Caio



Luiz Carlos Tavares Franco
Nascimento: 16/03/1955
Rio de Janeiro-RJ
Posição: Atacante
Altura: 1,84 m
Peso: 80 kg
Estreia: Sergipe 0x3 Grêmio (10/03/1983)
Última partida: Internacional 2x0 Grêmio  (25/11/1984)
Jogos/gols: 75/19
Títulos: Mundial de Clubes e Taça Libertadores da América (1983).

    Caio, natural de Madureira, começou sua carreira no futebol no Brasil Novo e, por seu talento, foi treinar no Botafogo dos 11 aos 19 anos. Em 1975, iniciou sua vida profissional no Botafogo, mas logo foi emprestado ao Madureira. 
    Em 1977, transferiu-se para o Moto Club no Maranhão, onde se tornou campeão maranhense e ganhou o apelido de "turista" devido às suas viagens secretas para ver a noiva. Após um breve empréstimo ao Paysandu em 1978, retornou ao Moto Club e, por seu bom desempenho, chamou a atenção da Portuguesa, onde foi vice-artilheiro do Campeonato Paulista de 1979.
    Em 1983, o Grêmio, buscando um centroavante para a Taça Libertadores, trouxe Caio por empréstimo. Caio rapidamente conquistou a titularidade devido ao seu bom condicionamento físico e se tornou o centroavante do time na Copa Libertadores, jogando ao lado de craques como Renato Portaluppi, Mário Sérgio, De León e Tita, sob o comando do técnico Espinosa.
    Caio teve um papel crucial nas conquistas da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes de 1983. No jogo contra o Estudiantes no Olímpico pelas semifinais da Libertadores, Caio chapelou o jogador argentino quase na linha lateral esquerda, passou por mais 2 adversários no drible e na velocidade e deu passe preciso para Tarciso marcar o gol que ajudaria a colocar o Grêmio pela primeira vez em uma final de Libertadores contra o Peñarol. Na final, marcou um dos gols contra o Peñarol e conquistou a tão sonhada Taça Libertadores da América. 
    No Mundial, apesar de ter perdido a titularidade para Paulo Cézar Caju, entrou em campo e deu a assistência para Renato marcar o gol da vitória gremista contra o Hamburgo, um dos momentos mais gloriosos de sua carreira, e que lhe rendeu seis mil dólares como prêmio. 
    Caio disputou 5 Gre-Nais (1 vitória, 2 empates e 2 derrotas). O Grêmio marcou 5 gols e sofreu 7. O atacante Caio marcou no Gre-Nal das Faixas, vencido pelo Grêmio por 4x2 no Estádio Olímpico em 26/01/1984. Sua estreia no Clássico foi no empate em 1x1 no Beira-Rio em 02/10/1983. Seu último Gre-Nal foi justamente na sua última partida pelo Grêmio: derrota de 2x0 no Beira-Rio em 25/11/1984. 
    Em 1984 sofreu uma distensão na virilha durante uma partida da Libertadores, uma lesão da qual não conseguiu se recuperar. 
    Apesar do grande prestígio que desfrutava no clube gaúcho, a descrença em sua plena recuperação o levou a uma dolorosa decisão: em dezembro de 1984, aos 30 anos, Caio optou por abandonar os gramados. Propostas de grandes clubes como Santos, Palmeiras e até o Benfica surgiram, mas a firme resolução de Caio de se aposentar prevaleceu, marcando seu retorno ao Maranhão e o fim de sua primeira fase no futebol profissional.
    Após um período investindo em uma rede de farmácias, Caio descobriu que sua lesão havia sarado. A pedido da diretoria, voltou a jogar pelo Moto Club em 1985. Teve um breve empréstimo ao Tuna Luso em 1986 e permaneceu no Moto Club até 1989. Em 1990 foi para o Sampaio Corrêa. Lá foi bicampeão maranhense em 1990 e 1991, abandonando definitivamente os gramados aos 36 anos.
    Após a carreira de jogador, Caio atuou como treinador e auxiliar em diversos clubes do Maranhão até 2000.
    Em 2014, aos 59 anos, Caio trabalhava como taxista no Maranhão e sofria de trombose. Ex-companheiros do Grêmio, liderados por Renato Portaluppi, se mobilizaram para ajudá-lo a custear a cirurgia. Caio aceitou a ajuda, fez a cirurgia e fixou residência em Ivoti, no Rio Grande do Sul, onde trabalha como zelador no Sport Club Ivoti.
    Infelizmente Caio precisou amputar as duas pernas e acabou falecendo em 12 de fevereiro 2019 aos 63 anos em São Luís, Maranhão.




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