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Zé Roberto

 

Zé Roberto, um craque que inaugurou a Arena do Grêmio em 2012
 
José Roberto da Silva Júnior
Nascimento: 06/07/1974
São Paulo-SP
Altura: 1,76m
Peso: 68kg
Posição: Meia
Estreia: Grêmio 0x1 Atlético-MG (01/07/2012)
Última partida: Grêmio 1x1 Flamengo em (07/12/2014). 
Jogos/gols: 122/15

       Zé Roberto era um craque que vestiu a camisa do Grêmio em 3 temporadas: 2012, 2013 e 2014. Começou sua carreira na Portuguesa em 1994 e ficou até 1996 (inclusive jogando contra o Grêmio na final do Campeonato Brasileiro). Se transferiu para o Real Madrid. Em 1998 voltou ao Brasil para jogar no Flamengo. No mesmo ano foi para o Bayer Leverkusen e ficou até 2006, quando se transferiu para o Santos. Em 2007 foi para o Bayern de Munique e em 2009 para o Hamburgo. Jogou pelo Al-Gharafa em 2012 e foi neste ano que veio para o Grêmio.
       Sua estreia foi no dia 01/07 na derrota para o Atlético-MG por 1x0 no Estádio Olímpico. Participou da inauguração da Arena do Grêmio no jogo festivo contra o Hamburgo no dia 08/12/2012, mesmo adversário do Grêmio no Mundial em 1983.
       Vestindo a camisa do Grêmio, Zé Roberto foi Bola de Prata da Revista PLACAR em 2012 e 2014. Disputou 4 Gre-Nais pelo Grêmio (2 vitórias, 2 empates e nenhum derrota), com um aproveitamento de 66.67%. Com ele em campo, foram 6 gols a favor  e 2 gols sofridos. Estreou em 26 de agosto de 2012 na vitória por 1x0 em pleno Beira-Rio e seu último clássico foi em 9 de novembro de 2014 no histórico 4x1 para o Grêmio na Arena do Grêmio. Seu último jogo pelo Tricolor foi Grêmio 1x1 Flamengo em 07/12/2014. Pelo Grêmio, Zé Roberto disputou 122 jogos e marcou 15 gols.


       Após sua passagem pelo Grêmio, Zé Roberto foi para o Palmeiras em 2015 e ficou até 2017, encerrando sua carreira.
       Pela Seleção Brasileira jogou 84 jogos e marcou 6 gols. Disputou a Copa do Mundo de 2006 atuando em 5 partidas e marcando um gol contra a Seleção de Gana. Venceu a Copa das Confederações em 1997 e 2005. A Copa América em 1997 e 1999.
Pelos clubes em que passou, Zé Roberto conquistou inúmeros títulos: La Liga 1996/97 e Supercopa da Espanha em 1997 pelo Real Madrid. Bundesliga 4 vezes, Copa da Alemanha 4 vezes e Copa da Liga Alemã 2 vezes pelo Bayern de Munique. Paulista pelo Santos. Copa do Catar pelo Al-Gharafa. Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro pelo Palmeiras.
    Como prêmios individuais, foi Bola de Prata da Revista PLACAR 3 vezes. Seleção da Bundesliga 3 vezes. Seleção da Copa do Mundo de 2006. Craque do Campeonato Paulista de 2007. Duas vezes eleito na Seleção do Campeonato Paulista. Seleção da América do Sul do Diário AS por 3 vezes. E prêmio Gol Mais Bonito do Campeonato em 2016.
       Zé Roberto é evangélico e escreveu o livro "Zé Roberto, Colhendo Frutos em Terra Seca".
Atualmente realiza palestras motivacionais.

Douglas



Douglas dos Santos
Nascimento: 18/02/1982
Criciúma-SC
Posição: Meio-campo
Altura: 1,75 m
Peso: 69 kg
Estreia: Canoas 1x5 Grêmio (07/02/2010)
Última partida: Grêmio 1x0 Corinthians (02/12/2018)
Jogos/Gols: 253/45
Títulos: Copa Libertadores da América (2017), Copa do Brasil (2016), Campeonato Gaúcho (2010).

    Iniciou nas categorias de base do Criciúma em 1997 no Criciúma. Depois de se profissionalizar no clube catarinense, Douglas atuou por Rizespor, São Caetano, Corinthians e Al-Wasl quando em 2010 se transferiu para o Grêmio pela primeira vez. Logo no primeiro ano foi Campeão Gaúcho.
    Em 2012 voltou para o Corinthians, depois Vasco e retornou ao Tricolor em 2015. Nesta segunda passagem conquistou a Copa do Brasil de 2016 pondo fim a um jejum de 15 anos sem títulos expressivos do clube, e foi nesta conquista que Douglas viveu seu auge no Grêmio. Foi o maestro daquele time que jogava por música, contrariando a história do Grêmio que sempre se notabilizou pela raça acima da qualidade técnica.
    Comandados pelo técnico Renato Portaluppi, Marcelo Grohe, Geromel, Kannemann, Maicon, Wallace, Ramiro, Douglas e Luan eram os principais nomes daquela importante conquista. Douglas fez um lindo e decisivo gol contra o Cruzeiro no Mineirão que decretou a vitória gremista por 2x0 colocando o clube mais uma vez na final da competição, contra o Atlético-MG. 
    No ano seguinte, fazia parte do grupo que conquistou o Tri da Liberadores da América, porém Douglas não participou de nenhuma partida, pois estava afastado por uma séria lesão.
    Disputou 15 Gre-Nais (4 vitórias, 6 empates e 5 derrotas). Com ele em campo, foram 17 gols a favor (2 marcados por ele) e 14 gols sofridos. Estreou no Clássico em 2 de maio de 2010 (derrota por 1x0 no Estádio Olímpico) e seu último clássico foi em 3 de julho de 2016 (vitória por 1x0 no Beira-Rio, gol marcado por ele no Gre-Nal que passou a ser conhecido como o "Gre-Nal do Trator"). Esta vitória gremista dentro do estádio do rival contribuiu diretamente para o rebaixamento do Internacional naquele ano.
    Outro Gre-Nal que ficou para a história e que Douglas estava em campo foi o "Gre-Nal dos 5x0" (como ficou conhecido aquele clássico). Apesar de Douglas ter perdido um pênalti antes de começar a goleada, o Grêmio simplesmente destruiu o Inter dentro de campo, onde aparentemente se diz que se abriu um portal para a volta do Grêmio às grandes conquistas e o jejum do Inter por muitos e muitos anos dos títulos expressivos.
    Depois de um ano e meio parado, Douglas voltou em 2018 e jogou 18 partidas no segundo semestre e marcando 2 gols.
    Após ter deixado o Grêmio, o meia ainda atuou por Avaí e Brasiliense.
    Depois de encerrar a carreira, em 2021 atuou pelo Futebol 7 do Grêmio.
    Douglas jogou 1 partida pela Seleção Brasileira.



Souza

 

Souza, autor de um dos gols do Gre-Nal dos 100 anos.



Willamis de Souza Silva
Nascimento: 04/02/1979
Maceió-AL
Altura: 1,76m
Peso: 70kg
Posição: Meia
Estreia: Grêmio 2x0 Vitória, (03/08/2008)
Última partida: Grêmio 5x1 Ceará (06/11/2010)
Jogos/gols: 97/25
Títulos: Campeão Gaúcho (2010).

       Souza foi um grande meia, muito habilidoso, inteligente e tinha facilidade para fazer gols. Iniciou profissionalmente no CSA em 1998. Passou por diversos clubes (inclusive o São Paulo em uma das melhores fases da sua história) e PSG em 2008, ano em que Souza chegou ao Grêmio. Sua primeira partida foi Grêmio 2x0 Vitória, dia 03/08/2008. Foi Campeão Gaúcho em 2010. Foi eleito para a Seleção do Campeonato Gaúcho de 2009. 
       Ainda em 2009 foi o artilheiro do Grêmio na Libertadores com 6 gols em 12 jogos disputados, uma ótima média. Seu retrospecto nos Gre-Nais não é bom, pois em 10 jogos venceu 1, empatou 3 e perdeu 6. Souza fez apenas 1 gol no Inter, porém foi um dos gols mais importantes da história do clássico: um dos gols da vitória do Grêmio por 2x1 no Gre-Nal do Centenário disputado no Estádio Olímpico em 19/09/2009.
       Sua última partida pelo Tricolor foi Grêmio 5x1 Ceará em 06/11/2010. Souza disputou 97 jogos e fez 25 gols.

       Atuando por outros clubes, Souza conquistou inúmeros títulos: Pelo CSA foi Campeão Alagoano em 1999. Pela Portuguesa foi Campeão Paulista do Interior em 2003. Pelo São Paulo foi Campeão Paulista, Copa Libertadores e Mundial de Clubes em 2005. Bi-Campeão Brasileiro em 2006 e 2007. Pelo PSG conquistou a Copa da Liga Francesa 2007/08. Pelo Fluminense foi Campeão Carioca em 2012. Campeão Paulista - Série A2 em 2013 pela Portuguesa Santista. Pelo Ceará conquistou a Copa dos Campeões Cearenses e Campeonato Cearense, ambos em 2014. Pelo Brasiliense foi Campeão Brasiliense em 2017. Como prêmios individuais, Souza ganhou a Bola de Prata de 2006, Seleção do Campeonato Brasileiro também em 2006 e Seleção do Campeonato Gaúcho em 2009.
       Depois de passar por diversos clubes, Souza encerrou a carreira em 2020 pelo Murici-AL.
Atualmente atua na imprensa esportiva.

Lúcio

 


Lúcio Carlos Cajueiro Souza
Nascimento: 20/06/1979
Olinda-PE
Peso: 61kg
Altura: 1,76m
Posição: Lateral-esquerdo e Meia
Estreia: Grêmio 6x2 Brasil-PEL (22/02/2007)
Última partida: Internacional 1x0 Grêmio (04/12/2011)
Jogos/gols: 105/4
Títulos: Campeonato Gaúcho de 2007 e 2010.

       Lúcio foi um lateral-esquerdo que também atuava como meia e tinha como característica a velocidade, o drible e o apoio ao ataque. Fazia ótimos cruzamentos e ótimo posicionamento tático.
       Começou sua carreira no futsal depois foi para o campo na base do Unibol (Pernambuco). Se profissionalizou no São Bento-SP em 2001. Depois passou por Gama-DF, XV de Piracicaba, Ituano, São Caetano, Palmeiras e São Paulo até chegar no Grêmio em 2007. Sua estreia foi no jogo Grêmio 6x2 Brasil de Pelotas no dia 22 de fevereiro. Já no seu primeiro ano conquistou o Campeonato Gaúcho e foi Vice-Campeão da Libertadores da América, sendo derrotado pelo Boca Juniors.
       Disputou 7 Gre-Nais (2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas). Com ele em campo, foram 9 gols a favor (2 marcados por ele) e 10 gols sofridos. Estreou no Clássico em 24/06/2007 com vitória de 2x0 no Beira-Rio, sendo que marcou o gol que abriu o placar logo aos 7 minutos de jogo. Na derrota por 3x2 em  15/05/2011 no Beira-Rio, Lúcio também fez o primeiro gol do jogo aos 15 minutos do primeiro tempo. Seu último clássico foi em 04/12/2011 na derrota por 1x0 para o Inter, também no Estádio Beira-Rio.
      Em 2010, Lúcio foi novamente Campeão Gaúcho pelo Grêmio, porém em fevereiro rompeu os ligamentos do joelho esquerdo, o que o deixou 7 meses sem jogar. Ainda atuaria até o dia 04/12/2011 quando fez sua última partida pelo Grêmio na derrota para o Inter por 1x0 no Beira-Rio. Com a camisa do Grêmio Lúcio jogou 105 jogos e marcou 4 gols.
       Em julho de 2007, Lúcio teve uma passagem pelo Harta Berlin-ALE. Após deixar o Grêmio jogou pelo Náutico, Fortaleza, Salgueiro-PE, Santa Cruz-PE, Veranópolis-RS, Taboão da Serra-SP, Operário de Dourados-MG, Batel-PR e Tupynambás-MG onde encerrou a carreira em 2020. Lúcio foi Campeão Paulista da Série A3 em 2001 pelo São Bento, Campeão Paulista em 2002 pelo Ituano, Campeão Brasileiro da Série B em 2003 pelo Palmeiras e Campeão Brasileiro pelo São Paulo em 2006. Em 2015 foi Campeão do Interior pelo São Bento-SP.

Adams



Ondigui Adams
Nascimento: 28/12/1987
Yaoundê - Camarões
Posição: Meia
Curiosidades: Revelado pelo Nassara, atuou na maior parte de sua carreira no Brasil, vestindo as camisas de Portuguesa Santista (2006 e 2009) Santos (2006), onde chegou a ser inscrito para a Copa Sul-Americana daquele ano com a camisa 25, mas não entrou em campo pelos profissionais; Sport Recife (2007), Grêmio (2007, por empréstimo) e Camboriú (2011 a 2012). Ele ainda chegou a realizar um período de testes no Fortaleza em 2009, mas não assinou contrato.
Em seu país, jogou pelo Canon Yaoundé entre 2011 e 2012.
Aposentou-se dos gramados com apenas 26 anos, quando atuava pelo Eysines, clube das divisões amadoras da França.

Tcheco

 

Tcheco, qualidade, gols e liderança no meio-campo do Grêmio



Anderson Simas Luciano
Nascimento: 11/04/1976
Curitiba-PR
Altura: 1,81m
Peso: 77kg
Posição: Meia
Estreia: Veranópolis 1x4 Grêmio (11/01/2006)
Última partida: Grêmio 4x2 Grêmio Barueri (29/11/2009)
Jogos/gols: 181/43
Títulos: Campeonato Gaúcho (2006 e 2007)

       Tcheco, talvez um dos jogadores mais importantes no período em que o Grêmio esteve distante dos títulos mais relevantes. Começou sua carreira como profissional no Paraná Clube em 1996. Passou pelo Esportivo, Malutrom, Coritiba, Al-Ittihad e Santos até chegar ao Grêmio em 2006. Foi um meia que mesclava inteligência, bom passe e gols. Tinha espírito de liderança, o que lhe rendeu a faixa de capitão vestindo a camisa tricolor. 
       Seu primeiro jogo pelo Grêmio foi em 11/01/2006 na vitória por 4x1 sobre o Veranópolis, na Serra. Já nesta partida, Tcheco fez seu primeiro gol, cobrando um pênalti, aliás, o primeiro de muitos.
       Em 2006 conquistou o Gauchão dentro do Beira-Rio e em 2007 foi bicampeão goleando o Juventude no Olímpico por 4x1 com 2 gols de Tcheco. Também foi vice-campeão da Taça Libertadores, e recebeu o prêmio de segundo melhor jogador da competição. Outro prêmio que lhe foi concedido foi o de Melhor Capitão da Temporada no Concurso Prêmio Líder de Ouro 2007. Após passar cerca de 6 meses no Al-Ittihad, retornou em 2008 e foi um dos destaques da campanha que deu o vice-campeonato Brasileiro. Foi premiado com a Bola de Prata e ficou em segundo lugar no quesito "Craque do Brasileirão" na função de meia.


       Em 24/05/2009 Tcheco completou 150 jogos pelo Grêmio. Disputou 10 Gre-Nais, tendo 2 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, sendo autor de 2 gols no clássico. No total, fez 181 jogos e marcou 43 gols com a camisa do Grêmio. Seu último jogo pelo Grêmio foi Grêmio 4x2 Grêmio Barueri, no Estádio Olímpico.
       Em 2010, Tcheco acertou com o Corinthians, depois foi para o Coritiba onde encerrou sua carreira de jogador em 2012. Jogando por outros clubes foi bicampeão paranaense em 1996 e 1997 pelo Paraná Clube. Campeão da Série C pelo Malutrom em 2000 (módulos verde e branco da Copa João Havelange). Pelo Coritiba foi campeão paranaense 3 vezes (2003, 2011 e 2012) e também da Série B do Campeonato Brasileiro de 2010.
       Pelo Al-Ittihad venceu o Saudi Premier League e a Supercopa do Egito em 2003, Copa da Coroa do Príncipe em 2004. Liga dos Campeões da AFC em 2004 e 2005 e a Arab Champions League em 2007.
       Em 2013 Tcheco iniciou sua carreira de técnico comandando o Coritiba. Depois passou por Barra-SC, Rio Branco-PR, FC Cascavel-SC, Azuriz-PR, Caxias e em 2024 treinou Paraná Clube e Chapecoense.
       Na função de técnico, Tcheco venceu a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense pelo Paraná Clube em 2024.

Anderson

Anderson, o herói da Batalha dos Aflitos



Anderson Luís de Abreu Oliveira
Nascimento: 13/04/1988
Porto Alegre-RS
Altura: 1,75m
Peso: 78kg
Posição: Meia
Estreia: Grêmio 1x3 Internacional (23/10/2004)
Última partida: Náutico 0x1 Grêmio (26/11/2005)
Jogos/gols: 181/12
Títulos: Campeão Brasileiro - Série B

       Anderson, o Andershow iniciou nas categorias de base do Grêmio. Em 2004 subiu para os profissionais. Surgiu como um verdadeiro craque da bola.
       Fez sua estreia perdendo por 3x1 para o Internacional no dia 23 de outubro de 2004, inclusive marcando seu primeiro gol pelo Grêmio já nesta partida, no Estádio Olímpico. Este foi seu único Gre-Nal disputado. Em um ano difícil para o Grêmio, o garoto surgiu como uma esperança, porém não conseguiu evitar o rebaixamento. 
       No ano seguinte Anderson começou a se destacar, sempre com dribles desconcertantes e em velocidade. Durante a campanha na série B, Anderson foi decisivo em muito jogos, mas nada comparado ao jogo final da competição. O jogo denominado com "A Batalha dos Aflitos" consagrou o meia Anderson. Após o segundo pênalti injustamente marcado contra o Grêmio, o goleiro Galatto fez a defesa, a bola foi para escanteio, a defesa recuperou a bola e tocou em Anderson, que ao tentar passar pelo zagueiro Batata foi duramente atingido (provocando a expulsão do jogador do Náutico - vale lembrar que o Grêmio já estava com somente 7 jogadores em campo). O Grêmio cobrou rápido, a Anderson dominou, foi em direção a área, levou a bola, virou o corpo e arrematou com o pé esquerdo na saída do goleiro. O que 71 segundos atrás poderia ter sido a permanência do Grêmio no inferno da série B se transformou em título e em acesso à Série A de 2006. Foi Inacreditável. Este jogo foi tão icônico na história do Grêmio e do esporte que acabou virando livro e dois DVDs. Este foi o último jogo de Andershow jogando pelo Tricolor. Fez apenas 30 jogos com a camisa do Grêmio, marcando 8 gols.


       Se destacou tanto que antes mesmo do jogo épico de Recife, Anderson já havia sido vendido ao Porto, no meio do ano de 2005, porém ficou no Grêmio até o final da temporada e acabou escrevendo esta importante página na história do Imortal Tricolor.
       No clube Português conquistou a Primeira Liga (2005-06 e 2006-07) e a Taça de Portugal (2005-06). Em 2007 foi contratado pelo Manchester United por 31,5 milhões de Euros. Ficou no time inglês até 2015, porém sendo emprestado para a Fiorentina em 2014. No Manchester venceu 4 Premier League, 1 Liga dos Campeões da UEFA, 4 Supercopa da Inglaterra, 2 Copas da Liga Inglesa e 1 Mundial de Clubes em 2008. Disputou 181 jogos e marcou 12 gols. Em 2015 foi contratado pelo Internacional, onde foi Bicampeão Gaúcho (2015 e 2016), Recopa Gaúcha (2016) e participou da campanha que rebaixou o Inter em 2016. Jogou 88 jogos e marcou 6 gols pelo Inter. 
       Foi emprestado ao Coritiba em 2017 (quando foi campeão paranaense) e em janeiro de 2018 rescindiu com o Internacional. Ainda em 2018 foi para o Adana Demirspor da Turquia onde encerrou sua carreira em setembro de 2019 com apenas 31 anos de idade.
       Anderson participou da Seleção Brasileira desde o Sub-16 a até a Seleção Principal. Foi Ouro na Copa América de 2007 e Bronze nos jogos Olímpicos de Pequim em 2008. 
       Tem como premiações individuais: Melhor jogador da Copa do Mundo FIFA Sub-17 em 2005, Melhor Jogador do Campeonato Brasileiro Série B em 2005, Melhor Jogador da Primeira Liga em 2006-07 e prêmio Golden Boy (uma premiação anual entregue pelo jornal italiano Tuttosport desde 2003, destinada ao melhor jogador com idade abaixo de 21 anos atuando na Europa).

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Marcelinho Paraíba


Marcelo dos Santos (Marcelinho Paraíba)
Nascimento: 17/05/1975
Campina Grande-PB
Posição: Meia
Altura: 1,74 m 
Peso: 75 kg
Estreia: Grêmio 3x1 Juventude (04/03/2001).
Última partida: Corinthians 1x3 Grêmio (17/06/2001).
Jogos/gols: 23/16.
Títulos: Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (2001).
    Marcelinho Paraíba, conhecido por sua velocidade e habilidade, iniciou a carreira no Campinense e passou por diversos clubes do Brasil antes de ganhar projeção internacional no Olympique de Marseille. Sua trajetória atingiu o auge quando chegou ao Grêmio, onde rapidamente se tornou ídolo da torcida. Em Porto Alegre, foi apelidado de "Marcelinho Paraúcho" pelos gaúchos graças ao seu protagonismo e carisma. No Grêmio, foi campeão do     Campeonato Gaúcho, além de conquistar a Copa do Brasil de 2001, tendo marcado gol decisivo na final contra o Corinthians.
    Durante sua breve, porém marcante passagem pelo Grêmio, Marcelinho participou de 23 partidas e balançou as redes 16 vezes, números que o consagraram como um dos atacantes mais eficientes do período. Não chegou a disputar o Brasileirão daquele ano, pois, antes do início da competição, transferiu-se para o Hertha Berlim, da Alemanha, assinando por cinco temporadas com o clube, onde também se destacou e conquistou títulos importantes como a Copa da Liga Alemã.
    Marcelinho Paraíba atuou em apenas um Gre-Nal, realizado em 13 de maio de 2001, no Beira-Rio, quando Grêmio e Internacional empataram sem gols. Em âmbito internacional, defendeu a Seleção Brasileira em quatro jogos nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, sendo decisivo contra o Paraguai ao marcar o primeiro gol da vitória por 2x0 no Estádio Olímpico. Apesar de seu bom desempenho, não foi incluído por Felipão na lista final dos convocados para o Mundial na Coreia do Sul e Japão.
    Ao longo da carreira, Marcelinho contabilizou mais de 300 gols, atuando por clubes como Campinense, Santos, Rio Branco-SP, São Paulo, Olympique de Marseille, Grêmio, Hertha Berlim, Trabzonspor, Wolfsburg, Flamengo, Coritiba, Sport, Grêmio Barueri, Fortaleza, Joinville, Ypiranga-RS, Portuguesa e Treze-PB, entre outros. Entre suas conquistas mais expressivas estão títulos estaduais e nacionais, como o Campeonato Paraibano (1991 e 1993), Campeonato Paulista (1998 e 2000), Campeonato Gaúcho (2001), Copa do Brasil (2001), Copa da Liga Alemã (2001 e 2002) e Taça Minas Gerais (2012).
    Além das conquistas coletivas, Marcelinho Paraíba acumulou prêmios individuais em diferentes fases da carreira. Foi eleito melhor jogador e melhor estrangeiro da Bundesliga em 2005, recebeu prêmios como o Troféu Armando Nogueira, Prêmio Craque do Brasileirão e Bola de Prata, além de várias outras distinções como craque de estaduais e melhores meias de campeonatos regionais.
    Em reconhecimento à sua trajetória, tornou-se Embaixador da Paraíba em 2000, em cerimônia no Palácio do Governo de João Pessoa, consolidando-se como ícone e orgulho do futebol paraibano. Após encerrar a carreira como jogador, Marcelinho Paraíba iniciou uma nova etapa como treinador, comandando equipes como Treze, Sport-PB, Oeirense, Serra Branca, Baraúnas e Nacional de Patos, permanecendo ativo e contribuindo para o futebol brasileiro em novas funções.

Fábio Baiano



Fábio da Silva Moraes
Nascimento: 22/04/1975
Feira de Santana-BA
Posição: Meia
Altura: 1,79 m
Peso: 73 kg
Estreia: Corinthians 1x2 Grêmio (27/08/2000)
Última partida: Benfica 1x1 Grêmio (03/08/2002)
Jogos/Gols: 68/13
Títulos: Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (2001).

    Fábio Baiano começou sua carreira na base do Flamengo em 1992. Depois de se profissionalizar no Rubro-Negro e passar pelo Juventude e pelo Bahia, chegou ao Grêmio no ano de 2000.
    Disputou 68 partidas, marcando 13 gols, sendo campeão Gaúcho e da Copa do Brasil em 2001.
    No jogo Grêmio 3 x 2 Oriente Petrolero-BOL  pela Libertadores de 2002 Fábio Baiano protagonizou uma das jogadas mais lindas vistas no Estádio Olímpico: Ele avançou com a bola na ponta direita sobre o defensor e deu uma lambreta, invadiu a área e tocou para Rodrigo Mendes completar para o gol. Uma jogada incrível.
    Depois do Grêmio, Fábio Baiano ainda jogou por clubes como São Caetano, Corinthians, Santos, Atlético-MG, Vasco, Ponte Preta, Paysandu, Juventude e Brasiliense.
    Fábio Baiano venceu inúmeros títulos em outros clubes, principalmente pelo Flamengo onde foi Campeão Brasileiro em 1992, Copa Mercosul em 1999, Campeonatos Cariocas (1996, 1999, 2000 e 2004), entre outros.
    Campeão Baiano em 1998 pelo Bahia e estaduais por São Caetano e Brasiliense.
    Depois de encerrar a carreira em 2008 Fábio Baiano é visto defendendo o Flamengo no Showbol.




Zinho



Crizam César de Oliveira Filho
Nascimento: 17/06/1967
Nova Iguaçu-RJ
Posição: Meia
Altura: 1,72 m
Peso: 71 kg
Estreia: Atlético Mineiro 0x0 Grêmio (22/01/2000)
Última partida: Grêmio 1x0 Olimpia (17/07/2002)
Jogos/Gols: 158/45
Títulos: Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho (2001)

    Crizam César de Oliveira Filho, o Zinho, construiu uma carreira vitoriosa como meia-armador, destacando-se em grandes clubes brasileiros como Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio, além de conquistar o tetracampeonato mundial com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994.
    Nascido em Nova Iguaçu, Zinho se notabilizou como um meia canhoto de alta inteligência tática, passe preciso e grande participação coletiva no jogo, acumulando títulos estaduais, nacionais e internacionais ao longo da carreira.  Em clubes como Flamengo, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, foi peça importante em campanhas de Campeonatos Brasileiros, Copas do Brasil e da Copa Libertadores, consolidando a imagem de jogador decisivo em elencos vitoriosos.
    No Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Zinho viveu uma fase expressiva no início dos anos 2000, assumindo papel de protagonista em um meio-campo técnico e competitivo.  Em 2001, liderou o time nas conquistas do Campeonato Gaúcho e da Copa do Brasil, acumulando gols, assistências e participações decisivas em jogos de mata-mata, o que o colocou entre os atletas mais influentes do elenco tricolor naquele período.
    Sua passagem pelo clube gaúcho foi marcada também pela regularidade e experiência.  O desempenho com a camisa gremista foi tão significativo que Zinho acabou eternizado na Calçada da Fama do Grêmio, reconhecimento reservado a ídolos que marcaram época na história tricolor. Zinho fez diversos gols decisivos pelo Grêmio, mas o mais importante deles foi seu gol na grande final contra o Corinthians no Morumbi, na vitória por 3x1 que decretou o Tetra do Grêmio na Copa do Brasil de 2001.
    Disputou 6 Gre-Nais (3 vitórias e 3 empates), com um aproveitamento de 66.67% e sem nenhuma derrota. Com ele em campo, foram 9 gols a favor (1 marcado por ele) e 5 gols sofridos. Estreou no Clássico em 30 de abril de 2000 (empate de 1x1 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 20 de março de 2002 (também 1x1, também no Beira-Rio).
    Pela Seleção Brasileira, Zinho teve trajetória consistente, com convocação ainda jovem e participação em diversas competições até chegar ao ápice no Mundial de 1994.  Na campanha do tetra, atuou como meia responsável por fazer a bola girar entre defesa e ataque, dando equilíbrio ao time e contribuindo taticamente, mesmo sem marcar gols na competição.
    Ao longo de sua passagem pelo escrete canarinho, fez 57 jogos, marcou 6 gols, conquistou títulos e forte identificação com a geração campeã nos Estados Unidos, reforçando a imagem de jogador coletivo, disciplinado e confiável em jogos decisivos.
    Além do Grêmio, Zinho conquistou títulos importantes por Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Nova Iguaçu, levantando taças de Campeonatos Estaduais, Brasileiros, Copas do Brasil, Copa Mercosul e Copa Libertadores da América.  Essa coleção de troféus o colocou entre os jogadores mais vitoriosos de sua época, com participações relevantes em diferentes centros do futebol brasileiro.
    No plano individual, recebeu por diversas vezes a Bola de Prata da Revista Placar, prêmio dado aos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro em suas posições, o que reforça o reconhecimento de sua qualidade técnica e constância ao longo da carreira. Esses prêmios ajudam a dimensionar a importância de Zinho na história recente do futebol brasileiro, em especial na memória da torcida gremista, que guarda com carinho a sua passagem pelas conquistas de 2001.
Atualmente Zinho é comentarista da ESPN.




Tinga



Paulo César Fonseca do Nascimento
Nascimento: 13/01/1978
Porto Alegre-RS
Altura: 1,76 m
Peso: 73 kg
Posição: Meia
Estreia: AER Santo Ângelo 1x0 Grêmio (15/06/1996)
Último jogo: Santos 2x2 Grêmio (07/12/2003)
Jogos/gols: 217/16 gols
Títulos: Campeonato Gaúcho (1996 e 2001) e Copa do Brasil (2001)
Tinga no ótimo time de 2001, Tetra Campeão da Copa do Brasil.

       Tinga começou a carreira nas categorias de base do Grêmio em 1995, subindo para o elenco profissional em 1997. Reconhecido por sua raça, dedicação e espírito de liderança, atuou principalmente como meio-campista, sendo fundamental na marcação e na transição para o ataque. 
       Destacou-se pela qualidade nos passes, visão de jogo e presença ofensiva nos momentos decisivos. Durante sua primeira passagem pelo Tricolor, Tinga teve empréstimos ao Kawasaki Frontale (Japão, 1999) e Botafogo (2000), acumulando experiência internacional. Tornou-se peça vital no elenco gremista do final dos anos 90 e início dos anos 2000, participando de grandes clássicos e campanhas de destaque.
Pelo lado azul fez sua estreia nos Gre-Nais naquele fatídico Grêmio 2x5 Internacional em 24/08/1997. Disputou um total de 11 clássicos com 4 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, tendo um aproveitamento de 45,4% e marcando 2 gols. Seu último Gre-Nal pelo Tricolor foi Grêmio 1x0 Internacional (12/10/2003).
        Após sair do Grêmio em 2003, Tinga seguiu para o Sporting (Portugal), depois retornou ao Brasil para jogar no Internacional. Jogou ainda pelo Borussia Dortmund (Alemanha), Cruzeiro onde encerrou a carreira, tornando-se referência em todos os clubes por onde passou. Atualmente atua como empresário (é dono da Sieben Agência de Viagens), motivador e em projetos sociais. Tinga é reconhecido tanto pela torcida gremista quanto colorada pela raça, humildade e exemplo de profissionalismo, sendo um dos atletas com passagem marcante nos dois maiores clubes gaúchos.

Alexandre (Xoxó)


Alexandre de Ávila Vieira (Alexandre Xoxó)
Nascimento: 20/06/1969
Pelotas–RS
Posição: Meia
Altura: 1,77 m
Peso: 74 kg
Estreia pelo Grêmio: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995)
Último jogo pelo Grêmio: Santos 2x2 Grêmio (22/01/1996)
Jogos/gols: 45/6
Títulos: Copa Libertadores da América e Campeonato Gaúcho (1995).

    Alexandre teve uma carreira marcante no futebol brasileiro, com destaque para sua passagem pelo Grêmio em 1995. Estreou pelo Tricolor gaúcho em 01/02/1995, na vitória por 4x0 contra o Esportivo, e disputou 45 partidas, marcando 6 gols até seu último jogo pelo clube, um empate em 2x2 contra o Santos, em 22 de janeiro de 1996.
    Durante sua atuação no Grêmio, Alexandre participou de três clássicos Gre-Nais, com um aproveitamento de 44,44%, somando uma vitória, um empate e uma derrota. Seu primeiro Gre-Nal foi em 02/04/1995, na derrota por 2x1 para o Internacional no Beira-Rio, enquanto seu último foi em 13/08/1995, quando o Grêmio venceu por 2x1 no Estádio Olímpico e conquistou o Campeonato Gaúcho, o chamado "Cafezinho", pois naquele ano, o time desta conquista ficou conhecido como "Banguzinho" devido ao uso de equipe mista nas competições estaduais, priorizando a Copa do Brasil — na qual foi vice-campeão — e a Copa Libertadores da América, competição que conquistou no glorioso ano de 1995.
    Além do título estadual e da Libertadores, Alexandre foi também vice-campeão mundial pelo Grêmio naquele mesmo ano num jogo extremamente equilibrado contra o poderoso Ajax, base da seleção Holandesa, quando o Grêmio só foi derrotado nos pênaltis, jogando com 10 boa parte do tempo do jogo pela expulsão (pelo telão) do zagueiro Rivarola.
    Ao longo de sua carreira, Alexandre passou por diversos clubes do futebol brasileiro, como Pelotas, Goiás, Internacional, Araçatuba, Guarani, Juventude, Rio Branco-SP, Santo André, Gama, Botafogo, Flamengo — onde foi campeão da Copa dos Campeões em 2001 — Portuguesa, Nacional-AM, Figueirense, Volta Redonda e São Raimundo, seu último clube em 2006.

Arílson


 Arílson, meia habilidoso e Campeão da Libertadores pelo Grêmio.


Arílson Gilberto da Costa
Nascimento: 11/06/1973
Bento Gonçalves-RS
Altura: 1,76 m
Peso: 73 kg
Posição: Meia
Estreia: Copenhague 1x0 Grêmio (07/01/1994)
Última partida: Atlético-MG 1x0 Grêmio (11/12/2004)
Jogos/gols: 158/11
Títulos: Copa do Brasil (1994), Campeonato Gaúcho (1995, 1996 e 1999), Libertadores da América (1995) e Copa Sul (1999).

       Arílson era um meia extremamente habilidoso e talentoso. Drible fácil, perna esquerda de ótimo passe e ótimo chute. Iniciou  sua carreira na base do Esportivo, de Bento Gonçalves, onde chamou muito a atenção do Grêmio que o trouxe para Porto Alegre em 1993. Sua estreia aconteceu no dia 07/01/1994 no jogo contra o Copenhague, derrota de 1x0 válido pela Copa do Rei, disputada na Tailândia.
       Vestindo a camisa do Grêmio, Arílson venceu a Copa do Brasil (1994), Campeonato Gaúcho (1995, 1996 e 1999), Libertadores da América (1995) e Copa Sul (1999).
       Arílson disputou 10 Gre-Nais pelo Grêmio (3 vitórias, 3 empates e 4 derrotas). Com ele em campo, foram 12 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 15 gols sofridos. Estreou no Gre-Nal pelo Grêmio em 16/10/1994 e seu último clássico foi em 23/10/2004.
       O meia disputou 158 jogos pelo Grêmio, fazendo 11 gols. Um destes gols foi um dos 5 marcados pelo Grêmio sobre o Palmeiras na histórica goleada por 5x0 pela Libertadores da América de 1995. Arílson emendou um chute com sua ótima perna esquerda. A bola subiu e desceu rápido, já nas costas do goleiro Veloso, morrendo nas redes da goleira que ficava situada do lado do Ginásio David Gusmão (à esquerda das cabines de imprensa do Estádio Olímpico).


       Arílson chamou a atenção dos Alemães no final de 1995, mais precisamente pelo Kaiserslautern onde ficou por uma temporada. Após voltar da Alemanha Arílson jogou pelo Inter e pelo Palmeiras e em 1999 voltou a vestir a camisa do Grêmio. 
       Entre 1995 e 1996 Arílson jogou 7 vezes pela Seleção Brasileira, onde protagonizou uma história inusitada: como não estava sendo aproveitado pelo técnico Zagalo e o Grêmio (onde Arílson era um dos titulares) disputava fases decisivas, Arílson não pensou duas vezes vindo embora para Porto Alegre para poder jogar pelo Grêmio.
       Seu último jogo pelo Grêmio foi contra o Atlético-MG, no dia 11/12/2004 na derrota por 1x0 pelo Campeonato Brasileiro.
       Pelo Kaiserslautern foi campeão da Copa da Alemanha (1996), Campeão Gaúcho pelo Inter (1997), pelo Palmeiras venceu a Copa Mercosul e Copa do Brasil (1998). Pelo América-MG venceu a Copa Sul-Minas em 2000 e pelo XV de Novembro venceu o título do Interior em 2002.
Arílson atuou por alguns clubes, tais como: Real Valladolid, América-MG, Universidad de Chile, 15 de Novmembro, Portuguesa, Avaí, Al-Ettifaq, Grêmio em 2004, Farroupilha, América-RN, Sampaio Corrêa e Glória.
       Disputou o Gauchão de 2005 pelo Farroupilha, depois esteve no Nordeste jogando pelo América-RN. Em 2007, retornou ao Rio Grande do Sul para defender o Glória de Vacaria. Ainda passou por Santa Catarina, jogando por Imbituba e Cidade Azul. Depois São Luiz de Ijuí e Itinga do Maranhão. Também jogou pelo 14 de Julho de Livramento.
Em 2011, retornou ao futebol profissional para defender o Imbituba, que havia subido para a primeira divisão do Campeonato Catarinense. Após o término do Campeonato, Arílson aceitou trabalhar como técnico nas categorias de base do clube.
       Em 2016, seguia morando em São Leopoldo-RS, onde ocupava o cargo de técnico da equipe sub-20 do Clube Esportivo Aimoré. No ano seguinte, foi efetivado e assumiu o time profissional do "Índio Capilé".
       Em 2017 Arílson foi campeão da Copa de Seleções Estaduais Sub-20 como técnico do Rio Grande do Sul.
       Atualmente, participa de partidas do Campeonato Brasileiro de Showbol pela equipe do Grêmio, juntamente com os ex-companheiros do futebol Carlos Miguel e Alexandre Gaúcho.

Emerson

 


Emerson Ferreira da Rosa
Nascimento: 04/04/1976
Pelotas-RS
Altura:1,82m
Peso: 74kg
Posição: Volante e Meia
Estreia: Esportivo 1x0 Grêmio (10/06/1993)
Última partida: Internacional 1x0 Grêmio (02/07/1997)
Jogos/gols: 160/25
Títulos: Copa do Brasil em 1994 e 1997 (ambas de forma invicta), Campeonato Gaúcho em 1995 e 1996, Libertadores da América em 1995, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (ambos em 1996). Também venceu a Copa Renner e o Troféu Agrupación de Peñas Valencianas (os dois títulos em 1996), totalizando 9 conquistas.

       Emerson surgiu como um ótimo meia (que também atuou como volante), habilidoso, extremamente técnico e versátil. Subiu da base do Grêmio em 1993. Seu primeiro jogo pelo Tricolor foi em 10/06/1993, Esportivo 1x0 Grêmio pelo Gauchão. No início de 1995 sofreu uma grave lesão que o afastou dos gramados por cerca de 8 meses. 
    Participou dos grandes títulos com o icônico time dirigido por Felipão. Venceu a Copa do Brasil em 1994 e 1997 (ambas de forma invicta), Campeonato Gaúcho em 1995 e 1996, Libertadores da América em 1995, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (ambos em 1996). Também venceu a Copa Renner e o Troféu Agrupación de Peñas Valencianas (os dois títulos em 1996), totalizando 9 conquistas. Jogou 160 jogos pelo Grêmio, marcando 25 gols.
       Emerson disputou 7 Gre-Nais (2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas). Foram 6 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 6 gols sofridos. Estreou no Clássico em 12/06/1994 e seu último Gre-Nal foi em 02/07/1997. Este foi seu último jogo com a camisa do Grêmio.


       Com a venda de Arílson para o Kaiserslautern, o garoto de 20 anos assumiu a meia e cresceu na campanha do Brasileirão de 1996. Teve papel fundamental na conquista tricolor, especialmente na reta final, como o homem incansável que também aparecia com força no apoio ao ataque. Balançou as redes cinco vezes, incluindo nas quartas de final contra o Palmeiras e nas semifinais diante do Goiás. Não à toa, atraiu o interesse do Bayer Leverkusen, vendido em 1997 e passou a frequentar as convocações da Seleção a partir de setembro daquele
       No Bayern ficou até 2000 quando foi para a Roma. No time italiano ficou até 2004, ano em que foi transferido para a Juventus. Na Juve jogou até 2006 e foi jogar no grandioso Real Madrid e em 2007 voltou para a Itália, porém para o Milan. Em 2009 voltou ao Brasil, mais precisamente para o Santos. Três meses depois, precisou fazer uma cirurgia e resolveu encerrar a carreira.
       Em 2012 Emerson foi auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo no Grêmio. Em 2015 Emerson retomou brevemente a carreira de jogador no Miami Dade, onde definitivamente parou de jogar e passou a ser diretor executivo do clube.
       Nos 12 anos em que permaneceu na Europa, Emerson conquistou a Serie A 2000-01 e a Supercopa da Itália de 2001 pela Roma. Pelo Real Madri foi campeão da La Liga em 2006-07. No Milan foi campeão da Supercopa da UEFA e do Mundial de Clubes (ambos em 2007).
       Pela Seleção Brasileira, Emerson jogou 75 partidas e marcou 6 gols. Seria o capitão da Seleção na Copa do Mundo de 2002, mas foi cortado por lesão. Disputou as Copas de 1998 e 2006. Conquistou a Copa América de 1999 e a Copa da Confederações FIFA de 2005. 
       O meia revelado pelo Grêmio acabou recuado com o tempo, mas manteve a qualidade técnica. Se não usava mais sua habilidade para criar chances no ataque, o mantinha para garantir uma ótima saída de bola e realizar desarmes limpos. Assim, se tornou um dos melhores de sua posição.
       Emerson aplicou parte do que ganhou enquanto esteve nos gramados em imóveis, nas cidades de Roma, Porto Alegre e Pelotas. Abriu o Centro de Treinamento do Emerson, no bairro Fragatas, em Pelotas. Em 2010, durante a Copa do Mundo da África do Sul, foi um dos comentaristas da Rede Bandeirantes de Televisão, trabalhando no programa criado pela emissora do Morumbi, o Band Mania, apresentado por Milton Neves. Emerson participou da atração dividindo a bancada com Denílson (ex-São Paulo e Bétis da Espanha) e Vampeta.  O mais quieto dos três ex-jogadores, Emerson ganhou até uma vinheta no programa: "Deixa o Emerson falar!!!"
       Desde 2011, o Puma, como Emerson ficou conhecido, está na Calçada da Fama do Grêmio, na Esplanada da Arena.
       Atualmente Emerson tem uma agência de consultoria para atletas.