semifinais da Libertadores, Caio chapelou o jogador argentino quase na linha lateral esquerda, passou por mais 2 adversários no drible e na velocidade e deu passe preciso para Tarciso marcar o gol que ajudaria a colocar o Grêmio pela primeira vez em uma final de Libertadores contra o Peñarol. Na final, marcou um dos gols contra o Peñarol e conquistou a tão sonhada Taça Libertadores da América. 
    No Mundial, apesar de ter perdido a titularidade para Paulo Cézar Caju, entrou em campo e deu a assistência para Renato marcar o gol da vitória gremista contra o Hamburgo, um dos momentos mais gloriosos de sua carreira, e que lhe rendeu seis mil dólares como prêmio. 
    Caio disputou 5 Gre-Nais (1 vitória, 2 empates e 2 derrotas). O Grêmio marcou 5 gols e sofreu 7. O atacante Caio marcou no Gre-Nal das Faixas, vencido pelo Grêmio por 4x2 no Estádio Olímpico em 26/01/1984. Sua estreia no Clássico foi no empate em 1x1 no Beira-Rio em 02/10/1983. Seu último Gre-Nal foi justamente na sua última partida pelo Grêmio: derrota de 2x0 no Beira-Rio em 25/11/1984. 
    Em 1984 sofreu uma distensão na virilha durante uma partida da Libertadores, uma lesão da qual não conseguiu se recuperar. 
    Apesar do grande prestígio que desfrutava no clube gaúcho, a descrença em sua plena recuperação o levou a uma dolorosa decisão: em dezembro de 1984, aos 30 anos, Caio optou por abandonar os gramados. Propostas de grandes clubes como Santos, Palmeiras e até o Benfica surgiram, mas a firme resolução de Caio de se aposentar prevaleceu, marcando seu retorno ao Maranhão e o fim de sua primeira fase no futebol profissional.
    Após um período investindo em uma rede de farmácias, Caio descobriu que sua lesão havia sarado. A pedido da diretoria, voltou a jogar pelo Moto Club em 1985. Teve um breve empréstimo ao Tuna Luso em 1986 e permaneceu no Moto Club até 1989. Em 1990 foi para o Sampaio Corrêa. Lá foi bicampeão maranhense em 1990 e 1991, abandonando definitivamente os gramados aos 36 anos.
    Após a carreira de jogador, Caio atuou como treinador e auxiliar em diversos clubes do Maranhão até 2000.
    Em 2014, aos 59 anos, Caio trabalhava como taxista no Maranhão e sofria de trombose. Ex-companheiros do Grêmio, liderados por Renato Portaluppi, se mobilizaram para ajudá-lo a custear a cirurgia. Caio aceitou a ajuda, fez a cirurgia e fixou residência em Ivoti, no Rio Grande do Sul, onde trabalha como zelador no Sport Club Ivoti.
    Infelizmente Caio precisou amputar as duas pernas e acabou falecendo em 12 de fevereiro 2019 aos 63 anos em São Luís, Maranhão.




César



César Martins de Oliveira
Nascimento: 13/04/1956
São João da Barra-RJ
Posição: Atacante
Altura: 1,78 m
Peso: 72 kg
Estreia: Grêmio 4x0 Campo Grande-RJ (06/02/1983)
Última partida: Toledo FC 1x2 Grêmio (05/06/1984)
Jogos/gols: 48/14
Títulos: Copa Libertadores da América, Mundial de Clubes e Copa Los Angeles (1983).
Falecimento: 17/09/2024 em São João da Barra-RJ.

    César começou a jogar na base do Americano-RJ. No fim de 1974 foi para os juvenis do América-RJ. Foi artilheiro (e Bola de Prata) do Campeonato Brasileiro de 1979. A artilharia no Améric chamou a atenção do Benfica, que adquiriu o atacante por Cr$ 8 milhões.
    Lá conquistou títulos e ficou até o início de 1983, quando foi contratado pelo Grêmio.
O atacante fez gols decisivos pelo Grêmio. Na conhecida Batalha de La Plata, marcou o gol que virou o jogo para 2x1 para o Grêmio, num jogo em que o empate em 3x3 foi considerado heroico por todas as circunstâncias dentro de fora de campo.
Porém, a consagração mesmo foi quando marcou o gol do título da Copa Libertadores da América de 1983 na vitória por 2x1 sobre o Peñarol. Renato cruzou para área da bandeirinha do escanteio e César se jogou de cabeça para marcar o gol mais importante da história do Grêmio até então e garantindo a participação inédita do Grêmio e de qualquer equipe do sul do Brasil no Mundial de Clubes daquele ano.
    César não chegou a entrar na partida contra o Hamburgo pelo Mundial, porém estava no banco vestindo a camisa número 18. Dois dias depois da final do Mundial, César foi titular na partida contra o América do México que deu o título da Copa Los Angeles para o Grêmio.
    Disputou 3 Gre-Nais (1 vitória, 2 empates e nenhuma derrota), com um aproveitamento de 55.56%. Com ele em campo, foram 5 gols a favor e 3 gols sofridos. Sua estreia em clássicos foi em 2 de outubro de 1983 (1x1 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 26 de janeiro de 1984, na vitória por 4x2 (no Estádio Olímpico) no que foi o Gre-Nal da troca das faixas: Grêmio Campeão do Mundo/83, Internacional Campeão Gaúcho/83.
    Após deixar o Grêmio, ainda jogou por Palmeiras, São Bento de Sorocaba e pelo Pelotas, onde encerrou carreira em 1988. 
    César também conquistou títulos por outros clubes ao longo da carreira. Pelo America-RJ, levantou a Taça Jayme de Carvalho, correspondente ao 3º turno (repescagem) do Campeonato Carioca de 1976. Já no Benfica, em Portugal, foi campeão nacional na temporada 1980/1981, bicampeão da Taça de Portugal em 1979/1980 e 1980/1981, vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira em 1980 e ainda ganhou a Taça de Honra da AF Lisboa (1ª Divisão) nas temporadas 1979/1980 e 1981/1982.
    Em 2009, ao lado de Danrlei, colocou seus pés na Calçada da Fama, naquela época localizada no pátio do Estádio Olímpico, atualmente na Esplanada da Arena do Grêmio.
    Ao longo dos anos o jogador sempre participava de homenagens feitas ao grupo Campeão Mundial de 1983.
    Aos 68 anos, César faleceu no dia 17 de setembro de 2024, no Rio de Janeiro. O ex-atacante estava internado desde o final de agosto e enfrentava problemas de saúde nos últimos anos, em decorrência de um câncer de próstata. Foi velado e sepultado em sua cidade natal.



Casemiro



Casemiro Mior
Nascimento: 07/01/1958
Serafina Corrêa-RS
Altura: 1,75m
Peso: 71 kg
Posição: Lateral-esquerdo
Estreia: Novo Hamburgo 0x1 Grêmio (10/09/1980)
Última partida: Figueirense 3x1 Grêmio (11/12/1987)
Jogos/gols: 378/5 

    Casemiro Mior é um dos grandes exemplos de lateral-esquerdo com passe qualificado e inteligência tática do futebol gaúcho. Iniciou sua carreira no Grêmio em 1979, sendo temporariamente emprestado ao Juventude por um ano, mas logo retornou ao tricolor para marcar época. Em sua trajetória pelo Grêmio, Casemiro conquistou títulos históricos: foi campeão brasileiro em 1981, campeão gaúcho nos anos de 1980, 1985, 1986 e 1987, além de compor o vitorioso elenco campeão da Taça Libertadores da América e do Mundial de Clubes em 1983. Nos Gre-Nais, disputou 25 clássicos vestindo a camisa gremista — com 11 vitórias, 9 empates e 5 derrotas, resultando em um aproveitamento de 56%. Estreou em Gre-Nais em 26/07/1981 (Grêmio 0x0 Internacional) e encerrou sua série nesses duelos em 12/10/1987 (Internacional 0x1 Grêmio). Em todos esses confrontos, nunca foi expulso e, com ele em campo, o Grêmio marcou 30 gols e sofreu 24.

    Após encerrar seu ciclo como jogador do Grêmio, Casemiro atuou pelo Internacional em 1988, além de defender a Internacional de Limeira. Na transição para a carreira de treinador, alcançou destaque internacional — entre 1998 e 2000, comandou a seleção de Hong Kong e os clubes Eastern e South China, sendo eleito três vezes o melhor treinador do ano no país. Fez história ao liderar o Nacional da Ilha da Madeira ao 4º lugar do Campeonato Português em 2004, a melhor campanha da história do clube. No Brasil, dirigiu equipes como Atlético-PR, Fortaleza, Ypiranga, entre outros, e também trabalhou nas categorias de base do Al-Jazira, dos Emirados Árabes. 

    Atualmente, reside em Esteio, na Grande Porto Alegre, após uma carreira marcada pela seriedade, respeito e títulos, mesmo sem o brilho típico da grande mídia.



China


Henrique Valmir da Conceição
Nascimento: 13/09/1959
Espumoso-RS
Altura: 1,84 m
Peso: 75 kg
Posição: Volante
Estreia: Grêmio 4x0 Guarani (Campinas) (12/02/1980)
Última partida: Cerro Porteño 0x0 Grêmio (29/11/1987)
Jogos/gols: 381/27
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial de Clubes (1983),
Campeonato Brasileiro (1981), Campeonato Gaúcho (1985, 1986 e 1987),
Troféu Torre del Vigia (1981), Copa Los Angeles (1983),  Trofeo Internacional Ciudad de Palma (1985), Torneio de Roterdã (1985), Philips Cup Eindhoven (1986) e Torneio de Berna (1987), totalizando 12 conquistas. 

    China é considerado um dos maiores volantes da história do Grêmio. Reconhecido por sua polivalência, disciplina tática, raça e notável qualidade defensiva, destacou-se como ídolo e titular absoluto nas conquistas mais importantes do clube: o Campeonato Brasileiro de 1981, a Libertadores da América e o Mundial de Clubes de 1983. 
    O volante também exercia liderança, o que lhe rendeu a faixa de capitão em diversos jogos, inclusive em conquistas de torneios que o Grêmio conquistou nos Estados Unidos e na Europa.
    Durante sua trajetória no Grêmio, China disputou 24 clássicos Gre-Nais, conquistando 10 vitórias, 9 empates e sofrendo apenas 5 derrotas, atingindo um aproveitamento de 54,17%. Com ele em campo, o Tricolor marcou 30 gols — sendo três anotados pelo próprio volante — e sofreu 25. Sua estreia no tradicional clássico aconteceu em 26/07/1981, no empate sem gols no Estádio Olímpico Monumental, e sua última participação foi na vitória por 3x2, também no Olímpico, em 19/07/1987.
    Além do sucesso pelo Grêmio, China construiu uma carreira internacional atuando em Portugal pelos clubes Penafiel, Beira-Mar e Leixões. No Brasil, defendeu equipes como o 14 de Julho (Passo Fundo), Chapecoense, Vasco, Noroeste, Sport, Passo Fundo, Sãocarlense e Santo André — sendo nesse último que encerrou sua carreira em 1994. No auge de sua fase gremista, foi convocado e disputou 5 partidas pela Seleção Brasileira em 1983.
    Após pendurar as chuteiras, China seguiu ligado ao futebol, atuando como treinador e empresário do ramo esportivo. Sua trajetória marcante e a dedicação demonstrada ao longo dos quase 400 jogos pelo Grêmio o eternizaram na Calçada da Fama do clube em 2005. Ele permanece como referência de liderança, entrega e conquistas.


Catarina


Norberto Costa
Nascimento: 06/06/1953
Florianópolis-SC
Posição: Atacante
Estréia: Grêmio 1x0 América-MG (22/10/1972)
Última partida: Grêmio 0x0 Botafogo (09/12/1972)
Jogos/gols: 13/3
Falecimento: 19/11/2025

    Catarina iniciou sua trajetória no futebol passando pelas categorias de base do Avaí e do Figueirense, clube pelo qual se profissionalizou. Em 1972, transferiu-se para o Grêmio, onde rapidamente deixou sua marca: em sua estreia, entrou faltando 15 minutos para o fim da partida e anotou o gol da vitória do Grêmio sobre o América-MG, aos 45 minutos do segundo tempo, pelo Campeonato Brasileiro de 1972, no Estádio Olímpico. Seu segundo gol pelo Grêmio veio logo aos 2 minutos da partida contra o Náutico, em Recife, garantindo o empate em 1x1. O terceiro e último gol vestindo a camisa tricolor foi na vitória por 2x1 sobre o Coritiba, em Curitiba.

    Ao todo, Catarina marcou três gols em 13 jogos pelo Grêmio, sendo que seus gols garantiram duas vitórias e evitaram uma derrota, contribuindo diretamente para a campanha do clube no Campeonato Brasileiro — única competição em que atuou pelo time gaúcho. Além do Grêmio, também defendeu Figueirense, Itabaiana (SE), Santa Cruz (RS), Sergipe e Juventude (RS), demonstrando versatilidade e espírito competitivo em sua carreira.

    De família ligada ao futebol catarinense, Catarina era cunhado de Veneza, histórico zagueiro avaiano dos anos 1970, tio de Fábio Fidélis (zagueiro do Avaí entre 2003 e 2009) e de Léo Fidélis (auxiliar de preparação física entre 2017 e 2022). Catarina era pai de Eduardo Costa, volante do Grêmio no início dos anos 2000 e que jogou pelo Avaí entre 2013 e 2015, e de Evandro Costa, que atuou na base do clube catarinense. Catarina faleceu em 19 de novembro de 2025.