Tita


Milton Queiroz da Paixão
Nascimento: 01/04/1958
Rio de Janeiro-RJ
Altura: 1,74 m
Peso: 69 kg
Posição: Meia
Estreia: Grêmio 2x0 Ponte Preta (30/01/1983)
Última partida: Grêmio 2x1 Peñarol (28/07/1983)
Jogos/gols: 32/19
Títulos: Taça Libertadores da América (1983).

    Tita, nome completo Milton Queiroz da Paixão, destacou-se no futebol brasileiro principalmente nos anos 1980, tendo início nas categorias de base do Flamengo em 1970, aos 12 anos. Subiu ao elenco profissional rubro-negro em 1982 e, naquele período mágico, participou de grandes conquistas nacionais e internacionais.
    Em 1983, Tita emprestou seu futebol ao Grêmio, tornando-se peça fundamental na campanha vitoriosa da Copa Libertadores. Foi justamente defendendo o Tricolor Gaúcho que marcou um dos capítulos mais curiosos de sua carreira: enfrentou e marcou contra o próprio Flamengo, no Maracanã, ajudando a equipe gaúcha a avançar na competição. Na final da Libertadores, novamente mostrou protagonismo ao balançar as redes no Estádio Centenário, no Uruguai, determinando o empate em 1x1 no jogo de ida.
    Ao todo, Tita disputou 32 partidas pelo Grêmio e marcou 19 gols, demonstrando uma ótima média para um meia-atacante. Seu desempenho contribuiu decisivamente para o título inédito do clube gaúcho, embora ele tenha retornado ao Flamengo antes da final do Mundial de Clubes daquele ano.
    Curiosamente, Tita não chegou a disputar nenhum Gre-Nal vestindo a camisa do Grêmio. Mais tarde, atuando pelo Internacional, participou de três clássicos, perdendo todos eles.
    Em sua trajetória, Tita também construiu uma relevante carreira na Seleção Brasileira — com 24 jogos e 6 gols, além do título da Copa América de 1989 e a participação na Copa do Mundo de 1990. Entre títulos marcantes estão ainda conquistas pelo Flamengo (Campeonato Carioca e Brasileiro, Libertadores e Mundial de 1981), Vasco da Gama, Bayer Leverkusen (Copa da UEFA 1987-88), Club León do México e Comunicaciones da Guatemala, clube onde encerrou a carreira antes de tornar-se técnico.
    No Grêmio, seu período pode ter sido curto, mas foi absolutamente marcante, eternizando seu nome na história azul, preta e branca pela participação decisiva no primeiro título continental do clube.



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