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Branco


Cláudio Ibraim Vaz Leal
Nascimento: 04/04/1964
Bagé-RS
Altura: 1,80m
Peso: 76 kg
Posição: Lateral-esquerdo
Estreia: Grêmio 0x1 Santos (29/09/1993).
Última partida: Mundo Novo 0x12 Grêmio (20/11/1993). Branco fez 3 gols neste amistoso.
Jogos/gols: 11/4

    Branco já era um lateral renomado quando vestiu a camisa do Grêmio em 1993, porém iniciou sua trajetória no futebol nas categorias de base do Bagé, mas logo se destacou no Guarany de Bagé, chamando a atenção da Seleção Gaúcha sub-20. Sua carreira tomou impulso ao se transferir para o Fluminense, onde conquistou títulos expressivos, incluindo o tricampeonato carioca e o Campeonato Brasileiro de 1984. Branco firmou-se como um dos melhores laterais-esquerdos do país e, em 1986, seguiu para o futebol europeu, atuando inicialmente no Brescia, da Itália, e, depois, no Porto, de Portugal, onde faturou o título nacional. Posteriormente, Branco defendeu o Genoa, tornando-se peça importante da equipe e conquistando destaque com gols decisivos, inclusive em clássicos e competições europeias. 
Em 1993, retornou ao Brasil para jogar no Grêmio, tendo passagem marcante com direito a hat-trick em um amistoso na vitória de 12x0 contra o Mundo Novo, justamente em sua despedida.
    Branco esteve em campo em um jogo simbólico no Estádio Olímpico: O Grêmio faz 1x0 aos 17 minutos quando Gilson marcou de cabeça o primeiro gol da classificação do Grêmio contra o Peñarol-URU pela Supercopa. A partida se desenrolou de forma tensa, com os ânimos acirrados e quatro jogadores foram expulsos de cada equipe. O jogo terminou 2x0 e se transformou numa batalha campal, com direito a invasão da torcida e uma épica briga entre os jogadores do Peñarol e brigadianos. Tal ocorrência resultou na interdição do estádio.
    Não disputou nenhum Gre-Nal com a camisa do Grêmio, porém em 31/10/1995 quando foi jogador do Inter, esteve em campo na vitória do Grêmio por 1x0 no Beira-Rio, quando Jardel anotou o famoso "Gol Gamarra", jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano.
    Passou ainda por Corinthians, onde foi protagonista, e depois integrou o lendário elenco do Flamengo no centenário do clube, atuando também pelo Internacional. No exterior, teve curta passagem pelo Middlesbrough, da Inglaterra, antes de jogar por Mogi Mirim e, posteriormente, pelo MetroStars, dos Estados Unidos. Encerraria a carreira em sua última passagem pelo Fluminense.
     Ao longo de sua trajetória, Branco foi figura constante na Seleção Brasileira, participando de três Copas do Mundo. Tornou-se herói nacional ao marcar o gol decisivo contra a Holanda, que classificou o Brasil para as semifinais na conquista do tetracampeonato, em 1994.
    Após se aposentar dos gramados, Branco trabalhou como coordenador das divisões de base da CBF, dirigente e técnico em clubes como Fluminense, Figueirense, Sobradinho e Guarani, além de atuar como comentarista esportivo durante a Copa do Mundo de 2014. Reconhecido por sua força nos chutes e sua personalidade marcante, Branco segue sendo lembrado como um dos melhores laterais-esquerdos da história do futebol brasileiro.

Agnaldo




Agnaldo Liz Souza
Nascimento: 07/06/1968
Florianópolis-SC, Brasil
Posição: Zagueiro
Altura: 1,80 m
Peso: 76 kg
Estreia: Sport 1x0 Grêmio (22/09/1993)
Última partida: Grêmio 4x3 Santa Cruz-RS (11/12/1994)
Jogos/gols: 89/13
Títulos: Copa do Brasil (Invicto) em 1994.

    Começou a carreira na base do Figueirense em 1981. Entre 1991 e 1993 atuou pelo Vitória até que chegou no Grêmio em 1993.
    Agnaldo fez gols importantes pelo Grêmio.  Um destes gols foi na vitória de 1x0 contra o Vitória-BA no jogo de ida pela Copa do Brasil, título que o Grêmio conquistaria de forma invicta em 1994. No empate em 1x1 contra o Internacional pelo Campeonato Brasileiro Agnaldo foi quem garantiu o empate.
    Em outros tantos jogos da temporada ele fez gols que garantiram a vitória ou livraram o Grêmio da derrota, demonstrando ser um zagueiro firme na defesa e artilheiro no ataque.
    Disputou 2 Gre-Nais: derrota no Beira-Rio por 1x0 no dia 12 de junho de 1994 e empate no Olímpico em 1x1 no dia 16 de outubro de 1994, gol marcado por ele.
Depois do Grêmio, jogou por Flamengo, Guarani, Palmeiras, Fluminense, América-MG, Olaria, União São João e Lages.
    Ao longo da sua trajetória venceu a Copa Santa Catarina pelo Figueirense, Campeonato Baiano pelo Vitória e Copa do Brasil, Copa Mercosul, Libertadores da América, Torneio Rio-São Paulo e Copa dos Campeões pelo Palmeiras, onde disputou 106 partidas.
    Atualmente Agnaldo é treinador de futebol com uma extensa carreira dirigindo, na maioria das vezes, clubes do Nordeste brasileiro.
    Como treinador conquistou o campeonato baiano por dois clubes diferentes: pelo Vitória em 2004 e pelo Atlético de Alagoinhas em 2021 e 2022.




Adil

 


Adil Pimenta de Souza Júnior
Nascimento: 23/07/1965
São João Nepomuceno-MG
Altura: 1,77 m
Peso: 71kg
Posição: Ponta esquerda
Estreia: Irã 0x1Grêmio (30/07/1993)
Última partida: Mundo Novo 0x12 Grêmio (20/11/1993)
Jogos/gols: 25/4
Curiosidades: Adil sofreu um acidente automobilístico em 2000, tem sequelas até os dias atuais, porém luta bravamente para viver com a melhor qualidade possível.

Emerson

 


Emerson Ferreira da Rosa
Nascimento: 04/04/1976
Pelotas-RS
Altura:1,82m
Peso: 74kg
Posição: Volante e Meia
Estreia: Esportivo 1x0 Grêmio (10/06/1993)
Última partida: Internacional 1x0 Grêmio (02/07/1997)
Jogos/gols: 160/25
Títulos: Copa do Brasil em 1994 e 1997 (ambas de forma invicta), Campeonato Gaúcho em 1995 e 1996, Libertadores da América em 1995, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (ambos em 1996). Também venceu a Copa Renner e o Troféu Agrupación de Peñas Valencianas (os dois títulos em 1996), totalizando 9 conquistas.

       Emerson surgiu como um ótimo meia (que também atuou como volante), habilidoso, extremamente técnico e versátil. Subiu da base do Grêmio em 1993. Seu primeiro jogo pelo Tricolor foi em 10/06/1993, Esportivo 1x0 Grêmio pelo Gauchão. No início de 1995 sofreu uma grave lesão que o afastou dos gramados por cerca de 8 meses. 
    Participou dos grandes títulos com o icônico time dirigido por Felipão. Venceu a Copa do Brasil em 1994 e 1997 (ambas de forma invicta), Campeonato Gaúcho em 1995 e 1996, Libertadores da América em 1995, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (ambos em 1996). Também venceu a Copa Renner e o Troféu Agrupación de Peñas Valencianas (os dois títulos em 1996), totalizando 9 conquistas. Jogou 160 jogos pelo Grêmio, marcando 25 gols.
       Emerson disputou 7 Gre-Nais (2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas). Foram 6 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 6 gols sofridos. Estreou no Clássico em 12/06/1994 e seu último Gre-Nal foi em 02/07/1997. Este foi seu último jogo com a camisa do Grêmio.


       Com a venda de Arílson para o Kaiserslautern, o garoto de 20 anos assumiu a meia e cresceu na campanha do Brasileirão de 1996. Teve papel fundamental na conquista tricolor, especialmente na reta final, como o homem incansável que também aparecia com força no apoio ao ataque. Balançou as redes cinco vezes, incluindo nas quartas de final contra o Palmeiras e nas semifinais diante do Goiás. Não à toa, atraiu o interesse do Bayer Leverkusen, vendido em 1997 e passou a frequentar as convocações da Seleção a partir de setembro daquele
       No Bayern ficou até 2000 quando foi para a Roma. No time italiano ficou até 2004, ano em que foi transferido para a Juventus. Na Juve jogou até 2006 e foi jogar no grandioso Real Madrid e em 2007 voltou para a Itália, porém para o Milan. Em 2009 voltou ao Brasil, mais precisamente para o Santos. Três meses depois, precisou fazer uma cirurgia e resolveu encerrar a carreira.
       Em 2012 Emerson foi auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo no Grêmio. Em 2015 Emerson retomou brevemente a carreira de jogador no Miami Dade, onde definitivamente parou de jogar e passou a ser diretor executivo do clube.
       Nos 12 anos em que permaneceu na Europa, Emerson conquistou a Serie A 2000-01 e a Supercopa da Itália de 2001 pela Roma. Pelo Real Madri foi campeão da La Liga em 2006-07. No Milan foi campeão da Supercopa da UEFA e do Mundial de Clubes (ambos em 2007).
       Pela Seleção Brasileira, Emerson jogou 75 partidas e marcou 6 gols. Seria o capitão da Seleção na Copa do Mundo de 2002, mas foi cortado por lesão. Disputou as Copas de 1998 e 2006. Conquistou a Copa América de 1999 e a Copa da Confederações FIFA de 2005. 
       O meia revelado pelo Grêmio acabou recuado com o tempo, mas manteve a qualidade técnica. Se não usava mais sua habilidade para criar chances no ataque, o mantinha para garantir uma ótima saída de bola e realizar desarmes limpos. Assim, se tornou um dos melhores de sua posição.
       Emerson aplicou parte do que ganhou enquanto esteve nos gramados em imóveis, nas cidades de Roma, Porto Alegre e Pelotas. Abriu o Centro de Treinamento do Emerson, no bairro Fragatas, em Pelotas. Em 2010, durante a Copa do Mundo da África do Sul, foi um dos comentaristas da Rede Bandeirantes de Televisão, trabalhando no programa criado pela emissora do Morumbi, o Band Mania, apresentado por Milton Neves. Emerson participou da atração dividindo a bancada com Denílson (ex-São Paulo e Bétis da Espanha) e Vampeta.  O mais quieto dos três ex-jogadores, Emerson ganhou até uma vinheta no programa: "Deixa o Emerson falar!!!"
       Desde 2011, o Puma, como Emerson ficou conhecido, está na Calçada da Fama do Grêmio, na Esplanada da Arena.
       Atualmente Emerson tem uma agência de consultoria para atletas.

Fabinho



Fábio Ribeiro
Nascimento: 26/11/1965
Santo André-SP
Posição: Ponta-direita
Altura: 1,76 m
Peso: 72 kg
Estreia: Guarani de Uruguaiana 0x1 Grêmio (04/04/1993)
Última partida: Grêmio 4 x 3 Santa Cruz-RS (11/12/1994)
Jogos/Gols: 117/19
Títulos: Copa do Brasil (1994) e Campeonato Gaúcho (1993).

    Fabinho iniciou sua careira na Lençoense-SP em 1986. Depois de passar por Democrata de Governador Valadares, Platinense, VOCEM-SP, Novorizontino e Corinthians chegou no Grêmio em 1993.
    Pela Copa do Brasil de 1994 Fabinho marcou gols importantes: na vitória por 2x0 sobre o Corinthians no jogo de ida pelas Oitavas de final e também marcou no 2x2 do jogo de volta, em São Paulo, sendo fundamental para a classificação do Grêmio para as quartas de final, ou seja, gols que ajudaram a levar o clube até a final e ao título da competição, de forma invicta em 10/08/1994 em Porto Alegre.
    Nas oitavas de final da Supercopa Sul-Americana, Fabinho também marcou nas duas partidas contra o Racing. Tanto no empate em 1x1 no Olímpico quanto na vitória por 2x1 na Argentina, novamente sendo decisivo, entre outros diversos gols marcados ao longo dos seus 117 jogos com a camisa do Grêmio.
    Disputou 4 Gre-Nais (1 vitória, 2 empates e 1 derrota). Com ele em campo, foram 2 gols a favor e 2 gols sofridos. Estreou no Clássico em 27 de junho de 1993 (vitória por 1x0 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 16 de outubro de 1994 (1x1 no Estádio Olímpico).
    Depois de jogar pelo Grêmio, voltou para o Corinthians, depois Internacional, Paraná, Santo André e Brasil de Pelotas. Pelo Internacional conquistou a Copa Mercosul (título que até hoje não contou com a entrega do troféu).
    Pelo Corinthians, Fabinho jogou 213 jogos, marcou 25 gols e foi Campeão Brasileiro (1990) sendo ele que foi autor da jogada do gol do título, Supercopa do Brasil (1991), Copa do Brasil e Campeonato Paulista (1995).
    Fabinho estreou no Corinthians em 23 de julho de 1989. Em seu primeiro jogo pelo Timão, o Corinthians venceu Sampaio Corrêa por 1 a 0, em partida válida pela Copa do Brasil 1989 . Na ocasião, o jogador de 23 anos começou a partida entre os titulares e marcou o gol que definiu a vitória do Corinthians no Pacaembu. 




Pingo

 

Pingo, liderança e qualidade no Bicampeonato da Copa do Brasil


Luís Roberto Magalhães
Nascimento: 14/02/1968
Joinville-SC
Altura: 1,78 m
Peso: 75 kg
Posição: Volante
Estreia: Beira-Mar (Tramandaí) 0x6 Grêmio (13/02/1993)
Última partida: Grêmio 4x3 sobre o Santa Cruz-RS (11/12/1994) 
Jogos/gols: 135/5
Títulos: Campeonato Gaúcho (1993) e Copa do Brasil-Invicto (1994)

       Pingo foi um ótimo volante que aliava força, liderança e qualidade. Se profissionalizou em 1986 no Joinville. Passou por São José-SP e Botafogo até chegar no Grêmio em 1993. Seu primeiro jogo foi contra o Beira-Mar (de Tramandaí-RS) no dia 13/02/1993, quando o Tricolor aplicou 6x0 no amisto realizado no Litoral Gaúcho. Neste jogo Pingo fez seu primeiro gol, aos 49 minutos do primeiro tempo. Conquistou o Campeonato Gaúcho de 1993 e a Copa do Brasil de 1994 sendo capitão e liderança da equipe. 
       Disputou 135 jogos e marcou 5 gols pelo Grêmio. Pingo teve grande importância também fora de campo em 1994. O Grêmio passava por dificuldades financeiras e ocorreu de o Pingo permitir o atraso dos seus salários por alguns meses para pagar outros jogadores e com isto evitar uma possível crise dentro do grupo.  Disputou 4 Gre-Nais com 1 vitória, 2 empates e 1 derrota, foram 2 gols a favor (nenhum marcado por ele) e 2 gols sofridos. Estreou no Clássico em 27/06/1993 com vitória do Grêmio no Beira-Rio e seu último clássico foi em 16/10/1994 no empate em 1x1 no Estádio Olímpico. 
       Sua última partida pelo Grêmio foi em 11/12/1994 na vitória do Grêmio por 4x3 sobre o Santa Cruz, no dia histórico em que o Grêmio foi obrigado a jogar 3 partidas em só dia para cumprir a tabela do Campeonato Gaúcho daquele ano.


       Após sua saída do Tricolor, Pingo jogou por diversos clubes (Cruzeiro, Flamengo, Botafogo, Corinthians, Paraná, Corinthians, Athletico Paranaense, Joinville, Sporting Cristal, Londrina, Marcílio Dias-SC e Atlético de Ibirama-SC onde encerrou sua carreira de jogador em 2006).
       Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, foi Campeão Catarinense pelo Joinville em 1987. Pelo Botafogo foi Campeão Carioca (1997) e Rio-São Paulo (1998), Campeão Carioca e da Copa Ouro pelo Flamengo (1996), Campeão Paulista pelo Corinthians (1999) e pelo Vitória foi Campeão Baiano em 2000. 
       Após encerrar sua carreira como jogador, Pingo tornou-se treinador. Seu primeiro clube foi o Juventus de Jaraguá-SC em 2010. De lá pra cá, dirigiu mais de 10 clubes, entre eles o Caxias-RS, o Joinville, o São José-RS e o Marcílio Dias em 2022. 
       Como técnico, foi Campeão da Copa Santa Catarina de 2018 pelo Brusque.
       Em 2024 Pingo foi técnico do São José-RS, porém foi demitido do clube em julho.

Juninho

 

Irineu Parmigiani Júnior
Nascimento: 29/10/1966
Neves Paulista-SP
Posição: Meia
Altura: 1,76 m
Peso: 70kg
Jogos/gols: 100/13
Estreia: Grêmio Santanense 0x3 Grêmio (10/08/1991)
Última partida: Grêmio 1x1 Palmeiras (18/09/1993)
Títulos: Campeonato Gaúcho (1993)

    Meia habilidoso e driblador, começou a carreira no Santos, depois passou por Palmeiras, Botafogo e Necaxa-MEX até chegar ao Grêmio em 1991. Logo na sua estreia, marcou o primeiro dos 3 gols do Grêmio na vitória por 3x0 sobre o Grêmio Santanense no Estádio Atílio Paiva.
    Participou da campanha que trouxe o Grêmio de volta à série A em 1992. Foi vice-campeão da Copa do Brasil e Campeão Gaúcho de 1993.
    Disputou 9 Gre-Nais (3 vitórias, 4 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 48.15%. 
Com ele em campo, foram 7 gols a favor (nenhum dele) e 5 gols sofridos. Estreou no Clássico em 22 de setembro de 1991 na vitória tricolor por 2x1 no Olímpico e seu último foi em 18 de julho de 1993, um 0x0 (também no Olímpíco) que serviu de entrega de faixas ao Campeão Gaúcho daquele ano.
    Depois do Grêmio passou por diversos clubes até encerrar a carreira no América de São José do Rio Preto, em 2000.