Mostrando postagens com marcador 1960. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1960. Mostrar todas as postagens

Joãozinho


João Carlos da Silva Severiano
Nascimento: 26/09/1941
Porto Alegre-RS
Posição: Meia
Altura: 1,63 m
Peso: 61 kg
Estreia: Riograndense de Santa Maria 0x4 Grêmio (24/11/1960)
Última partida: Grêmio 3x0 Rapid Bucureşti (11/02/1971)
Jogos/gols: 423/135
Títulos: Campeonato Sul-Brasileiro (1962), Campeonato Gaúcho (1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967 e 1968) e Campeonato Citadino de Porto Alegre (1964 e 1965).

    João Severiano, conhecido por seu apelido "Pequeno Polegar", foi um dos maiores talentos do Grêmio. Apesar de sua baixa estatura, compensava com habilidade, inteligência e versatilidade dentro de campo. Iniciou sua carreira nas categorias de base do clube, onde sua estreia aos 14 anos ficou para a história: entrou no intervalo de um jogo que o Grêmio perdia 3x0 e marcou 3 gols na memorável vitória 5x3.
    Jogou praticamente toda a carreira no clube, atuando como meia e posteriormente como ponta de lança, sempre com a camisa número 8. Participou da gloriosa sequência de sete títulos gaúchos consecutivos entre 1962-1968—feito que só se repetiria mais de meio século depois, em 2024. Também conquistou o Campeonato Sul-Brasileiro invicto em 1962.
    Seu desempenho artilheiro foi notável: foi artilheiro do Campeonato Gaúcho em 1964 (12 gols), 1966 (12 gols) e 1967 (10 gols), conquistando lugar entre os 10 maiores artilheiros da história gremista (marcou 135 gols) e tendo seu nome eternizado na Calçada da Fama.
    Disputou 33 Gre-Nais (11 vitórias, 14 empates e 8 derrotas), com um aproveitamento de 47.47%. Com ele em campo, foram 33 gols a favor (5 marcados por ele) e 20 gols sofridos. Estreou nos Clássicos em 13 de fevereiro de 1962 (1x1 no Estádio Olímpico e seu último clássico foi em 28 de outubro de 1970 (0x0 também no Estádio Olímpico).
    Era exemplo de disciplina profissional. No histórico Gre-Nal de 1969, pela programação de inauguração do Beira-Rio, onde 20 jogadores foram expulsos (10 de cada time), ele e Dorinho foram os únicos que não brigaram nem foram expulsos—testemunho de sua disciplina.
    Defendeu a Seleção Brasileira em duas partidas contra o Chile em 1966, pela Taça Bernardo O´Higgins, marcando 2 gols. Pela Seleção Gaúcha, enfrentou também o Independiente da Argentina, onde realizou breves testes durante sua carreira.
    Joãozinho se formou em educação física. Após encerrar a carreira profissional, Joãozinho ingressou na vida política, sendo eleito vereador de Porto Alegre por duas vezes e deputado estadual uma vez. Também foi eleito para o Conselho Deliberativo do Grêmio, atualmente como conselheiro jubilado.
    Seu legado transcende as estatísticas: representa a época dourada do Grêmio e permanece como símbolo de profissionalismo, disciplina e dedicação ao clube.



Marino

 

Marino é o 10° Maior artilheiro da história do Grêmio


Marino da Silva
Nascimento: 21/03/1939
São Leopoldo-RS
Posição: Ponta Direita
Estreia: Grêmio 2x2 Pelota (04/05/1960)
Última partida:  Grêmio 2 x1 Esportivo (04/04/1965)
Jogos/gols: 238/117
Títulos: Campeonato Sul-Brasileiro (1962), Campeonato Gaúcho (1960, 1962, 1963 e 1964) e
Campeonato Citadino de Porto Alegre (1960 e 1964).

       Marino começou a sua carreira jogando nos juvenis do Aimoré, na década de 1950, fazendo parte do elenco profissional entre 1956 e 1959. No período, chegou a ser vice-campeão gaúcho, perdendo a decisão, justamente, para o Tricolor.
       No ano de 1960, foi convocado para a Seleção Brasileira para disputar o Panamericano, conquistando o vice-campeonato.
       O atacante Marino da Silva atuou no Grêmio entre 1960 e 1965. Seu primeiro jogo com a camisa do Grêmio foi no dia 04/05/1960 no jogo Grêmio 2x2 Pelotas, um amistoso no Estádio Olímpico. Foi sempre lembrado pela torcida pelas conquistas dos Campeonatos Gaúchos de 1960, 1962, 1963 e 1964, além de ser campeão do torneio Sul-Brasileiro de forma invicta, em 1962. Neste mesmo ano o Grêmio conquistou o Torneio da Legalidade.
       Foi o autor dos dois gols do Gre-Nal final do Campeonato Gaúcho de 1962, que levou o Grêmio a disputar e conquistar o Supercampeonato. Marcou os 4 gols do Gre-Nal festivo de 1º de maio de 1963, vencido pelo Grêmio, no Olímpico por 4 a 1, feito inédito do clássico na era do futebol profissional. 
       Ele também é o terceiro maior artilheiro do Grêmio em duelos contra o rival com sete bolas nas redes, atrás apenas de Luiz Carvalho e Alcindo. Marino ainda participou das duas excursões do Grêmio à Europa, realizada nos anos de 1961 e 1962.


       Seu último jogo foi na vitória do Grêmio por 2 a 1 no amistoso contra o Esportivo de Bento Gonçalves, em 4 de abril de 1965.
       Marino é o 10° maior artilheiro da história do Grêmio. Foram 238 jogos e 117 gols com a camisa tricolor. A passagem do jogador pelo Grêmio foi tão forte, que ele deixou a marca de seus pés na calçada da fama do Tricolor em 2001. 
       O atacante jogou ainda no Cerro–URU, no Cruzeiro de Porto Alegre, no Esportivo de Bento Gonçalves e no Internacional, onde encerrou a carreira em 1968. Depois que deixou de jogar seguiu a vida com trabalhos fora do futebol. Passou pela VARIG, teve lanchonete, foi taxista e se aposentou como funcionário da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica). O primeiro teste de emprego sem as chuteiras marcou para sempre e virou uma lição. "Ele concorria pela vaga com outro cara, havia tempo para entregar a peça no torno. O outro cara teve problema na máquina e aí o tio parou e foi ajudar ele a fazer o torno funcionar de novo. Eles terminam juntos, depois do prazo, e mesmo assim ele foi escolhido. Foi um ato de solidariedade enorme, mas ele tratava como algo comum. Não fazia firula com isso" conta Jari, sobrinho de Marino.
       Ainda trabalhou nas escolinhas do Aimoré de 1994 a 2001. 
    Faleceu em 26 de setembro de 2001, aos 62 anos em São Leopoldo. Em março de 2010, o Aimoré inaugurou um alojamento com seu nome.