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Fabinho



Fábio Ribeiro
Nascimento: 26/11/1965
Santo André-SP
Posição: Ponta-direita
Altura: 1,76 m
Peso: 72 kg
Estreia: Guarani de Uruguaiana 0x1 Grêmio (04/04/1993)
Última partida: Grêmio 4 x 3 Santa Cruz-RS (11/12/1994)
Jogos/Gols: 117/19
Títulos: Copa do Brasil (1994) e Campeonato Gaúcho (1993).

    Fabinho iniciou sua careira na Lençoense-SP em 1986. Depois de passar por Democrata de Governador Valadares, Platinense, VOCEM-SP, Novorizontino e Corinthians chegou no Grêmio em 1993.
    Pela Copa do Brasil de 1994 Fabinho marcou gols importantes: na vitória por 2x0 sobre o Corinthians no jogo de ida pelas Oitavas de final e também marcou no 2x2 do jogo de volta, em São Paulo, sendo fundamental para a classificação do Grêmio para as quartas de final, ou seja, gols que ajudaram a levar o clube até a final e ao título da competição, de forma invicta em 10/08/1994 em Porto Alegre.
    Nas oitavas de final da Supercopa Sul-Americana, Fabinho também marcou nas duas partidas contra o Racing. Tanto no empate em 1x1 no Olímpico quanto na vitória por 2x1 na Argentina, novamente sendo decisivo, entre outros diversos gols marcados ao longo dos seus 117 jogos com a camisa do Grêmio.
    Disputou 4 Gre-Nais (1 vitória, 2 empates e 1 derrota). Com ele em campo, foram 2 gols a favor e 2 gols sofridos. Estreou no Clássico em 27 de junho de 1993 (vitória por 1x0 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 16 de outubro de 1994 (1x1 no Estádio Olímpico).
    Depois de jogar pelo Grêmio, voltou para o Corinthians, depois Internacional, Paraná, Santo André e Brasil de Pelotas. Pelo Internacional conquistou a Copa Mercosul (título que até hoje não contou com a entrega do troféu).
    Pelo Corinthians, Fabinho jogou 213 jogos, marcou 25 gols e foi Campeão Brasileiro (1990) sendo ele que foi autor da jogada do gol do título, Supercopa do Brasil (1991), Copa do Brasil e Campeonato Paulista (1995).
    Fabinho estreou no Corinthians em 23 de julho de 1989. Em seu primeiro jogo pelo Timão, o Corinthians venceu Sampaio Corrêa por 1 a 0, em partida válida pela Copa do Brasil 1989 . Na ocasião, o jogador de 23 anos começou a partida entre os titulares e marcou o gol que definiu a vitória do Corinthians no Pacaembu. 




Almir



Almir de Souza Fraga
26/03/1969
Porto Alegre-RS
Altura: 1,75 m
Peso: 67 kg
Posição: Ponteiro direito
Estreia: Juventude 1x0 Grêmio (26/05/1987)
Última partida: Caxias 1x1 Grêmio (18/07/1990)
Jogos/gols: 72/10
Títulos: Campeonato Gaúcho (1987, 1988, 1989 e 1990), Copa do Brasil (1989) e Supercopa do Brasil (1990).
    Almir de Souza Fraga iniciou sua trajetória no futebol nas categorias de base do Internacional, ainda aos 12 anos de idade, mas em 1986 transferiu-se para a base do Grêmio. No ano seguinte, foi promovido ao elenco profissional do clube. Atuando como atacante, Almir vestiu a camisa tricolor em 72 partidas oficiais, marcando 10 gols e alcançando uma média de 0,14 gol por jogo. Durante sua passagem pelo Grêmio, participou da conquista de títulos expressivos, como os quatro últimos campeonatos do histórico Hexa-Gaúcho e a Copa do Brasil de 1989.
    Nos clássicos Gre-Nais, Almir estreou em 18 de junho de 1989 (Grenal 300, empate em 0 a 0) e jogou seu último clássico em 29 de novembro do mesmo ano (Grenal 301, derrota por 2 a 0). Seu desempenho pelo Grêmio chamou a atenção nacional e lhe rendeu transferência para o Santos, além de convocações para a Seleção Brasileira.
    Após breve passagem pelo futebol japonês, Almir retornou ao futebol brasileiro. Em 1995, foi contratado pelo São Paulo, onde permaneceu até o fim de 1996. Nesse período, conquistou a Copa Master da Conmebol, sendo o artilheiro da equipe na competição com quatro gols: dois marcados na semifinal (vitória de 7 a 3 sobre o Botafogo) e mais dois na final, selando o título na vitória por 3 a 0 sobre o Atlético Mineiro.
    Além de Santos, Grêmio e São Paulo, Almir também teve passagens por outros grandes clubes brasileiros, como Vasco e Palmeiras, consolidando-se como um atacante de destaque no futebol nacional. Em 1997, Almir de Souza Fraga foi contratado pelo Atlético Mineiro a pedido do técnico Emerson Leão, tendo participado da conquista da Copa Conmebol daquele ano pelo clube alvinegro. No ano seguinte, transferiu-se para o Palmeiras, onde reencontrou o treinador Felipão e conquistou dois importantes títulos: a Copa do Brasil e a Copa Mercosul em 1998. Em 1999, Almir jogou pelo Internacional, inicialmente como reserva, mas conquistando a titularidade após um rodízio entre os atacantes ao longo da temporada.
    Em 2000, atuou pelo Sport Recife, onde foi campeão da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano. Nos anos seguintes, passou por diversos clubes do futebol brasileiro, encerrando a carreira em 2001, pelo Ulbra. Apesar da aposentadoria, retornou brevemente aos gramados com passagens pelo União de Mogi, em 2008, e pelo Porto Alegre. Após deixar os campos, Almir iniciou carreira como empresário de atletas em 2007. Em 2011, exerceu a função de auxiliar-técnico no América-SP e, em julho de 2020, assumiu o cargo de coordenador técnico e técnico interino do Esporte Clube Novo Horizonte.



Renato

 

Renato Portaluppi, o maior ídolo da história do Grêmio.
Multi-campeão como jogador e como técnico do clube.


Renato Portaluppi
Data de Nascimento: 09/09/1962
Guaporé-RS
Altura: 1,84m 
Peso: 80kg
Posição: Ponta-Direita
Estreia: Comercial 1x0 Grêmio (15/06/1980)
Última partida: Grêmio 2x0 Flamengo (04/07/1995)
Jogos/gols: 261/74
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial (1983) e Campeonato Gaúcho (1980, 1985 e 1986).

       Renato nasceu em Guaporé, mas se mudou ainda criança com sua família para Bento Gonçalves. Antes de se tornar jogador, trabalhou como auxiliar de padeiro em uma padaria e entregador em uma fábrica de móveis. Foi jogando nas peladas da empresa de móveis que Renato chamou a atenção dos colegas e entrou nas categorias de base do Esportivo. Se destacava pela força física, habilidade, velocidade e pelos gols marcados rompendo as defesas com facilidade.
       Fez sua estreia aos 16 anos, em 12/08/1979, pela fase final do Campeonato Gaúcho contra o Grêmio, jogo que o Esportivo perdeu por 3x0. Chegou ao Grêmio em 1980, e fez sua estreia no mesmo ano, no dia 15/06 na derrota por 1x0 para o Comercial, em um amistoso disputado em Maracaju.
       Renato fez seu primeiro gol como profissional em 25/07/1982, saindo do banco de reservas para fazer o único gol do Grêmio na vitória de 1x0 sobre o Novo Hamburgo, pelo Campeonato Gaúcho.
       Mais tarde foi contratado pelo Grêmio, clube que o projetou para o Brasil e para o mundo após as conquistas da Taça Libertadores da América e do Mundial de Clubes, ambos em 1983, se consolidando como um dos maiores ídolos do tricolor gaúcho. Na decisão do Mundial, em Tóquio, Renato fez os dois gols da vitória gremista por 2x1 sobre o Hamburgo, da Alemanha. O atacante foi escolhido o melhor jogador da final, recebendo como prêmio um carro Toyota (patrocinador da competição até os dias de hoje).
       Uma história curiosa aconteceu antes do Mundial: Renato foi multado pelo presidente Fábio Koff por entrar com seu carro em alta velocidade no pátio do Estádio Olímpico, colocando em perigo as crianças da Escolinha do Grêmio que estavam por ali. Renato argumentou que preferia voltar a ser padeiro em Bento do que pagar a multa. Koff concordou e mandou demitir Renato. Impressionados com o ocorrido, o técnico Valdir Espinosa juntamente com o jogador e o "seu" Verardi foram até o presidente para tentar reverter a situação. Foi aí que Renato fez a proposta: Se ele fizesse 1 gol, a multa seria retirada. Koff topou. Portaluppi foi além e perguntou: "e se eu fizer dois gols o sr. retira a multa e me dá 40% de aumento?" O presidente Koff topou na hora. E no dia 11/12/1983 Renato marcou os dois gols que deram o maior título da história do Grêmio até hoje e garantiu 40% de aumento de salário. Depois do Mundial, Renato levou o Grêmio ao bicampeonato gaúcho em 1985 e 1986. Renato jogou mais de 240 jogos com a camisa do Grêmio, marcando pouco mais de 70 gols.
      Depois de uma excelente campanha nas Eliminatórias, foi convocado para a Copa do Mundo de 1986, mas durante os preparativos para a competição foi cortado pelo técnico Telê Santana e acabou de fora do grupo que viajou até o México. Renato fez 44 partidas e 6 gols pela Seleção Brasileira.
       Após a consagração pelo Grêmio, Renato jogou por Flamengo, Roma, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Fluminense e Bangu. Acumulou títulos por onde passou (Além da Libertadores e do Mundial com o Grêmio, Renato conquistou Supercopa da Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Estaduais), sempre como um dos protagonistas, inclusive Renato ganhou 6 vezes a Bola de Prata do Campeonato Brasileiro ao longo da carreira.
       Teve um breve e discreto retorno ao Grêmio no segundo semestre de 1991. Em 1995, Renato disputou uma partida com a camisa do Grêmio pela Copa dos Campeões Mundiais contra o Flamengo. Renato tornou-se treinador, trabalhando em diversos clubes (Madureira, Fluminense, Vasco, Bahia, Atlético-PR, Flamengo e Grêmio), em muitos destes clubes, Renato passou mais de uma vez. Renato vestiu a camisa do Grêmio em 261 partidas marcando 74 gols, sendo o 21° maior artilheiro do Tricolor.
       Como treinador do Grêmio, foi campeão da Copa do Brasil em 2016, da Copa Libertadores da América em 2017 e da Recopa Sul-Americana em 2018, além de alguns campeonatos Gaúchos e Recopa Gaúcha. Ao conquistar a competição continental em 2017, Renato entrou para o seleto grupo de pessoas que conquistaram a Copa Libertadores da América como jogador e também como treinador, sendo o primeiro brasileiro a conseguir tal feito. Em 2019, tornou-se o técnico com trabalho mais longevo no futebol brasileiro. Juntamente com Oswaldo Rolla (o Foguinho), Renato é o treinador com mais títulos na história do Grêmio (10 conquistas) e, desde 2020, o treinador que mais vezes comandou o time ao longo da história do clube (em 2024 ele passou da marca de 500 partidas e quase 280 vitórias). Somando com a época de jogador, Renato se aproxima da marca de 800 partidas à serviço do Grêmio, um recorde no futebol do Rio Grande do Sul.
       Renato exerce liderança sobre o vestiário, tem capacidade de mexer decisivamente no time ao longo das partidas. Foi considerado, ao lado de Tite, Mano Menezes e Fábio Carille, um dos melhores técnicos brasileiros em atividade, tendo sido listado pela imprensa internacional também como um dos melhores técnicos do mundo em 2018. É, sem dúvida o maior ídolo da história do Grêmio, tanto que foi homenageado com uma estátua em março de 2019 na Esplanada da Arena do Grêmio, junto a Calçada da Fama.

Tarciso


José Tarciso de Souza
Nascimento: 15/09/1951
São Geraldo-MG
Posição: Ponteiro direito
Altura: 1,77 m
Peso: 76 kg
Jogos/gols: 723/226
Estreia: Grêmio 0x1 Peñarol (29/01/1973)
Última partida: Pelotas 4x0 Grêmio (13/07/1985)
Títulos: Libertadores e Mundial de Clubes (1983), Campeonato Brasileiro (1981), Campeonato gaúcho (1977, 1979 e 1980).
Falecimento: 05/12/2018

    Tarciso, conhecido como Flecha Negra, iniciou sua carreira como centroavante no América-RJ no final dos anos 1960. Em 01/11/1972, marcou gol contra o Internacional jogando pelo time carioca e começou a chamar a atenção da direção do Grêmio. Poucos dias depois, em 29 de novembro de 1972, ao enfrentar o próprio Grêmio, despertou o interesse definitivo do clube gaúcho.
    Contratado pelo Tricolor Gaúcho em 1973, Tarciso passou a atuar como ponta-direita e, posteriormente, também como ponta-esquerda. Em 1975 foi artilheiro do Campeonato Gaúcho com 13 gols. Se destacou especialmente na campanha do histórico título do Campeonato Gaúcho de 1977, o que resultou em sua primeira convocação para a Seleção Brasileira em 1978, estreando em 12/03 contra a Seleção do Interior do Estado do Rio de Janeiro.
    Seu primeiro grande título nacional veio em 1981, quando conquistou o Campeonato Brasileiro, onde marcou sete gols. Em 1982 fez parte do elenco vice-campeão brasileiro diante do Flamengo.
    Foi em 1983 que eternizou seu nome no futebol mundial, com o Grêmio campeão da Copa Libertadores da América diante do Peñarol e, no mesmo ano, conquistando o Mundial de Clubes sobre o Hamburgo. Tarciso é o recordista de jogos com a camisa do Grêmio, somando 723 partidas. Em número de gols, só perde para Alcindo, que marcou 226 vezes pelo clube.
    Disputou 54 Gre-Nais (12 vitórias, 22 empates e 20 derrotas). Nesses clássicos, esteve em campo em 49 gols a favor (7 marcados por ele) e 53 sofridos pelo clube. Sua estreia em Gre-Nal ocorreu no empate em 1x1 no Beira-Rio em 20/05/1973 e seu último clássico foi em 24/03/1985 na vitória do Grêmio por 1x0 no Beira-Rio.
    Tarciso permaneceu no Grêmio até 1985, quando foi negociado com o Goiás, conquistando o Campeonato Goiano no mesmo ano. Em 1987 transferiu-se para o Cerro Porteño, vencendo o Campeonato Paraguaio. Em 1989 retornou ao Brasil para atuar pelo Coritiba, Goiânia e, por fim, São José, onde encerrou a carreira em 1990.
    Reconhecido por sua dedicação e conquistas, foi homenageado como Atleta Laureado e também conquistou seu espaço na Calçada da Fama do clube.
    Tarciso faleceu em 5 de dezembro de 2018, aos 67 anos. Na ocasião, exercia o cargo de vereador em Porto Alegre, estando em seu terceiro mandato consecutivo, enquanto lutava contra um tumor ósseo e estava internado no Hospital São Lucas da PUCRS.



Adãozinho



Adão Édson Nunes
Nascimento: 23/06/1945
Jaguarão-RS
Posição: Ponteiro direito
Estreia: Grêmio 0x2 Internacional (20/08/1964)
Última partida: Barroso-São José 0x1 Grêmio (23/06/1968)
Jogos/gols: 19/6
Títulos: Campeonato Gaúcho (1967 e 1968)

    Como jogador da base do Grêmio, foi campeão Gaúcho Juvenil em 1963 e 1965. Jogou 19 partidas, marcando 6 gols, uma boa média. 
    Venceu dois Campeonatos Gaúchos (1967 e 1968). Adãozinho faleceu em 18/04/2016 em Curitiba-PR.



Marino

 

Marino é o 10° Maior artilheiro da história do Grêmio


Marino da Silva
Nascimento: 21/03/1939
São Leopoldo-RS
Posição: Ponta Direita
Estreia: Grêmio 2x2 Pelota (04/05/1960)
Última partida:  Grêmio 2 x1 Esportivo (04/04/1965)
Jogos/gols: 238/117
Títulos: Campeonato Sul-Brasileiro (1962), Campeonato Gaúcho (1960, 1962, 1963 e 1964) e
Campeonato Citadino de Porto Alegre (1960 e 1964).

       Marino começou a sua carreira jogando nos juvenis do Aimoré, na década de 1950, fazendo parte do elenco profissional entre 1956 e 1959. No período, chegou a ser vice-campeão gaúcho, perdendo a decisão, justamente, para o Tricolor.
       No ano de 1960, foi convocado para a Seleção Brasileira para disputar o Panamericano, conquistando o vice-campeonato.
       O atacante Marino da Silva atuou no Grêmio entre 1960 e 1965. Seu primeiro jogo com a camisa do Grêmio foi no dia 04/05/1960 no jogo Grêmio 2x2 Pelotas, um amistoso no Estádio Olímpico. Foi sempre lembrado pela torcida pelas conquistas dos Campeonatos Gaúchos de 1960, 1962, 1963 e 1964, além de ser campeão do torneio Sul-Brasileiro de forma invicta, em 1962. Neste mesmo ano o Grêmio conquistou o Torneio da Legalidade.
       Foi o autor dos dois gols do Gre-Nal final do Campeonato Gaúcho de 1962, que levou o Grêmio a disputar e conquistar o Supercampeonato. Marcou os 4 gols do Gre-Nal festivo de 1º de maio de 1963, vencido pelo Grêmio, no Olímpico por 4 a 1, feito inédito do clássico na era do futebol profissional. 
       Ele também é o terceiro maior artilheiro do Grêmio em duelos contra o rival com sete bolas nas redes, atrás apenas de Luiz Carvalho e Alcindo. Marino ainda participou das duas excursões do Grêmio à Europa, realizada nos anos de 1961 e 1962.


       Seu último jogo foi na vitória do Grêmio por 2 a 1 no amistoso contra o Esportivo de Bento Gonçalves, em 4 de abril de 1965.
       Marino é o 10° maior artilheiro da história do Grêmio. Foram 238 jogos e 117 gols com a camisa tricolor. A passagem do jogador pelo Grêmio foi tão forte, que ele deixou a marca de seus pés na calçada da fama do Tricolor em 2001. 
       O atacante jogou ainda no Cerro–URU, no Cruzeiro de Porto Alegre, no Esportivo de Bento Gonçalves e no Internacional, onde encerrou a carreira em 1968. Depois que deixou de jogar seguiu a vida com trabalhos fora do futebol. Passou pela VARIG, teve lanchonete, foi taxista e se aposentou como funcionário da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica). O primeiro teste de emprego sem as chuteiras marcou para sempre e virou uma lição. "Ele concorria pela vaga com outro cara, havia tempo para entregar a peça no torno. O outro cara teve problema na máquina e aí o tio parou e foi ajudar ele a fazer o torno funcionar de novo. Eles terminam juntos, depois do prazo, e mesmo assim ele foi escolhido. Foi um ato de solidariedade enorme, mas ele tratava como algo comum. Não fazia firula com isso" conta Jari, sobrinho de Marino.
       Ainda trabalhou nas escolinhas do Aimoré de 1994 a 2001. 
    Faleceu em 26 de setembro de 2001, aos 62 anos em São Leopoldo. Em março de 2010, o Aimoré inaugurou um alojamento com seu nome.