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Barcos

 
 


Hernán Barcos
Nascimento: 11/04/1984
Bell Ville-Argentina
Altura: 1,89m
Peso: 83kg
Posição: Centroavante
Estreia:  Grêmio 1x2 Huachipato-Chile (14/02/2013) 
Última partida: Grêmio 3x0 União Frederiquense (31/01/2015)
Jogos/gols:116/45

       Barcos, o Pirata, um centroavante à moda antiga. Posicionado, bom cabeceador, bom finalizador. Começou sua carreira profissional no Racing em 2004. Depois de passar por Guarani-PAR, Olmedo-EQU, Estrela Vermelha-SER, Huracán-ARG, Shanghai Shenhua e Shenzhen Ruby-CHINA, LDU-EQU e Palmeiras, chega ao Grêmio em 2013. Fez sua estreia em 14/02/2013 na derrota para o Huachipato-Chile por 2x1 pela Libertadores na Arena. O gol do Grêmio foi marcado justamente pelo Pirata, cobrando pênalti. Fez o gol contra o Goiás, que garantiu o Grêmio na Libertadores do ano seguinte. 
       Em 2014 Barcos foi o artilheiro do campeonato gaúcho com 13 gols. No campeonato brasileiro anotou 14 vezes, sendo o vice-artilheiro, totalizando 29 gols na temporada. Disputou 7 Gre-Nais (1 vitória, 3 empates e 3 derrotas). Com ele em campo, foram 10 gols a favor (3 marcados por ele) e 13 gols sofridos. Estreou no Grenal pelo Grêmio em 4 de agosto de 2013 e seu último clássico foi em 9 de novembro de 2014, a sonora goleada de 4x1, participando em 2 dos 4 gols, na Arena do Grêmio. 
       Barcos entrou para a história do Grêmio sendo o maior artilheiro estrangeiro do clube e o maior artilheiro da Arena do Grêmio até 2017, sendo ultrapassado pelo atacante Luan.
Foi artilheiro da temporada brasileira (contando apenas jogadores da Série A) e o maior artilheiro considerando a relevância de gols, segundo a Revista Placar, da Editora Abril, recebendo a Chuteira de Ouro, em 2014.
       Barcos jogou 116 jogos e marcou 45 gols com a camisa do Grêmio. Sua última partida pelo Tricolor foi na goleada de 3x0 sobre o União Frederiquense em 31/01/2015, fazendo 2 gols.

       
       Após deixar o Grêmio, Barcos ainda jogou por Tianjin Teda-CHINA, Sporting-PER, Vélez Sársfield, Cruzeiro, Atlético Nacional-COL, Bashundhara Kings (Índia) e Alianza Lima, onde joga atualmente.
       Pelas equipes pelas quais ele jogou conquistou os seguintes títulos: Recopa Sul-Americana e Campeonato Equatoriano em 2010 pela LDU. Copa do Brasil pelo Palmeiras em 2012. Copa do Brasil de 2018 pelo Cruzeiro. Campeonato Peruano de 2021 e 2022 pelo Allianza Lima.
Como premiações individuais foi o Maior artilheiro da LDU na Copa Sul-Americana com 15 gols pela LDU. Maior artilheiro da história da Copa Sul-Americana com 19 gols.
       Chuteira de Ouro (com 17 gols) na Superliga Chinesa de 2009 pelo Shenzhen Ruby. Pela LDU foi o Melhor Atacante do Campeonato Equatoriano e Seleção Ideal das Américas do El Pais de 2011 pela LDU. Barcos tem 4 jogos pela Seleção Argentina.

Branco


Cláudio Ibraim Vaz Leal
Nascimento: 04/04/1964
Bagé-RS
Altura: 1,80m
Peso: 76 kg
Posição: Lateral-esquerdo
Estreia: Grêmio 0x1 Santos (29/09/1993).
Última partida: Mundo Novo 0x12 Grêmio (20/11/1993). Branco fez 3 gols neste amistoso.
Jogos/gols: 11/4

    Branco já era um lateral renomado quando vestiu a camisa do Grêmio em 1993, porém iniciou sua trajetória no futebol nas categorias de base do Bagé, mas logo se destacou no Guarany de Bagé, chamando a atenção da Seleção Gaúcha sub-20. Sua carreira tomou impulso ao se transferir para o Fluminense, onde conquistou títulos expressivos, incluindo o tricampeonato carioca e o Campeonato Brasileiro de 1984. Branco firmou-se como um dos melhores laterais-esquerdos do país e, em 1986, seguiu para o futebol europeu, atuando inicialmente no Brescia, da Itália, e, depois, no Porto, de Portugal, onde faturou o título nacional. Posteriormente, Branco defendeu o Genoa, tornando-se peça importante da equipe e conquistando destaque com gols decisivos, inclusive em clássicos e competições europeias. 
Em 1993, retornou ao Brasil para jogar no Grêmio, tendo passagem marcante com direito a hat-trick em um amistoso na vitória de 12x0 contra o Mundo Novo, justamente em sua despedida.
    Branco esteve em campo em um jogo simbólico no Estádio Olímpico: O Grêmio faz 1x0 aos 17 minutos quando Gilson marcou de cabeça o primeiro gol da classificação do Grêmio contra o Peñarol-URU pela Supercopa. A partida se desenrolou de forma tensa, com os ânimos acirrados e quatro jogadores foram expulsos de cada equipe. O jogo terminou 2x0 e se transformou numa batalha campal, com direito a invasão da torcida e uma épica briga entre os jogadores do Peñarol e brigadianos. Tal ocorrência resultou na interdição do estádio.
    Não disputou nenhum Gre-Nal com a camisa do Grêmio, porém em 31/10/1995 quando foi jogador do Inter, esteve em campo na vitória do Grêmio por 1x0 no Beira-Rio, quando Jardel anotou o famoso "Gol Gamarra", jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano.
    Passou ainda por Corinthians, onde foi protagonista, e depois integrou o lendário elenco do Flamengo no centenário do clube, atuando também pelo Internacional. No exterior, teve curta passagem pelo Middlesbrough, da Inglaterra, antes de jogar por Mogi Mirim e, posteriormente, pelo MetroStars, dos Estados Unidos. Encerraria a carreira em sua última passagem pelo Fluminense.
     Ao longo de sua trajetória, Branco foi figura constante na Seleção Brasileira, participando de três Copas do Mundo. Tornou-se herói nacional ao marcar o gol decisivo contra a Holanda, que classificou o Brasil para as semifinais na conquista do tetracampeonato, em 1994.
    Após se aposentar dos gramados, Branco trabalhou como coordenador das divisões de base da CBF, dirigente e técnico em clubes como Fluminense, Figueirense, Sobradinho e Guarani, além de atuar como comentarista esportivo durante a Copa do Mundo de 2014. Reconhecido por sua força nos chutes e sua personalidade marcante, Branco segue sendo lembrado como um dos melhores laterais-esquerdos da história do futebol brasileiro.

Baltazar


Baltazar Maria de Morais Júnior
Nascimento: 17/07/1959, Goiânia-GO
Altura: 1,78m
Peso: 73 kg
Posição: Centroavante
Estreia: Grêmio 3x0 Riograndense de Santa Maria (16/05/1979)
Última partida: Grêmio 0x2 São José (31/07/1982)
Jogos/gols: 215/131
Títulos: Campeonato Brasileiro (1981), Campeonato Gaúcho (1979 e 1980), 
Copa El Salvador del Mundo (1981), Troféu Cidade de Valladolid (1981) e Troféu Torre del Vigia (1981).

    Conforme a Lancepédia (edição de 2009) "Baltazar foi um grande goleador, estava sempre no lugar certo, na hora certa. Chutava bem e cabeceava melhor ainda".
    Curioso destacar como o Guia do Campeonato Brasileiro de 1985 da revista PLACAR descreve a contratação de Baltazar pelo Botafogo: "Renato (Pé Murcho)... pode fazer uma dupla perigosa com o religioso Baltazar, que continua alternando jogadas de craque com tiradas de um perfeito perna-de-pau, mas não perde nunca o senso de oportunismo".
    Conhecido como "Artilheiro de Deus", surgiu em 1978 no Atlético-GO. Um ano depois, foi peça central no ataque gremista. Em 03/05/1981, atingiu o auge ao marcar o gol do primeiro título brasileiro do clube em pleno Morumbi lotado de são-paulinos, tornando-se ídolo eterno. 
    Sua presença em jogos decisivos e o faro de gol marcaram sua trajetória, colocando-o entre os maiores centroavantes da história do Grêmio. Foi artilheiro do Campeonato Gaúcho por dois anos seguidos: em 1980 (28 gols) e 1981 (20 gols).
    Permaneceu no Grêmio até 1982, tornando-se um dos dez maiores artilheiros da história do clube, com 131 gols marcados em jogos oficiais. De todos os seus gols no Grêmio, 46 foram marcados em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro entre 1979 e 1982.
    Baltazar disputou 12 Gre-Nais (1 vitória, 8 empates e 3 derrotas). Com ele em campo, o Grêmio marcou 8 gols (3 marcados por ele) e sofreu 10. Sua estreia foi em 22/07/1979 e seu último Clássico foi em 29/11/1981. Ambos foram disputados no Olímpico e ambos terminaram empatados em 1x1.
    Além de Atlético Goianiense (onde começou a carreira) e o Grêmio, Baltazar passou por Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Celtade Vigo, Atlético de Madrid onde também foi ídolo e artilheiro, Porto, Rennes, Goiás e Kyoto Sanga, onde encerrou sua exitosa carreira.
Ainda hoje é um dos maiores artilheiros da história do Atlético de Madrid.
    Além dos títulos conquistados no Grêmio, Baltazar conquistou Campeonato Brasileiro (1983), Taça Rio, Torneio de Genebra, Philips Cup, Troféus Cidade de Vigo, Villa de Madrid e Rámon de Carranza, Copa América (pela Seleção Brasileira em 1989), Taça de Portugal (pelo Porto em 1990/91) e Campeonato Goiano.
    Foi artilheiro do Campeonato Goiano (1978 e 1994), Campeonato Gaúcho (1980 e 1981), Campeonato Carioca (1984) e Campeonato Espanhol (1988/89). Também foi eleito Bola de Prata da Revista PLACAR em 1980 quando atuava pelo Grêmio.
    Pela Seleção Brasileira, Baltazar disputou 7 partidas e marcou 3 gols.
    Baltazar foi homenageado pelo Grêmio colocando seus pés na Calçada da fama do Clube.
Foi um dos criadores do movimento "Atletas de Cristo" e um dos primeiros a comemorar seus inúmeros gols apontado para o céu (cena comum atualmente).
    Muito religioso, virou pastor. Tem dois filhos (Mateus e Michelle), mora no Jardim Florença, em Goiânia-GO, e é empresário e presidente da "Missão Atletas de Cristo do Brasil". 



Baidek


Jorge Baidek
Nascimento: 16/04/1960 (65 anos)
Barão de Cotegipe-RS
Posição: Zagueiro
Altura: 1,87 m
Peso: 87 kg
Estreia: Grêmio 3x4 Juventude (25/10/1978)
Última partida: Grêmio 3x0 São Luiz (20/11/1991)
Jogos/gols: 287/2
Títulos: Taça Libertadores da América e Mundial (1983). Campeonato Gaúcho (1985, 1986 e 1987).

    Baidek, zagueiro formado nas categorias de base do Grêmio, marcou seu nome na história do clube com uma trajetória vitoriosa e dedicada. Se notabilizou pela sua força e imposição física. Sua estreia como profissional aconteceu em 1978, início de uma carreira que seria celebrada pelos torcedores tricolores.
    O auge de Baidek no Grêmio veio no ano de 1983, quando foi peça fundamental na conquista dos títulos mais importantes da história gremista: a Taça Libertadores da América e o Mundial de Clubes, que consolidaram o clube gaúcho como referência internacional. Ao todo, Baidek disputou 287 jogos com a camisa do Grêmio, demonstrando regularidade e compromisso ao longo dos anos.
    Nos clássicos Gre-Nais, Baidek também teve participação expressiva. Foram 13 confrontos contra o Internacional, com um aproveitamento relevante: 6 vitórias, 4 empates e apenas 3 derrotas, garantindo 56,41% de rendimento nesses embates. Como defensor, contribuiu para uma marca equilibrada — com ele em campo, o Grêmio anotou 16 gols e sofreu 14. Sua estreia em Gre-Nais aconteceu em 02/101983, com empate de 1x1 no Beira-Rio, e a despedida desses clássicos foi em 20/07/1986, quando o Grêmio venceu por 1x0 no Estádio Olímpico.
    Sua galeria de títulos pelo Grêmio inclui, além das conquistas internacionais de 1983, três Campeonatos Gaúchos (1985, 1986 e 1987), reforçando seu papel nos momentos decisivos do clube.
   Baidek também teve experiências fora do Brasil, atuando no futebol português por Belenenses, Amora e Vizela. Alcançou reconhecimento nacional com uma convocação para a Seleção Brasileira em 1984, participando de uma partida contra o Uruguai em Curitiba. Também atuou por clubes brasileiros como Confiança, Barra do Garças, Madureira e CSA.
    Toda essa trajetória fez com que Baidek fosse eternizado na Calçada da Fama do Grêmio, localizada na Esplanada da Arena, uma homenagem aos ídolos do clube. Após encerrar a carreira como jogador, seguiu sua trajetória ligada ao futebol, atuando atualmente como empresário do ramo esportivo.
    Assim, Baidek permanece como uma referência de dedicação e conquistas no universo gremista, deixando um legado de glórias e paixão pelo Grêmio.

Brochado

 

Álvaro Brochado
Nascimento: 28/09/1883
Porto Alegre-RS
Altura:
Peso:
Posição: Atacante
Estreia: Grêmio 1x0 Fuss-Ball Club Porto Alegre (06/03/1904)
Jogos: 16/1
Títulos: Troféu Wanderpreis (1905, 1906 e 1907).
Falecimento: (31/08/1931)

    Brochado desempenhou um papel fundamental nos primeiros anos do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Nascido em 28 de setembro de 1883, ele foi um dos 31 pioneiros que fundaram o clube em 15 de setembro de 1903, marcando a história como membro ativo de sua comunidade esportiva. Comerciante de profissão, Brochado se destacou não apenas por sua dedicação ao esporte, mas também pelo envolvimento em diversas funções administrativas.
    Logo após a saída de Cândido Dias, integrou a primeira diretoria gremista como 2º guarda-esporte, sendo responsável pelas questões organizacionais e disciplinares do clube. Ao longo dos anos seguintes, Brochado acumulou diferentes cargos importantes: foi eleito 1º e 2º secretário em várias gestões, vice-presidente e conselheiro, além de atuar como diretor de campo (treinador) entre 1910 e 1911, período em que obteve cinco vitórias em cinco partidas sob seu comando.
    Brochado também teve destaque nos gramados. Como jogador, estreou no segundo quadro, consagrando-se campeão da primeira edição semestral do Troféu Vereinpreis em 1904. Participou do festival de inauguração da Baixada, um dos momentos históricos do clube, e fez sua estreia no quadro principal na segunda partida da história do Grêmio, pelo Troféu Gutschow. Ao longo dos anos, sagrou-se vencedor de diversas edições do Wanderpreis e consolidou-se como um dos jogadores mais atuantes da equipe nas primeiras décadas.
    Sua trajetória exemplifica o perfil polivalente dos fundadores do Grêmio, que eram ao mesmo tempo atletas, dirigentes e apaixonados pelo desenvolvimento do futebol na cidade, tendo deixado um legado de dedicação, liderança e conquistas nos primórdios do clube.