Everaldo Marques da Silva
11/09/1944, Porto Alegre-RS
Altura: 1,78 m
Peso: 73 kg
Posição: Lateral esquerdo
Estreia: Grêmio 2x0 Seleção Gaúcha (18/11/1962)
Último jogo: Grêmio 0 x 0 Esportivo (08/09/1974)
Jogos: 373
Gols: 2
Títulos: Campeonato Gaúcho (1966, 1967 e 1968).
Everaldo Marques da Silva é um dos jogadores mais emblemáticos da história do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Sua trajetória no clube começou muito cedo, quando ingressou nas categorias de base em 1957. Demonstrando talento e dedicação, Everaldo galgou seu espaço até o time principal. Em 1964, foi emprestado ao Juventude, experiência que ajudou a consolidar sua formação como atleta. Retornou ao Grêmio em 1966, iniciando então uma sequência de atuações que o tornariam referência na lateral esquerda.
Pelo time tricolor, Everaldo disputou entre 364 e 374 partidas, marcando 2 gols. Sua principal característica era a eficiência defensiva e o senso tático apurado, qualidades que renderam confiança ao sistema defensivo gremista. Entre suas conquistas, destaca-se o tricampeonato gaúcho, vencendo o estadual em 1966, 1967 e 1968, períodos em que o Grêmio consolidou sua hegemonia no Rio Grande do Sul.
O legado de Everaldo transcende as fronteiras do clube: Defendeu a seleção brasileira entre 1967 e 1972 e foi titular no histórico time que venceu a Copa do Mundo de 1970.
Foi o primeiro atleta de um clube gaúcho a conquistar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, feito que motivou o surgimento da estrela dourada na bandeira do Grêmio, eternizando sua conquista e sua representatividade.
Após conquistar a Copa do Mundo, Everaldo acreditava que prosperaria financeiramente, principalmente se o presidente Médici cumprisse a promessa de lhe conceder uma licença para explorar a Loteria Esportiva. Segundo seus cálculos da época, a loja poderia vender Cr$ 100.000 em apostas por mês, garantindo uma porcentagem mensal de Cr$ 9.000. Contudo, Everaldo logo percebeu que muitas das homenagens eram formas de publicidade, com presentes que retornavam em benefício maior para quem os oferecia. Aprendendo com a experiência, determinou que apenas seu agente trataria de participações e contratos para proteger o uso de sua imagem.
Mesmo rodeado de fãs e convites, Everaldo passou a valorizar sua imagem e a seguir exemplos profissionais como o de Pelé, recusando propostas gratuitas de empresas e instituições. Sua renda foi ampliada ao tornar-se cronista esportivo, recebendo Cr$ 100 por artigo (valores da época) e Cr$ 3.000 pela série de 30 textos publicados. O jogador também ganhou presentes expressivos e simbólicos, como um cheque de Cr$ 25.000 e uma caderneta de poupança de Cr$ 5.000 do governo federal, além de carros, eletrodomésticos, roupas, troféus e títulos honorários, ainda que alguns desses prêmios nunca chegassem a ser entregues.*Os valores citados são da moeda utilizada na época.
Além de referência histórica para o clube, Everaldo está imortalizado como símbolo de dedicação, conquistas e excelência defensiva, justificando o respeito e a admiração que recebe das gerações de torcedores e atletas tricolores. Por toda esta importância, Everaldo é atleta laureado do Clube.
Sua carreira, marcada pelo comprometimento e pela paixão ao Grêmio, fez de Everaldo não apenas um campeão, mas uma verdadeira lenda do futebol brasileiro e do esporte gaúcho.
Everaldo faleceu em 27 de outubro de 1974, durante uma viagem de retorno a Porto Alegre após participar de eventos e um jogo festivo de veteranos do Grêmio em sua homenagem, acompanhando seis familiares em seu Dodge Dart, presente pela conquista do tri mundial. Após se despedir de um amigo na BR-290, seu carro se envolveu em um acidente com um caminhão, atribuído à imprudência e condições precárias de segurança da época. Everaldo, sua esposa Cleci e posteriormente a filha Deise, de dois anos, e a irmã Romilda morreram em decorrência do acidente, marcado por profunda tragédia familiar e tristeza entre amigos e admiradores.
No link a seguir há uma matéria interessante sobre o jogador: https://acesse.one/fXdqr
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