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Rodrigo Gral



Rodrigo Gral
Nascimento: (21/02/1977)
Chapecó-SC
Posição: Atacante
Altura: 1,76 m
Peso: 70 kg
Estreia: Grêmio 2 x 1 Guarani (10/09/1995)
Última partida: Inter de Santa Maria 0 x 4 Grêmio (23/01/2002)
Jogos/gols: 127/13
Títulos: Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil (1997), Campeonato Gaúcho (1996 e 1999), Recopa Sul-Americana (1996), Troféu Colombino (1997) e Copa Sul (1999).

    Iniciou na base do Inter em 1990, porém na categoria 1979, embora tenha nascido em 1977 (esta situação só foi identificada posteriormente). Em 1994 foi para a base do Grêmio. Sua estreia no time profissional, no entanto foi em 1995.
    Foi titular na partida final do Grêmio contra o Flamengo no 2x2 que deu o Tri-INVICTO da Copa do Brasil para o Tricolor em pleno Maracanã em 1997. Ainda neste mesmo ano, Rodrigo Gral marcou um dos gols da vitória por 4x2 contra o Sevilla que levou o Grêmio a conquistar o Troféu Colombino. Estava no grupo que foi campeão da Recopa Sul-Americana em 1996 e da inédita Copa Sul em 1999.
    Em 1998, foi jogar no Juventude (onde se sagrou campeão gaúcho sobre o Inter dentro do Beira-Rio). Em 1999 retornou ao Grêmio, saindo no final do ano seguinte para jogar no Flamengo. Após sua passagem pelo clube carioca, retornou mais uma vez ao Grêmio, em 2001.
    Disputou 6 Gre-Nais (2 vitórias, 3 empates e 1 derrota), com um aproveitamento de 50%. Com ele em campo, foram 5 gols a favor e 3 gols sofridos. Estreou no Clássico em 23 de março de 1997 (0x0 no Olímpico) e seu último clássico foi em 25 de novembro de 1999 (empate em 1x1 no Beira-Rio pela Seletiva da Libertadores).
    Rodrigo Gral foi um cigano no futebol, jogou por diversos clubes: Sport, Jubilo Iwata, Yokohama Marinos, Omiya Ardija, Al-Khor, Al-Sadd, Bahia, Santa Cruz, DPMM FC,
Chapecoense, Juventus de Seara, Gama, Concórdia, Djursland, Operário de Campo Grande e Igrejinha.
    Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, Rodrigo Gral conquistou outros tantos pelo Juventude, Flamengo, Júbilo Iwata, Al-Khor, Santa Cruz-PE, Juventus-SC, Gama e Operário-MS.
    Gral tem mais de 500 gols na sua carreira, uma marca muito significativa. Teve convocações para a Seleção Brasileira de base (sub-20).



 

Rivarola

 

Rivarola formou com Adilson uma das melhores duplas de zaga do Grêmio.

Catalino Rivarola Méndez
Nascimento: 30/04/1965
Assunção, Paraguai
Altura: 1,87 m
Peso: 85 kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Veranópolis 1x1 Grêmio (21/04/1995)
Última partida: Grêmio 3x2 Santos (13/09/1998)
Jogos/gols: 173/6
Títulos: Campeonato Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Recopa Sul-Americana e do Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Também conquistou Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) e Troféu Colombino (1997), somando um total de 8 conquistas. 

       Rivarola iniciou sua carreira no Cerro Porteño em 1986. Em 1991 se transferiu para o Talleres da Argentina, onde permaneceu até 1995, ano em que chegou ao Grêmio.
      Era um zagueiro de muita força, imposição física e boa colocação. Formou uma dupla histórica com Adilson, rendendo inúmeros títulos.
       Sua estreia foi no jogo Veranópolis 1x1 Grêmio, no dia 21/04/1995. Curiosamente Rivarola levou cartão vermelho, logo em sua estreia aos 51 minutos do segundo tempo. Neste jogo o Grêmio foi a campo com Danrlei, Arce, Scheidt, Rivarola e Arilson. Dêga, Goiano, Vagner Mancini e Carlos Miguel. Magno e Nildo. Esta escalação mostra o início da formação do time montado em 1995 para a conquista da América e posteriormente outros títulos.
       Jogando com a camisa do Grêmio Rivarola conquistou duas vezes o Campeonato Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Recopa Sul-Americana e do Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Além destes títulos, Rivarola também conquistou Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) e Troféu Colombino (1997), somando um total de 8 conquistas. 


       Durante sua permanência no Tricolor Gaúcho, jogou 173 jogos e marcou 6 gols. Disputou 8 Gre-Nais (3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas). Com ele em campo, foram 9 gols a favor e 9 gols sofridos. Estreou nos clássicos em 28/06/1995 (2x0 para o Grêmio no Olímpico) e seu último clássico foi em 26 de julho de 1998 (1x0 para o Inter no Beira-Rio).
       Seu último jogo pelo Grêmio foi na vitória contra o Santos por 3x2 no dia 13/09/1998 no Estádio Olímpico.
       Depois da sua passagem vitoriosa pelo Grêmio, Rivarola jogou também pelo Palmeiras em 1999. Lá jogou 16 vezes (8 vitórias, 3 empates e 5 derrotas). Em 2000 foi para o América-RJ e em 2001 jogou no Libertad onde encerrou sua carreira.
Pela Seleção Paraguaia jogou 52 partidas e marcou 3 gols. Foi convocado para a Copa do Mundo da França em 1998. Também participou da Copa América em 1989 e 1991.
       Além dos diversos títulos pelo Grêmio, Rivarola conquistou duas vezes o Campeonato Paraguaio (1987 e 1990). No Palmeiras foi campeão da Libertadores em 1999.
       Atualmente Rivarola atua ao lado de seu filho como agente de jogadores.

Arce

 


Arce. Para muitos, o melhor lateral direito do clube.

Francisco Javier Arce Rolón
02/04/1971
Paraguarí - Paraguai
Altura: 1,78m
Peso: 77kg
Posição: Lateral direito
Estreia: Palmeiras 3x2 Grêmio (21/02/1995)
Última partida: Fluminense 0x2 Grêmio (08/11/1997)
Jogos/gols: 145/13
Títulos: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Conquistou ainda os seguintes torneios internacionais: Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) e Troféu Colombino (1997), somando um total de 10 conquistas.

       Arce começou sua carreira na base do clube 15 de Mayo, depois passou pelo Cerro Porteño, onde se tornou profissional em 1989 e ficou até 1994. Em 1995 foi contratado pelo Grêmio junto com seu colega de seleção, o zagueiro Rivarola. Arce veio para substituir o lateral Ayupe, Campeão da Copa do Brasil de 1994. "Chiqui" Arce, como ficou conhecido era perfeito nas cobranças de escanteios e cruzamentos para a área. Inúmeros gols da dupla de ataque formada por Paulo Nunes e Jardel tiveram origem no ótimo pé direito de Arce, que cruzava com precisão.
     Jogou no Grêmio até 1997 e conquistou inúmeros títulos: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Conquistou ainda os seguintes torneios internacionais: Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) e Troféu Colombino (1997), somando um total de 10 conquistas.
       Sua estreia foi no Palmeiras 3x2 Grêmio (21/02/1995) na primeira rodada da Libertadores (que teria o Grêmio como campeão). Disputou 8 Gre-Nais (2 vitórias, 3 empates e 3 derrotas). Com ele em campo, foram 10 gols a favor e 13 gols sofridos. Estreou no Gre-Nal pelo Grêmio em 2 de abril de 1995 e seu último clássico foi em 24 de agosto de 1997. 
       Arce jogou 145 jogos pelo Grêmio, marcando 13 gols. Foi dele o gol que abriu o caminho para a histórica goleada do Grêmio sobre o Palmeiras por 5x0 nas quartas-de-final da Libertadores de 1995, num lindo chute de fora da área aos 42 minutos do primeiro tempo. 
       A última vez que Arce vestiu a camisa do Grêmio oficialmente foi no dia 08/11/1997 no jogo Fluminense 0x2 Grêmio. Em dezembro de 2009, participou do jogo de despedida do Danrlei no Estádio Olímpico, atuando no time do goleiro, relembrando a parceria de tantos títulos. 
       Após sua saída do Grêmio, defendeu o Palmeiras, Gamba Osaka, Libertad e 12 de Octubre onde encerrou a carreira de jogador em 2006.
       Com passagens notáveis por Cerro Porteño, Grêmio e Palmeiras, é o 7º defensor com mais gols no Campeonato Brasileiro (em 139 partidas, marcou 31 gols). Foi eleito por sete anos seguidos (1996 a 2002) o melhor lateral-direito das Américas. Foi considerado o melhor lateral direito pela CBF em 1996 e 1998. Bola de Prata da Revista PLACAR como melhor lateral direito do Campeonato Brasileiro em 1998, 2000 e 2001. Melhor futebolista Sul-Americano do Ano em 1999 e o lateral direito da Seleção Ideal da Copa do Mundo de 2002 pelo "El Mundo". Em toda a carreira, marcou 101 gols.


       Além dos 10 títulos conquistados no Grêmio, Arce tem as seguintes conquistas na carreira: Campeonato Paraguaio pelo Cerro em 1990, 1992 e 1994 e Torneio República em 1991. Pelo Palmeiras conquistou a Copa do Brasil e a Copa Mercosul (1998), Libertadores da América (1999), Torneio Rio-São Paulo e Copa dos Campeões (2000). Pela Seleção Paraguaia foi campeão do Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano Sub-23 em 1992.
       Com a camisa do Paraguai jogou 61 partidas e marcou 5 gols. Disputou a Copa do Mundo duas vezes (1998 e 2002), três vezes a Copa América (1995, 1997 e 1999) e em 1992 disputou uma Olimpíada.
       Após encerrar a carreira Arce se tornou técnico de futebol, inclusive cotado algumas vezes pela imprensa como uma alternativa futura para o Grêmio. Nesta função, Arce foi eleito o melhor técnico duas vezes no Paraguai (2009 e 2015). Foi campeão da División Intermedia pelo Rubio Ñu em 2008. Campeão Paraguaio 2013 (Clausura), 2020 (Apertura) e 2021 (Clausura) pelo Cerro Porteño. Pelo Olimpia foi Campeão Paraguaio 2015 (Clausura).
       Arce foi técnico da Seleção Paraguaia entre 2016 e 2017. Atualmente é treinador do Club General Díaz do Paraguai. 

Jardel

 


Jardel era sinônimo de muitos gols


Mário Jardel Almeida Ribeiro
Nascimento: 18/09/1973
Fortaleza-CE
Peso: 76kg
Altura: 1,86m 
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 2x0 Guarany de Garibaldi (09/02/1995)
Última partida: Grêmio 4x0 Juventude (30/06/1996)
Jogos/gols: 84/65
Títulos: Bi-Campeão Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Sanwa Bank (1995), Libertadores da América (1995) e Recopa Sul-Americana em 1996. 

       Formado nas escolinhas do Ferroviário, Jardel destacou-se nos juvenis do clube e, antes de ser profissional, despertou o interesse do Vasco da Gama, que adquiriu o seu passe por 27.500 dólares, em 1993. No clube carioca, conquistou o bicampeonato brasileiro de juniores. Após a conquista do campeonato carioca em 1994 e sendo artilheiro da competição, chamou a atenção do Grêmio. O jogador já estava iniciando sua viagem para o XV de Piracicaba quando o vice de futebol Cacalo convenceu o presidente do Vasco, Eurico Miranda a desfazer o negócio com o clube paulista a fim de trazê-lo para o Rio Grande do Sul.
       No Sul do Brasil, Jardel caiu nas graças da torcida e do técnico Felipão, que montou um esquema tático especial para o atacante. Formando uma dupla de ataque afiada com o veloz Paulo Nunes e contando com os cruzamentos precisos de Francisco Arce e Roger, Jardel fez correr o mundo a sua fama de bom cabeceador, na campanha que deu ao Grêmio a sua segunda Libertadores da América. Terminou a competição como artilheiro, com doze gols.


       No final daquele ano, ainda seria vice-campeão Mundial pelo Grêmio, sendo derrotado nos pênaltis pelo Ajax de Edgar Davids, Clarence Seedorf e Edwin Van der Sar. No ano seguinte, Jardel sagrou-se campeão da Recopa Sul-Americana ao vencer o Independiente por 4x1, marcando o terceiro gol da sua equipe. 
      Vestindo a camisa do Grêmio Jardel jogou 84 jogos e marcou 65 gols numa impressionante média de quase 1 gol por jogo. Foi Bi-Campeão Gaúcho (1995 e 1996), Campeão da Sanwa Bank (1995), Libertadores da América (1995) e Recopa Sul-Americana em 1996. 
       Para ficar em definitivo com o jogador, o Grêmio teria de pagar 1.275 milhão de dólares ao Vasco até 18 de agosto de 1995, valor considerado alto para a época. A diretoria do clube lançou a campanha "Fica Jardel", porém o valor arrecadado não foi suficiente.
       Após conseguir comprar o jogador com empréstimo de investidores como Jorge Gerdau Johannpeter, o Grêmio acertou a sua venda em novembro de 1995 ao Rangers, da Escócia, por US$ 4,5 milhões. Porém, o jogador não conseguiu passaporte europeu e em fevereiro de 1996 retornou ao Grêmio.
       O artilheiro, ídolo da torcida, acabou sendo vendido ao Porto por US$ 1,8 milhão (sendo que o Porto pode ter pago até US$ 6 milhões), deixando o Grêmio em junho de 1996 após marcar três gols sobre o Juventude na final do Gauchão, sem participar da campanha que consagrou o Grêmio campeão brasileiro em 1996.


       Jardel fez muitos gols e obteve muito sucesso na Europa. No Porto, Jardel conheceu alguns dos maiores êxitos da sua carreira. Foi vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira na temporada 1996/97, tricampeão português em 1996–97, 1997–98, 1998–99 e vencedor da Taça de Portugal em 1997–98 e 1999–00.
       Foi cinco vezes artilheiro do Campeonato Nacional, em 1996–97 (30 gols), 1997–98 (26 gols), 1998–99 (36 gols) e 1999–00 (38 gols) e 2001–02 (42 gols). Em torneios internacionais, marcou quinze vezes em 24 partidas. Essa profusão de gols foi em parte creditada a simbiose estabelecida junto ao extremo-esquerdo Ljubinko Drulović. Ainda no Porto, foi também artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA na temporada de 1999–00 com 10 gols, em igualdade com Rivaldo e Raúl.
       Tantos gols pelo Campeonato Português acabaram levando Jardel ao posto de principal artilheiro da Europa. Em decorrência disso, conquistou a Bota de Prata em 1997, a Bota de Ouro em 1999 e a Bota de Bronze em 2000, além de ter recebido do prêmio de maior goleador da Europa dado pela revista inglesa World Soccer. 
       Após uma temporada pelo Galatasaray (sendo campeão da Copa da Turquia e da Supercopa Europeia, ambos em 2000, foi negociado com o Sporting. De volta ao país onde havia colhido tantas glórias, Jardel reencontrou o seu grande futebol. De 2001 a 2003, foi Campeão Português, vencedor da Taça de Portugal e Campeão da Supertaça. Marcou 42 gols em 30 jogos na temporada 2001–2002, recebendo novamente Bota de Ouro.
       Jardel passou ainda por outro clubes como Newell's Old Boys (Campeão Argentino de 2005), Alavés, Goiás, Beira-Mar (Portugal) além de uma série de clubes menores do Brasil até encerrar sua carreira oficialmente em 2011. 
       Além de artilharias em diversos campeonatos incluindo a Libertadores de 95 pelo Grêmio, Campeonato Português em 5 temporadas, Copa de Portugal  em 3 temporadas, entre outras.
       Conquistou  inúmeros prêmios individuais na carreira:
-IFFHS - Maior goleador do Mundo: 1999 e 2002
-Chuteira de Ouro da UEFA - Maior goleador da Europa: 1999, 2002
-Chuteira de Prata da UEFA: 1997
-Chuteira de Bronze da UEFA: 2000
-Bola de Ouro de Portugal: 1996–97, 1997–98
-Melhor jogador do Campeonato Português: 1996–97, 1998–99, 2001–02.
       Alguns anos depois de encerrar sua carreira como jogador, Jardel enveredou para o caminho da política porém teve seu mandato cassado.
       Jardel é comumente visto em eventos realizados pelo Grêmio em diversas cidades através de centenas de Consulados espalhados pelo estado e pelo país.

Goiano

 



Luiz Carlos Vaz da Silva
Nascimento: 31/08/1968
Santa Bárbara de Goiás-GO
Peso: 75kg
Altura: 1,78m
Posição: Volante
Estreia: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995)
Última partida: Grêmio 1x1 Internacional (20/11/1999)
Jogos/gols: 287/30
Títulos: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil (1997), Copa Sul e Campeonato Gaúcho (1999). Conquistou ainda os seguintes torneios internacionais: Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996), Troféu Colombino (1997), Copa Ano Novo e Taça Hang Ching (1998), num total de 14 títulos.

       Em 1990, ajudou o Novorizontino a ser vice-campeão estadual. A equipe do interior paulista, então dirigido pelo técnico Nelsinho Baptista, perdeu a final para o Bragantino, de Luxemburgo. Após rodar por alguns clubes e ser Campeão Mundial pelo São Paulo em 1993, Goiano chegou ao Grêmio no dia 22 de janeiro de 1995. Ainda no Novorizontino, antes de transferir-se para o São Paulo, criara forte vínculo com o preparador físico Darlan Schneider, "parceiro de chimarrão e churrasco". Mais de uma vez, o sobrinho de Felipão sugeriu ao tio que levasse o volante para o Olímpico.
       A chance da contratação se abriu no final de 1994. Emprestado pelo Novorizontino ao Remo no segundo semestre, para tentar evitar o rebaixamento do clube paraense no Brasileiro, o que não foi possível, Goiano recebeu um telefonema do então supervisor Antônio Carlos Verardi, portador de uma proposta do Grêmio.
       Desembarcou num domingo e seu primeiro treino, no dia seguinte, foi uma corrida de 3,2 mil metros no Gasômetro. Como havia chegado de viagem na véspera, Goiano ouviu do preparador Paulo Paixão que não estava obrigado a participar do teste. Não só recusou a cortesia como, já nas primeiras voltas, alcançou Arílson e Alexandre Xoxó, que puxavam a fila. Percebeu que ainda lhe sobrava fôlego, acelerou a passada, ultrapassou os dois e terminou a maratona em primeiro. – Só ouvi os caras falando: pô, contrataram um cavalo! Aquela foi minha porta de entrada. Dá pra dizer que virei uma liderança física – diz o atual diretor de futebol remunerado do Novorizontino.
        Seu primeiro jogo pelo Grêmio foi Grêmio 4x0 Esportivo em 01/02/1995 no Olímpico. Goiano conquistou incríveis 14 títulos com a camisa do Grêmio: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996), Copa do Brasil (1997), Copa Sul e Campeonato Gaúcho (1999). Conquistou ainda os seguintes torneios internacionais: Sanwa Bank Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996), Troféu Colombino (1997), Copa Ano Novo e Taça Hang Ching (1998).

       A final da Libertadores de 1995 foi disputada no dia 30 de agosto, quando a decisão acabou, no horário brasileiro já era dia 31 de agosto, justamente o dia de aniversário de Goiano, que pôde celebrar em dobro, pelo título e por mais um ano de vida.
       Goiano foi Bola de Prata em 1996, em reconhecimento a ótima temporada que fez defendendo as cores do Grêmio. Nas cinco temporadas em que jogou pelo Imortal Tricolor, jogou 287 partidas e marcou 30 gols. Em muitas dessas partidas, vestiu a braçadeira de capitão, recebendo a alcunha de "Capitão Goiano".
       Titular absoluto, Luiz Carlos Goiano foi fundamental no esquema montado por Felipão, que mesclava jovens jogadores da base com jogadores experientes. Era ótimo nas bolas paradas e cruzamentos, sendo um volante goleador. Formou, juntamente com Dinho, uma das mais seguras duplas de volantes da história do Grêmio.
       "Para ajudar o Dinho na marcação nós precisávamos de um jogador humilde, também um operário, como se dizia, mas que sabia chegar na frente, sabia fazer gols, que exercia liderança também. O Luiz Carlos Goiano se encaixou como uma luva naquela equipe. Não havia dois jogadores para a função que se completassem mais que Goiano e Dinho" (Cacalo).
       Disputou 14 Gre-Nais (3 vitórias, 5 empates e 6 derrotas). Com ele em campo, foram 13 gols a favor (1 marcado por ele num empate em 1x1 no Beira-Rio em 1996) e 18 gols sofridos. Estreou no Clássico em 2 de abril de 1995 (2x1 para o Inter no Beira-Rio em jogo válido pelo Campeonato Gaúcho) e seu último clássico e último jogo pelo Grêmio em 20 de novembro de 1999 (empate em 1x1 pela Seletiva da Libertadores, no Estádio Olímpico).
       Goiano foi homenageado pelo Grêmio, colocando seus pés na Calçada da Fama em 2017 (ano em que o Grêmio conquistou o Tri da Libertadores da América).
       Ao longo da sua carreira, Goiano passou por Atlético Goianiense, Novorizontino, São José-SP, Ponte Preta, Sport, São Paulo, Remo, Grêmio, Athletico Paranaense, Etti Jundiaí e América-MG (onde encerrou a carreira em 2003). Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, Goiano venceu a Libertadores, Recopa Sul Americana, Supercopa Sul-Americana e o Mundial de Clubes pelo São Paulo (todos em 1993), o Campeonato Paranaense em 2000 pelo Athletico, o Paulista-Série A2 e o Brasileiro Série C pelo Etti Jundiaí (ambos em 2001).
       Como técnico dirigiu em 2009, o Barueri desde a 32ª rodada do Brasileiro, em substituição a Diego Cerri que virou preparador físico. Depois passou pelo Mirassol.
       Atualmente, Goiano exerce o cargo de diretor de futebol no Grêmio Novorizontino.

Dinho

 
Dinho, volante multi-campeão pelo Tricolor na década de 90.


Edi Wilson José dos Santos
Nascimento: 15/10/1966
Neópolis-SE
Altura: 1,77m
Peso: 76kg
Posição: Volante
Estreia: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995)
Última partida: Fluminense 0x2 Grêmio (08/11/1997)
Jogos/gols: 149/25
Títulos: Libertadores da América e Campeonato Gaúcho (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e a Copa do Brasil (1997), este último de forma invicta.

       Iniciou sua carreira de atleta em 1985, no Confiança, clube da cidade de Aracaju. Em 1986, foi campeão sergipano e depois se transferiu para o Sport, onde sagrou-se campeão brasileiro em 1987 e campeão pernambucano em 1988 e 1990. 
       No início da década de 1990, atuou brevemente no futebol espanhol pelo time do Deportivo La Coruña. Em 1992, chegou ao São Paulo, clube em que conquistou dois títulos da Libertadores da América e dois Mundiais Interclubes, em 1992 e 1993. Segundo o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa, o volante disputou 113 jogos pelo time são-paulino e marcou 12 gols.
       Foi negociado com o Santos, em 1994. Após uma breve passagem, foi contratado pelo Grêmio no mesmo ano.
       O jogador se adaptou rapidamente ao clube gaúcho. No Tricolor, venceu a Libertadores da América e o Campeonato Gaúcho (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e a Copa do Brasil (1997), de forma invicta. Um fato interessante marcou sua passagem pelo clube: nos minutos finais da decisão contra a Portuguesa em 1996 o Grêmio vencia por 1x0 e precisava fazer o segundo gol para confirmar o título. Dinho chegou próximo ao técnico Luiz Felipe Scolari e pediu para ser substituído pelo Aílton. Felipão atendeu ao pedido, Aílton fez o gol e o Grêmio sagrou-se Bi-Campeão Brasileiro. Dinho também era conhecido como "O Cangaceiro dos Pampas", por causa de suas chegadas duras. É considerado pela maioria dos gremistas como um dos melhores jogadores que já passaram pelo Grêmio, sendo fundamental na conquista da Libertadores da América.  


       Em 1998, foi para o América Mineiro. Encerrou sua trajetória como jogador profissional no Novo Hamburgo, no ano de 2002.
       Após pendurar as chuteiras, não abandonou o futebol e virou treinador. Na temporada 2006 inicia como treinador, no Luverdense, equipe do Mato Grosso onde ficou até maio do mesmo ano.
       Em 2008, ele assumiu o comando das categorias de base do Grêmio de Porto Alegre.
Assim como seus ex-colegas de Grêmio Danrlei e Jardel, Dinho decidiu apostar na política. No pleito de 2012, tentou uma cadeira na Câmara Municipal de Porto Alegre, pelo DEM, não sendo eleito diretamente. Assumiu como suplente de vereador em julho de 2013, no lugar de Reginaldo Pujol, que tirou alguns dias de licença da Câmara para tratamento de saúde.
Em 2014, concorreu ao cargo de deputado estadual no Rio Grande do Sul, dessa vez pelo PRB mas  não foi eleito.
       Passado o pleito de 2014, assumiu uma vaga de vereador na Câmara de Porto Alegre, no lugar de Any Ortiz (PPS, partido da mesma coalizão do PRB), a qual foi eleita deputada estadual.
Retornou ao DEM para tentar a reeleição em 2016, no mesmo partido que o elegeu vereador em 2012.
       Dinho escolheu Capão da Canoa-RS para viver.

Paulo Nunes

Paulo Nunes, um dos maiores artilheiros da história recente do Grêmio

Arílson de Paula Nunes
Nascimento: 30/10/1971
Pontalina-GO
Altura: 1,74 m
Peso: 68 kg
Posição: Atacante
Estreia: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995)
Última partida: Grêmio 1x3 São Caetano (17/12/2000)
Jogos/gols: 197/69
Títulos: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Além de outras conquistas, tais como Sanwa Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) totalizando 9 títulos.

 

       Paulo Nunes começou na base do Flamengo em 1985 e se profissionalizou em 1990. Em 1995 foi emprestado ao Grêmio. Já no seu primeiro jogo, Paulo Nunes marcou seu primeiro gol, foi no jogo Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995), um amistoso em Gramado.
       O atacante tinha faro de gol e também abastecia o centroavante Jardel, com quem fez uma dupla histórica e rendeu diversos títulos. O primeiro jogo oficial foi em 14/02 contra a Desportiva Ferroviária, na vitória de 1x0 para o Grêmio pela Copa do Brasil.
        Com a camisa do Grêmio Paulo Nunes foi campeão do Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Recopa Sul-Americana, Campeonato Gaúcho e Campeonato Brasileiro (1996) e Copa do Brasil (1997). Além de outras conquistas, tais como Sanwa Cup (1995), Copa Renner e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996) totalizando 9 títulos.
       Paulo Nunes jogou 197 jogos pelo Grêmio e marcou 69 gols, é o 25° artilheiro da história do Grêmio. Seus gols eram decisivos. Fez gol no primeiro jogo da final da Libertadores de 1995, na final do Campeonato Brasileiro de 1996 (campeonato este que Paulo Nunes foi o artilheiro geral com 16 gols). Em 1997 Paulo Nunes fez diversos (e decisivos) gols na Copa do Brasil, 9 no total, o que lhe garantiu mais uma artilharia.
       Ainda em 1997 Paulo Nunes foi vendido para o Benfica por 10 milhões de dólares, a transferência mais cara do futebol gaúcho até então. Em 1998 retornou ao Brasil para defender o Palmeiras, clube onde permaneceu até 1999.
              Em 2000 volta ao Grêmio, porém sem o mesmo sucesso da sua primeira passagem.
       Paulo Nunes disputou  10 Gre-Nais (6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas), com um aproveitamento de 66.67%. Com ele em campo, foram 13 gols a favor (3 marcados por ele, um destes gols uma linda bicicleta em pleno Beira-Rio na vitória por 2x1) e 8 gols sofridos. Estreou no Grenal pelo Grêmio em 02/04/1995 e seu último clássico foi em 07/10/2000 em mais uma vitória do Grêmio em solo colorado por 2x1. 


       Curiosamente, o artilheiro usava a camisa de número 7, a mesma usada por Renato na primeira conquista da Libertadores 12 anos antes (1983) e o mesmo número que Luan viria a vestir em 2017, ano do Tri da América, mantendo viva a mística da camisa 7 na história do Grêmio, tendo os 3 jogadores papel fundamental nas conquistas como protagonistas.
       Seu último jogo Grêmio 1x3 São Caetano (17/12/2000).
       Além dos títulos conquistados pelo Grêmio, Paulo Nunes foi Campeão Brasileiro, Copa do Brasil, Campeão Carioca, Copa Rio e Taça Rio pelo Flamengo. Campeão da Libertadores, Copa Mercosul e Copa do Brasil pelo Palmeiras. Campeão Paulista pelo Corinthians (clube que defendeu em 2001). Pela Seleção Brasileira Paulo Nunes foi campeão da Copa América de 1997.  

                              

              Como premiações individuais o atacante foi Bola de Prata (Revista PLACAR) e também artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1996 e artilheiro da Copa do Brasil de 1997.
              Paulo Nunes também defendeu o Gama, Al-Nassr e Mogi-Mirim, seu último clube como profissional em 2003. Paulo Nunes soma 506 jogos e 187 gols em toda a sua carreira.
       Em 2009 participou da despedida do goleiro Danrlei, reeditando a dupla infernal que fez com Jardel em 1995-1996.
       Atualmente Paulo Nunes é comentarista esportivo dos canais Globo.
       Paulo Nunes foi imortalizado na Calçada da Fama, na Arena do Grêmio em 2017. 


Adilson

Adilson, o Capitão América. Um dos maiores zagueiros da história do Grêmio.


Adilson dias Batista
Nascimento: 16/03/1968
Adrianópolis-PR
Altura: 1,82 m
Peso: 77 kg
Posição: Zagueiro
Estreia: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995).
Última partida: Portuguesa 2x0 Grêmio (11/12/1996).
Jogos/gols: 113/13
Títulos: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Campeonato Gaúcho, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (1996). Além destes títulos, ainda conquistou a Sanwa Cup (1995), Copa Renner (1996) e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996).

       Capitão América. Assim passou a ser chamado pelo jornalista Jorge Estrada o zagueiro Adilson Batista após levantar a taça da Libertadores da América em 1995 vestindo a camisa do Grêmio.
       Sete anos antes, Adilson iniciava sua carreira profissional no Athletico Paranaense. Em 1989 foi para o Cruzeiro, onde permaneceu até 1993. Neste mesmo ano teve uma passagem pelo Internacional. Em 1994 foi para o Atlético-MG, onde participou de um ótimo time apelidado de "Selegalo" com nomes como Renato Portaluppi e Neto.
       Em 1995 Adilson chega ao Grêmio onde teve seu maior sucesso como jogador profissional.
Seu primeiro jogo foi Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995).
       Adílson conquistou 8 títulos no Grêmio: Campeonato Gaúcho e Libertadores da América (1995), Campeonato Gaúcho, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro (1996). Além destes títulos, ainda conquistou a Sanwa Cup (1995), Copa Renner (1996) e Troféu Agrupación Peñas Valencianas (1996).
       Adilson disputou 3 Gre-Nais (1 vitória, 1 empate e 1 derrota). Foram 4 gols a favor e 4 gols sofridos. Estreou no Gre-Nal pelo Grêmio em 2 de abril de 1995 (derrota por 2x1 no Beira-Rio) e seu último clássico foi em 22 de setembro de 1996 (vitória por 2x1 também no Beira-Rio). Era uma época em que o Grêmio invariavelmente se via em meio a disputas internacionais e excursões, o que fazia o Grêmio atuar com equipes alternativas, e que fazia com que seus principais jogadores disputassem menos Gre-Nais. Exemplo disto é o título gaúcho de 1995, onde o Grêmio venceu o rival com um time recheado de reservas, o que rendeu o apelido do time de "Banguzinho".
       Era um ótimo zagueiro, com ótimo tempo de bola tanto por baixo quando nas bolas altas. Era um dos cobradores oficiais de pênalti do clube, chegando a marcar 3 gols de pênalti exatamente iguais na vitória por 3x0 sobre o seu clube de origem, o Athletico Paranaense no Estádio Olímpico.
       Seu último jogo pelo Grêmio foi o jogo de ida da final do Campeonato Brasileiro de 1996 (Portuguesa 2x0 Grêmio) no dia 11/12/1996. Mauro Galvão foi o seu substituto 4 dias depois, quando o Grêmio venceu a Lusa por 2x0 e confirmou o Bi-Campeonato Brasileiro. Com a camisa do Grêmio Adilson jogou 113 jogos e marcou 13 gols. O Capitão América está na Calçada da Fama desde 1996.


       Depois do Tricolor Adilson jogou ainda pelo Jubilo Iwata (entre 1997 e 1999) e encerrou sua carreira de jogador aos 33 anos no Corinthians em 2000.
       Por outros clubes conquistou inúmeros títulos. Campeão paranaense em 1988. Pelo Cruzeiro foi Campeão Mineiro (1990 e 1992), da Supercopa Sul-Americana (1991 e 1992). No Jubilo Iwata ganhou a Supercopa da Ásia (1999) e pelo Corinthians ganhou a Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2000. Adilson foi Bola de Prata da Revista Placar em 1990 e 1996.
       Após encerrar sua carreira, Adilson se tornou treinador. Em 2003 e 2004 foi técnico do Grêmio em 49 jogos (20 vitórias, 16 empates e 13 derrotas). O primeiro jogo em que Adilson comandou o Tricolor foi em 23/08/2003 em Grêmio 0x0 São Caetano e o último foi em 02/06/2004 no jogo Canoas 3x1 Grêmio.
       Adilson dirigiu a maioria dos grandes clubes brasileiros desde 2001. Em 2006/2007 passou pelo Jubilo Iwata, mesmo time em que foi jogador. Conquistou o Campeonato Potiguar de 2002 pelo América-RN. Pelo Figueirense foi campeão catarinense em 2006 e pelo Cruzeiro foi Bi-campeão mineiro (2008 e 2009).

Alexandre (Xoxó)


Alexandre de Ávila Vieira (Alexandre Xoxó)
Nascimento: 20/06/1969
Pelotas–RS
Posição: Meia
Altura: 1,77 m
Peso: 74 kg
Estreia pelo Grêmio: Grêmio 4x0 Esportivo (01/02/1995)
Último jogo pelo Grêmio: Santos 2x2 Grêmio (22/01/1996)
Jogos/gols: 45/6
Títulos: Copa Libertadores da América e Campeonato Gaúcho (1995).

    Alexandre teve uma carreira marcante no futebol brasileiro, com destaque para sua passagem pelo Grêmio em 1995. Estreou pelo Tricolor gaúcho em 01/02/1995, na vitória por 4x0 contra o Esportivo, e disputou 45 partidas, marcando 6 gols até seu último jogo pelo clube, um empate em 2x2 contra o Santos, em 22 de janeiro de 1996.
    Durante sua atuação no Grêmio, Alexandre participou de três clássicos Gre-Nais, com um aproveitamento de 44,44%, somando uma vitória, um empate e uma derrota. Seu primeiro Gre-Nal foi em 02/04/1995, na derrota por 2x1 para o Internacional no Beira-Rio, enquanto seu último foi em 13/08/1995, quando o Grêmio venceu por 2x1 no Estádio Olímpico e conquistou o Campeonato Gaúcho, o chamado "Cafezinho", pois naquele ano, o time desta conquista ficou conhecido como "Banguzinho" devido ao uso de equipe mista nas competições estaduais, priorizando a Copa do Brasil — na qual foi vice-campeão — e a Copa Libertadores da América, competição que conquistou no glorioso ano de 1995.
    Além do título estadual e da Libertadores, Alexandre foi também vice-campeão mundial pelo Grêmio naquele mesmo ano num jogo extremamente equilibrado contra o poderoso Ajax, base da seleção Holandesa, quando o Grêmio só foi derrotado nos pênaltis, jogando com 10 boa parte do tempo do jogo pela expulsão (pelo telão) do zagueiro Rivarola.
    Ao longo de sua carreira, Alexandre passou por diversos clubes do futebol brasileiro, como Pelotas, Goiás, Internacional, Araçatuba, Guarani, Juventude, Rio Branco-SP, Santo André, Gama, Botafogo, Flamengo — onde foi campeão da Copa dos Campeões em 2001 — Portuguesa, Nacional-AM, Figueirense, Volta Redonda e São Raimundo, seu último clube em 2006.